Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Testemunhos Cruciais na atual Paixão da Igreja – Parte II

Dedicatória D. Mayer

Dedicatória de D. Antônio de Castro Mayer: Ao Caríssimo Arai Daniele, como renovação da amizade que nos uniu para sempre. Campos, 8 de setembro 1989, festa de Nossa Senhora da Natividade. + Antônio de Castro Mayer, Bispo Emérito de Campos

A RESISTÊNCIA CATÓLICA BROTADA E ABORTADA NUM LIVRO QUE SURGIU NO BRASIL

Recordamos antes a importante reação de prelados e de leigos antes e durante o Vaticano, que hoje, porém, parece inteiramente esquecida.

Agora há que falar do segundo livro crucial nessa hora de paixão da Igreja. Trata-se de um longo trabalho que testemunha a dúvida verdadeira, o nó crucial daquele momento: Diante da famigerada “nova missa”, pode-se questionar a posição da autoridade? Pode o Papa cair em heresia?

Esse trabalho foi distribuido por todos os bispos brasileiros e enviado ao Vaticano para Paulo VI. Depois foi traduzido em francês com o título «La Nouvelle Messe de Paul VI: Qu’en penser?», Diffusion de la Pensée Française, Vouillé, 1975.

Carta de D. Mayer ao Cardeal Baggio

Carta de D. Mayer ao Cardeal Baggio - Parte I

Carta de D. Mayer ao Cardeal Baggio

Carta de D. Mayer ao Cardeal Baggio - Parte II

Seu autor é o advogado Arnaldo Vidigal Xavier da Silveira, que então era membro da TFP, mas o livro foi escrito junto com Bispo Antonio de Castro Mayer, que confirmou sua participação no trabalho enviado papa Paulo VI (Conforme cartas que ilustramos aqui e que estarão disponíveis posteriormente em uma seção Documentos).

Há diversas questões ligadas a esse importante livro.

– A sua enorme oportunidade para aquele momento de paixão da Igreja.

– O original em português, enviado para os bispos brasileiros e também para o Vaticano (que me foi oferecido por Dom Mayer), a questão sobre a possibilidade do papa cair em heresia precede aquela sobre a Missa.

– Os autores passaram a receber pressões para não publicarem o trabalho em troca da tolerância assegurada pelo Card. Scherer, tanto para as iniciativas da TFP, como para preservar a Missa de S. Pio V na Diocese de Campos.

– O trabalho, embora muito oportuno, parte da premissa totalmente falsa que a Lei da Igreja é falha sobre a questão do papa herético.

Ignora a Bula de Paulo IV, como eu soube diretamente do autor.

Tendo tratado repetidas vezes desse argumento e da discussão sobre a Bula, devo afirmar que é histórica a aversão contra esse documento infalível da Igreja. Isto se repetiu até com autores do peso de São Roberto Bellarmino.

De modo que não surprende a posição de autores como Suarez, Matthæucci, Pighi, Bouix, Billot, que endossaram a idéia que a lei para assegurar na Igreja a legítima autoridade ainda devia ser estudada! Por isto, ainda hoje se discute a questão, como se houvesse um vazio no magistério infalível e na lei e da Igreja para assegurar nada menos que a autoridade que representa Deus na terra, razão fundamental do Papado!

Bem fez o Dr. Homero Johas em 1978 quando lhe pedi para aprofundar a questão que, tanto é vital e decisiva, quanto esquecida na Igreja militante numa hora crucial como esta. O professor Tello Corraliza descreve essa ojeriza clerical contra essa Bula. Isto foi incluido no nosso livro “Segredo de Fátima ou perfídia em Roma”.

Sobre a influência da corrente holandeza do tempo de Erasmo, há que lembrar o trabalho do teólogo Phighi, que difundiu o escrito herético “O Benefício de Cristo”, condenado pelo Santo Ofício, mas acolhido até por um papa fugaz, como foi o seu compatriota Adriano VI.

Estas idéias não vingaram então; aguardaram a infiltração modernista na Igreja do século XX, do tempo do “nada” espiritual e da mentira (cf. Gustavo Corção), e hoje continuam sem que a maioria perceba o veneno da sua irracionalidade. Pelo contrário; loucos seriamos nós!

Ora, a autoridade existe para conter nos limites do bem a liberdade humana, como ensinaram sempre os Papas. E visto que o termo correlativo da liberdade é a autoridade em qualquer campo, que dizer se do âmbito superior da autoridade religiosa, do papa, da autoridade que representa Deus, procede uma voz que declara o direito à liberdade religiosa diante de Deus mesmo, diante da Verdade revelada? Não bastaria isto para pelo menos duvidar que essa voz não tem nada com a autoridade apostólica de continuidade na representação divina?

