Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

BERGOGLIO E CANTALAMESSA ACELERAM A INVERSÃO CONCILIAR

Bergoglio y Cantalamesa

Arai Daniele

Rememoramos o momento extraordinário na História do Universo que foi a Pentecostes anunciada dez dias antes por Nosso Senhor Jesus Cristo antes de ascender aos Céus: «Ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém para que aguardassem a promessa do Pai, a qual ouvistes de Minha boca; «porque João na verdade batizou em água; vós, porém, sereis baptizados no Espírito Santo, daqui a poucos dias». Então, os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: «Senhor, porventura chegou o tempo em que restabelecereis o Reino de Israel?» Jesus respondeu: «Não pertence a vós saber os tempos e nem os momentos que o Pai reservou ao Seu poder. Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e Me sereis testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e na Samaria, e até às extremidades da Terra».

E tendo dito isto, elevou-Se à vista deles. (At I, 4-8)

A pergunta dos Apóstolos sobre o restabelecimento do Reino de Israel era ligado à necessidade da grande conversão ensinada por Jesus, que dizia respeito ao mundo todo, a começar pelos mesmos Judeus. Nela foi centrado o primeiro discurso de Pedro depois da descida do Espírito Santo que os fortificou na Fé, Esperança e Caridade de Deus.

A inversão do Evangelho no «magistério conciliar»

A missão confiada a São Pedro foi exposta no seu inicial discurso magisterial infalível, registrado nos Atos dos Apóstolos. Este seguiu o admirável fragor do Pentecostes, quando com línguas de fogo todos os Apóstolos ficaram repletos do Espírito Santo, e iniciaram a falar em línguas. Estavam em Jerusalém então judeus devotos de todas as nações do mundo. «Quando ouviram o estrondo se reuniram confusos, pois ouviam os discípulos a falar na sua própria língua… cada um ouvindo as maravilhas de Deus anunciadas na própria língua! … Então Pedro, que estava ali com os outros onze Apóstolos, levantou-se e disse em voz alta: “Homens da Judéia e todos os que vos encontrais em Jerusalém! Compreendei o que está a acontecer e prestai atenção às minhas palavras:  estes homens não estão embriagados como pensais, são apenas nove horas da manhã. Mas está ocorrendo aquilo que o profeta Joel anunciou:  “Nos últimos dias, diz o Senhor, Eu derramarei o meu Espírito sobre todas as pessoas. Os vossos filhos e filhas vão profetizar, os jovens terão visões e os anciãos terão sonhos. E, naqueles dias, derramarei o meu Espírito também sobre os meus servos e servas, e eles profetizarão. Farei prodígios no alto do céu e sinais em baixo na terra: sangue, fogo e nuvens de fumo. O Sol transformar-se-á em trevas e a Lua em sangue, antes que chegue o dia do Senhor, dia grande e glorioso. E todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo”. Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem que Deus confirmou entre vós, realizando por meio d’Ele os milagres, prodígios e sinais que bem conheceis. E Deus, com a sua vontade e presciência, permitiu que Jesus vos fosse entregue, e vós, através de ímpios, mataste-O, pregando-O numa cruz. Deus, porém, ressuscitou Jesus, libertando-O das cadeias da morte, porque não era possível que ela O dominasse… Deus ressuscitou Jesus; nós todos somos testemunhas disso. Ele foi exaltado à direita de Deus, recebeu do Pai o Espírito prometido e comunicou-O: é o que vedes e ouvis… Que todo o povo de Israel fique a saber com certeza que Deus tornou Senhor e Cristo aquele Jesus que vós crucificastes».

O anúncio de Pedro e sucessores para a grande conversão

«Quando ouviram isto, todos ficaram de coração aflito e perguntaram a Pedro e aos outros discípulos: «Irmãos, que devemos fazer?»  Pedro respondeu: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos pecados; depois recebereis do Pai o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é em favor de vós e de vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar”. Com muitas outras palavras, Pedro lhes dava testemunho e exortava, dizendo: “Livrai-vos da gente corrompida”. Os que acolheram a palavra de Pedro receberam o batismo. E nesse dia uniram-se a eles cerca de três mil pessoas (At 2, 6…41).

O presente sinal de ruptura da missão papal

A missão expressa neste texto é como a Carta magna para a conversão de todos, a começar pelos Judeus. Só um «outro» papado, alheio ao sentido do Evangelho, pode contrariá-lo levando a pensar que, não só os da casa de Israel não precisam receber o dom do Batismo e do Espírito Santo para salvarem-se, mas que “todos os justos do mundo, mesmo ignorando Cristo e a Sua Igreja, sob o influxo da graça, procurando Deus com o coração sincero, é chamado a edificar o Reino de Deus” (João Paulo 2º, 6 de dezembro de 2000).

Segundo essa nova doutrina conciliar a Fé não seria mais necessária para edificar o Reino de Deus e salvar. Bastaria, sob o influxo de uma graça ordenada à sinceridade e à boa vontade, procurar Deus, mesmo ignorando Cristo e a Sua Igreja e portanto o que ensinaram os verdadeiros Papas desde o tempo de São Pedro.

Ora, o que estes sempre ensinaram é que a graça é ordenada à Fé de Cristo. Porém, esta «nova religião» da salvação pela boa vontade pode mesmo ignorar a Redenção do Salvador, que demandando a adesão pessoal, não é por isto global, como quer a heresia da enc. «Redemptor hominis».

Com esta inversão, João Paulo 2º foi além do Protestantismo.

Eis a paixão terminal da Igreja: pastores em veste papal portadores da inversão do Evangelho, que cancela a missão da Igreja de pregar a necessidade da fé em Jesus Cristo em todo o mundo, segundo o mandato divino, a começar pelos Judeus.

