Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A NOVA OBSCURA ONDA ANTI-FÁTIMA

Nossa Senhora de Fátima

A Fé católica é essencialmente a fé da in­tervenção divina na terra dos homens pela Encarnação de Jesus Cristo, Filho de Deus.

O Vigário de Cristo é responsável pela confirmação desta Fé.

Em 1917, quando o mundo moderno foi envolvido por guerras catastróficas e a nefasta revolução comunista, gerando milhões de vítimas e demolindo a Cristandade, o papa era Bento XV.

Ora, o católico que crê na intervenção da Providência divina na vida da humanidade, crê também nos seus sinais, reconhecidos pela Santa Sé, e na sua “oportunidade” temporal. Isto é, o Céu intervém em modo velado, em vista da liberdade humana de aceitar ou não a Verdade, mas sempre no momento justo. De fato, naquelas condições terríveis, a Providência divina suscitou um milagre inigualável. Este era o sinal para que a Igreja recorresse à ajuda extraordinária que podia mudar o curso aniquilador a que ideologias falazes conduziram os povos.

Tal “tempestividade” se manifestou nas “coincidências providenciais”, da qual a história das Aparições de Fátima é repleta do início ao fim.

Logo a primeira aparição de Nossa Senhora, no dia 13 de Maio, demonstrou ser a resposta às especiais orações da Igreja a que desde o dia 5 de Maio todos os bispos do mundo foram chamados oficialmente pelo Papa.

Assim, no evento milagroso que seguiu, havia todos os termos de resposta divina ao pedido da Igreja por meio do Papa à Regina Pacis.

Todavia, a oferta divina de ajuda foi estranhamente ignorada, e na história cristã dos últimos tempos, Fátima se tornou o evento sobrenatural, ao mesmo tempo mais assombroso, incompreendido e manipulado. E hoje, a fé da intervenção divina na vida humana passou a ser considerada mitológica até nos ambientes pios e clericais.

O católico para entender toda crise se volta para a Sede de Roma.

Em 1958 lá morria Pio XII, e no seu lugar havia quem lera o «segredo divino» para prevenir o que ameaçava o mundo. Era João XXIII, chamado o “papa bom”, que aceitava de público a origem divina da profecia de Fátima, mas fora envolvido na ideia de um concílio para a paz e a fraternidade universal na terra: o Vaticano II, «sinal dos tempos»! Mandou, pois arquivar a profecia de desditas, que aborrecia, sagrando a era iluminista, que vislumbrava. Surgia assim a “igreja espetáculo”.

Passados quarenta anos, o «segredo profético» foi desarquivado.

Vamos ler com o cuidado que merece o “possível texto” da “visão providencial” publicada do Segredo no ano 2000 pelo Vaticano atual:

“Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fôgo em a mão esquerda, ao centílar, despedia chamas que parecia iam incendiar o mundo, mas apagavam-se com o contacto do brílho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro O anjo apontado com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência!

E vimos numa luz emensa que é Deus ‑ “algo semelhante a como se vêm as pessoas num espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestído de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Vários outros Bíspos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no címo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao címo do monte, prostrado de juelhos aos pés da grande Cniz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns atrás outros os Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, neles recolhiam o sangue dos Mártires e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus.” (Tuy)

Após a visão desse massacre, as crianças aterradas, só podiam volver o olhar para a Senhora, que as consolou: “Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé… Por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar‑me‑á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.”

Era a visão da virtual eliminação do papa católico com o seu séquito fiel que deixava a Cristandade, já arruinada, “decapitada” de um guia.

Tratava-se de uma profecia que pode ser completamente confirmada pela visão da atual vida do mundo e da Igreja.

A demolição da Igreja e a desordem e perversão imperantes na terra, que vive no meio de escombros morais e religiosos, é uma evidência, mas pode a grande comunicação entender o que ocorre no mundo chamado católico, se os mesmos clérigos não percebem o que lá foi perpetrado? Não pode. Todavia, esse mundo clerical entretido por essa grande comunicação, desconfia dessa mensagem, ao mesmo tempo em que crê na lenda do “papa bom” em paradoxal contraste com a sua obra religiosa.