Pois foi isto que aconteceu com o Vaticano II e sua declaração “Dignitatis humanae” que proclama o direito humano de toda escolha religiosa.

A causa primária do “Mistério da iniquidade” não são os inimigos da Fé, que sempre operaram, mas a demolição interna de suas defesas com a apostasia geral dos prelados e após dos fiéis. A defesa que provém da Fé, depende de sua preservação através dos recursos de que foi dotada a Igreja católica. Para isto existe a Lei canônica e o seu Código.

Foi antes lembrado que não faltou uma tomada de posição diante do engano modernista e judaizante da Igreja, mas que esta se aquebrantou diante de um engano maior: o dever de obedecer à autoridade “apostólica reformista”.

E isto apesar de ter ficado claro nos anos que seguiram o Vaticano II, que o tal libelo de acusação de 1965 era fundado pois se tornara evidente que só através de um supremo poder desviado e um conciliábulo auto proclamado ecumênico teria sido possível implementar reformas profundamente anti evangélicas que levariam os filhos da Igreja à contradição ecumenista total e letal da hora presente, que se demonstra com Bento XVI.

Pois bem, agora é clara a ligação do primeiro crucial testemunho contra a proclamação da “Nostra aetate” e o que seguiu na obra ecumenista dos papas conciliares. Das viagens de Paulo VI e João Paulo II à cerimônia da oração pela paz das grandes religiões em Assis, até o abraço ecumenista com o judaísmo do milenarismo sionista de Bento XVI o elo é patente. Consiste na releitura do Evangelho à luz de uma Antiga Aliança que não foi nem poderia ser, segundo os judeus, superada pela Aliança em Cristo.

Se assim fosse Seu Sacrifício e morte seria inútil para o antigo Povo eleito, como hoje os rabinos proclamam até em Roma e nas barbas dos bispos que se dizem católicos. Se isso fosse tido como verdadeiro, razão a mais para avaliar decaída a missão dos consagrados na Igreja para ensinar justamente o contrário, preocupados com a conversão também dos judeus em boa fé.

Depois de ter visto que o plano maçônico almeja uma ORU, Organização das Religiões Unidas, que sob o nome público de URI foi benzida por João Paulo II, hoje vemos a continuidade dessa mega iniciativa “ecumenista” sob o cardeal Ratzinger, agora Bento XVI, que a reforça com novas propostas.

Ora, “è notório que desde 1999  ele participou da «Foundation for “Inter-religious and Intercultural Research and dialogue”», da qual faziam parte, alguns rabinos, um príncipe da Jordânia, um luterano e também… Neil Bush, chefe da CIA e atual patrão da Carlyle. Trata-se de uma das tantas operações da intelligence USA para influenciar, tornando favoráveis às políticas americanas, prelados e outras personalidades influentes, e Neil Bush participou a diversas destas operações.

Hoje pode-se deduzir que Ratzinger adere com deliberada convicção a esta ordem de idéias e demonstra sua clara simpatia e encorajamento através das missas que celebrou para um movimento católico alemão, «Katholische Integrierte Gemeinde», em português «Comunidade Católica de Integração» (CCI). E’ o movimento fundado pela senhora Traudl Weiss, que em 1945 ficou traumatizada pela visão dos sobreviventes de Dachau. A Weiss reuniu fiéis em torno da idéia que «o que havia acontecido em Auschwitz exigia da Igreja uma conversão às suas raízes hebraicas»; pela qual «os cristãos compreendessem a própria co-responsabilidade no Holocausto, e que esta consistisse no próprio estranhamento teológico do Antigo Testamento».