O católico fiel que segue a paixão da Igreja tem o dever de testemunhar essa inversão.

A Providência divina com a visão da 3a. parte do Segredo de Fátima, da hecatombe do Papa com seu longo séquito católico, desvelou que o pior atentado contra a Fé pesa sobre o mundo hodierno desde pouco antes de 1960. Trata-se do “abatimento” da autoridade católica, fato que, embora obscuro, como o foi por quarenta anos o «Segredo» , está na raiz da crise universal que atinge não somente a Religião, mas os princípios mesmos da ordem, da moral e da justiça na sociedade humana.

Esta crise é ligada à mega metamorfose eclesial que seguiu a demolição católica e a ascensão de uma nova classe clerical ideada pelas lojas para implementar o ecumenismo mação. Os fatos estão aí para confirmá-lo, para quem está fundado na Fé e no Magistério da Igreja, que já condenou esse pérfido ecumenismo, especialmente com a Encíclica Mortalium animos de Pio XI, escandalosamente contrariada.

A Igreja é, pois, vítima de uma velada, mas evidente oposição ao seu Magistério, promovida em nome do magistério pastoral do Vaticano 2, que com os seus documentos Unitatis redintegratio e Nostra Aetate, levaram esse falso ecumenismo ao disparate hodierno de uma união religiosa global, sempre almejada pela Maçonaria.

Hoje, vemos essa infame inversão do Apostolado católico patrocinado por Bergoglio, que já iniciou o trabalho com suas promoções.

Acompanhem isto nesta nomeação do novo arcebispo de Buenos Aires na pessoa de seu comparsa Fernandez: http://pagina-catolica.blogspot.pt/2013/05/francisco-premia-rector-hot.html .

E a eminência Cantalamessa é figura presente nos novos rituais. Sobre este «guru» da «nova verdade»… “verum est faciendum” da « praxis» ver artigo em http://wp.me/pWrdv-Oi (55 ANOS DO VILIPÊNDIO CONCILIAR-ECUMENISTA DA VERDADE, e seus festejados gurus!

PODERÁ O “PAPA” APARENTE PRATICAR ACTOS VÁLIDOS COM SUPRIMENTO DE NOSSO SENHOR ?

 Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

 A resposta é NÃO. Efectivamente, quando os heresiarcas, inclusive o supremo heresiarca, que usurparam as estruturas materiais da Santa Madre Igreja praticam algum acto, ou produzem alguma asserção, MATERIALMENTE boa, É SEMPRE PARA FAZEREM PASSAR O MAL.

Nosso Senhor Jesus Cristo não pode, por definição Teológica da própria bondade Divina, suprir um acto praticado com uma intenção formalmente má. E qual é essa intenção? Evidentemente que é a destruição da Igreja. Hodiernamente, quando a Santa Madre Igreja já está destruída, como realidade social e cultural; o objectivo passa a ser: TORNAR IMPOSSÍVEL A SUA RECONSTITUIÇÃO.

Nosso Senhor, e a própria Igreja Eterna, podem sim suprir um acto praticado com uma intenção formalmente boa, embora num registo disciplinar ou jurisdicional deficiente ou errado.

Se um heresiarca se converte à causa da verdadeira Santa Igreja Católica, a invalidade de raiz da sua situação disciplinar, bem como da sua Jurisdição, (mas não a invalidade da sua Ordem Sagrada) serão supridas pela Igreja Eterna, e em última análise por Nosso Senhor, O Qual constitui a Cabeça sobrenatural da mesma Igreja.

Nunca podemos perder de vista que o plano da maçonaria para destruir a Santa Igreja de Deus é extremamente complexo e astuto, pois que inspirado por satanás, joga a fundo com todas as virtualidades da psicologia e da fraqueza humanas.

Por seu lado as forças anti-sedevacantistas não hesitam em deturpar a verdadeira Teologia Católica, com o malfadado objectivo de fazerem crer que a Igreja conciliar, ateia, relativista e pederasta, é a verdadeira Santa Madre Igreja.

Dizem eles que para a administração válida dum Sacramento é suficiente, além da matéria e da forma, a intenção meramente exterior de fazer o que faz a Igreja.

Ora uma tal concepção desvirtuaria o carácter ontológico e racional dos Sacramentos; pois se na verdade é Nosso Senhor Jesus Cristo, enquanto Deus, causa principal dos Sacramentos, e enquanto Homem, causa instrumental eficiente primária dos mesmos; é também verdade que o Seu ministro sacerdote é causa instrumental secundária, MAS RACIONALMENTE CONSCIENTE.

Terá assim de possuir verdadeiramente a intenção interior formal de fazer o que faz a Santa Igreja, e fazê-lo efectivamente, ainda que por infelicidade e estado de confusão íntima, se encontre momentaneamente incapacitado para o acto e o hábito da Fé.

A Santa Igreja sempre ensinou que um Judeu, por exemplo, pode baptizar vàlidamente, se empregar a matéria e a forma correctas, e possuir a intenção interior e formal de fazer o que faz a Santa Igreja. ORA ESSA INTENÇÃO É CONTRADITÒRIAMENTE INCOMPATÍVEL COM UM ESTADO DE ÓDIO, OU ATÉ DE DESRESPEITO PELA SANTA IGREJA.

Neste quadro conceptual, verifica-se que a referida intenção se consubstancia, necessária e essencialmente, num vínculo formal e positivo com a Instituição fundada por Nosso Senhor.

