Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

NATO OU MEDO DA VERDADE PARA NOMEAR INIMIGOS

Reunião da Otan
Arai Daniele

Alarga-se a síndrome do terror ecumenista diante da Verdade

Não basta mais o oceânico armamentarium acumulado por essa NATO, organização mundial que, por puro eufemismo bélico, limita seu título de poder sob o nome de tratado do Atlântico Norte? Sim, porque o Kosovo, o Iraque e o Afeganistão serão cedo ou tarde banhados por esse oceano!

De todo modo a segurança do mundo é agora apreensão global porque o terrorismo não tem fronteiras. Só falta, porém, dar o nome certo ao poder que as ameaça, porque afinal, até os homens do império russo vieram a Lisboa, neste novembro chuvoso, para firmar acordos de cooperação defensiva. Chegaram a aceitar o inevitável escudo espacial antimíssil de extensão inter-continental de custos planetários para os EUA.

Isto, apesar da crise econômica mundial. Ou será que para os americanos servirá de eletro-choque para despertar novas atividades «produtivas»?

Resta, porém, vetado o choque da resposta sobre o nome dos inimigos que constituem tão inauditas e tremendas ameaças. Seria o longínquo Irão? Ou invisíveis atacantes cibernautas dos «jogos de guerra»? Ou talvez os piratas da Somália? Senão, só sobraria no Planeta a nova tecnologia da China ou do Japão, decididos a fazer o maior haraquiri da história comercial, bombardeando os clientes que alimentam seus ricos mercados de exportação. Um absurdo, que nem a estupidez de uma guerra justifica.

Qual poder deste mundo então poderia constituir a tremenda ameaça para que se avance com tais galácticas iniciativas da nova ordem mundial?

As intenções obscuras de preservativos bélicos

É bem verdade que atrás de toda esta mobilização de governantes, há também a intenção de reduzir custos e riscos e abandonar alcovas de assaltos perdidos, apesar da potência pretendida. Mas também ai havia que responder à pergunta sobre quais eram os verdadeiros inimigos.

De certo já o sabem, mas mantêm a informação escondida.

Hoje, no projeto dessa nova ordem de reconciliação global e conciliar, não há mais lugar para verdades. Assim, a Rússia colabora ativamente com o poder americano no Afeganistão, facilitando o trânsito de vitais fornecimentos, que montam a cerca um terço do total requerido, e passam por ali a ajuda até dos longínquos Países Bálticos.

Mas ignoram também estes contra qual inimigo operam? Não, tudo isto denota, ao contrário, que conhecem o potencial poder e a progressão atual do inevitável inimigo comum islâmico para os próximos tempos, mas sendo afetos da obscura síndrome ecumenista conciliar não devem mencionar o seu nome?

Ora, não seria preciso nem mesmo incomodar o genial Von Clausewitz, clássico especialista da arte bélica, para saber que não é possível combater nenhum inimigo sem conhecê-lo, e que, melhor é este conhecido, melhor se pode organizar a defesa e o ataque, para não dizer evitar a guerra. Tal lógica teria caducado para os modernos governantes, ou será que estes ilustres são afetados por outros males, ainda piores, porque de ordem mental, moral e religiosa?

Devemos voltar ao ABC da história humana para compreender algo dos eventos históricos presentes.

Para isto é útil citar o escritor católico Donoso Cortés, que  inicia o seu ensaio sobre o “Catolicismo, o Liberalismo e o Socialismo” dizendo: “Proudhon escreveu nas suas “Confissões de um revolucionário”: «Causa estupor observar como ao enfrentar todo problema político nos deparamos sempre com a Teologia»! No entanto, nesta observação não há nada que possa causar surpresa, a não ser a mesma surpresa de Proudhon. A Teologia, pelo simples fato de ser a ciência de Deus, é o oceano que contem e abraça todas as coisas”.

Como estamos hoje longe destes sãos pensamentos!

A revolução anticristã, no meio tempo, devorou muitas almas até católicas, as quais, aderindo à síndrome do progressismo modernista, acusaram o mesmo revolucionário Proudhon, como o tinha já feito Marx.