No testo de apresentação do CCI se lê, por exemplo que «Pensadores hebreus, como Elie Wiesel, indicaram Auschwitz não como fim do hebraísmo mas como fim do cristianismo. Tais discursos “proféticos”, deduzidos da história contemporânea, seriam ligadas às palavras dos profetas bíblicos e lembram à Comunidade o encargo permanente da crítica à religião, também ao interno da Igreja Católica». Disto decorre o encontro com o hebraísmo sionista: de fato, segundo a CCI, «Israel aceita com paixão o mundo como dom de Deus. Israel sabe que se não submetesse o seu mundo exterior, e portanto a sociedade ao Reino de Deus [em terra], a sua fé seria coibida e fora da realidade». Pode-se ler neste conceito o motivo pelo qual os hebreus mataram Jesus como blasfemo: porque acreditavam que a Aliança que tinham com Deus contemplasse esse «dom» divino do mundo, para que os hebreus «o submetessem», como fazem presentemente na Palestina e não só, com a conhecida lobby, sem exclusão da astúcia, a violência e o engano. Assim «em suas viagens à Israel os membros da Comunidade estreitam relações de colaboração e amizade com a rede de kibbutzim», o que significa com os Gush Emunim (uma entidade à qual adere 50% da população israelita), cujo lema è: «A integralidade da terra para a integralidade do hebraísmo». A religião hebraica almeja de fato ao integral domínio terreno. Após o matrimonio da Weiss com um rico advogado, Herbert Walbrechter, a CCI iniciou essa santificação do projeto terreno comprando firmas falidas, fábricas, um banco, hospitais. Isto para expandir tal fé «granjeando para esta todos os setores deste mundo». Tal objetivo econômico não se assemelha àquele do protestantismo calvinista e ao seu «espírito do capitalismo», que vê no sucesso econômico uma prova da predileção divina para com os homens de sucesso terreno? «O domínio econômico da CCI é, escreve o escritor Valente (30 dias), «a Torah que realiza o projeto colossal de submeter toda vida ao reino de Deus» (também os bancos e a Wall Street?). Naturalmente, isto concorda perfeitamente com o “dogma” da «permanente eleição de Israel da parte de Deus». Mas este especial filo-sionismo milenarista não é ainda pior que a o dos «cristãos renascidos», protestantes americanos que almejam favorecer Israel apoiando suas conquistas anti árabes, com a esperança de «acelerar o segundo Advento» de Cristo, e assim a conversão final dos hebreus. Ao contrário, os católicos alemães amigos de Ratzinger, apóiam os sionistas ocupantes das terras palestinas, enquanto emissários do cumprimento do hebraísmo com a «verdadeira religião»; justamente aquela condenada por Jesus Cristo: «Para que te serve conquistar o mundo, se depois perdes tua alma?».

Em todo caso tudo isto foi lembrado aqui para que se saiba que foi o monsenhor Ratzinger, como bispo de Mônaco da Baviera, a aprovar os estatutos da CCI, e que deste então «é hospede de honra nas suas reuniões» e isto apesar da hostilidade provinda de amplos setores da igreja alemã, sobre as publicações dessa Comunidade, onde aparecem fotos e intervenções de Ratzinger (Valente).

Trata-se portanto de construir integralmente o Reino de Deus em terra.

Que não fará Ratzinger hoje ocupando a Sede de Pedro e indo visitar Israel?

Já isto revela como o complot, que estava bem delineado há várias décadas, avançou dentro da Igreja ao ponto de se ver proclamado em seu nome a exigência que de uma conversão  católica às raízes hebraicas» pela qual «os cristãos compreendessem a co-responsabilidade própria no Holocausto, resultante de seu estranhamento à Aliança do Antigo Testamento para a edificação do Reino de Deus em terra.

Uma crença em contraste abissal com o Evangelho de Jesus Cristo.

Poderia um prelado que colabora nisso, mas é eleito papa, ter autoridade católica? Impossível. A razão vai além de toda pesquisa canônica; está na raiz mesmo do Direito divino. A autoridade do Papa não provem da Igreja, nem de todos os cardeais juntos; vem de modo imediato de Deus mesmo, conhecedor do íntimo das almas e portanto das intenções de cada ser humano. Então, seria preciso que fosse nos desígnios divinos – ao mesmo tempo – instituir a autoridade de Seu vigário no mundo para edificar o Seu Reino, para depois autorizar um clérigo diretamente  (e “canonicamente”!) a inverter essa Sua vontade. Isto só acontece na aparência e na mente confusa dos ditos católicos que, não só desconhecem a Lei da Igreja, mas o seu fundamento na Fé e na sua lógica.

Hoje vivemos o momento histórico em que a idéia que compete à Religião cristã converter-se às terrenas raízes hebraicas, provem da mente de quem aparece como representante de Cristo! A recusa de Jesus Cristo Salvador justificada por quem diz representá-Lo! Confessa sua idéia que Deus estava escondido diante dos horrores de Auschwitz, mas é tido como representante de Jesus Cristo!A que ponto chega o obnubilação cristianóide!

Não indica isto que a mentalidade do Anticristo dominou a Sede do Vaticano, para a perdição do mundo e até de uma multidão de consagrados, que desprezaram e desprezam todo sinal, aviso e Lei da Igreja divina.

Será que para estes ainda serve o terceiro “livro”, que está sendo escrito na história do último meio século?

Araí Daniele

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