Ora a intenção da maçonaria internacional era precisamente subverter a Santa Igreja de Deus A PARTIR DE DENTRO, mediante impostores, de todos os níveis hierárquicos, inclusive o mais elevado, que macaqueariam as aparências cristãs da instituição, DISSOLVENDO O SEU CONTEÚDO.

Quem conspira para destruir a Santa Madre Igreja, ainda que inicialmente de forma não notória, não pode possuir nela qualquer jurisdição, e confecciona invàlidamente os santos Sacramentos.

Após a revolução de 1789, constituiu-se em todos os países de antiga tradição católica uma sólida fina-flor, intelectual,cultural e moral, composta por leigos e por eclesiásticos, que por todo o século XIX e até ao maldito concílio Vaticano II, facultou à Santa Madre Igreja inapreciáveis serviços, tanto mais necessários, quanto a Igreja se encontrava debilitada pela divulgação das ideias revolucionárias, e por ter perdido o apoio do braço secular.

ORA A MAÇONARIA PROCUROU, E CONSEGUIU, ATINGIR MORTALMENTE ESSE ESCOL, RECICLANDO-O NO SENTIDO DO MODERNISMO.

Nunca a maçonaria se preocupou muito com a grande massa nominalista e oca; com a multidão supersticiosa que se afirma católica por mero mimetismo de fachada social.

O novo “Patriarca de Lisboa” é mais um liberal, que até já recebeu o prémio “Pessoa” de inspiração maçonica; sendo doutorado em História, não tem perdão, pois sabe perfeitamente que o seu percurso eclesiástico é um percurso de traição a Nosso Senhor Jesus Cristo. Cada acto seu, cada asserção sua, por muito que agrade ao mundo, configura mais um beijo de Judas.

Mas o Corpo Místico permanece, e permanecerá sempre.

Para lá de todas as traições, para lá de todos os deicídios, Nosso Senhor Jesus Cristo não abandona a Sua Igreja.

OS TEMPOS DE DEUS NÃO SÃO OS TEMPOS DOS HOMENS. E aquilo que hoje nos surge como a maior aberração da História Universal, Deus a contempla NA GLOBALIDADE DO PLANO DA CRIAÇÃO, que para nós, mortais, é desconhecido. Sobretudo não pretendamos analisar a Fé à luz dos acontecimentos. Analisemos, sim, os acontecimentos, essencialmente, à luz da Fé.

O mal, por muito grande que seja, não o olvidemos, é sempre metafìsicamente limitado pelo BEM.

Não absolutizemos o mal. Só  o Bem é substancialmente um absoluto – É DEUS.

Aliás o mal provoca sempre imensamente mais ruído do que o Bem.

Depositemos a mais firme esperança em Deus Nosso Senhor, em Nossa Senhora, em são José, nos santos do Céu, no nosso Anjo da Guarda.

Penso aliás que o primeiro grande Acto da Santa Madre Igreja restaurada num verdadeiro sucessor de Pedro deveria constituir a proclamação e definição solene dos Dogmas da Mediação Universal de Maria e de Maria Corredentora.

Todavia a presente geração já não o testemunhará.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

ISBOA, 19 de Maio de 2013

Pentecostes
                        Veni,   Sancte Spiritus,   et  emitte  caelitus  lucis  tuae   radium.

CASTIGOS INDIVIDUAIS E CASTIGOS COLECTIVOS

castigo

Alberto Carlos Rosa Ferreira Das Neves Cabral

Que o seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos” (Mat 27,25)

O fundamento de todo o castigo reside na Lei Eterna, causa exemplar providencial de toda a Ordem, criada ou possível.

A criatura espiritual, anjo e homem, foi criada para anunciar formalmente a Glória extrínseca de Deus, reconhecendo-O, amando-O e servindo-O; se assim não proceder, tal Glória será anunciada pelo castigo, temporal (ou) e eterno.

Tal não resulta dum decreto arbitrário de Deus, por ser intrìnsecamente, METAFÌSICAMENTE, conforme à natureza infinita e incriada – QUE É DEUS UNO E TRINO.

Os documentos conciliares e pós-conciliares cessaram de todo de proclamar os castigos de Deus, “olvidando” que para isso teriam de rasgar todas as páginas da Sagrada Escritura.

Efectivamente, o conceito de castigo Divino constitui como que a respiração sobrenatural de toda a Bíblia, Antigo e Novo Testamento; suprimido este conceito, é a própria noção de Deus que se extingue – POR NÃO IMPOR RESPEITO A NINGUÉM. Só por isso a Igreja conciliar terá de ser classificada de seita ateia.

O Dogma Católico ensina-nos que todo o homem, terminado o curso da sua vida terrena, será por Deus julgado, sendo de imediato pronunciada a sentença pelo JUSTO JUIZ.

Todo o homem que vem a este mundo vai necessàriamente edificando moralmente o seu ser à luz objectiva de Deus; mesmo que O rejeite, não perde a sua condição de criatura contingente, e a criatura não é o seu próprio ser.

A Doutrina Católica ilustra-nos sapientemente na sobrenatural certeza que, ao contrário do hegelianismo e do marxismo, o ente finito racional não constitui um momento na vida do infinito, mas possui um valor próprio, e é objecto do amoroso cuidado providencial de Deus Nosso Senhor.

O mérito da criatura é real, ainda que tenha seu fundamento POSITIVO na Divina Predestinação. O demérito também é real, mas neste caso o fundamento é puramente NEGATIVO – constitui uma não Predestinação.

