Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

“CRIME E CASTIGO” na CRISTANDADE

II – Publicações incompletas sobre o Grande Castigo

por Araí Daniele

Visto que falamos de castigo vejamos o que se publica a respeito.
Sob o título «O Grande Castigo Iminente Revelado no Terceiro Segredo de Fátima» o Padre Paul Kramer, B.Ph., S.T.B., M. Div., S.T.L. (Candidato), ligado ao Rev. Nicolas Gruner, mantém o tom deste na primeira parte da série, concentrando-se no aspecto físico do castigo: das guerras da Rússia para provocar a aniquilação de nações. “A aniquilação de metade do mundo parece ser, no mínimo, bastante radical – seria a maior catástrofe desde o Dilúvio”. Porém, o aspecto mais terrível do castigo profetizado no Segredo é o castigo espiritual, sobre a perseguição da Igreja e do Santo Padre. Nossa Senhora disse: “Deus vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre.”

De fato, ocorre uma forma de perseguição da Igreja nunca vista em toda a história: esta redundará na «punição» do mundo que a persegue!

O que pode significar esse aparente paradoxo? Só se compreende ao considerar que quando o mundo, em nome da liberdade, suprime o que representa a Autoridade da Palavra divina, corta o oxigênio da sua própria vida espiritual, alimento da vida no amor pelo bem e pela verdade que rege a sociedade. Logo, essa perseguição infiltrada na Igreja, não podendo abatê-la, formará outra «igreja» que ao invés de fazer o mundo respirar no Espírito, leva-o à asfixia ecumenista, às mentiras e, portanto ao conflito e à perdição! Isto é feito por uma entidade, vista como se fosse a verdadeira igreja, mas que, por pactuar com os perseguidores desse mundo revolucionário, é o maior engano. Sua falsa bondade se revela nos frutos de ódio e conflitos que seguem na desordem moral, num mundo cada vês mais à beira do colapso.

O Autor lembra uma carta do Cardeal Mario Luigi Ciappi que revelou: “No Terceiro Segredo prevê-se, entre outras coisas, que a grande apostasia na Igreja começará pelo topo”. Isto corresponde ao que o Livro das Lamentações revela: “Os reis da terra e todos os habitantes do mundo nunca acreditariam que o adversário e o inimigo entrariam pelas portas de Jerusalém”. O que está predito é que os partidários do demônio ocuparão a Cúria Romana sob um antipapa maçônico.

Malachi Martin

O falecido Padre Malachi Martin, que parece ter lido no início de Fevereiro de 1960, quando era Secretário do Cardeal Bea, o Terceiro Segredo de Fátima, disse que Nossa Senhora falava de um futuro “Papa” impostor que, sob o controlo do demônio, usurparia a Santa Sé. Assim o Terceiro Segredo de Fátima revela o “mistério da iniqüidade” (II Ts. 2:7): uma falsa Igreja “Católica” – uma contra e anti-Igreja.

“O mistério do dragão, cuja cauda varreu a terça parte das «estrelas do Céu», isto é, a terça parte da hierarquia católica sob a direção do antipapa herético. É isto que João Paulo II revelou enigmaticamente a respeito do Terceiro Segredo em 13 de Maio de 2000: “A mensagem de Fátima é chamada à conversão, alertando a humanidade para que não tenha nada a ver com o ‘dragão’ cuja ‘cauda varreu a terça parte das estrelas do Céu, e lançou-as à terra’ (Ap. 12:4).”

O Autor falou com o Padre Malachi Martin sobre o antipapa herético da apostasia no Terceiro Segredo, a resposta do Padre Malachi foi: “Fosse só isso”. O antipapa e os seus colaboradores apóstatas serão (como diz a Irmã Lúcia) “partidários do demônio” “que trabalham para o mal e nada temem” (carta de 29-5-1970). Estes “partidários do demônio” constituem a “terça parte das estrelas do Céu” varridas pela cauda do dragão. Estes homens, que se apresentam como clérigos «católicos», são membros secretos da seita e estão consagrados ao demônio. Chegarão a controlar o aparelho de estado do Vaticano e a estabelecer o ramo «católico» de uma nova religião universal ecumenista. A sua falsa «Igreja» será católica apenas no nome. Formará a parte «católica» da religião estabelecida e obrigatória da Nova Ordem Mundial.”