Neste sito se escreve para os poucos que ainda reconhecem os deletérios efeitos espirituais e existenciais desta paixão do Cristianismo, que vão da ordem do crer à do pensar, do entender à do agir, da fé à da esperança e caridade.

Dirigimo-nos aos raros que sabem da necessidade desse testemunho na história da redenção do homem espiritual, assim como foi criado por Deus; aos que não desdenham sinais, mesmo velados, que encerram desígnios divinos. Especialmente, este sito é para quem sabe da presença do sobrenatural no curso histórico também dos impérios, e que conhece, portanto o alcance da santa palavra “conversão”.

Este é o termo que a igreja ecumenista quer relegar à categoria de mito, se não de ofensa. Por que um muçulmano, judeu, budista ou vuduista deveria se converter a Jesus Cristo segundo eles? Mas o incrível é ter isto sido proclamado justamente por clérigos vestidos de vigários de Cristo, que promovem a operação ecumenista segundo os escritos do Vaticano 2! Haveria então que saber por que então, quem não precisa se converter a Cristo deveria ouvir quem diz ser Seu vigário no mundo?

O católico acreditava numa «inteligência da história»; na sua filosofia, que não excluiu nem a profecia nem o milagre da conversão de um império à ordem cristã. Sim porque o milagre é ordenado à profecia e esta à ordem histórica de um desígnio superior. Não é assim para toda a vida neste planeta, em cuja equação não podem faltar os termos de ordem e finalidade, enfim de uma verdade transcendente?

Disto haveria muito que falar, mas aqui voltamos à História.

Após aquele período de guerras devastadoras, o clima moral e religioso do mundo tornou-se cada vez mais sórdido devido ao geral divórcio da Fé causado, seja pelo materialismo que pelo americanismo.

Imperou a falsa «liberdade de consciência na verdade»; o ardil mais sinuoso contra o dom da liberdade da consciência ordenada à verdade.

No plano dos fatos a tentação moderna a substituir a ordem natural cristã pela nova ordem mundial redundou no descalabro presente.

Assim, na era da comunicação total, circulam notícias de crises sinistras e perigos aterradores, mas sobre suas causas humanas e soluções só há confusão. A realidade hodierna é a decadência espiritual numa crise geral e profunda que atinge todos os níveis: da família ao estado, da justiça à política; onde não reinam violência e corrupção há ocultas perversões. Convive-se com a imoralidade, delitos e falsidades. Nunca a autoridade foi tão necessária, nunca tão ausente. Jamais houve controles tão potentes; jamais tanta inconsciência e não há mais poderes humanos aos quais recorrer para conter desordens nacionais e chacinas mundiais. Nunca a ajuda divina foi tão urgente, nunca tão ignorada!

Para o cristão, a sociedade «liberada» da fonte divina da ordem e da lei, na onda da descristianização, não ficou mais livre, mas enveredou no caos da degradação moral e mental: vive-se na mentira. Todavia estava escrito: «Se guardardes a minha Palavra, sereis meus discípulos, conhecereis a verdade e a verdade vos tornará livres» (Jo. 8, 31).

A liberdade tem por fim o bem conforme a razão; a liberdade de enganar-se e enganar, «revela que somos livres, como a peste que estamos vivos, mas da verdadeira liberdade humana é só uma falha» (S. Tomás).

A burla dos pseudos «vigários de Cristo» intentos a modernizar e «bonificar» a Sua religião e agora a Mensagem de Nossa Senhora, foi declarar a «dignidade» e o «direito» da peste mental e moral com a “Dignitatis humanae” do infame Vaticano II.

O pior é que o mundinho tradicional também começa a tecer dúvidas sobre Fátima, a Irmã Lúcia e esse Segredo, como se tudo fosse falso, ou alterado, ou mutilado.

Escrevo isto porque agora é um velho amigo a fazê-lo na revista “Einsicht” de maio; o catedrático alemão Wigand Siebel, autor de vários trabalhos de valor. Ali escreve longamente, quase um livrinho inteiro contra Fátima!

Vou responder também a isto, mas aqui me pergunto: quem pode dizer que não corresponde a uma realidade essa visão da eliminação do papa católico com o seu séquito fiel? Não ficou ali configurado um grande delito contra a Fé, mesmo se evidenciado em forma simbólica?

Como é que sobre esse Segredo, esse sinal da demolição conciliar da Igreja, do qual já tanto se falou, só há confusão? Foi-se ao ponto de escrever livros para “provar” que o texto da visão foi forjado. Mas se o foi, o que parece inacreditável, então despontariam duas hipóteses:

1ª- O texto da visão do Segredo, sobre o virtual massacre do papa com o seu séquito, foi falsificado ou mutilado por falsários no Vaticano que substituíram, não só o texto, mas a Irmã Lúcia, que o confirmou.

2ª- O texto publicado em 2000 é verdadeiro e de fato o papa católico, guardião da verdade revelada, foi virtualmente “eliminado”.

As duas hipóteses apontam para o mesmo Vaticano: ou lá há falsários, ou lá foi “eliminado” o vigilante que impede as falsidades religiosas, que é o papa católico com seu séquito; só assim a S. Sede podia ter publicado documentos propostos como visões transmitidas por Maria Santíssima.

Daí as acusações de serem falsos (veja Il Segreto ancora nascosto, Christopher A. Ferrara, Good Counsel pub. NY., 2008. ; 3e. Secret de Fatima pub. 2000, un Faux, Laurent Morlier, Ed. D.F.T., 2001; Tradução italiana, Salpan Editor, Matino – LE, 2005.).

De todo modo, estamos diante da visão de um delito; quer tal texto seja forjado, quer seja autêntico; não se escapa! Isto sim é espantoso!

No Antigo Testamento lemos do Profeta Daniel que investiga enganos (Dn. 13-14). Mas hoje, este delito – a virtual “eliminação” do Papa – não é investigado, como se os enganos cruciais na fé devam ser evitados.

Este delito no Vaticano, que o Segredo espelha, pede de todo católico fiel algumas considerações essenciais que vamos enumerar.

– A terceira parte do Segredo de Fátima trata do terceiro castigo, pior que as guerras mundiais e a revolução comunista, “Se o mundo não se converter”, como disse Nossa Senhora. Qual castigo pode ser pior que o da demolição da Igreja Católica, Âncora de salvação para o mundo?

– Deus, porém, permite o castigo ainda para provar e salvar as almas.

– Pode-se crer, como o fizeram nossos Pais no passado, que o “castigo vem aí onde se pecou”. Como, onde e quando este pecado ocorreu?

Como? Se esta profecia de Fátima continha um desígnio de Deus, e é o que tudo indica como cremos junto a milhões de católicos, este desígnio foi evitado, censurado e distorcido.

Onde? Na mesma Sede romana, como veremos em seguida.

Quando? Aqui deve, portanto ser descrito o paralelo entre o desatendimento da ajuda profética e os desastres históricos da Cristandade entre 1914 até 1958. Desde então se trata da ruína do mesmo Papado.

Do “como” e do “onde” se falhou vem o castigo. Estes vieram nos eventos funestos do mundo católico (veja-se no resumo do livro “Entre Fátima e o Abismo”, que publicaremos em breve). Salvando sempre a boa intenção desses três papas (Bento XV, Pio XI e Pio XII), dos quais tivemos diversos atos e iniciativas de valor é impossível evitar esta verdade: o Evento de Fátima refletia um desígnio de ajuda divina que foi ignorada.

O papa Bento XV foi o que mais escreveu sobre a Mediação universal de Maria, mas não ligou isto a seu pedido de 5 de maio de 1917.

O papa Pio XI nos deixou a encíclica “Mortalium animos” para nos defender do pancristianismo, a escalada ecumenista na Igreja.