Ao comparecermos perante Deus Nosso Senhor, levaremos connosco a forma moral do nosso acto de ser; a Graça Santificante e a Caridade, semente de infinita glória; ou a privação dessa Graça, e consequente condenação eterna. A Sanção Divina constitui a ratificação suprema, objectiva, da nossa opção fundamental, mas não se apresenta como possuindo uma natureza heterogénea a essa opção.

Todos os racionalistas acusam a Santa Madre Igreja de estabelecer uma falsa moral baseada na “caça” à recompensa. Mas se a alma fiel cumpre os santos Mandamentos é precisamente porque eles consubstanciam a vontade de Deus, porque eles são intrìnsecamente conformes ao Bem absoluto e incriado, como já se referiu, e não em virtude duma recompensa que seja diferente de Deus, como se de realidades terrenas se tratasse.

A ÚNICA RECOMPENSA PARA QUEM AMA A DEUS É O PRÓPRIO DEUS.

Para quem não ama a Deus, a sanção Divina ratificará então a suprema privação por toda a eternidade (pena do dano) e adicionar-lhe-á o castigo do fogo, ou pena do sentido, como punição do apego desordenado à criatura.

Não existe terceira via: o Céu ou o Inferno. O Limbo não constitui terceira via porque se destina a seres que  não gozaram do uso da razão neste mundo, pela pouca idade, ou por doença. O Purgatório muito menos, porque não é eterno.

A Igreja conciliar primeiro negou o Inferno, transformando-o num hotel de cinco estrelas para quem não aprecia Deus. E logo a seguir, necessàriamente, metafìsicamente, negou o Céu; e depois já não pôde conceber sequer a imortalidade da alma, e finalmente negou a Deus Pessoal. Evidentemente. BONUM EX INTEGRA CAUSA.

A VERDADE E O BEM CONSTITUINDO NO LIMITE O PRÓPRIO DEUS, OU SÃO, OU NÃO SÃO. O erro e o mal podem subsistir, e por definição metafísica, necessàriamente subsistem, parcial e limitadamente; não assim a Verdade e o Bem. Por isso vemos a ex-Igreja católica descer ao mais profundo dos infernos do erro e do mal.

Portanto existe uma relação pessoal, transcendental, de todo o homem (e também do Anjo) com Deus. E essa relação implica necessàriamente uma sanção eterna, objectiva e absoluta: O Céu ou o Inferno.

Todavia, neste mundo o homem vive, ESSENCIALMENTE, em sociedade. Os Anjos, em virtude da sua constituição ontológica, não edificam uma sociedade como os homens; e a razão é esta: Em primeiro lugar trata-se de seres puramente espirituais; além disso cada anjo constitui por si mesmo uma só espécie, e não um indivíduo; o conjunto dos Anjos é pois um género. A espécie é, ontològicamente, incomparàvelmente mais rica que o indivíduo.

Enquanto membro da sociedade, o homem possui deveres e direitos; em articulação orgânica com os outros membros do seu grupo social, pode o homem, ( mas não o Anjo) PERANTE DEUS, ser sujeito de castigos e de galardões, MAS SÓ TEMPORALMENTE. Os castigos colectivos, como tais, não podem possuir uma correspondência eterna, exactamente o mesmo acontece quanto aos galardões.

Os membros justos, e até santos, dum determinado agrupamento (família, tribo, nação, ou mesmo o conjunto da Humanidade) podem ter de sofrer castigos colectivos Divinos, impostos por algum crime, imputável a esse mesmo agrupamento, como um todo, ou a membros qualificados do mesmo.

Os Judeus, de todas as épocas e lugares, são colectivamente culpados de deicídio: “QUE O SEU SANGUE CAIA SOBRE NÓS E SOBRE OS NOSSOS FILHOS” (Mat 27, 25). A SANTA MADRE IGREJA NÃO TEM PODER PARA OS ABSOLVER COLECTIVAMENTE DESSE PECADO. Efectivamente, a Santa Igreja não pode absolver as colectividades dos castigos TEMPORAIS que Deus lhes queira enviar.

A Santa Igreja só tem poder para remitir (postas as devidas disposições) da pena eterna e da pena temporal individual devida ao pecado, infligida neste mundo, através do Sacramento da Penitência, bem como das indulgências aplicadas aos vivos; a Santa Igreja não possui jurisdição sobre as almas do Purgatório; ùnicamente o poder do sufrágio. Tal não impede que a Santa Madre Igreja procure socorrer as vítimas duma colectividade que sofra um castigo Divino óbvio, concretizado numa guerra ou numa catástrofe natural. Pode e deve ainda oferecer o Santo Sacrifício da Missa com finalidade EXPIATÓRIA E IMPETRATÓRIA.

Muitas vezes Deus utiliza materialmente um acto vil para operar formalmente um castigo. As barbaridades sofridas pelos Judeus durante a segunda guerra mundial, conquanto exageradas, foram reais, comportando um exemplo concreto do castigo temporal infligido a uma comunidade pelo deicídio cometido. Os crimes nazis foram monstruosos e Deus não os podia querer formalmente em si mesmos; MAS NO PLANO GLOBAL DA CRIAÇÃO FRUTO DA DIVINA PROVIDÊNCIA tais crimes foram assumidos como instrumento material para um castigo formal, colectivo e TEMPORAL, decretado pela Sabedoria Providencial Infinita de Deus Nosso Senhor desde toda a Eternidade.

A acção de Judas constituiu um horrível deicídio, mas numa perspectiva global da Criação, essa acção foi o instrumento material da nossa Redenção.

Neste quadro conceptual é absolutamente de louvar a excelsa atitude de Pio XII que providenciou, tanto quanto pôde, a salvação dos judeus perseguidos durante a segunda guerra mundial. Todavia, o decreto Eterno de Deus contra a colectividade Judaica não pode ser elidido pelo poder da Santa Igreja.

