Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Carta do Pe. Rifan e outras à Irmã Lúcia de Fátima

por Arai Daniele
Atualmente toda a correspondência e escritos da Irmã Lúcia de Fátima estão sob sigilo por ordem do Vaticano. É normal que assim seja, mas aqui queremos dar a conhecer, para quem se interessa pela questão, algumas cartas que são reveladoras da posição da Irmã em dois tempos diferentes, e também aquela do conhecido padre Rifan, que esteve aqui em Fátima em 28 de junho de 1987 e me pediu que encaminhasse à Irmã a carta que segue com a escrita de seu punho:

Carta de Araí Daniele à Irmã LúciaPerguntas de Rifan a Irmã LúciaPerguntas à Irmã Lúcia

1 – Nossa Senhora disse que a Sra. ficaria aqui no mundo para ser sua Testemunha. Ora, diante da apostasia geral patrocinada pela hierarquia, o seu silêncio não seria interpretado como aprovação?

2- A Sra. sabe o terceiro segredo. Sendo assim a Sra. não acharia que têm razão aqueles que rejeitam as reformas atuais visto que têm levado os fiéis a perderem a fé?

3 – A Sra. que conhece o 3° segredo aprova tudo o que a hierarquia atual ensina e faz?

Esta seguiu o ter tomado conhecimento da carta que a Irmã Lúcia me enviou em resposta às minhas perguntas, que constam numeradas nessa mesma sua carta…

Sr. Arai Daniele

Pax Christi

Recebi a sua carta, e passo a responder às suas perguntas:

1)   “Em 5 de Maio de 1917 o Papa Bento XV fez um apelo universal para a intercessão de Maria SS., pela paz. A resposta, 8 dias após, veio com as Aparições de Fátima.

– Porque sempre se falou tão pouco disto?

– Se as autoridades da Igreja se tivessem interessado pela Mensagem da Mãe de Deus, que desde então estava no mundo, Irmã Lúcia e seus priminhos poderiam tê-la revelado então?”

É preciso compreender que, a Igreja, antes de aceitar uma revelação particular, tem de estudar e provar muito bem, os factos, os acontecimentos e os instrumentos de que Deus se serve para se assegurar da verdade e da realidade das coisas, antes de se pronunciar.

2)   No livro de W. T. Walch consta em nota a convicção da Irmã Lúcia de que o Papa Pio XI tomou conhecimento do pedido da consagração da Rússia já em 1930. É assim? – Sim.

3)   Em 1950 o Papa Pio XII, que teve a graça de proclamar o Dogma da Assunção, teve nos jardins Vaticanos, por quatro vezes a visão do milagre do Sol. Não seria este um chamado para que o “Papa de Fátima” cumprisse os pedidos da Mensagem de Nossa Senhora?

Não sabemos, que fim teve Deus nessa manifestação, por isso, deixamos ao critério da Igreja.

4)   – O ano de 1960, crucial na vida da Igreja e do mundo, por muitos factos ainda invisíveis, era previsto como momento para o conhecimento do Segredo, mas como a misericórdia divina deu a conhecer a Irmã Lúcia esta data?

O como tive conhecimento desta data não estou autorizada a explicá-lo aqui, mas tenhamos presente que, a autorização dada para que a Igreja podesse abrir a minha carta, não foi uma ordem para que o publicasse.

O nosso respeito pela Igreja e pela sua actuação em nome de Cristo, que é o seu Fundador, é sempre muito grande, tendo sempre presente que Jesus Cristo Lhe prometeu a assistência do Espírito Santo e a sua permanência junto d’Ela até ao fim dos tempos. Por isso, Ela é movida pelo Espírito Santo e governada por Cristo que está com Ela, é a sua Cabeça e o laço da nossa união formando o Seu Corpo místico como Ele o quis e pediu ao Pai: “Como Tu, ó Pai estás em Mim e Eu em Ti, que também eles estejam em Nós, para que o mundo acredite que Tu Me enviaste.” (Jo, XVII-21)

