Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O flagelo da “Nostra aetate” na atual Paixão da Igreja

O que hoje associa muitas iniciativas dos inimigos da Igreja para a sua flagelação, desde a ocupação maçônica do Vaticano até o pedido de perdão pela sua obra passada de conversão dos judeus, foi um documento conciliar que é cada vez mais celebrado (pelos seus estragos): a declaração “Nostra aetate”, cuja perfídia já era prevista nos anos sessenta.

A primeira reação veio pela obra distribuída sobretudo entre os Padres conciliares:  “Complô contra a Igreja“, livro editado em várias línguas, de Maurice Pinay, pseudônimo que, devido a riqueza da documentação, certamente representa um grupo de prelados, talvez “um sindicato de cardeais”, como relatou então algum jornal. Nesse livro se manifestava a grave preocupação que uma Igreja do silêncio fosse vítima de um complô talmúdico na reunião conciliar. Isto porque se diz em seguida no seu preâmbulo que

“uma instituição que proclamasse contradições substanciais não poderia ser divina”

e perderia toda autoridade sobre os fiéis. O livro era resultado de uma clara consciência das forças mobilizadas então para uma mutação disfarçada mas radical das bases doutrinais da Igreja através de João XXIII, aberto às potentes lojas e sinagogas do mundo. Era visada a inversão ecumenista, herança legada aos continuadores do plano para a formação de uma grande união religiosa, que seria no plano religioso o que as Nações Unidas são no âmbito político. Plano que aos poucos teria a forma operativa mundial que hoje aparece com o nome de U. R. I.*

Desta já falamos e falaremos ainda.

Durante o Vaticano II houve a reação criada pelo “Coetus Internationalis Patrum”, que reunia centenas de consagrados, cardeais e bispos de todo o mundo para defender a fé “à luz da doutrina tradicional da Igreja e ao magistério dos Soberanos Pontífices“. Tais iniciativas obstaram o avanço dos liberais, como reconheceu um deles, o P. Ratzinger.

Houve uma circunstância extrema em que esta resistência passou a alguns grupos leigos que levantaram a voz em publicações com um texto comum.

Hoje, quando vemos que se chegou ao ponto de mostrar Jesus como se fôsse um irmão maçon, e quem o faz se apresenta como aliado da igreja conciliar e promotor de seu documento “Nostra aetate”, devemos voltar às palavras usadas naquela ocisão, como verão no fim desta «notícia», mas que parecem totalmente esquecidas!

clique na imagem e confira!

Forum Maçônico com Imagem blasfema de Cristo com vestes maçônicas anuncia a visita do presidente da Loja Maçônica Judaica B'nai B'rith

Forum Maçônico com Imagem blasfema de Cristo com vestes maçônicas anuncia a visita do presidente da Loja Maçônica Judaica B'nai B'rith ao anti-papa Bento XVI.

Foto: Moishe Smith e Ratzinger.

Presidente da B'nai B'rith internacional Moishe Smith presenteia Bento XVI.

Presidente da B’nai B’rith internacional Moishe Smith presenteia Ratzinger em visita dia 12 de fevereiro de 2010. “Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.” (Salmo 1)

On February 12, 2010, Moishe Smith, president of the International Jewish Masonic organization B’nai B’rith, was received at the Vatican, above, and paid his respects to Pope Benedict XVI, offering him a picture byMordechai Rosenstein. For details from the B’nai B’rith source, click here.

During another visit of 112 members of the B’nai B’rith to the Vatican on December 18, 2006, Benedict XVI greeted them with these words:

“I have the pleasure to greet this delegation of B’nai B’rith International on its visit to the Vatican. After the Declaration Nostra Aetate by the Second Vatican Council in 1965, the leaders of B’nai B’rith have visited the Holy See on several occasions. Today, December 18 [2006], as a mark of the spirit of understanding, respect and mutual esteem that has grown between our two communities, I welcome you and, through you, all those you represent.” (Fonte: Tradition In Action)

El Papa, saludando a los representantes de B’nai B’rith International, recordó que desde la promulgación en 1965 de la declaración del Concilio Vaticano II “Nostra Aetate”, sus miembros habían visitado en numerosas ocasiones la Santa Sede haciendo gala “del espíritu de comprensión, respeto y mutua estima, que se ha instaurado en nuestras comunidades”.