É falso que os verdadeiros católicos nutram sentimentos de ódio. Eles apenas procuram trabalhar pela Glória de Deus Uno e Trino, proclamando que n’Ele reside, OBJECTIVAMENTE, toda a verdade e todo o BEM, e que fora d’Ele são só trevas e dor. O contrário é que constitui a verdade: são os progressistas que odeiam os defensores da Santa Fé; reconhecendo-se apóstatas, e contemplando a sua própria ruína intelectual, espiritual e moral, só obtêm refrigério atormentando os fiéis.

E isto é tanto mais verdade quanto a Humanidade sofre actualmente o maior, mais terrífico, e mais extraordinário castigo colectivo que se pode imaginar: O DESAPARECIMENTO DA IGREJA CATÓLICA COMO REALIDADE SOCIAL E CULTURAL, PELA CONQUISTA DOS SEUS ELEMENTOS HUMANOS PELA MAÇONARIA INTERNACIONAL.

As duas guerras mundiais haviam já constituído poderoso castigo pelos pecados do protestantismo, do liberalismo e do comunismo; mas agora ficámos orfâos, sem a nossa Mãe Igreja.

Não desesperemos porém, porque na adoração suprema a Deus Nosso Senhor, na ilimitada veneração a Maria Santíssima, congregados na Caridade, auferiremos decerto, nós que somos o Corpo Místico, da desvelada protecção daqueles santos que nos amaram tanto, que tudo deram pela nossa salvação.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 14 de Maio de 2013

A «CULTURA» DA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO: DE PAULO 6º A BERGOGLIO

menos resuloção

Arai Daniele

Hoje falar da «teologia da libertação», assim como do mesmo comunismo, parece vontade de voltar a «problemas superados» do passado. Todavia, ambas estas sedições são vigentes na vida dos povos contemporâneos – são os erros espalhados pela Rússia previstos por Nossa Senhora em Fátima – que impregnam uma «cultura geral», segundo o plano de seus ideólogos.

Na tentativa de implantar o marxismo superando todo limite de positivismo e materialismo, mas retornando à filosofia crítica de Kant e aos seus sucessores no idealismo alemão em especial à filosofia de Hegel, se deu ênfase à dialética das contradições como propriedades inerentes à mesma «realidade».

De Antonio Gramsci à Escola de Frankfurt, os povos foram levados a viver a «cultura» da reivindicação total! Os ideólogos de Adorno a Marcuse, inspiraram a nova revolução, que a partir dos anos Sessenta, como ficou cada vez mais claro, deixou de encontrar um obstáculo na Doutrina Católica da Igreja ocupada e transformada no atual aparato da «igreja conciliar».

Antes, a edificação do Reino de Deus na Terra partia do interior da consciência dos homens, como está na Palavra que herdamos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é que nos liberta infundindo e vinculando-nos ao sentido espiritual da salvação humana, que será vital e no qual devemos permanecer também para o aperfeiçoamento da existência terrena, pessoal e social.

Ao contrário, a dialética da «cultura revolucionária» parte da urgente reforma exterior do mundo e de suas realidades, das quais os homens – dos operários aos pensadores – são vítimas inocentes e por isto devem reagir! Foi assim que acabaram cortando a cabeça de reis católicos, para em seguida morrer nas garras e guerras de seus novos imperadores.

Tudo em nome da liberdade, fraternidade e igualdade!

Ora, com a revolução do Vaticano 2 e a sua conseqüente «teologia da libertação», a ordem natural do direito ordenada ao Bem e ao seu Reino de Deus no mundo foi invertida a favor de uma nova ordem da liberdade humana segundo os ideólogos da globalização do mundo. Infiltraram estes nas sociedades a idéia que  a liberdade não deveria mais ser ordenada à Verdade – que torna livres -, mas que esta devia ser submetida à liberdade humana. Se Deus existe, quer o homem livre até para o mal!

Na Ordem Cristã, o Evento central da História é a encarnação da Palavra, Jesus Cristo, que nos abre o caminho da salvação. Não assim para a nova ordem, cujo direito não é mais para a libertação do Homem da escravidão do pecado, mas da «velha ordem» de governo social com a conquista da independência e autonomia da humanidade projetada num futuro, do qual Cristo seria um ponto Ômega ideal!

E o pensamento dos povos ficou contaminado por falsas noções de verdade e de liberdade, com as idéias utópicas que vão daquelas de filósofos como Hegel até as do jesuíta Teilhard de Chardin, «guru» das teses que influenciaram os «teólogos» do Vaticano 2.

Como se viu, ali prevaleceu sorrateiramente uma nova noção de verdade como quimera a ser vista segundo os tempos; algo a ser procurado pelo povo de Deus da igreja em caminho que, como o Magistério da Igreja advertiu desde sempre contra a falsa liberdade (v. Enc. «Libertas» do Papa Leão XIII) oposta à ação verdadeiramente livre que consiste na faculdade de se mover na verdade e no bem. E como aplicar essa definição à vida humana sem definir a verdade, imutável na sua relação com a razão de ser do Homem, cuja felicidade só pode estar no bem para o qual foi criado; ao seu fim último segundo os desígnios divinos?

Ora, como se pode constatar historicamente, toda revolução social, nascida da rebelião pessoal, vai no sentido da usurpação prometeica do poder de Deus. Isto nos tempos modernos se faz por «via religiosa». Assim foi com a revolução protestante e seguintes, para chegar à revolução final: no seio da Igreja de Deus.