Isto que Cristo nos pede no Seu Evangelho, é também um dos pontos mais importantes da Mensagem: Que a consagração seja feita em união com todos os Bispos do mundo. É que, o Papa e os Bispos são os condutores do povo de Deus, que a todos devem unir na mesma Fé, esperança e caridade formando um só corpo com Cristo – o corpo místico de Cristo – se nos apartamos deste Corpo, não estamos com Cristo, porque Cristo é um só e não se divide. É preciso pois, estarmos todos unidos formando um só corpo com Cristo presente entre nós na pessoa do Seu Vigário na terra a Quem Ele disse – na pessoa de S. Pedro – “Tudo o que ligares na terra será ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu”. Assim, estamos seguros de que permanecendo unidos ao Papa – actualmente é João Paulo II – estamos unidos a Cristo, formando com Cristo um só corpo que num acto de plena doação e entrega ao Senhor se consagra ao Coração Imaculado de Maria, que é a Mãe de Cristo e por isso a Mãe deste Seu corpo místico que é a Sua Igreja para com Ela e poe Cristo sermos levados ao Pai como povo Seu escolhido para glória da SS. Trindade.

Este é o fim para o qual Nossa Senhora pediu esta consagração, em princípio para evitar as guerras que trazem consigo o ódio, o desispero, a violência e a injustiça e evitar que o ataísmo viesse a espalhar os seus erros pelo mundo porque trás consigo a decadência na fé, na esperança e na caridade quebrando o laço da nossa inteira união com Deus em Cristo.

É o apostolado que agora mais se nos oferece recomendar, que permaneçamos unidos a Cristo presente na Sua Igreja na pessoa d’Aquele que Ele escolheu para o representar, e actualmente é João Paulo II, e enquanto que este viver não há nem pode haver outro que seja verdadeiro  Chefe da Igreja de Cristo.

Quanto à construção de uma capela em Aljustrel – minha terra natal – penso que o melhor será tratar o assunto com o Reitor do Santuário de Fátima.

Numa grande união de orações.

Coimbra, 24-VI-1987

Ir. Lúcia

A sua autenticidade é atestada pela intermediação de sua sobrinha, Maria do Fetal, que levou ao Convento de Coimbra o meu livro «Entre Fátima e o Abismo». Por causa disto, tive também uma resposta verbal de que foi encarregada a mesma sobrinha que me visitou em Aljustrel, onde eu estava em companhia do Rv. P. Robert Bellwood e da irmã francesa Marie Lucie Fouchet.

Livro de Fátima

Livro Entre Fátima e o Abismo, Araí Daniele. Disponível para Download na seção Livros.

Tenho também cópia da outra carta da Irmã dirigida à um professor, membro da Opus Dei e irmão de um meu amigo, que responde sobre meu livro, no qual não encontrou nenhum erro, nem sobre o caso da entrevista ao P. Fuentes, mas que a afligiu por ser polêmico!

Irmã Lúcia e João Paulo II

 

Finalmente segue a carta, sem resposta, sobre a confusão jornalística de 1998 sobre o que ingenuamente declarara em 1992/3 sobre a conversão de Gorbachev, que lhe deve ter sido sugerida por João Paulo II.

Cara Irmã Lúcia, penso que sabe que no mês de março (1998) a sua entrevista de 1992 ao cardeal Padiyara (e outros) e a sucessiva de 1993, ao card. Vidal, que confirma a primeira, voltaram à público em Portugal, Espanha, Itália e nos países onde mais se dá atenção à Mensagem de Fátima.

Provavelmente tudo se deve à malícia de alguns jornalistas que fizeram passar aquelas palavras como recentes, alterando-as como lhes convinha. Por exemplo, escreveram que a Irmã disse que o Terceiro Segredo nada tem a ver com o Vaticano II. Além disso a Irmã diz que ele não foi dado para ser revelado. João Paulo II pode revelá-lo se quiser… “mas o meu conselho é que tenha muita prudência…”.

