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Fátima e a Paixão da Igreja

O ANTICRISTO E O SEGREDO DO ATENTADO FINAL

DE FÁTIMA COM AMOR: Profecia para quem “recebe a verdade como criança” (Mt 18, 1-6; 10, 14; Mc 10, 14-15; Lc 18, 16-17)

Nossa Senhora de Fátima

A regra para entender Fátima só pode ser a mesma dada por Jesus para entender a Palavra de Deus sobre o Seu Reino.

Isto certamente não exclui a instrução nem a especulação racional.

Fomos criados à imagem e semelhança de Deus com a inteligência e a vontade livres. Estas o Pai quer salvar por meio do Filho e do Espírito Santo. Estas o Inimigo de Deus e do homem quer degradar com elucubrações filosóficas iluministas que contrastam com a razão, o bom senso e a Lei natural e divina.

Dizia Chesterton: “Hoje o criminoso mais perigoso é o filósofo moderno, emancipado de toda lei”; “da lei de Deus que é o Evangelho, e emancipado da lei natural que é o Decálogo”; reforça Jean Madiran, que continua: “A filosofia moderna não é, essencialmente, filosofia, é atitude religiosa ao nível da religião natural, uma contra-religião natural, o oposto dos primeiros quatro mandamentos do Decálogo”… “A formidável heresia do século XX consiste em afirmar coisas que não são verdades em nenhuma ordem do real, em nenhum domínio do ser, que parecem reais só no âmbito da filosofia moderna em especial marxista, e que fora desse delírio ideológico não tem nem sentido real” (L’eresia del XX secolo, Volpe, Roma, 1972).

No XXº século se consumou a traição dos clérigos «adultos», o tal «adultério sociológico». Diante desse delírio de soberba, deixemo-nos encantar pela doce simplicidade da profecia de Fátima, contendo sinais da suprema Sabedoria, sempre atenta ao verdadeiro bem humano. Por não te-lo feito, seguindo a lição de Jesus: “Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos ceus” (Mt 18, 3; Mc 10, 15; Lc 18, 17), grande parte das forças clericais se dispersou nas ondas do caos religioso, político e moral.

Isto ocorreu sob o sinal do liberalismo e da “liberdade de consciência e de religião” declarada na Dh, que justifica como “direito” a emancipação humana da suprema Sabedoria, alienando a razão, o bom senso e a Lei natural e divina. Assim, toda irracionalidade passa a ter direito à sua “filosofia”! São as “luzes filosóficas do Anticristo”.

Se o Evento de Fátima era para ajudar a humanidade, como cremos, é claro que as forças do Anticristo se ocupariam com afinco a contestá-la e confundi-la. Voltemos então à questão e às críticas feitas ao Segredo de Fátima com estes olhos, lembrando que Nossa Senhora queria que todos cressem e entendessem, e queria a instrução de Lúcia.

De fato, quem se ocupa desta Aparição profética e de sua Mensagem, sempre teve que enfrentar objeções de gente inteligente e arguta. Mas estas objeções eram dignas de atenção na medida mesma que tais pessoas, mesmo instruídos teólogos como o Cônego Formigão, formado na Gregoriana e outros, seguiam a regra de Nosso Senhor: do estupor diante da maravilha de Fátima.

Quem não o fez, descambou para o pensamento negativo, que é contra a mesma Fé. Temos o exemplo do conhecido jesuíta Edouard Dhanis, eminente conhecedor da matéria e autor da ‘análise teológica’ que, negando o que chamou de ‘Fátima 2’, negou a autenticidade do Segredo. Justamente o que o eminente prefeito da fé, Ratzinger, pretendeu interpretar! Mais uma ridícula tentativa para arquivar a Profecia, se não no seu texto, no seu alto sentido e com palavreado enganador.

O fato é que tal publicação evidenciou que o Vaticano atual não consegue explicar o sentido da mensagem profética, da razão do seu longo sigilo e suas contradições não podem deixar de provocar perplexidade. Vamos tratar aqui de algumas objeções razoáveis, que podem e devem ser respondidas.

1 – A oração da Mensagem de Fátima, repetida no mundo inteiro por uma infinidade de pessoas que rezam o Rosário. Nela há uma palavra do texto original português que sempre despertou dúvidas de teólogos e perplexidade de muitos fiéis.

Trata-se da palavra LEVAI. “Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem”.

Muito se discutiu se a frase era referida às “alminhas do purgatório” ou também às almas dos vivos. Nesse sentido, anos atrás pedi a Da. Maria Rosa, sobrinha da Irmã Lúcia residente em Aljustrel, que esclarecesse isto com sua tia. A resposta foi que se referia às almas dos mortos, mas também havia que aplicá-la às almas dos vivos.

De qualquer modo todos, vivos e mortos que não estão no Céu, dependem do recurso à Misericórdia divina para serem para lá elevados. Visto, porém que Deus respeita a liberdade humana, por Ele mesmo criada, não se trata simplesmente para as almas de serem “levadas” para Deus, mas de responderam à Sua atração à Verdade e ao Bem obtida através das orações da comunhão dos santos e de boas obras pessoais que elevam as almas das criaturas no retorno ao Criador.

Pena que este detalhe importante não tenha sido também esclarecido pela Irmã Lúcia. Isto é saber se a palavra que ouviu quando menina, não seria mais precisamente ELEVAI, no lugar de LEVAI, palavra que facilmente pode ser confundida pelas crianças que dispõem de um vocabulário limitado.

Bastaria o “e” inicial da palavra “elevai” para dar um sentido mais coerente do ponto de vista teológico à frase.

Há mesmo diversos padres que traduziram para as suas línguas LEVAR no equivalente português de ATRAIR, que usam em suas orações, por falta de outro esclarecimento.

Penso que este serve à maior clareza da Mensagem de Fátima, num momento histórico em que se põe em dúvida, na instrução infantil e juvenil, até a existência da alma espiritual humana; criação direta de Deus, inconfundível com a de toda outra vida vegetal e animal.

Nesta breve oração do Anjo está resumida toda a grande Teologia; da Culpa e portanto da necessidade de perdão e responsabilidade de conversão; da Justiça divina e do pedido da graça para elevar as almas, própria e dos outros, à Caridade de Deus.

É a oração já bastante difundida, mas não igualmente entendida, que agora é alvo de graves suspeitas. Há portanto que responder em termos de razão, porque a liberdade tem por fim o bem conforme à razão; a liberdade de enganar-se e enganar não é a verdadeira liberdade, que torna o ser humano livre (Jo. 8, 31).

Milagre do Sol

As Parábolas de Jesus indicam muitas vezes aquele sentido simbólico para que os homens evitem erros. Não poderiam ser diversas as visões mostradas por Sua Mãe aos pastorinhos, para que não precipitemos na espantosa realidade dos erros em que o mundo vive. Mas há que comprende-los como quem escuta previsões que se realizam no nosso tempo de maneira velada: eis o perigo e eis a razão porque nossa Mãe do Céu os assinalou com um grande sinal – o milagre do sol – com dia e hora marcada, para que todos pudessem acreditar!

Seguirão respostas às objeções feitas à autenticidade do Terceiro Segredo publicado pelo Vaticano no ano 2ooo.

Araí Daniele

Siglas

Dh – Dignitatis Humanae


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