Identifiquemos o processo. Trata-se de separar, no dualismo natural da Igreja, o aspecto espiritual do terreno, como entidades opostas. Por exemplo, «Igreja: carisma e poder» do livro de Leonardo Boff lembra Lutero, dividindo na Igreja sua existência espiritual da secular, para separar dois aspectos da mesma realidade eclesial, e assim acusar a segunda, institucional, enquanto Católica, que se perderia no seu aspecto terreno, legal de detentora de uma estrutura humana de apóstolos, sacerdotes, ordem sacramental.

Assim querem, como se o poder não fosse parte da mesma Igreja do Verbo de Deus encarnado neste mundo, Jesus Cristo, que «recebeu todo poder no Céu e na Terra» e instituiu Sua Igreja fundada sobre São Pedro e os Apóstolos, com poder de Ordem e de Jurisdição, com os Sacramentos e as chaves do Reino.

O «poder» do Vaticano dois não cancelou diretamente isto. Não, mas usou-o para outro fim, que foi o da «naturalização» da Igreja nos seus ritos e sacramentos, da sua missão e espírito. De fato, a mentalidade conciliar é cada vez mais naturalista e adaptada às verdades mutáveis do mundo. Assim, fez passar o direito à liberdade sobre a prioridade do acato à verdade («Dignitatis humanae», DH); a preferir a unidade humana sobre a unicidade da Doutrina divina («Unitatis redintegratio»); uma paz religiosa sobre a única ordem na verdade divina, com a sua abominável operação ecumenista que nivela as religiões ao sabor dos homens.

Estão aí os termos das perversas «liberdade, fraternidade e igualdade» revolucionárias sem a Paternidade e a Palavra de Deus Criador da ordem natural e suas desigualdades. E da realidade dualista do natural e do sobrenatural ligados em Deus, passaram a um falso dualismo em que o natural prevalece no mundo inventando o carisma na religião.

Isto aconteceu com o abatimento virtual do «katéchon», o Papa com todo o seu séquito fiel, como está nos fatos e na visão da terceira parte do Segredo de Fátima. Aquela visão revela uma situação sem saída para a Igreja militante, que de alto a baixo não ouviu nem parece querer entender a urgência da Profecia de Fátima, isto é, que a vida da Igreja depende da Intervenção divina no mundo. Esta ocorre por meio de homens da Igreja inspirados segundo a sua Lei e a santa Tradição. Na «vacância» dessa Fé todo mal se torna possível e atual, avançando sem freios.

A Teologia da libertação na «sociológica» «cultura» conciliar

Já muitos estudos e a realidade, mostraram como o Vaticano 2 quis transformar a missão da Igreja, de seu sacerdócio e de sua liturgia no sentido «sociológico». Quando se observa isto à luz do que se disse sobre o dualismo, então se pode compreender que o objetivo era de pôr a missão da Igreja sob uma nova direção pastoral humana, que arquivaria as verdades da religião que precede o Vaticano 2 e seus sinais divinos, como a Profecia de perigos de Fátima, a favor de teologias, sociológicas e libertárias, que agradassem o mundo moderno e sua ONU.

Eram as aberturas da Igreja a todos os erros e desvios diabólicos que a Mensagem profética arquivada previra. De alguns destes vamos falar agora, porque estão cada vez mais em ato sem que a multidão perceba, porque acobertados pelaestranha hierarquia de intenções não católicas com os nomes de promotores que sucederam ao sinistro João 23.

As notícias filtram aos poucos, como esta na «Fratres in Unum» do dia 4.4.2013: «As forças ocultas na Igreja e uma hierarquia que se deixa instrumentalizar (ou é conivente?): em preparação para Conferência de Puebla, Dom Paulo Evaristo Arns apresentou como seu texto de autoria da ONU. O Estado de São Paulo - Documentos diplomáticos mantidos em arquivos de embaixadas na Santa Sé revelam que a Organização das Nações Unidas (ONU) contou com os esforços do cardeal dom Paulo Evaristo Arns na tentativa de influenciar o papa Paulo VI e a Cúria no Vaticano para que a Igreja fizesse críticas aos regimes militares sul-americanos nos anos 1970. Documentos obtidos pelo Estado em Roma reforçam as indicações de que Arns atuou em cooperação com ativistas de direitos humanos, exilados e com a ONU para levar à cúpula do Vaticano alertas sobre os regimes militares no Cone Sul. Já se sabia que o cardeal havia atuado para buscar financiamento externo a fim de coletar de informações sobre a tortura no Brasil. Os novos documentos mantidos em Roma apontam, agora, que Arns também aceitou uma proposta da ONU e de órgãos de direitos humanos para levar aos demais cardeais e ao próprio papa uma posição crítica em relação às ditaduras sul-americanas. Um dos principais focos da ofensiva nos bastidores era a Conferência Episcopal Latino-Americana (Celam) que o papa Paulo VI tinha convocado para outubro de 1978, auge da repressão em diversos países da região.

“Adiamento. O evento, que estabeleceria uma linha para a Igreja na região e contaria com a presença do papa e do alto clero, acabaria ocorrendo apenas em 1979. Paulo VI morreu em 1978 e seu sucessor, João Paulo I, ficou apenas 33 dias no cargo, falecendo e abrindo um novo período de transição na Igreja. No dia 15 de outubro daquele mesmo ano, Karol Wojtyla foi eleito e o evento de Puebla (México) foi confirmado para o ano seguinte. Um dos documentos mantidos em sigilo revela uma reunião entre uma missão da ONU e Arns, dia 6 de janeiro 1978, em São Paulo. Do encontro participou o bispo uruguaio Marcelo Mendiharat, exilado no Brasil por causa da perseguição em seu país. O objetivo da reunião era propor que nos encontros preparatórios para Puebla os dois religiosos levassem uma proposta de texto que, no fundo, seria redigido pela ONU. “Sondei o terreno com d. Paulo (a delegação brasileira terá entre 40 e 53 bispos entre os 350 em Puebla) e Mendiharat e os dois estão dispostos a apresentar como seus um texto que nós lhes ofereceremos”, escreveu no dia 17 de janeiro de 1978 um dos representantes da ONU ao resumir a reunião. Arns, num primeiro estágio, levaria o texto redigido pela ONU à CNBB em abril daquele ano para sua aprovação, como se fosse de sua autoria. “O clero liberal contatado se responsabilizará em mobilizar as conferências episcopais nacionais onde os textos adotados pelas assembléias irão em discussão em Puebla depois das reuniões de trabalho”, indicou a ONU. Segundo o documento, a missão sugeria que outros funcionários das Nações Unidas buscassem contatos com cardeais que seguiam a mesma tendência de Arns pela América Latina para que adotassem uma posição semelhante, criando uma rede do alto clero capaz de forçar a aprovação de um texto de crítica à situação latino-americana. Essa lista incluía Ricardo Durán Flores de Callao, bispo auxiliar de Lima, o cardeal de Quito, Paulo Munoz, e o arcebispo de La Paz, Manrique.

‘Marxização’. A contra-ofensiva à missão de Arns foi encabeçada pelo secretário-geral da Celam, Alfonso López Trujillo, bispo auxiliar de Bogotá e conhecido por seu conservadorismo. Sua meta era a de usar o evento para combater o que chamava de “marxização da Igreja” e, principalmente, os defensores da Teologia da Libertação. Em Roma, fontes confirmam que Trujillo impediria a ida a Puebla de bispos ligados a essa tendência e ainda enviaria a cada participante livros como Cristianismo e Marxismo, de G. Cottier e estudos sobre segurança nacional. O próprio João Paulo II – conhecido por sua posição anticomunista – colocaria seu peso na defesa da visão de Trujillo. Choque. O texto final seria uma demonstração desse choque entre diferentes alas dentro da Igreja latino-americana e da ação de Arns, que acabou conseguindo incluir referências de peso político. De um lado, a declaração de Puebla admitiu o fato de que os latino-americanos “viviam uma situação de permanente violação da dignidade da pessoa”… pedia, ao final, que a “Igreja, por um autêntico compromisso evangélico, deve fazer ouvir sua voz, denunciando e condenando estas situações, ainda mais quando os governantes e responsáveis se professam cristãos”. Mas o texto também trouxe fortes críticas contra os dissidentes, principalmente aqueles que haviam recorrido às armas. A declaração final de Puebla condenaria as “angústias pela violência da guerrilha, do terrorismo e dos seqüestros  realizados por extremismos de distintos signos que igualmente comprometem a convivência social”. O texto final ainda critica os movimentos de esquerda na região. “As ideologias marxistas se difundiram no mundo dos trabalhadores, estudantes, professores e em outros ambientes com a promessa de uma maior justiça social. Na prática, suas estratégias sacrificaram muitos valores cristãos e humanos.” Se a ação em Puebla foi a mais emblemática em termos externos, a relação entre Arns e a ONU perdurou por vários anos.»

Puebla escondia uma bomba a tempo de pavio religioso

Sobre a notícia acima há que observar a obra de um cardeal que se alinha a uma política da ONU, mas em vista de sua própria política, que não é a mesma pois segue a linha revolucionário da «teologia da libertação». De fato, quando, em vez de Paulo 6 (para reforçar Medellín), foi a Puebla João Paulo 2, que foi alertado dessa nova «teologia», foi o mesmo Arns a mobilizar a sua equipe de «teólogos», Leonardo Boff e companhia, para uma imediata contra-exegese! (Sì sì no no, nº da foto acima). E aqui revemos o artigo de Julio Fleichman: «Puebla esconde uma fraude» em Permanência nºs 126-127, onde explica que “para compreender o que significa PUEBLA é preciso antes desvencilharmo-nos da logorréia infindável [na linha sociológica do Vaticano 2] com a qual seus realizadores prepararam e atuaram esta reunião de bispos. Com efeito, esta logorréia apareceu em “documentos-base” ou “documentos-preparatórios” destinados, em geral a impressionar os tolos e ajeitar o terreno para as manobras do momento decisivo”.

Assim é possível entender o que a “inteligentzia progressista” mirava com a realização de uma reunião como PUEBLA, segundo certos pontos fundamentais.

“Desde Medellín, na Colômbia, em 1968, os bispos de esquerda do episcopado latino-americano, reunidos sob a invocação de Camilo Torres, ex-padre, subversivo (dito “guerrilheiro”), que morreu de armas na mão em combate com defensores da ordem pública, tentam organizar movimentos de subversão no continente contra os governos (em geral controlados ou exercidos por militares) que se defendem como podem contra a ameaça comunista. Batidos na pretensão de combater os exércitos latino-americanos pelo terrorismo, os comunistas e seus aliados eclesiásticos moveram-se para a insidia pseudo-religiosa.

“Em 1968, em Medellin, os bispos latino-americanos de esquerda conseguiram apenas os primórdios do que queriam. Os “documentos preparatórios” daquela reunião, como agora, eram terríveis, como mostramos em artigo anterior que faz um balanço da obra nefasta de Hélder Câmara. Cito, deste artigo anterior, o seguinte trecho da recomendação do “expert” Joseph Comblin que, naquele tempo, vivia em Recife, Brasil, com Helder Câmara e foi, mais tarde, expulso do país.

