Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O ANTICRISTO

Fonte: Tomás Tello Corraliza, na sua obra: “Cercanias de la catástrofe final, según datos bíblicos”, ed. Vulcano, Madrid, 2005

Cuidai que ninguém vos seduza. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu o Cristo. E seduzirão a muitos. Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos. (Cf. Mateus 24)

Este é o último sinal precursor da segunda vinda de Cristo; a presença do Anticristo é sempre problemática. De fato, o Anticristo pretende ser a réplica de Cristo, portanto não será reconhecido como tal, a não ser por um pequeno número de católicos. Iniciemos nossa marcha, seguindo ao esquema marcado nos pontos anteriores.

Qual é o teor dos vaticínios a respeito? O denominador comum é o de atribuir a este personagem um irresistível poder de sedução.

No Discurso escatológico de Jesus – centro de interesse sobre o qual gira este estudo, segundo manifestei de início – se dão os seguintes pormenores sobre o tema. «Muitos virão em meu nome e dirão ‘Eu sou o Cristo’ e enganarão a muitos» (Mt. 24, 4-5; Mc. 13, 3-4; Lc. 21, 8). «Surgirão falsos profetas e apresentarão prodígios e maravilhas, ao ponto de enganar, se fosse possível, até mesmo aos eleitos. Vede que vos preveni de tudo» (Mt. 24,23-24; Mc. 13, 21-23). São Paulo o descreve por seus efeitos perniciosos; será «o homem da iniqüidade e o filho da perdição, que se opõe e se lança contra tudo o que se disse Deus ou é adorado, até sentar-se no Templo de Deus» (Cf. II Ts. 2, 4) dotado de grande poder de sedução. Assim se descreve uma realidade sem nome. O nome aparecerá, bem mais tarde, nas Epístolas de São João.

O nome já estava cultivado pela Tradição e andava de boca em boca, quando este Apóstolo faz uso dele em suas cartas. Vejamos os textos. «Filhinhos, esta é a última hora, como tendes ouvido está para chegar o Anticristo; digo-lhes agora, que muitos se fizeram Anticristos… De nós saíram, mas não eram dos nossos. Quem é o mentiroso, senão quem nega que Jesus seja o Cristo? Esse é o Anticristo. Todo o que nega o Pai e o Filho, esse é o Anticristo» (Ep. I, 2, 18-23).

No c. IV desta mesma Epístola, se refere, como nos Sinóticos, a falsos profetas: «Caríssimos, não creiais em qualquer espírito, antes examinai se são de Deus, porque muitos falsos profetas surgiram no mundo… todo espírito que não confesse a Jesus, esse não é de Deus, é do Anticristo, de quem ouvistes que está para chegar e agora encontra-se já no mundo». Insiste na II Ep. (v. 7): «Agora surgiram no mundo muitos sedutores, que não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este é o sedutor e o Anticristo».

O Mesmo S. João descreve, no Apocalipse, uma dupla espécie de Anticristo, com o nome de primeira e segunda Besta. A caracterização de cada uma das Bestas se dá no cap.13. A primeira é a que sai do mar, e que lhe foi outorgado fazer guerra aos santos e vencê-los. A segunda emerge da terra e tem dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, mas cuja linguagem é a do Dragão. Sua ação consiste em extraviar os moradores da terra e induzi-los a adoração da primeira Besta. Os autores costumam aplicar também como vaticínios sobre o Anticristo, o das quatro Bestas de Daniel (c. 7), e, em sentido figurado, o que diz de Antíoco. A primeira vista, na leitura dos vaticínios, pode-se deduzir que se trata de vários indivíduos, simultâneos e sucessivos, assim como de um grupo ou vários grupos, mesclados nas imagens que se dá das Bestas.

Vejamos as opiniões sobre o tema no decorrer dos séculos.

Sobre o Anticristo, sua personalidade, características e atividades correram rios de tinta. Foi descrito e pintado com detalhes pitorescos, aterrorizantes, monstruosos, ridículos. Nunca, nos outros aspectos escatológicos, encontrei tal grau de fantasia nos intérpretes apegados à Exegese tradicional.

O Anticristo seria um homem singular e determinado. Segundo Cornélio A Lapide, Suárez, etc. Será a Abominação da Desolação, por entronizar-se onde não deve. Nos SS Padre podem-se recolher dados valiosos, que foram ratificados e aproveitados na Exegese inovadora.

É o caso, por exemplo, de S. Irineu. O P. Orbe oferece uma boa síntese da idéia do Santo sobre o Anticristo. Vejamos:

O antagonismo perpétuo entre o Diabo e Cristo se fará particularmente violento e virulento com a aparição do Anticristo, que será um instrumento de Satanás. Sua arma será a sedução. Será um apóstata que pretenderá suplantar a Cristo. S. Irineu leva em conta a dupla acepção do prefixo grego ANTI: a) A idéia adversativa, «contra»; b) A idéia de suplantador ou vigário, «no lugar de…».