Ora, os anos passam, as testemunhas morrem e é impróprio não ajustar o tempo dos verbos para o presente, sobre apostasias à vista de todos.

POPE TOUCHES U.N. FLAG AT NEW YORK HEADQUARTERS

Cita M. Martin que diz:

“O Catolicismo autêntico foi posto fora da lei, e os Católicos restantes são sujeitos a uma feroz perseguição silenciosa… A vasta maioria foi levada pelo engano e caiu na apostasia. À semelhança do que hoje se passa na China, têm o seu latim, o seu incenso, a sua ‘Missa’, etc. – mas com a condição de restarem em comunhão com a Igreja que parece visível, mas é a Roma apóstata do Papa impostor, cuja falsa Igreja está em comunhão com a Grande religião universal ecumenista.

P. Kramer diz ainda que: Anna Catarina Emmerich (1774-1824), a freira estigmatizada profetizou sobre a “falsa Igreja da escuridão“… construída contra todas as regras, como uma nova Igreja heterodoxa de Roma, sob um “Papa” aberto às “doutrinas protestantes e dos Gregos cismáticos” que minaram a Igreja com grande astúcia para que “toda a gente fosse admitida nela para estarem todos unidos e com direitos iguais: Evangélicos, Católicos, seitas de todo o gênero, é ou não a nova Igreja? A Fé da Igreja não constituía o testemunho contra a ausência de Deus da Nova Ordem Mundial? Os apóstatas não estão despojados da luz dessa Fé e dos dons do Espírito Santo e na cegueira da verdade ensinada por Santo Agostinho – que a Cidade do Homem, sem Deus, não pode conseguir a paz – que é a tranqüilidade da ordem – porque não tem fé, mas vive na rebelião contra Deus, a Sua Igreja e Ordem cristã. Assim, a grande apostasia profetizada nas Sagradas Escrituras (II Ts. 2:3), lembrada em muitas profecias de Santos e nas aparições da Santíssima Virgem, está revelada no Terceiro Segredo de Fátima. A apostasia geral precede aquilo que S. Paulo chamava «mistério de iniqüidade (que) já existe» (II Ts. 2:7).

Mas, se tal «mistério de iniqüidade»  já existe, como ele justamente acabou de dizer, será que aquele a quem ele aceita como Papa não tem nada a ver com este mistério. Não é ele mesmo sujeito do mistério, visto que está no «lugar de Deus» como reza a citada carta de São Paulo?

Aqui o Autor do artigo cai em contradição porque depois de descrever a apostasia presente, diz que “o aparelho de estado do Vaticano sob o Cardeal Angelo Sodano, não quer que os fiéis católicos saibam do conteúdo do Terceiro Segredo, no que se refere à apostasia. Não é porque eles não querem que se confunda “a profecia religiosa com o sensacionalismo”, como falsamente disse o Cardeal Ratzinger em 1984. Não é para o bem da Igreja e a salvação das almas, mas é antes para que eles não sejam censurados, e para defender a sua estratégia modernista e suas próprias carreiras eclesiásticas que promovem ensinamentos condenados do Ecumenismo e da Liberdade Religiosa em nome do Vaticano II, e que querem fazer destes erros condenados a pedra angular da nova religião.

Ratzinger no Templo Luterano de Roma

Joseph Ratzinger no Templo Luterano de Roma

Porque o Terceiro Segredo de Fátima deveria revelar os detalhes da apostasia geral que vivemos hoje e é amplamente descrita? Porque deveria ser um libelo acusatório contra os responsáveis que cravam uma estaca no coração da Igreja para erigir a Igreja da Nova Evangelização que causa a “desorientação diabólica” e a “perda da Fé”, a que o antigo Bispo de Fátima (D. Alberto Cosme do Amaral) e a Irmã Lúcia se referiram como central no Terceiro Segredo de Fátima, não é esta a questão a responder?