“La rica herencia de fe capacita a nuestras comunidades no solamente para entablar diálogo, sino también para ser compañeros en el trabajo común por el bien de la humanidad. (…) Judíos y cristianos están llamados a cooperar (…) en la promoción de los valores espirituales y morales enraizados en nuestras convicciones religiosas. Si damos un claro ejemplo, (…) nuestra voz será más convincente a la hora de responder a las necesidades de la familia humana” (Ratzinger)

Así lo mostró la AJN Agencia Judía de Noticias

A reação que parece hoje inteiramente esquecida aparece citada por um autor progressista que ficou indignado!!! Se trata do modernista Henri Fesquet no seu “Diário do Concilio” (Mursia, Milão, 1967). Não se trata de livro da Tradição católica, mas de um volumoso escrito de seus mais ativos inimigos: um convicto “conciliarista”.

No dia 16 de Outubro de 1965 (p. 966) escreve: “Sobre a definitiva adoção pelo Concílio da Declaração Nostra aetate neste dia, cujo voto põe fim “a um número incrível de pressões, iniciativas, visitas, cartas, panfletos, de tratados que submergiram o Secretariado para a unidade dos cristãos por mais de três anos.”

Assim escreve Fesquet, entusiasta do novo curso revolucionário para a Igreja e indignado com quem reagiu a essa mutação.

“A declaração NAe salvou o essencial [isto è, uma verdadeira restituição do «juízo religioso» às religiões em geral e ao judaismo em especial!].

“O Vaticano Il realizou a vontade de João XXIII acusando severamente o «anti semitismo». A Igreja reconheceu implicitamente as suas culpas passadas em tal matéria, que são pesadas, duráveis e numerosas. A nova mentalidade ecumênica venceu os preconceitos antigos. A este respeito, o voto de sexta-feira inaugura uma página branca na história das relações entre Roma e os Judeus. Até o ultimo dia os anti semitas católicos [a acusação de sempre] aliaram-se para tentar amordaçar o Concilio… acusando os bispos que aprovaram o texto de «inconsciência ». «Uma declaração digna de um antipapa. » (ib., p. 967): Mas há que lembrar sobretudo o libelo de 4 paginas recebido pelos bispos; era precedido por este titulo longo e curioso: «Nenhum Concilio e nenhum Papa podem condenar Jesus, a Igreja católica, apostólica e romana, os seus pontífices (o libelo enumera 15 papas «anti semitas», desde Nicolau I (IX século) até Leão XIII) e os concílios mais ilustres. Ora a declaração sobre os judeus comporta implicitamente tal condenação, e, devido à esta eminente razão deve ser rejeitada».

“No texto se lêem estas espantosas palavras: «Os hebreus desejam agora levar a Igreja a condenar-se tacitamente e a mudar de parecer diante de todo o mundo. É evidente que só um antipapa ou um conciliábulo (sic) poderiam aprovar uma declaração de tal gênero. É o que pensam como nós um numero sempre maior de católicos esparsos no mundo os quais estão decididos a operar no modo que será necessário para salvar a Igreja de uma tal ignomínia ». Subscrevem o libelo trinta movimentos católicos…( de 15 países nomeados)”.

Assim descreveu o fato esse jornalista progressista entusiasta das aberturas conciliares, pretendendo silenciar com desprezo os contestadores destas. Parece que o conseguiu. Hoje vemos o resultado desse vergonhoso silenciamento da reação leiga às mutações na Igreja e do estrondoso «sucesso» de seus inimigos por meio da obra desses antipapas e do pérfido conciliábulo, o Vaticano II tanto aplaudido pelo mundo e seus clérigos.

Iludem-se de ter vencido e “liquidado” a Igreja da Trindade divina.

Na verdade, nenhuma blasfêmia, nem traição sacrílega, restará por muito tempo ativa e impunida ! Louvado seja Deus.

Araí Daniele

2 Respostas para “O flagelo da “Nostra aetate” na atual Paixão da Igreja

  1. promariana agosto 14, 2010 às 5:33 pm

    Para a Igreja Católica a filiação divina dos cristãos em Cristo, que está no início do Livro de São João, foi colocada como “último Evangelho” na Santa Missa desde o século XVI para evitar tal confusão “fraternal”. Essas ideias ecumenistas são germes da fraternidade sem pai da ONU e da declaração não cristã «Nostra aetate» do Vaticano II, herança dos conciliares para a colaboração com a nova ordem mundial. Não se tratava mais, é claro, da fraternidade em Jesus Cristo, mas de outra que O dispensava, como está no programa da Maçonaria!

  2. Pingback: Confira nossa Lista de artigos! « Pro Roma Mariana

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

AMOR DE LA VERDAD

que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Radio Spada

Radio Spada - Tagliente ma puntuale

Catholic Pictures

Handmaid of Hallowedground

Hallowedground

Traditional Catholic Visualism

Acies Ordinata

"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"

RADIO CRISTIANDAD

La Voz de la Tradición Católica

%d blogueiros gostam disto: