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Fátima e a Paixão da Igreja

O Paradoxo da “Síntese” Conciliar de Bento XVI

Ratzinger Filósofo Hegeliano, Teólogo modernista

O discurso que Bento XVI pronunciou no ultimo 15 de agosto, dia da Assunção de Maria SS, comemorado até nos velhos mosteiros «ortodoxos», confirma que ele não acredita no Céu nem no inferno como lugares: “todos hoje estamos bem conscientes que com o termo «céu» não nos referimos a um lugar do universo… queremos afirmar que em Deus há um lugar para nós”!!!

Assim, a fé na ressurreição e glorificação dos corpos, que mesmo se espiritualizados ocupa um seu lugar, como o demonstra no Evangelho Jesus depois da Ressurreição, e o dogma de Maria SS levada ao Céu corpo e alma, se esvanece nas palavras de Ratzinger. O que fica no Credo? Talvez o de fantasmas ou luzes de um mundo gnóstico ou panteísta da tal síntese absoluta!

Ora, já no seu discurso na Cúria romana por ocasião do Natal de 2005, Bento XVI revelou o suco da sua nova “religião conciliar”, surgida com a eleição do modernista João XXIII. Quando diz: “todos hoje estamos bem conscientes que com o termo «céu» não nos referimos a um lugar do universo… mas, que em Deus há um lugar para nós”, a sua consciência assume o «lugar» não só da «consciência coletiva», mas da mesma Revelação; ela vai dizer o que crer! Eis o suco do condenado modernismo.

Bento XVI, porém, continua por ai a afirmar, nessa e outras datas, que entre a fé precedente e a fé atualizada pelo Vaticano II não há real descontinuidade;  por exemplo que a Lex credendi (fé conciliar) e por conseguinte a Lex orandi (lei do “Novus Ordo Missae” de Paulo VI), não difere essencialmente da Tradição do Missal romano promulgado por São Pio V.

Embora lhe fosse permitido usar veste cardinalícia prefere a toga universitária

Portanto, Bento XVI pretendia dizer que na igreja conciliar, dois sacrifícios diferentes, segundo dois espíritos diversos, como in extremis foram os de Abel e de Caim, oferecidos por sacerdotes ordenados segundo ritos diferentes, celebrados em diferente altares, não implicam nenhuma descontinuidade.

Então, havia que perguntar, porque houve a drástica mudança de ritos e porque se pretendeu que os precedentes – tradicionais – fossem banidos?

Na verdade a mentalidade de Bento XVI deriva de um filosofar idealista que produz pensamentos desviados, geradores de uma fé de sentido inverso à cristã, como se vê de seu novo «credo».

A forma mentis do teólogo alemão Ratzinger, hoje Bento XVI, se formou segundo a filosofia alemã de Hegel, cuja tese fundamental é que a dialética – tese, antítese, síntese -, não é somente constitutiva do devir, da evolução do pensar, mas da idéia que é a realidade mesma; ser e pensar seriam pois a mesma coisa e assim tudo se revela, segundo essa idéia, na final equivalência e unidade dos contrários; no campo unificado do pensamento virtual; no “imaginar o transcendente”, que dá vida a um todo.

Tudo se desenvolve pois no processo que é desdobramento do Espírito absoluto na filosofia, na história, nas ciências e naturalmente na religião. Isto pode até parecer religioso e pio para uns iludidos, mas atenção, introduz uma fé de sentido inverso à cristã, pela razão seguinte. No processo dialético que segue a ordem: tese, antítese e síntese, introduz-se a gestão humana de opostos para atingir uma síntese final. Ora, a Religião verdadeira é já síntese, que tem por princípio a Revelação divina e esta não depende de pensamentos abstratos ou de operações da gnose humana.

A esta luz o pensamento de Ratzinger revela o seu grave desvio quando diz que a «Gaudium et Spes» do Vaticano II, represente um ensaio para a reconciliação da Igreja com o mundo moderno desde 1789… sendo uma espécie de anti “Syllabus” do Papa Pio IX. Vejamos.

A «tese conciliar» seria para uma nova «fé católica», a «antítese» seria o liberalismo, a «síntese» seria a nova evangelização pastoral operada para uma nova «consciência» da Igreja segundo o espírito do Vaticano II, que homologa todas as religiões. Logo, à fé católica antiga faltaria a síntese da conciliação com os valores do mundo, como sejam os direitos humanos, a liberdade religiosa, a igualdade ecumenista, a emancipação feminina, etc. Eis uma das explicações de Ratzinger: “Nós sentimos uma responsabilidade neste mundo e desejamos dar-lhe nossa contribuição de católicos. Não entendemos impor o catolicismo ao Ocidente, mas queremos que os valores fundamentais do cristianismo e os valores liberais dominantes no mundo hodierno possam encontrar-se e fecundar-se mutuamente” (Cardeal Ratzinger ao jornal Le Monde, 17/1/1992).

Na carta aos bispos que acompanhou o seu Motu proprio, Bento XVI afirma: “Alem de tudo, as duas Formas em uso do Rito Romano podem enriquecer-se reciprocamente” (como as tantas religiões).

Eis a confirmação da mesma dialética aplicada à Santa Missa: a tese é a Missa tradicional, a antítese a nova missa, a síntese a forma “enriquecida” pela reforma do espírito conciliar. Que dizer? Que a fé representada pela Santa Missa tradicional precisava ser atualizada segundo as luzes pessoais de João XXIII, ou das experiências de Paulo VI com o mação Bugnini, ou das viagens pelas religiões do mundo de João Paulo II, ou das sínteses ecumenistas totais de Ratzinger?

Hans Kung e Ratzinger foram "peritos" do Concíliabulo Luterano II, hoje aquele publicamente maçon, este chefe a Igreja Conciliar

Hans Kung e Ratzinger foram "peritos" do Concíliabulo Luterano II, hoje, aquele publicamente maçon, este chefe da Igreja Conciliar

Hábito comum é a dispensa das vestes clericais.

São Pio X na sua Pascendi, cujo centenário se festejou, explicava que nos escritos modernistas lê-se uma página perfeitamente católica, mas basta virar a página para encontrar uma seguinte impregnada de modernismo. Bento XVI demonstra-se ainda mais evoluído; consegue pôr na mesma página um pensamento tradicional, que deve enriquecer-se com uma idéia liberal!

Note-se que, se de um lado a Igreja sempre procurou reviver na Santa Missa a mais nobre representação do Santo o Sacrifício redentor, segundo a vontade de Nosso Senhor; do outro lado a pastoral conciliar procurou adaptá-lo à necessidade de compreensão do mundo moderno, que recusa a sacralidade e a noção de sacrifício e penitência, que é a essência mesma da Fé.

O primeiro pensamento é dirigido à Fé e à Cruz; o segundo, à opinião aplaudida pelo mundo!

Qual a síntese possível entre o pensamento guiado pela Fé e as opiniões do mundo liberal?

Qual pode formar a reta consciência, que deve responder ao nosso Pai e Criador?

Aqui seria bom lembrar que a formação dos sacerdotes passa por um aprofundado estudo da Teologia, mas também da Filosofia, seguidos pela leitura diária do Breviário, para que se formem no “pensamento divino” a transmitir aos fieis. Deste, o escolástico é o mais fiel. Tal formação deve servir, porém, notadamente para recusar o gnosticismo que envenena a mentalidade do mundo; pensamento que segue a direção contrária à Fé; que é antítese da Doutrina católica. Só nesta se vivifica a Fé revelada, que é síntese: o «sim sim não não» que não precisa de ajustes, mas estudo, compreensão e aceitação.

O resto vem do “cogito” demoníaco, aquele das idéias sincréticas, gnósticas e liberticidas, que são os frutos da apostasia no Lugar santo de Deus na terra: a Igreja do Santo Sacrifício. Se ela parece invisível não é pela sua natureza, mas pelos olhos obscurecidos pela fumaça de seu eterno inimigo, que controla a mente de seus novos «vigários».


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