E o Papa Pio XII foi o Papa de Fátima, que nesta data, 31 de maio, estabeleceu o dia para a consagração anual ao Coração Imaculado de Maria. Todavia, não atendeu completamente ao Seu pedido.

Para entender as consequências disto serve dispor um paralelo cronológico entre o evento profético de Fátima e os fatos concernentes os Pontificados de seu tempo, isto é, de 1917 até 1958, com a morte do “Papa de Fátima”, Pio XII.

Dois fatos não podem deixar de interessar a quem vê em Fátima a profecia trazida pela Mãe de Deus para ajudar seus filhos a superar males espantosos no nosso tempo. Estes fatos marcam a sua história:

– a dificuldade de acolher tal ajuda no tempo de Bento XV, Pio XI e Pio XII;

– as tentativas de obscurecer Fátima com a censura de João XXIII, as manipulações e sua adaptação final à pessoa de João Paulo II.

Entre os dois fatos se coloca a visão do Segredo, isto é do evento assinalado como um castigo mais devastador para a Fé da Igreja que as duas guerras mundiais e a revolução comunista.

No tempo seguinte à morte de Pio XII, não há outro castigo para a Igreja da dimensão dessa hecatombe do Catolicismo e do Papa.

Esta começou a tornar-se clara em 1960.

Visto que o tempo do primeiro fato se concluiu com a morte do Papa Pacelli em 1958, o último dos três papas que não acolheram devidamente a ajuda divina encerrada na profecia de Fátima, como não ver nisso uma causa da demolição espiritual que seguiu? Em outras palavras, visto que toda falha tem consequências, podia uma falha a este nível não ter por efeito um eclipse do Papado católico, representado na visão da virtual «eliminação» do papa? Não é um fato que este foi substituído por um “papado” capaz de manipular a Fé e Fátima? Não equivalia isto à “decapitação” papal predita por Jesus à Irmã Lúcia na comunicação de Agosto de 1931: “Faça saber aos Meus ministros que, como eles seguem o exemplo do rei da França ao retardar a execução de Meu pedido, eles o seguirão na desgraça”? (Documentos de Fátima do P. Joaquim Alonso e «Entre Fátima e a Esfinge»).

Desta comunicação, que entra misteriosamente pela história adentro, há que tratar, pois foi referida a uma freira que ignorava e nunca entendeu qual fosse a “desgraça” mencionada.

Há, pois que relacionar aqui estas questões de suma importância, que indicam delitos, para entender o papelão do atual «cardeal» Tarcísio Bertone, que veio duas vezes de Roma a Fátima para falar com a Irmã Lúcia, e nada conseguiu dizer de sério sobre esse grande mistério. Pelo contrário, só suscitou confusões e contradições, como veremos.

Estas são referências fundamentais desta conclusão, ou seja, o paralelo entre a falha no respeito a um sinal que representa um desígnio divino, que começou com Bento XV até Pio XII, e a conseqüência desta na ofuscação da Fé Católica com João XXIII.

João Paulo II publicou o Segredo contendo a visão do Papa católico «virtualmente eliminado» junto ao seu séquito fiel, para se colocar como centro do Segredo! O atentado que sofrera na Praça de São Pedro, porém, pouco ou nada reflete de tal visão, que seria “mais clara em 1960”. A matança do papa, no paralelo cronológico a seguir, alude a um delito contra a Fé.

Tal delito não foi considerado até hoje no seu confronto com a visão virtual do Segredo. Todavia, é real na demolição conciliar que passou por longa inquirição, sempre calada e censurada pelo Vaticano, como fizeram com o Segredo! Eis como o paralelo se confirma, pois tudo ocorre como se as questões cruciais para a fé devam ser censuradas.

A importância do desígnio divino de Fátima foi ofuscada e continua a sê-lo? Eis que a devastação chega a galope, como os cavalos do Apocalipse. E aqui acaba o simbolismo para cair na espantosa realidade que vivemos e devemos testemunhar. Salve Maria santíssima.

Por Araí Daniele, fundador do Pro Roma Mariana, contendo trechos do seu último Livro Segredo de Fátima ou perfídia em Roma.

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