O Anticristo de Luca Signorelli

O Anticristo de Luca Signorelli

Provavelmente, segundo o P. Orbe, esta segunda acepção – ou seja, a do êmulo de Cristo – foi a originária. S. Irineu emprega os dois sentidos «per modum unius», isto é, abarcando a dupla idéia, «Êmulo-adversário». Dai a atividade equívoca do Anticristo. Por outro lado, S. Agostinho considerou o Anticristo como um ente coletivo. A Exegese inovadora soube tirar proveito destas idéias.

Comecemos pelo pioneiro, que se adiantou, em certos aspectos, em mais de um século e meio, nas afirmações de autores contemporâneos. Trata-se de Manuel LACUNZA (pseudônimo Ben Ezra) na sua famosa obra. Lacunza diz que, segundo todos os indícios das Sagradas Escrituras e os que oferece o tempo, que costuma ser o melhor intérprete das profecias, o Anticristo será um Corpo moral no qual todos seus membros estarão animados por uma mesma intenção. «Esse corpo – diz – será o verdadeiro e único Anticristo, que lutará contra o Corpo Místico de Cristo, que, nesses tempos, se encontrará sumamente debilitado. Se não terminará por destruí-lo totalmente, será por falta de tempo, não de empenho» (Mt. 24, 22). Aqui temos uma afirmação taxativa e exclusiva, contra a tese tradicional que excluía, absolutamente, um Anticristo coletivo, e considerava, como de fé, a tese de um Anticristo pessoal; um indivíduo concreto.

EXCURSUS. A respeito da tese tradicional, que alguns teólogos, como Belarmino e Suárez, propõem como de fé, de que seria um indivíduo concreto é necessário dizer que o Magistério da Igreja – como se pode comprovar examinando o índice de matérias da obra «Antologia dos Símbolos, Definições e Declarações sobre a fé e costumes» que os eruditos conhecem por Denzinger-Schonmetzer (abreviado como Denz-Sch., ou DS) – jamais se pronunciou sobre o tema, nem sequer em uma simples Declaração. Deve-se respeitar, inicialmente, a opinião comum dos teólogos; mas o que não me convence, nem satisfaz, é a base lingüística, em que se apóiam, tanto os comentaristas antigos, como os modernos, arraigados, ao pé da letra, na exegese tradicional. Baseados no uso de São Paulo do artigo, no original grego, que equivale ao artigo determinado, «O homem do pecado», «O filho da perdição», «O iníquo»… Consideram algo inquestionável que o artigo determinado refere-se a um indivíduo concreto; sendo que pode, contudo, designar um coletivo, como, por exemplo, «O Homem de Neandertal», «O Homem renascentista». Lacunza alega uma multidão de exemplos da mesma Sagrada Escritura, em que o artigo assim empregado demonstra coletivos.

Baseiam-se, ainda, numa frase do Evangelho de São João (5, 43), em que se dá uma versão incorreta: «Eu vim em nome de Meu Pai, e não me recebestes; porém virá outro em seu próprio nome, a esse o recebereis». Pois, bem; com o fim de levar a água ao moinho de seu ‘pré-juizo’ «a outro» o traduzem por «ao outro», para significar inequivocamente ao Anticristo, seu adversário. Mas, tanto em Latim, como no original grego, o artigo indefinido empregado não é «alter», nem «heteros», respectivamente, que significa «um» entre dois; porém «alius» e «allos», que significa um entre vários; ou seja, simplesmente, outro distinto qualquer. Entretanto, isto não quer dizer – de minha parte – que se deva negar a opnião de um Anticristo pessoal, muito concreto; porém, simplesmente, que a base lingüística alegada, carece de solidez. Sigamos com Lacunza, neste Excursus. Esse Corpo moral começou a formar-se nos tempos apostólicos, iniciando então sua atividade corrosiva. O diz claramente São Paulo, em sua II carta aos Tessalonicenses. E S. João falava já da aparição de uma multidão de Anticristos ou sedutores. Essa multidão de Anticristos são apenas membros destacados do Anticristo-Corpo social, que, em sua intenção de anular a Cristo e seu Corpo Místico, a Igreja perdura desde os tempos apostólicos. Lacunza, baseado na interpretação que faz das duas Bestas, descritas no cap. 13 do Apocalipse, designa com o nome de primeira Besta o supracitado Corpo social (Anticristo). Esta primeira Besta, para levar a cabo seus desígnios, com a maior perfeição possível, procurou, desde vários séculos, dar lugar, mediante a tática da infiltração, à formação de um outro Corpo social, dentro da Igreja, incrustado nela.

Esta é a designada como a segunda Besta.

Os membros desta Besta «serão» – disse – os Clérigos, em especial, os da hierarquia, em contraposição aos membros da primeira, que são leigos, ou se há clérigos apostatas, combatem de fora da Igreja. Esta segunda Besta fará o ofício de Profeta a respeito da Primeira. Seus membros, para os fiéis, seriam os falsos profetas, dos que se devem guardar, segundo as advertências do evangelho. Qual será a função desta segunda Besta, e como a desempenhará? Ouçamos Lacunza.