Quanto ao episódio da conversão do líder russo reconhecem que a Irmã Lúcia deve ter sido posta ao corrente pelo mesmo João Paulo II que a encontrou em Fátima (13.5.1991). Porque se não é assim e ninguém inventou essa história, então pode ser uma ‘revelação celeste’.

Acontece que o jornal Avvenire, da Conferência Episcopal Italiana, publicou no dia 3/3 o desmentido oficial do porta-voz Navarro Valls, que está em contacto diário com João Paulo II: “O gesto que foi atribuído ao senhor Gorbachev não é verdadeiro nem é verosímil”. O porta-voz vaticano Joaquim Navarro Valls desmentiu a notícia do quotidiano espanhol que relata o histórico encontro no Vaticano do dia 1° de dezembro de 1989 no qual o então secretário geral do Partido Comunista da União Soviética ter-se-ia ajoelhado diante de João Paulo II para pedir perdão. A conjectura, sem qualquer fundamento, surgiu numa imaginária entrevista recente da Irmã Lúcia, que tem 91 anos de idade.”

Dia 4/3, 4a. feira, o jornalista de 30 Dias, Stefano Maria Paci, depois que eu o informei devidamente do que estava acontecendo, mandando-lhe algumas páginas via fax, publicou no Il Giornale que: “o scoop sobre Gorbachev era de 1992; que a Irmã sobre o Vaticano II no Terceiro Segredo não podia falar, que significa o contrário do que se insinuou”. Mas mesmo esse jornalista não resistiu à tentação de criar o seu duplo scoop: que há um vídeo onde a Irmã Lúcia fala do Segredo ao Padre Kondor e que Nossa Senhora ainda apareceria à Irmã, segundo o P. José Valinho dos Santos, seu sobrinho que está em contacto e tem livre acesso à Irmã Lúcia.

Ora, quando se deixa crer que a Irmã continua vendo Nossa Senhora, e ao mesmo tempo há contradições objectivas sobre a Mensagem, que pedem esclarecimentos, há risco de confundir o que vêm da Mãe do Céu com a opinião da Irmã. É pois preciso esclarecer a questão a fim de evitar que essa confusão prejudique gravemente a credibilidade de Fátima. Mas como essa mesma confusão se repete hoje em matérias graves da Fé pode-se pensar que estamos vivendo a crise da perda do ‘dogma da Fé’, mencionada na parte conhecida da Mensagem de Fátima.

A esse ponto são plausíveis algumas considerações que podem demonstrar que se o chamado Terceiro segredo é ainda oculto quanto às palavras do seu texto, não o é quanto à realidade que a Igreja vive.

Para resolver as contradições sobre a Mensagem que suscitam inúmeras objecções e perplexidades entre os católicos e os estudiosos de Fátima há pois que voltar à alguns factos conhecidos sobre o Segredo.

Peço que siga estas minhas considerações que podem demonstrar que afinal a Mensagem não representa mais um segredo real, razão porque a Irmã não deveria temer a sua «verdade», que é para o bem da Igreja e que deveria ser agora conhecida de todo fiel. Se as pessoas ainda não o compreendem, é porque não seguiram na oração a agonia que nossa Santa Mãe Igreja vive desde 1958: o ‘Segredo’ da Mensagem de Fátima está diante de quem tem fé para ver e para ouvir o que está acontecendo no mundo: o avançar de uma descristianização global. Por isto a Irmã não pode temer de estar revelando uma realidade espiritual da qual só falta reconhecer a causa.

Paulo VI já o revelou em parte em duas ocasiões falando: – do fumo de Satã que entrou na Igreja (29 junho 72) e da auto-demolição que seguiu o Vaticano II (7 de dezembro 68).