Deixaram assim a teologia, a religião e a História cristã na poeira das sacristias e depois, no obituário de autópsias intelectualóides, onde a história é dissecada para comprovar a necessidade da cultura que leva a uma nova ordem mundial, independente da Verdade. Seu leit motiv é a evolução e a autonomia da «realidade laicista» em relação à permanente e tradicional verdade religiosa. Seu curso nefasto, iniciado nos tempos do iluminismo de Voltaire, hoje em dia, pasmem, está no programa prioritário de Bento XVI (vejam-se as obscenidades de seus discursos, por exemplo do dia 26.12.2006 aos muçulmanos, e agora do seu «aggiornamento» à camisinha). É a liquidação de princípios.

Último livro de Bento XVI

Último livro de Bento XVI onde ele afirma que o uso do preservativo por um prostituto é um passo moralizante.

Padre Floriano Abrahamowicz

Vivemos, como indica o Padre Floriano Abrahamowicz (foto), a hora crucial da “Abominação da desolação”: este é o texto litúrgico deste domingo, que medita sobre o fim do mundo. A justificação do preservativo da parte de Bento XVI é triste alusão à abominação da desolação: o mal é justificado (não tolerado) pelo suposto sucessor de Pedro! “Roma se tornará sede do Anticristo”, previu Nossa Senhora em La Salette. Que os católicos acordem e reajam contra esta impostura. Domine miserere  nobis! (vejawww.agerecontra.it, e também it.gloria.tv/?media=111610 )

 

Santo Agostinho, Bispo de Hipona

 

O sentido cristão da História

Para o Cristão o curso da história da humanidade segue o curso bíblico da luta entre o bem e o mal; entre a verdade e a impostura da luta espiritual entre a Cidade de Deus e a Cidade de Satã, como o interpretou S. Agostinho (imagem à direita) em forma sistemática no De Civitate Dei.

O sentido da História, e portanto da vida humana, só ficou claro com a vinda de Jesus Cristo. Neste sentido é importante citar o sociólogo judeu Rosenstock-Huessy que coloca “toda a história da raça humana sob o simples tema de como o amor se torna mais forte que a morte… e a história sublime canção… rima, ligação, que é a função dos homens na terra. Mas que esta seja a nossa função, apenas o conhecemos desde o nascimento de Cristo” ([1]).

O amor se torna mais forte que a morte… quando conhecemos Cristo e a elevação na verdade como função primordial da vida. Mas o que seria do mundo se um poder operasse para impedir que a Verdade fosse conhecida?

A “divina presença” na história é a um tempo a certeza religiosa dessa Verdade e uma realidade histórica. Pouco ou nada restaria do sentido de uma história amputada da Revelação e da presença de Jesus Cristo, que foi e é determinante para a vida dos homens. Ao contrário, toda compreensão dos eventos de cada época depende do reconhecimento que estes são essencialmente a favor ou contra a Fé no Filho de Deus encarnado.

Um genial Donoso Cortés, considerado profeta da História, dizia em janeiro de 1850, no seu discurso sobre a “situação geral da Europa, que os homens não viam” crescer no Leste da Europa um estado gigantesco, monstruoso, cuja história inteira, cheia de simbolismos, é a ilustração do despotismo. Pode-se temer tudo da Rússia não num futuro próximo mas em tempos não tão remo­tos ( … ). Tempo virá quando estarão reunidas as três condições necessárias para a expansão eslava: uma revolução que depois de desagregar as sociedades ocidentais terá destruído, deslocado, os exércitos permanentes; uma extensão do socialismo que, tendo espoliado os proprietários, terá atingido o patriotismo em sua pró­pria raiz; e enfim a reunião de todos os povos eslavos em uma imensa confederação. Pode-se sem hesitação prognosticar que nesse dia o despotismo russo instaurara em toda a Europa seu poder tirânico. Pode ser que o despotismo na Rússia mude de forma mas sua estrutura será sempre a mesma. Então ali um só homem será detentor de um poder colossal; nele se exprimirá o Estado-Moloch, o Estado-Deus, ou melhor, o Estado Luciferino. E o dia em que os exércitos do Déspota se puserem em marcha todas as nações do continente compreenderá que havia, para elas, problemas mais urgentes a resolver do que os problemas econômicos”.

“Para anunciar estas coisas – dizia Cortés – não preciso ser profeta, basta-me considerá-las do único ponto de onde se pode descortinar a verdade: as alturas do Catolicismo” ([2]).