«A máxima responsabilidade do extravio dos fiéis – da Apostasia geral e da extrema corrupção moral – corresponde a segunda Besta». «Não faltarão alguns bons pastores… Nem se pode crer menos na bondade do Sumo Pastor. Mas, as mãos, como nos tempos de Elias, frustrarão seu labor».

Para Lacunza, a chave da sedução está nestas palavras do Apocalipse aplicadas à segunda Besta: «e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, mas falava como o Dragão»(13,11).

Comentário de Lacunza. «Os dois chifres denotam a força da potestade espiritual; uma potência mansa e pacífica que tem o amor e a confiança dos povos; e, por isso mesmo, é infinitamente mais poderosa (que a primeira Besta). O povo fiel, pelo mesmo motivo que terá como inacreditável tanta iniqüidade em pessoas tão sagradas, terá por bem a iniqüidade.

Não espantaria tanto ao Corpo místico de Cristo a morte, os tormentos (como aconteceu em todas as perseguições violentas) quanto o mau exemplo, a persuasão, a mentira, as insinuações; e tudo com ar de piedade e máscara de religião; tudo confirmado com falsos milagres, que os fiéis em geral não são capazes de distinguir dos verdadeiros». Termina dizendo que para primeira Besta – único e verdadeiro Anticristo – faltava uma peça importante, essencial, para a consecução de seus objetivos. A teoria anticrística de Lacunza, apesar da feroz oposição dos primeiros anos imediatos à publicação de sua obra, devido a sua inclusão no índice, foi ganhando terreno em autores posteriores, ao contrastá-la com os acontecimentos que estamos vivendo.

Benjamin Martín disse, em 1967, que o Anticristo idéia (ou coletivo) ia tomando corpo naqueles dias. O Cardeal Billot, ao comentar a descrição que S. Paulo fez do «homem do pecado» do «filho da perdição», disse: «Este Anticristo representa, por assim dizê-lo, o fruto maduro e a personificação da Apostasia». O sintetiza em uma idéia abstrata.

Mons. Fulton J. Sheen

Em 1947, Mons. Fulton J. Sheen deu um ciclo de conferências, em uma das quais tratou do tema do Anticristo. Na revista alemã Einsicht (XVII Jahr. (3) 1987) se publicou um resumo da mesma, sobre o título «Die Zeit des Antichrist» (O tempo do Anticristo). Observando e analisando a realidade (de então) chega-se a conclusão de que havia chegado o último capítulo da História. «O conflito do futuro – disse – se concentrará entre o Absoluto do homem que se faz deus e entre o Absoluto Deus-homem; entre os irmãos em Cristo e os camaradas no Anticristo».  Expõe, em seguida, sua idéia do Anticristo. «O Anticristo não será conhecido em quanto tal; (contra a afirmação de Martínez Sacristán de que «seria conhecidíssimo»); pois, do contrário, não teria seguidores». Critica as descrições grotescas, ridículas, que se fizeram dele ao longo dos séculos. «Deve-se descrevê-lo, ao contrário, como um anjo e como guia deste mundo, cuja mensagem consiste em dizer-nos que não existe nenhum outro mundo além deste. Foi-nos dito que inclusive enganaria aos eleitos; ora, com a imagem que nos é dada grotesca, seguramente, não poderia enganar aos eleitos. Apresentar-se-á, porém, como um grande amigo dos homens. Falará de paz, bem-estar e de abundância. Mas não como meios para ir a Deus, mas como um fim em si. Será tolerante indiferente quanto ao justo e ao injusto, a verdade e o erro. Apelará para a religião para destruí-la. Falará de Cristo e dirá que foi o maior dos homens que já existiu… Terá todos os sinais e marcas da Igreja, mas privados de seu conteúdo divino e salvífico». O abade Georges de Nantes, em uma de suas Lettres á mes Amis, (141, 1963) trata do Mistério da Igreja e do Anticristo. Pergunta se será uma pessoa ou teoria? A resposta é: 1) Pode ser um homem (determinado) de Satanás. 2) Mas será, necessariamente, um movimento de massas e uma ideologia de um poder singular, político e espiritual. 3) Apresentar-se-á como uma Réplica de Cristo e sua doutrina como um Cristianismo renovado, posto em dias, melhorado; modelado, porém, sobre o autêntico, até o ponto de que os mesmos eleitos se contagiariam se Deus não os preservasse. Falará da Queda-Redenção-Restauração. Mas aplicará essa trilogia a horizontes temporais. Surgirá uma Mística e uma Teologia poética (da Libertação). Tornar-se-á uma réplica exata, mas carnal, da Doutrina católica. Seu Paraíso é terrestre. G. Nantes afirmou que uma mutação prodigiosa da Fé estava já praticamente feita. Constata que se amotinam os falsos Messias e falsos profetas; e, além disso, «Teólogos e Moralistas estarão prontos para justificar tudo». A crua realidade dos fatos se impõe e vai dando razão a tese de Lacunza.

O Padre Castellani, também em 1963, o descrevia com estas palavras: «O Anticristo se parecerá com Cristo. Portanto, aparecerá como ‘bom’, não nefasto ou criminoso, segundo as descrições antigas, que o compararam a Nero. Não seria seguido, se fosse uma monstruosidade acumuladora das degenerações. Não há, na Escritura, menção de outro delito que o da blasfêmia (falará a linguagem do Dragão) e o sacrilégio máximo (A Abominação da Desolação).

Roncalli o papa bom, homenageado pelos maçons.

Roncalli o papa bom, homenageado pelos maçons.

Reduzirá a Igreja a sua extrema tribulação… fomentará uma falsa Igreja… Abolirá completamente a Santa Missa e o culto público».

W. J. Strojie. Com este autor, chegamos ao ponto culminante do multissecular processo exegético do tema que nos ocupa. Este senhor (R.I.P.) católico secular norte-americano, que residia em Lebanon (Oregon), à luz do terremoto do Vaticano II e a crise eclesial, sem precedentes, que deixou como seqüela, começou a escrever e a distribuir entre amigos e conhecidos cartas (Letters), com certa freqüência, fazendo reflexões e tirando suas próprias conclusões sobre estes temas… a mais relacionada ao tema que estamos tratando, escrita em 1976, foi publicada em alemão, na revista Einsicht VII (2) Jul. 1978:, sob o seguinte título: «Falsacher Papst und Antichrist», isto é, «Falso Papa e Anticristo». O autor, sem o menor alarde bibliográfico, se vale do raciocínio, baseado nos textos bíblicos, ajudado por uma excelente formação doutrinal católica. Ele foi, talvez, o primeiro a pegar o touro pelos chifres, chegando a algumas conclusões que teriam escandalizado até mesmo ao Padre Lacunza, dado que expressamente as exclui de sua teoria. Após várias considerações de mais de uma página e meia passamos a dar-nos conta das suas conclusões, convergentes todas em assinalar a MONTINI como o autêntico Anticristo pessoal. Os Anticristos e o Anticristo. «Demonstrei – disse – que não só vivemos uma vacância da Santa Sé (isto já estava demonstrado vários anos antes – acrescento), mas também nos encontramos na presença de uma ação muito ativa e corruptora no trono de Pedro. Trata-se de uma presença inimiga de Cristo, que não é outra que a do Anticristo».

Paulo VI

Na famosa lista de maçons no Vaticano, feita pelo jornalista Mino Pecorelli, assassinado depois em Roma, consta como maçom o nome do secretário pessoal de Paulo VI, Monsenhor Pasquale Macchi. Dom Pasquale Macchi foi quem fez construir um monumento maçônico a Paulo VI, no Sacro Monte di Varese.

Cita os textos de São João, em suas epístolas, em que fala de muitos Anticristos… «Previu um tempo em que a oposição a Cristo alcançaria sua Perfeição na Imperfeição e, certamente, concentrada em um único homem». São Paulo fala dele como O Homem do pecado, e o Filho da perdição, que surgiria de entre nós no tempo final. O Homem do pecado.

Após uma breve enumeração dos maiores e mais horríveis crimes cometidos na história da humanidade, pergunta se é possível que um homem só possa superar aos pecados dos maiores criminosos do passado. Sua resposta é afirmativa, e raciocina. «O homem do pecado, só pode merecer essa denominação a título de seu ofício singular, que lhe permite a possibilidade de consumar o maior mal espiritual possível. A ordem espiritual é muito mais excelente que a carnal; por isso, os pecados contra o Espírito Santo são muito mais graves que os que se cometem contra o corpo, contra o Direito natural ou contra a ordem temporal».

Segundo a doutrina católica, a ruína de uma só alma é mais significativa que a destruição do universo. «Não pode, portanto, tratar-se simplesmente, de um homem extraordinariamente malvado… Esta pessoa deve ser única quanto ao ofício espiritual que desempenha». «A Desolação na Cidade santa. Quem pode, portanto, em seu mais estrito sentido teológico, exercer o ofício de um Anticristo? Só pode tratar-se de alguém que se oponha eficazmente aos seus predecessores Vigários de Cristo… assim como ao verdadeiro culto de Deus, pela supressão do Sacrifício perpétuo. Com outras palavras, só pode se tratar de alguém que possa, juridicamente, fazer oposição a Cristo, Cabeça invisível da Igreja; de alguém que, em virtude de seu ofício usurpado, seja o único apto para levar a cabo a Desolação na Cidade Santa». O sentido espiritual da Escritura. Quem poderia – pergunta-se –, como pessoa particular, instalar-se na Cidade santa e mudar todas as leis, como se fosse Deus? Deixemos de lado a letra que mata. Muitos eruditos e um número maior de idiotas tentaram identificar ao Anticristo com algum político, perseguidor ou notário tirano. São João o identifica com a cifra 666, símbolo da Perfeição na imperfeição. Conhecido é que, na Bíblia, o número 7 significa a perfeição, assim como o 6 a imperfeição… A expressão Perfeição na Imperfeição é precisa e significa o conjunto de todas as condições, que se devem cumprir, para que esse número encontre seu cumprimento. E não se pode esquecer que seu significado é inequívoco, com o fim de que em toda época pudesse ser entendido.