Também João Paulo II descreveu os novos tempos: – É preciso admitir realisticamente e com profunda e sofrida sensibilidade que os cristãos hoje sentem-se confusos e perplexos; foram espalhados à mãos cheias ideias contrárias à Verdade revelada e desde sempre ensinada, difundiram-se verdadeiras heresias no campo moral e dogmático criando dúvidas e rebeliões, manipulou-se até a Liturgia. Submersos pelo relativismo e pelo permissivismo, os cristãos são tentados pelo ateísmo e pelo agnosticismo, por um iluminismo vagamente moralista e por um cristianismo sociológico, sem dogmas e sem uma moral objectiva -. (7 de fevereiro de 1981).

Seria faltar ao segredo testemunhar que essa verdade foi profetizada por Nossa Senhora de Fátima? Ou, ao contrário isso faria um grande bem para a Igreja, demonstrando de novo que Deus lhe dá avisos e ajudas para que ela defenda a Fé nos momentos cruciais? E que fatos dessa gravidade que tiveram início no fim dos anos cinquenta, não poderiam ser ignorados nos avisos de Maria SS. aos seus filhos? Eis porque cremos que grande parte do Segredo já está revelada. Faltaria somente a menção das causas e a atribuição das responsabilidades desse desastre espiritual.

Esse desastre consiste numa divisão diante da Verdade, portanto na vida da Igreja. Mas falta mesmo conhecer as suas consequências e as responsabilidades nele? A responsabilidade do desvio religioso está descrita no Evangelho: é dos falsos Cristos e falsos profetas. Quanto às suas consequências elas também estão à vista. São: a traição dos clérigos e a apostasia geral com a universal descristianização do mundo.

Quem ama a Igreja não deveria temer que essa verdade inteira venha ao conhecimento dos remanescentes na fé. A oração cristã é feita com a intenção do bem da Igreja e da salvação das almas. Como é possível orar nesse sentido desconhecendo o mal profundo e o seu testemunho para apelar-se aos auxílios oferecidos pela Mãe de Deus?

O seu diálogo com João Paulo II também não é mais realmente secreto. Pelas suas palavras aos Cardeais sabemos que ele lhe falou dos prodígios que operou com o auxílio da mensagem e de como foi evitada outra guerra mundial. Ele lhe contou da conversão do sr. Gorbachev e da Rússia, que a impressionou. Ele falou-lhe de guerra e de paz, mas principalmente dos perigos de divisão religiosa que a mensagem poderia suscitar, mas sem citar as causas disso e pediu o seu parecer, sabendo quanto os seus escrúpulos pesariam na resposta.

Poderia a Mensagem de Fátima ser causa dessas divisões na Igreja?

A este ponto todos deveriam fazer um profundo exame de consciência. O escrúpulo excessivo, como aconteceu com a Irmã em 1944, quando precisou que a Mãe do Céu lhe ordenasse que escrevesse a Mensagem para o Bispo Dom José, é hoje nocivo à terceira parte da Mensagem de Fátima, cujo conteúdo se revela cada vez mais grave!

A Irmã demonstrou muitas vezes o temor de ser causa inconsciente de uma divisão na Igreja. É preciso lembrar pois que a verdadeira divisão é diante de Deus na pessoa de Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida. Quem altera a verdade que concerne a religião está dividindo a Igreja.

Visto o poder que representa o conhecimento de um facto decisivo para a vida da Igreja de Deus, e portanto de toda a humanidade, a escolha de uma mensageira de Nossa Senhora seguiu o santo critério de uma alma obediente e escrupulosa na Fé. Mas esses escrúpulos não servem à Fé se evitam o testemunho contra quem altera a verdade. As dificuldades da Irmã são compreensíveis devido à gravidade do conteúdo da Mensagem de Fátima, mas o escrúpulo que se põe ao serviço, não da preservação do aviso para a defesa da Fé, mas da sua censura, é mau. É o escrúpulo que acaba por levar todos a duvidar que o aviso serve para o bem da Igreja.