De fato, na medida em que os povos abandonam a verdadeira Fé, vêm despontar no horizonte as falsas crenças, como foi o caso então da inaudita «religião comunista».

 

Recuperar o sentido católico da História para entender o presente

Bastaria considerar os termos para o entendimento filosófico do «sentido» da História como curso dos eventos humanos no complexo curso das civilizações, para reconhecer que a História tem caráter sobrenatural. De fato, a filosofia considera a História para chegar à compreensão última do ser humano e do seu fim, que vai além da natureza material. Assim sempre entenderam os povos de todas as épocas e lugares, na espera de uma revelação divina.

Vejamos o que diz o historiador Arnold Toynbee diante desta revelação: “Pode-se realmente falar de uma «historia universal» (Weltgeschichte) que abrace o devir de todo o gênero humano segundo um plano de estrutura temporal, como reconhece Goethe afirmando que o único tema, aquele próprio e mais profundo, da Historia do mundo e da humanidade à qual todos os outros restam subordinados, é o conflito entre a fé e a incredulidade. A única historia então que importa para o homem é a «História sagrada» que reivindica para si o cumprimento definitivo da salvação do ser homem: o Cristianismo em quanto se apresenta como o único herdeiro legítimo das promessas divinas feitas a Israel, levantou as barreiras nacionais e raciais do judaísmo e abraça a história de toda a humanidade nos séculos cujo eixo é portanto representado pela Pessoa e obra de Cristo Salvador, como Filho de Deus feito Homem. […] Disto se compreende que somente no Cristianismo o tempo se estrutura no «desenvolvimento» das suas dimensões de presente, passado e futuro. Enquanto na concepção clássica o tempo é submetido à «necessidade» do fato e é disperso pela intangibilidade do «caso» na concepção revelada o presente constitui o ponto de consistência da historia em quanto o que ocorre, isto é o evento é sempre uma síntese de tempo e de eternidade, isto é, seu ponto de seu «encontro». […] O Cristianismo portanto reivindica para si a única interpretação válida da Historia porque é a única religião que promete e garante a definitiva libertação do mal, livre assim do processo de «desagregação» inerente às teorias dos ciclos: «O Reino de Deus, do qual Cristo é Rei, é incomensurável, com respeito a qualquer outro reino… Até onde esta Civitas Dei entra na dimensão-tempo, não é como um sonho para o futuro, mas como uma realidade espiritual que penetra o presente” ([3]).

 

CRISTO REI

Cristo Rei do Universo

Ora, O cristão sabe que: “Se a História não tivesse um sentido, a inteira humanidade, a presença do homem no mundo, seria reduzida a uma absurda e vã agitação de larvas; mas se a história, come cremos, tem um sentido, então essa mesma é linguagem, palavra; e o seu sentido não se pode identificar com o simples acontecer e continuar dos eventos”([4])

NATO na ignorância da História e do Inimigo real

Essa «Teologia da História» demonstra-se assim como o esclarecimento único da existência temporal do homem e daí da verdadeira “História” com os seus graves problemas atuais.

Vivemos tempos de teologias de libertação e de iluminismos de várias marcas, que são, na verdade, libertações da Teologia e, portanto do sentido da História e de tudo que concerne a Fé e as almas.

Foi o Vaticano II a oficializar esse desvario, cuja maldita operação ecumenista obscurece todo o horizonte humano ao negar a oposição fundamental entre o Cristianismo da Igreja Católica com todos os erros humanos coligados para abatê-lo. Eis o desastre presente!

Ao diluir ou negar esta verdade, avançam no horizonte da história os grandes males revolucionários que parecem insuperáveis.

Assim foi com o Protestantismo, com a Revolução francesa, com o Comunismo e com o liberalismo ecumenista, que ocupou também o Vaticano para abrir a Igreja ao mundo e destruir as suas defesas.

Isto significa abater as defesas da Verdade em toda a sociedade humana.

Seu resultado é o avanço da nova força devastadora cujo nome o Ocidente, sua alucinada NATO e o mundo conciliar teme até pronunciar: o Islão! É o cataclismo religioso que desponta neste fim da história!