“A desorientação é diabólica”, escreveu a Irmã Lúcia [29-12-1969], “não vos deixeis enganar”. A desorientação é doutrinal: “nestes tempos de desorientação diabólica, não nos deixemos ser enganados por falsas doutrinas” [12-4-1970]. É um “câncer na Igreja [29-5-1970] que afeta “sacerdotes” e “almas consagradas” que foram “desviadas”: “É triste,” escreveu a Irmã Lúcia [16-9-1970], “ver tanta desorientação, e em pessoas que ocupam cargos de responsabilidadesão cegos que guiam os cegos“. Portanto, quem ocupa posições mais elevadas na Cúria Romana são os que abriram o caminho à Grande Apostasia.

Devem os católicos esperar que a Mensagem de Fátima o diga para processar os clérigos que traíram a Igreja e corrompem a Fé? Pode o que diz respeito à autoridade divina não estar na Lei da Igreja?

Será que a falsa autoridade que proclamou o «direito à liberdade de consciência e de religião» não declarou assim tacitamente a sua auto renúncia à Igreja dos Mandamentos divinos? Ou será que existe o livre «direito religioso» democrático de declará-los opcionais?

A Lei da Igreja seria também opcional?

Entre as causas da crise de fé na Igreja está certamente o desprezo pela sua Lei. Chegamos hoje a ler infelizes que afirmam ser melhor para a Igreja ter um «papa herético» do que não ter nenhum! Isto é, seria legal que no lugar do Vigário de Cristo sentasse quem é contra a Fé de Cristo, mas está assim mesmo autorizado por Ele. Estamos aqui no delírio extremo.

Há porém um inteiro mundo católico que vive no delírio intermediário, isto é, um papa pode ser um modernista, mesmo se estes (os modernistas) foram já condenados pela Igreja como hereges, portanto diante de Deus mesmo.

Papa São Pio X

De fato, São Pio X, depois de suas primeiras medidas para evitar a presença de modernistas, renegados da fé íntegra e pura, mas que continuavam a ensinar a heresia em nome da Igreja, escreveu ainda o «Motu proprio Praestantia Scripturae» onde:

“com o fim de reprimir os espíritos cada vez mais audazes dos modernistas que, com sofismas e artifícios de todo gênero, se empenham em tirar força e eficácia não só do decreto Lamentabili… como também a Nossa Carta Encíclica Pascendi… por Nossa Autoridade Apostólica, Nós reiteramos e confirmamos, tanto o Decreto da Congregação da Sagrada Suprema Inquisição, como da dita Nossa Encíclica, acrescentando a pena de excomunhão contra os contraditores, e Nós declaramos e decretamos que, se alguém – o que Deus não permita – chegar a tanta audácia, que defendesse qualquer das proposições, opiniões e doutrinas reprovadas em um ou outro dos documentos acima mencionados, fica, ipso facto, ferido pela censura decretada pelo capítulo Docentes, da Constituição Apostolicæ Sedis, que é a primeira das excomunhões latæ sententiæ reservadas simplesmente ao Pontífice Romano. Esta excomunhão deve ser entendida como, sem suprimir as penas em que possam incorrer aqueles que faltem contra os citados documentos, como propagadores e defensores de heresias, se alguma vez suas proposições, opiniões ou doutrinas são heréticas, coisa que acontece mais de uma vez com os inimigos desses dois documentos e, sobretudo, quando propugnam os erros dos modernistas, isto é, a reunião de todas as heresias. (Denziger, Nº 2113-14)… Dado em Roma, junto a São Pedro, em 18 de Novembro do ano de 1907, o quinto de Nosso Pontificado. Pio X, Papa.»

Os modernistas estão fora da Igreja católica

Isto é uma realidade católica declarada pelo Papa em nome de Nosso Senhor.

Acontece, porém, que a malícia e a perversidade humana não tem confins, nem sob o Juramento anti-modernista, que é uma profissão de fé católica.