O mistério que envolve as contradições da Irmã Lúcia em relação à Mensagem de que foi portadora, que estão à vista de todos, nos parece indicar justamente o conteúdo do Segredo. Mas à diferença de outros observadores das questões de Fátima, eu sei não ser possível a hipótese da existência de uma falsa vidente e mesmo de um complot para falsificar as palavras de suas entrevistas; É bem mais simples embora mais assustador: são já quarenta anos que a Irmã é submetida e aceita, em nome da obediência à autoridade eclesiástica, o constrangimento de sua consciência. A análise de factos objectivos revelam que imposições de consciência foram aplicadas à Irmã em pelo menos cinco ocasiões:

1-  na questão do Padre Agostinho Fuentes em 1958;

2-  na censura do Vaticano ao Terceiro Segredo em 1959;

3-  no repúdio de Paulo VI ao pedido da Irmã em 1967;

4-  nas instruções do Vaticano de 1988 impondo a aceitação da consagração da Rússia como já realizada;

5-  no colóquio de 13 de maio de 91 em que João Paulo II instruiu a Vidente sobre o sentido da conversão de Gorbachev e da Rússia e do perigo da revelação do Segredo.

Com isto a Irmã, por escrúpulos, confia o aviso que a Mãe de Deus deu aos seus filhos justamente a quem opera para mudar os factos e as consciências. As Santas Escrituras revelam o mistério da iniquidade que envolve a ‘estrela caída’ que abre o abismo de uma libertação do homem, mas põe os sinais e os avisos de Deus sob chave.

Tudo já foi profetizado. Mas a ajuda divina para fazer conhecer o momento dessas profecias e para que se enfrente a abominação desoladora foi dada com a Profecia em Fátima, que situa essa desolação no nosso tempo. Dizer que uma parte da Mensagem de Fátima foi dada para permanecer secreta contradiz o que diz Nosso Senhor: “… nada há oculto que não se venha a descobrir, nem segredo que não se venha a saber” (Mt 10,26; Mc 4,22; Lc 12,2).

Quem ama a Igreja não deveria temer que essa verdade inteira venha ao conhecimento dos remanescentes na fé. A oração e a penitência cristã é feita com a intenção do bem da Igreja e da salvação das almas. E para orar com essas intenções, como fizeram a Jacinta e o Francisco, é preciso conhecer o mal profundo que paira sobre o mundo e testemunha-lo para então se apelar aos auxílios oferecidos pela Mãe de Deus.

Nenhum católico duvida que a terceira parte da Mensagem de Fátima, cujo conteúdo se revela cada vez mais grave, tenha sido dado para a defesa da Fé. Ter escrúpulos quanto à sua necessidade para essa defesa significa duvidar da eficácia dos avisos e auxílios da Mensagem de Nossa Senhora, participando na sua censura e portanto num tácito testemunho contra a própria Mensagem. Ao faze-lo a Irmã passou a cair em diversas contradições desde o tempo do Padre Fuentes.

Dou-lhe dois exemplos que estão à vista de todos:

– A redacção da Terceira parte da Mensagem foi pedida por Dom José e portanto confiada ao Bispo de Leiria (Fátima). Ele podia tê-la lido, segundo as palavras da Irmã, mas “não queria nada com segredos”.

E no envelope lacrado (dia 8 de dezembro de 1945) foi escrito que depois de sua morte ele deveria ser remetido ao Cardeal Patriarca. Por essa razão o actual prelado de Leiria pode dizer que essa Mensagem não era originariamente para o Papa, mas para o Bispo.

– Depois do desmentido da afirmação da Irmã Lúcia sobre Gorbachev, pelo porta-voz de João Paulo II, Navarro Valls, estamos diante do dilema de saber qual dos dois não disse a verdade. Se foi a Irmã que inventou tudo, como se quer fazer crer, a consequência é o descrédito da Mensagem de Nossa Senhora de Fátima e da mesma mensageira. Se a Irmã apenas repetiu o que ouviu então, e que agora é negado, estamos diante de uma adulteração de factos. Eis pois que nestes meses o Vaticano volta a manifestar a sua vontade no sentido que a Irmã não fale mais publicamente, em especial sobre o que ouviu directamente de João Paulo II. Mas todo esse medo do que concerne o Segredo já não revela seu teor?