A descrição ou identificação simbólica do Anticristo deve ser precisa e exata; pois são numerosos os homens profundamente perversos que no transcurso da história, foram reputados falsamente como Anticristos, por não ter em conta a univocidade do simbolismo dessa cifra. A máxima iniqüidade ou maldade. A Perfeição na Imperfeição, que S. João profetizou, se realiza em um único homem… E isto deve entender-se no sentido de que a máxima iniqüidade se encontrará em um só homem, o que só é possível se ele estiver situado na mais alta esfera. Para conseguir tal perfeição e infectar a todo o mundo é necessário um homem que esteja investido com a mais alta dignidade de um ofício espiritual. Em seguida, lança a seguinte pergunta: Poderia alguém imaginar um homem investido de um cargo, que pudesse causar uma ruína espiritual e moral maior que um Papa? Ou de outro modo: Poderiam as forças e potências unidas do mundo causar um desastre espiritual tal, como o que hoje vivemos… produzido por um só homem, detentor do Poder espiritual supremo?

Duplicidade, mentira, armas de Satanás. A maldade perfeita devia progredir e se expandir com o engano, e não com a violência, que é o meio comum para executar a maldade na esfera mundana. As Lojas de nossos antigos inimigos se propuseram ao objetivo de corromper a massa dos católicos e invalidar toda a resistência. «Dai-me simplesmente o mindinho papal – conforme a Instrução da Alta Venda – e nós teremos em nossas mãos toda a Cristandade».

A mais alta traição. É outra condição a mais, para que se cumpra a Perfeição na Imperfeição, privativa do Anticristo. Esta iniqüidade consiste na negação plena e oficial de Cristo, por parte de um homem, que foi eleito como Vigário seu na terra. É o mais perfeito ato de perversidade de que é capaz um homem. A Negação de Cristo por parte de outro homem qualquer, não pode alcançar essa categoria de perfeição na maldade. Essa traição só pode ser cometida por alguém que tenha sido eleito, justamente, como Vigário de Cristo, mas que se revolte contra Ele com insolência satânica, atuando como Vigário do Dragão. Jamais, nenhum Papa, no transcurso da história, cometeu este supremo grau de traição. Jamais se deu algo que seja comparável com a revolução completa e total realizada por MONTINI. Os inimigos externos seculares da Igreja, jamais puderam conseguir o que em tão pouco tempo realizou Montini. Os anti-papas, que houve na Igreja, jamais ousaram tocar a Fé, nem a Disciplina.

Não há dúvida de que a profecia de S. João se realizou na pessoa de João B. Montini. O autor faz referência a um livro de recente publicação sob este título: Como se pode conhecer O Anticristo?

Nesse livro, se afirma que todo luzeiro pode e deve reconhecê-lo por seus dois pequenos chifres e seus olhos cômicos. Strojie critica como ridículas essas concepções, próprias da exegese tradicional, baseadas em uma interpretação literal dos textos bíblicos, meros símbolos de uma realidade futura.

Critica o afã insensato em exibir sinais e prodígios para aceitar uma realidade que se impõe por si mesma, como exigiram de Jesus os escribas e fariseus: «Mestre, queremos ver um sinal vosso» (Mt. 12, 38). Para convencer-se da realidade da presença do antagonista de Cristo, põe como exemplo o que chama de impressionante analogia. Refere-se à embaixada de João Batista, narrada por S. Mateus (11, 1-6) e S. Lucas (7, 18-23). João enviou a dois de seus discípulos para perguntarem a Jesus: «És tu o que há de vir ou devemos esperar outro?» Resposta de Jesus: «Ide e anunciai as coisas que ouvistes e vistes». (Leia-se esta passagem até o fim). Strojie lança a mesma pergunta, dirigida a Montini: «És tu o que há de vir ou devemos esperar outro?» Montini teria dado a seguinte resposta, totalmente verídica: «Olhai como os bispos pregam nas sinagogas e os Pastores nas igrejas católicas; os conventos tornam-se vazios; quase todos os bispos e sacerdotes aceitaram meu Novo Ordo Missae; as escolas católicas fecham-se e o erro doutrinal domina, naquelas escolas que ainda não foram fechadas… Eu me humilhei diante da Assembléia da ONU; eu alienei a abominável Tiara, assim como o anel, símbolos da Autoridade papal; eu proclamei o culto do homem, e o que é mais importante, prega-se aos pequeninos um evangelho adulterado. Ide e dizei-o aos que vos enviaram a mim». Resposta do autor a pergunta: Devemos esperar outro? NÃO!