Vejamos o caso da chamada banda dos quatro seminaristas modernistas em Roma, descrito com todo favor pelo político democristão Andreotti no seu livro (I quattro del Gesù. Storia di una eresia, Rizzoli, Milão, 1999). Os quatro do seminário Jesus, história de uma heresia.

São eles, Ângelo Roncalli, Giulio Belvederi, tio da mulher de Andreotti, Alfonso Manaresi e Ernesto Buonaiuti eram quatro seminaristas, ligados por amizade e pela visão religiosa modernista comum. Os últimos dois levaram suas ideias heréticas tão longe ao ponto de serem: censurado Manaresi e excomungado, depois de ter abandonado o sacerdócio, Buonaiuti. Quanto a Belvederi e Roncalli foram salvos pelos seus protetores, que no caso deste último foi o bispo de Bérgamo Radini Tedeschi, em odor de Modernismo. Outro companheiro de Roncalli a Bérgamo foi Nicola Turchi, também censurado, que traduziu em italiano o historiógrafo Duchesne.

Ernesto Buonaiuti

Ernesto Buonaiuti

No caso do modernista Roncalli, porém, tudo aconteceu de modo diverso porque ele aprendera muito com o colega Ernesto Buonaiuti, “que foi excomungado porque cometeu o único erro de não ter sabido esperar a evolução dos tempos!” É o que chega a dizer sem reservas nesse seu livro o senador Andreotti que diz ter chegado a hora para a Igreja rever “o juízo de homens que foram até tempos recentes injustamente perseguidos [porque modernistas]”; usa levianamente a palavra “heresia” para o Modernismo, de onde procede o seu podre pensamento democristão. Tratar-se-ia só de mal entendido não esclarecido pela Igreja com a condenação passada,  da qual só falta o pedido de perdão? Não, Trata-se de gravíssima condenação! Os resultados disso são espantosos pois levaram à eleição de Roncalli que introduziu o condenado modernismo nessa Igreja que é hoje o aparato conciliar-maçônico-ecumenista para a perdição do mundo. E assim, nos tempos que correm tudo seria possível, até mesmo alguma beatificação, além de Roncalli (João XXIII) que “havia aprendido muito do padre Ernesto”, que cometeu o único erro de não ter sabido esperar a “evolução dos tempos”, talvez dos modernistas excomungados Buonaiuti e Murri!

Levou tempo, mas um deles chegou tortuosamente à Sede de Pedro para mudar a Igreja de sempre! Assim, nos nossos dias o Modernismo foi de tal modo inserido «oficialmente» na Igreja conciliar que o senador Giulio Andreotti quer canonizá-lo. Não havia para ele, mas também para um imenso mundo ex-católico, erro doutrinal condenado pela Igreja, porque contrário à Fé, não, o erro teria sido de não tê-lo camuflado, mesmo com uns perjúrios! (A ogni morte di Papa, Rizzoli, 1982).

Roncalli aprendeu a esperar a sua hora trabalhando para a própria carreira até galgar posição para inverter juízos incanceláveis da Igreja e poder inocular nas suas veias o Modernismo através dum concílio pastoral, o Vaticano II e a sua «perfídia».

No mundo conciliar se joga claramente com a palavra heresia. Perdeu-se o sentido do crime contra a Fé que é extirpar a Palavra divina das almas, especialmente de jovens inocentes: suma ofensa à Verdade e ao Bem. E as consequências chegam ao galope, como os cavalos do Apocalipse. Mas são multidões, até de tradicionalistas, que perderam a vista, o ouvido e outros sentidos católicos para perceberem que o castigo completo está pendente sobre quem aceita a falsa igreja formada por modernistas perjuros que renunciaram à verdadeira Fé.

Se a manobra conciliar do Vaticano não bastou para desvelar uma evidente auto-renúncia à Fé, de uma falsa autoridade católica, vamos em seguida falar da tentativa de restituição do juízo cristão ao Sinédrio judeu que condenou à morte de Cruz o Salvador.

(continua)

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