A Irmã demonstrou muitas vezes o temor de ser causa inconsciente de uma divisão na Igreja. Permita-me lembrar-lhe que a verdadeira divisão é diante de Deus na pessoa de Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida. Quem altera a verdade que concerne a religião é que divide a Igreja.

Bastaria que a Irmã confirmasse a verdade que todo bom católico atento à Mensagem materna conhece com aflição: que são quarenta anos que a Igreja vive a agonia descrita no Segredo de Fátima, pela profanação dos santos sacramentos e pelo desprezo dos avisos e das ajudas divinas.

Esse é o mistério da iniquidade que envolve a ‘estrela caída’, que mantém o que é de Deus sob chave para abrir o abismo de uma liberação religiosa dos homens, em qualquer religião e idolatria e até no ateísmo. Tal ‘libertação religiosa’ seria proclamada no monte Sinai no ano 2000 por João Paulo II.

Rezemos para que Nossa Senhora a ilumine e que no refúgio do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria a cara Irmã encontre luzes e forças para se desvincular dos enganos nefastos que sufocam o testemunho da sagrada Mensagem que Deus mandou em Fátima. Obrigado pela sua atenção e até breve.

Salve Maria Santíssima!

Arai Daniele

D. José Correia da Silva e Irmã Lúcia

D. José Correia da Silva e Irmã Lúcia

Poder-se-ia objectar que tais enganos deveriam reflectir-se nas palavras da irmã Lúcia, mas assim não parece. Antes: parece que a vidente de Fátima procura acobertar aquilo que ela mesmo descreveu anos atrás como desvios diabólicos no seio da Igreja. Porque essa cobertura?

No que concerne a profecia de Fátima, foi a história do mundo e da Igreja neste século a confirmá-la, seja com os conflitos mundiais causados pelos “erros esparsos pela Rússia” seja com a “demolição da Igreja”. São factos históricos que não dependem da revelação de ninguém.

Mas houve também uma vicissitude que diz respeito ao meu livro, que foi enviado à Irmã Lúcia. Algo do seu conteúdo deve te-la preocupado ao ponto de pedir à sua sobrinha Maria do Fetal que me visitasse e me convencesse que deixasse de insistir sobre a hipótese exposta. Este facto, como a sua causa, que foi uma intimação vinda do Vaticano, foi relatado em carta em diversas direcções. Tratava-se de uma inaceitável imposição à consciência da Irmã Lúcia. Mas visto que então não tínhamos meios públicos para relatá-lo, tudo ficou ocultado ou diversamente interpretado. Não ficou que uma pequena nota ao pé de página no livro Fatima joie intime événement mondial, CRC, 1991, p. 374.

Os perigos para a Fé estão ligados a pastores ofuscados pelo brilho dos próprios projectos. Isto demonstra não ser mais segredo, mas põe claramente a questão: Quem tem medo do Segredo de Fátima?

Porque os fatos a respeito da Mensagem da Mãe de Deus são realmente impressionantes.

Uma resposta para “Carta do Pe. Rifan e outras à Irmã Lúcia de Fátima

  1. Máximo novembro 22, 2012 às 2:29 pm

    Noticias…: A MENTIRA DE FÁTIMA – Padre português conta tudo!!!
    jardimdolibano.blogspot.com/…/a-mentira-de-fatima-p…
    7 out. 2012 – GOSTO MUITO DE SEGUIR OS ASSUNTOS DA REVISTA DA ESCOLA DOMINICAL SOU DESVIADA MAS A PALAVRA JAMAIS SAIU DO …

    “Salve Maria”!

    em primeiro lugar peço a vossa santa bênção!

    Assistir o vídeo anexo “A mentira de Fátima” do padre português e li outras tantas matérias sobre a falsa irmã Lúcia que foi posta no lugar da verdadeira.

    Gostaria, pois, de um parecer elucidando isso!

    Obrigado!

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