O padre Joseph Comblin pela boca de Hélder Câmara e da C.N.B.B., diz aos bispos reunidos em Medellin em 1968: “Ninguém pode acreditar que as reformas fundamentais que o desenvolvimento exige poderão ser promovidas por uma evolução política normal dentro dos princípios que regem a sociedade ocidental. Esses princípios se aplicam somente em situações de calma e sem problemas. As reformas não se farão pela persuasão nem pelas discussões platônicas em assembléias legislativas, nem por via das eleições segundo os moldes do sistema ocidental moderno. Bastaria a Igreja armar um grupo (ficaria muito mais barato do que os gastos com obras assistenciais) e tudo ficaria resolvido … ” (documento-base para Medellin – Padre Joseph Comblin –apresentado à C.N.B.B. por Dom Helder Câmara- publicado em todos os jornais brasileiros e na lntegra no “O Estado de São Paulo” dos dias 14, 15 e 16 de junho de 1968).

“Mas a presença de Paulo VI em Medellin (que dali sairia comprometido) e também a denúncia pública feita naquela mesma cidade de que muitos elementos do episcopado pretendiam arregimentar politicamente os bispos… puderam, com o pretexto do “interesse pelos pobres” e a pretensão de dar relevo a questões “sociais”, colocar em marcha o grande elemento de coação que organizaram e com o qual esperavam impor aos bispos do continente uma posição uniforme contra os governos militares anti-comunistas… O grande elemento de coação acima referido é aquilo que os próprios bispos chamam “espírito de Medellin”, isto é, um ambiente-coator mantido em ebulição, agitado de tempos em tempos com incidentes entre bispos e governantes, como aconteceu no Brasil, no Chile, no Equador, na Bolívia e não aconteceu na Venezuela do P.D.C., no Panamá de Torrijos, na Argentina de um Peron esquerdista … Esse ambiente com que procuraram coagir os bispos entorpecidos ou menos inteligentes, funcionou, mas funcionou pouco para o gosto dos agitadores. Um grande impulso, entretanto, foi dado ao trabalho de “teólogos” esquerdistas como Gutierrez, do Peru; Boff, do Brasil; Segundo Galileia, do Chile e outros que começaram a elaborar o que chamavam “teologia da libertação”, baseando-se sobretudo em Karl Rahner. Esta “teologia” começou utilizando um vocabulário que hoje, por ora pelo menos, foi deixado de lado por razões “táticas”. “Opção pela luta”, “conscientização dos marginalizados”, “redenção do povo de Deus”, etc., foram exemplos utilizados até recentemente. Seus autores e seus promotores fizeram o possível para ir “além” do que ficara dito explicitamente em Medellin (pois, na verdade, pouco importa o que fica dito claramente e sim a “versão” que essa organização «bispos-intelectuais-imprensa” consegue inculcar como sendo o que Medellin quis dizer).»

O artigo é todo interessante, mas aqui foi citado para concluir que o que se iniciara ali, hoje está realizado não pelas armas, mas uma completa revolução «cultural» que o Vaticano de Paulo 6º, depois de João Paulo 2º (que começou relutante) e depois com Bento 16 (que parecia contrário), hoje está em ato porque era intrinsecamente na linha do direito à liberdade de consciência e de religião da DH do Vaticano 2.

Mas qual o resultado clamoroso que a todos atinge com a geração rebelde, de ricos e pobres, do fenômeno Lula no Brasil, que nem por isto são leitores de Marx ou Hegel, Gramsci ou Marcuse?

O primeiro sinal da deformação «cultural» socialistoide tem a ver com os direitos, desde os materiais aos emocionais, das novidades à felicidade geral, sem a contra-partida de deveres para com os seus ou de gratidão para com a comunidade real. A cristianização das Américas teria sido um abuso! Podem amar a idéia abstrata de humanidade, mas não o próximo nem da parentela da qual herdaram a vida e suas facilidades. Por isto também não planejam outro futuro que vai além da necessidade imediata. Usam aquilo que lhes chega ao alcance para desprezar tudo em drguida. Em uma palavra, se sentem naturalmente credores de direitos, mas sem deveres nem responsabilidades. Tudo buna atitude de aparente indiferença não é isenta, porém, dainveja crônica que vai alimentar toda rebelião em nome de uma justiça social dos direitos sem deveres.

A «teologia da libertação» foi e é uma das madrastas da nova igreja que, conciliar e protestantizante, usa mas despreza o que resta do poder da instituição milenar que está sendo demolida porque alheia a esse novo carisma. Trata-se da mesma concepção protestante anti-católica da igreja que descarta a autoridade divina, para que prevaleça o carisma entregue aos interpretes da Bíblia. No fim de contas, para eles, é a igreja que existe para servir o bem e a justiça terrena num mundo de princípio monístico. Pois a salvação e o paraíso futuro é coisa para este mundo de gente adulta e evoluída. E a Ordem Cristã, se quiser sobreviver na NWO, Nova Ordem mundial, deve pôr-se ao serviço da «cultura» que nega castigos divinos e profecias de desgraças! Foi a missão dos «papas conciliares», na qual agora está engajado Bergoglio.

“Fatos espantosos e horríveis ocorrem na terra: profetas profetizam mentiras, os sacerdotes os aplaudem e meu povo amou estas coisas. Que castigo não virá depois de tudo isto?” (cf. Jr. 5, 30-31)

MULHER vestida de sol

13 de maio de 2013 – Salve Maria puríssima!

O Coração Imaculado de Maria, Medianeira de todas as graças, palpita em Fátima pela salvação de nós todos, pobres pecadores.

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