 

Bento XVI recebe o Corão

Bento XVI recebendo o Corão

Enquanto o Cristianismo é demolido por un nefasto ecumenismo, o Islão, que no lugar santo de suas orações não admite nenhuma outra religião, cresce continuamente e hoje, um quinto dos habitantes da terra segue as palavras de Maomé, seja quando estas invocam a paz como a guerra. Mas este mal está do lado de uma fé, enquanto o Ocidente desmorona do lado da mais abjeta incredulidade anticristã!

 

Em 21 de outubro, muçulmanos tomaram uma igreja no Iraque, sequestraram e massacraram cristãos.

Em 21 de outubro, muçulmanos tomaram uma igreja no Iraque, sequestraram e massacraram um monte de almas justas.

Todo o mal é possível quando os homens esquecem ou negam que as guerras neste mundo se resumem numa só: contra Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isto, quando a Sua Sede é ocupada, não há problema social, político ou religioso que não tenha origem nessa pérfida abominação.

Isto deveria ser lembrado em continuação pelos consagrados ou leigos que ainda se consideram católicos. Pelos padres, mas também pelos pensadores como o Olavo de Carvalho ou o Adrian Salbucchi, só para citar dois lutadores. Nenhuma luta obtém resultado diante de Deus e dos homens se não coloca acima de tudo a defesa do que é de Deus, como a Sua Igreja, pois, a ordem é: “Procurai antes o Reino de Deus e a Sua Justiça; e todo o resto vos será dado por acréscimo” (Mt 6, 33).

Nenhuma ciência ou filosofia pode alimentar a resistência católica se não têm por base as «alturas do Catolicismo» presididas pelo Papa católico.

Se este falta, não há possível resistência. Se este é falso, a derrota é de casa e já se manifesta nas suas miseráveis palavras, beijos e pactos ecumenistas. E tudo põe causa do grande abandono das ajudas divinas:

“Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz ( … ) Se atenderem ao meu pedido, a Rússia se convertera e terão paz; se não, a Rússia espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições…”

A defesa final do Reino de Jesus Cristo

Quando os erros da Rússia passaram a ameaçar o mundo, Nossa Senhora foi enviada por Deus para ajudar os homens com a Profecia de Fátima.

O custo para a humanidade pelo fato de Maria ter sido desatendida foi de uma centena de milhões de vítimas. Mas o mal continuou e pela 3ª parte do Segredo sabemos que este atingiu o seu ponto culminante com a «liquidação» do Papa católico, substituído por disfarçados adversários. E não há verdadeira defesa da Verdade na terra sem o seu retorno. Este foi prometido, mas depende do testemunho que segue a ordem de Jesus, que vem em primeiro lugar para o bem do mundo e de cada alma.

Se Nossa Mãe trouxe a sua ajuda contra os males do Comunismo e o seu aviso sobre o massacre virtual do Papado católico, poderia não ajudar seus filhos que vislumbram uma perseguição terminal de sinal religioso?

Nossa Senhora de Fátima

Já na escolha do nome Fátima está a resposta para uma solução. Mas isto demanda o testemunho de seus filhos devotos. A grande conversão para a paz do mundo passa hoje ainda pela Rússia, mas também por Jerusalém e pela Meca. Isto só poderá acontecer, porém, depois da conversão de Roma e do retorno do Papa católico que exorcizará toda fumaça demoníaca do Vaticano II e seus falsos Cristos e falsos profetas.

Notas


[1] – Trecho da obra “Sociology” II, p. 759, desse autor, citada no sito de Olavo de Carvalho

[2] – Donoso Cortez – Théologien de l’Histoire e Prophète – Jules Chaix-Ruy – Bibl. Archives pp. 167/8, 164, cit Permanencia, Rio, n° 94/95, X/76.

[3] – Arnold Toynbee, A Study of History, v. EC. p. 1380.

[4] – «Il Tempio del Cristianesimo», Attilio Mordini, Settecolori, 1979, p.9.


Uma resposta para “NATO OU MEDO DA VERDADE PARA NOMEAR INIMIGOS

  1. Pedro Henrique de Souza fevereiro 1, 2011 às 9:24 pm

    O que ocorre hoje no Iraque é culpa dos americanos.

    Saddam pelo menos colocava ordem na casa.

    Saddam Hussein e os cristãos
    http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=42033749&tid=5535022808170703438&kw=Saddam

    Sim,ele barrava os extremismos ,principalmente contra cristãos.

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