Não pretende que se dê crédito as suas palavras, porém que se dê atenção ao que nos disse Cristo: «O que não está comigo, está contra mim». Isto é, se está «contra Cristo», é Anticristo.

No Vaticano, o Sr. Montini depõe a tiara papal, símbolo do poder divino concedido por Deus ao membro da Igreja ocupante da Sede de São Pedro.

«Montini se lançou contra Cristo no Trono de Pedro: É o Anticristo, em sentido pleno, por antonomásia». O Sr. Strojie refere-se a João XXIII. «Alguém poderia argumentar – diz – que também João XXIII tem sua parte de culpa na destruição da Igreja, por conseguinte, também foi Anticristo» O autor não chega a tanto. Desculpa-lhe, porém, não totalmente. Para o autor, Roncalli pode ser classificado como o Profeta de Montini, seu precursor, como foi João Batista de Cristo. Roncalli favoreceu a revolução com o anúncio do Aggiornamento. Roncalli condenou, ao iniciar o Vaticano II, aos «Profetas de calamidades», que, desde longo tempo atrás, alertaram. Roncalli prometeu uma renovação esplêndida, um rejuvenescimento da Igreja. Resultado. Foi um Falso profeta. Nosso Senhor mandou que nos guardássemos dos falsos profetas…

Estendi-me na exposição da teoria do Sr. Strojie, em primeiro lugar, por oferecer uma informação nova e, portanto, surpreendente e impactante, sobre o tema da exegese anticrística, como foi, em seu tempo, a teoria do P. Lacunza, que, certamente, não só não chegou a cogitar o ponto de vista de Strojie, como, segundo dissemos, o descartou explicitamente. Em segundo lugar, para fazer com que o leitor veja que reflito, o mais fielmente possível, seu pensamento, oferecendo literalmente os textos do autor. Devo acrescentar que o Sr. Strojie, em sua carta num. 79 (Março de 1985) «The Operation of Error», amplia a Wojtyla o título de Anticristo.

Em Março de 84, Wojtyla recebe representantes da Loja B'nai B'rith de New York. "É um encontro de irmãos" foi o que ele disse a eles.

Isto não tem nada de estranho, nem implica a menor contradição; já que o Anticristo pessoal, dada a condição da natureza humana, é mortal, caduco; não como o Anticristo, Corpo social, cuja sobrevivência, baseada na identidade de um propósito muito concreto, é indefinida. Como Corpo social atuava já segundo se repetiu – desde os tempos apostólicos e segue atuando, sem a menor dúvida, já que a segunda Besta – o elemento hierárquico – está a serviço da primeira Besta ou Corpo social, como se afirma taxativamente o Apocalipse (13). Estou totalmente convencido de que 99% do Catolicismo nominal, ao que chegue esta informação, exclamará: Este Senhor é um blasfemo! E, no entanto, se deve exclamar como Galileu: «Eppur si muove!». Autores posteriores a Strojie – talvez, sem ter conhecimento da opinião deste – se manifestam nesse sentido e, inclusive, o ampliam. O Sr. Joseph… (R.I.P), Yukio Nemoto, japonês, católico também secular, não tem nenhum escrúpulo em dizer abertamente: «The Popes since John XXIII.. are Antichrist – The Beast…». (Os Papas a partir de João XXIII são o Anticristo – A besta).

Wolfdieter Gróssler deu uma conferência, cujo conteúdo foi publicado pela revista Einsicht, sob o título «Der Antichrist und die Amtskirchem» (O Anticristo e os Cargos eclesiásticos). Trata do tema na mesma direção que Strojie e Yukio Nemoto. Faz queixa do modo perturbador do emprego múltiplo, freqüentemente contraditório, do termo Anticristo. Concentra-se na segunda acepção do prefixo “Anti” (já observado em S. Irineu), como «em lugar de», ou idéia de substituição; neste caso concreto, seria Tenente de Cristo. A primeira acepção (a idéia de «adversário») convém a primeira Besta; entretanto, a segunda acepção designa ao clero (a segunda Besta). Simbolicamente a designa também como A Prostituta, que, com suas mentiras e sedução, criou os pressupostos para facilitar o trabalho da primeira Besta e sua vitória quase total. A segunda Besta, pois, trabalha na esfera religiosa. Apresenta-se sob o disfarce daquele que é o Chefe da Cristandade ao que, justamente, obedecem com mais prontidão os fiéis. O Papa (deve-se acrescentar o «suposto»), com a ajuda do clero – alto e baixo – coopera muito eficazmente com a transformação da Igreja; porém, passo a passo, de modo imperceptível. Aos fiéis vão lavando o cérebro, por meio da propaganda hábil de um pensamento progressista. «Com todas estas medidas – disse textualmente – deve-se conseguir que a união com Cristo, de maneira gradual e paulatina, se passe ao Falso Cristo».

«Assim, justamente, aqueles que põem especial empenho em ser fieis a Igreja serão levados, sem perceber, por sua obediência e fidelidade incondicional, aos pastores da Igreja do Anticristo. Essa firmíssima fidelidade, sobretudo ao (suposto) Supremo Pastor, se deduz do grau de irreflexão com que foram recebidas as mudanças do Vaticano II. Deste modo, o Anticristo – a segunda Besta – quase (sublinho) consumou seu triunfo entre a Hierarquia». Deve-se dizer que outros autores, tanto anteriores, como posteriores a Gróssler, suprimem o quase e dão como inteiramente consumado o triunfo da Besta.

Joseph B. D. SARACENO, outro católico, leigo, norte-americano residente em Los Angeles, que, já faz algum tempo, vem escrevendo sobre temas escatológicos. Em uma série de breves escritos, ou melhor, brevíssimos, trata o tema anticrístico. Na Bibliografia se recolhes dois desses escritos. Este autor breve e conciso em seus argumentos, baseado na Sagrada Escritura e na crua realidade, conclui, com toda firmeza que os Papas, a partir do desaparecimento de Pio XII, são o Anticristo, em seu sentido mais estrito.

Romano CHAMASTLOJ. Com este autor finalizarei a exposição da tese inovadora – já empírica – pois é suficiente para nosso propósito e, além do mais, creio que os raciocínios que se exponham, no mesmo sentido, não serão senão variações sobre o mesmo tema.

Os pontos essenciais estão traçados, por estes autores apresentados, posteriores a Strojie. CHAMASTLOJ (um pseudônimo) é mexicano, clérigo. É o que mais trabalhos – e são os mais extensos – escreveu sobre a tese encarada a partir de Lacunza. São, porém, trabalhos inéditos que leva, como pode, às mãos de católicos de diversos países. Vou me deter um pouco mais neste intérprete, com o fim de destacar alguns detalhes peculiares. Chamastloj, considerando a situação atual, conclui que estamos imersos no pleno reinado do Anticristo.

Rejeita, completamente, a interpretação literal dos três anos e meio deste reinado. A observação empírica rejeita essa interpretação literal. Insiste muito no fato de que será desconhecido em quanto tal. Apesar de que as Sagradas Escrituras oferecem muitos dados inconfundíveis poucos poderão identificar, por suas aparências de santidade (II Cr. 11, 13-15). Por outro lado, «como reconhecê-lo, depois de campanhas para mitificá-lo, fazendo-o aparecer como um monstro disforme dede seu nascimento?» Pelo contrário, será louvado por seu grande humanismo, por sua defesa da vida, convivência pacífica, etc. Não dirá descaradamente que é Deus; mas o fará usurpando sua potestade… consolidará a heresia total… Suprimirá a Missa. Não poderia aparecer existindo a verdadeira Missa, nem muito menos reinar. A luta contra ele por parte de poucos que o reconheçam e o odeiem de morte, será humanamente um fracasso; já que ele estará investido da máxima dignidade, detendo todo o poder e com sua aparência de santidade fará infrutuosos os esforços desse «resto fiel».

Supostas aparições marianas contribuirão para a habitual rejeição de toda tentativa de oposição. Os mesmos que desconheceram a Cristo, salvo o pequeno resto fiel.

Epílogo

Propus-me a demonstrar, neste trabalho, a proximidade da segunda vinda de Cristo, por ser já uma realidade o cumprimento da grande maioria dos sinais previstos para denotá-la. Creio, sinceramente, ter conseguido prová-lo, mediante os argumentos comumente admitidos pelo método científico; isto é, em uma autoridade reconhecida como tal – neste caso, a Bíblia, de autoridade indiscutível para os cristãos, de acordo com o sentido harmônico de intérpretes de reconhecida solvência – assim como na realidade incontrovertível de uns fatos em íntima conexão uns com os outros. Na exegese tradicional foi dada rédea solta à fantasia – anti-científica por natureza – e concluía-se, às vezes, em uma proximidade enganosa, por basear-se em dados insuficientes e isolados, sem levar em conta a conexão entre os fatos-sinais. Aqui, os acontecimentos previsto apresentam-se com toda a certeza de sua realidade e em íntima conexão, segundo o exigem sua própria natureza e os mesmos vaticínios. De fato, uma vez terminada a tarefa da evangelização de todas as nações – prevista como o primeiro dos sinais e desencadeante de todos os demais. A Apostasia – fenômeno constante e paralelo às conversões – chega a consumar-se, de maneira irreversível, até constituir, com a máxima corrupção moral, uma inundação que, com sua força assoladora, de per si, é poderosa para arrastar a todos os católicos, se a graça de Deus não se reservasse um número determinado de fiéis. Por sua vez, a apostasia consumada das nações indica que seu tempo se cumpriu; com ele, segundo os vaticínios, soou a hora do regresso de Israel a Terra Prometida, para formar uma unidade política, que abrange todas as tribos desta etnia; unidade que esteve ausente por mais de 27 séculos. A Apostasia, iniciada, completada e liderada pelo clero traz consigo, como não poderia ser diferente, a supressão do Santo Sacrifício da Missa e a Abominação desoladora. Agora; como a Apostasia, a extrema corrupção moral, a supressão do Santo Sacrifício e a Abominação desoladora seriam obra do Anticristo, portanto, deduz-se a presença e manifestação plena de tal sujeito… Dos fatos vaticinados cumpridos, há os de evidência imediata contundente e absoluta, como são o regresso de Israel para constituir-se como Estado, e a degradação galopante do Meio Ambiente. Este último sinal é um fenômeno concomitante, exigido como castigo pela máxima iniqüidade; mas, é um castigo, que poderíamos chamar medicinal, cuja finalidade é provocar o arrependimento e a emenda que, porém, segundo as profecias, não se darão. A humanidade continuará obstinada. Podem-se considerar como de evidência imediata para os católicos o fenômeno da Apostasia generalizada, a extrema corrupção moral e a Abominação desoladora.

Porém, não é evidente, nem mesmo para os fiéis, por tratar-se de uma realidade espiritual, sobrenatural, a Supressão do Santo Sacrifício da Missa. Este deve ser deduzido após sérios estudos. Entretanto, o fato material da supressão, abolição, ou melhor, com um termo canônico-jurídico, «ab-rogação», é um fato evidente.

Sobre o Anticristo, deve-se dizer que se trata de um termo polissêmico, cujos sentidos devem ser levados em consideração, pois é necessário que cada significado se realize. Em seu sentido fundamental, inclui a idéia de «adversário». No entanto, essa idéia de inimizade mortal pode-se sobreviver tanto em uma coletividade como em um indivíduo. É um coletivo, enquanto se infira de vários textos sagrados e o confirme a exegese moderna. Este corpo começou sua ação corrosiva nos tempos apostólicos (II Ts. 2, 7; e Jo I, 1,1,18 e 26; e 4, 1-3). Com o tempo chegaria a ocasião de sua plena manifestação (Ts. I e 6 e 8). Uma pessoa física, como é evidente, não pode durar séculos. Por outro lado, S. João, no Apocalipse, simboliza esse Corpo social em uma Besta. De onde deduziu Lacunza que se tratava unicamente de um Corpo social, ou seja, de um coletivo, por não ser aplicável – segundo ele – a descrição que se faz de uma pessoa física. Entretanto, não se deve descartar o Anticristo indivíduo. O Evangelho fala de Falsos Cristos e falsos profetas, assim como São João, em suas cartas. O que designaria aos membros proeminentes desse Corpo social da primeira Besta.

Mas a primeira Besta, segundo foi dito, teve necessidade de outro instrumento, ainda mais eficaz, para consumar perfeitamente seu propósito; assim toma lugar a formação da segunda Besta, esta é outro Corpo social subordinado, o Clero católico, ou melhor, o suposto Clero católico, insuperável para exercer a sedução.

A tática da infiltração foi praticada pela primeira Besta, já desde os princípios; mas, não a aperfeiçoou até o primeiro terço do Século XIX.

Na Instrução da Alta Venda, aconselha-se a iniciar a infiltração pelo baixo Clero e continuar até o cume.

Nubius escreve, em 1824: «Devemos chegar ao triunfo da idéia da revolução por meio de um Papa… Para quebrar a rocha de Pedro… com um Papa assim, (revolucionário infiltrado) teríamos o mindinho do sucessor de Pedro engajado no complot; e este mindinho valeria mais para nossa causa que todos os Urbanos e Bernardos da Cristandade)».

Estes foram os planos; tornados reais. Diante da atividade corrosiva de Montini, deve-se perguntar, «mutatis mutandi», o que alguns espertos perguntaram sobre Cristo: «O Messias (neste caso o Anticristo), quando vier fará mais prodígios que este faz?» – impossível! – Montini chegou ao grau supremo da iniqüidade, à «Perfeição na Imperfeição». Logo é o Anticristo pessoal, por antonomásia, assim como seu predecessor Roncalli e seu sucessor Wojtyla. Assim foram todas as acepções do «Anticristo». É um coletivo e também um indivíduo, que para seduzir melhor, encarna em si o duplo significado do prefixo «Anti», como suposto Vigário de Cristo e supremo traidor. Cumpre, ainda, o plural de que falava S. João; mas como disse Lacunza, não alcançará perfeitamente seu objetivo, não por falta de empenho, mas de tempo.

Conclusão. Os sinais indicadores da proximidade da volta de Cristo estão quase todos cumpridos. Outros sinais, por exemplo, a vinda e pregação dos dois testemunhos – a Tradição os identifica com Elias e Enoc – indica sua eminência; e quanto às terríveis comoções cósmicas (cf. Lc. 21, 23-26) serão incoativas, a ante-sala do Juízo. Diante da evidência das provas é patente que a vinda de Cristo está próxima… que não «passará esta geração, sem que isto aconteça».

Tomás Tello Corraliza

4 Respostas para “O ANTICRISTO

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  4. jose Silverio junho 18, 2016 às 7:20 pm

    Muito bem explicado, curti seu ponto de vista

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