Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O JUSTO TEMOR DA SEDE VACANTE

Arai Daniele

A Cabeça da Igreja é Jesus Cristo, representado por S. Pedro e sucessores, do qual a Igreja é inseparável, pelo princípio da sua Unidade sobrenatural. Daí o apego dos católicos ao Papa, conscientes que representa o princípio dessa unidade e que, com o Pastor abatido, a grei será dispersa (cf. Zac 13, 7: Mat 26, 31). O Papa representa o princípio dessa unidade na Fé, que se manifesta no Culto; tem uma autoridade vicária à qual serve, nunca incorpora.

 

[Correção: onde se lê – Imaculado Coração de Maria, dogma da Igreja Católica – leia-se: Imaculado Coração de Maria, triunfo do dogma da una e santa Igreja Católica.]

Estátua de São Pedro

Nada é mais justificado para um católico que o temor da Sede vacante, no sentido da ausência de quem representa Nosso Senhor Jesus Cristo no mundo. E para entender o que significa isto basta pensar que Ele trouxe a verdadeira vida às almas na terra, vida a ser cultivada na Sua Igreja que vive guiada pelo Vigário de Cristo, sucessor de São Pedro que, sem solução de continuidade na Fé pelos séculos, nos liga ao Salvador.
Como entramos no Advento, ouçamos o que diz o grande Papa São Leão no dia de Natal: “Caríssimos, nasceu hoje o nosso Salvador; alegremo-nos. Porque não é permitido haver tristeza quando nasce a Vida, a qual acabando com o temor da morte, nos infunde a alegria com a promessa da eternidade”… nobis ingerit de promissa aeternitate laetitiam!
A promissio – promessa plantada em toda alma – é cultivada na Igreja de Cristo, da qual devemos ser filhos fiéis, unidos ao Papa, “Doce Jesus na terra” como o chamava Santa Catarina de Siena.

O Papa sendo homem, porém, morre, ficando ausente até a sua volta através da eleição de outro clérigo digno de continuar na missão de confirmar a Fé vinda de Jesus Cristo, sem alterações nem interrupções. Isto define a legitimidade católica desse poder, pois quem traz outro Evangelho não deve ser recebido e mesmo se parece anjo, apóstolo ou papa deve ser anatemizado, como ensinam infalivelmente os Apóstolos.

Assim, para um católico, alarme maior que a Sede vacante, é o da Sede ocupada por um heresiarca que adultera a Palavra de Jesus Cristo em Seu nome: o maior engano dos falsos Cristos dos tempos finais!

Qual o modo de  saber se o mundo vive esse tremendo perigo?

Deve-se aquilatar o que diz e faz esse ocupante vestido de Papa católico que, abusando dessa posição de autoridade, desvia da Palavra de Cristo.

Sobre isto há grande acordo, mas alguns acrescentam que esse abuso só é
confirmado se tal «papa» se pronuncia ao alterar o Magistério infalível. Isto é dito como se os católicos não devessem seguir o Magistério papal ordinário e como se o ensino «conciliar», que perdura na mesma direção desde há 50 anos e com 5 «papas conciliares», não pretendesse sê-lo. De fato, este se diz autêntico, mas ao seguir a «continuidade» do pretendido «concílio ecumênico do Vaticano II» que estende a salvação a quem tem um vago sentimento subjetivo de boa vontade, em qualquer crença.

A inversão do Evangelho no «magistério conciliar»

Vejamos a missão confiada a São Pedro, no seu discurso magisterial infalível inicial, registrado nos Atos dos Apóstolos. Este foi em seguida ao admirável fragor do Pentecostes, quando com línguas de fogo todos os Apóstolos ficaram repletos do Espírito Santo, e iniciaram a falar em línguas. Estavam em Jerusalém então judeus devotos de todas as nações do mundo. «Quando ouviram o estrondo se reuniram confusos, pois ouviam os discípulos a falar na sua própria língua… cada um ouvindo na própria língua as maravilhas de Deus anunciadas! … Então Pedro, que estava ali com os outros onze Apóstolos, levantou-se e disse em voz alta:

“Homens da Judéia e todos os que vos encontrais em Jerusalém! Compreendei o que está a acontecer e prestai atenção às minhas palavras:  estes homens não
estão embriagados como pensais, são apenas nove horas da manhã. Mas está ocorrendo aquilo que o profeta Joel anunciou:  “Nos últimos dias, diz o Senhor, Eu derramarei o meu Espírito sobre todas as pessoas. Os vossos filhos e filhas vão profetizar, os jovens terão visões e os anciãos terão sonhos. E, naqueles dias, derramarei o meu Espírito também sobre os meus servos e servas, e eles profetizarão. Farei prodígios no alto do céu e sinais em baixo na terra: sangue, fogo e nuvens de fumo. O Sol transformar-se-á em trevas e a Lua em sangue, antes que chegue o dia do Senhor, dia grande e glorioso. E todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo”. Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem que Deus confirmou entre vós, realizando por meio d’Ele os milagres, prodígios e sinais que bem conheceis. E Deus, com a sua vontade e presciência, permitiu que Jesus vos fosse entregue, e vós, através de ímpios, mataste-O, pregando-O numa cruz. Deus, porém, ressuscitou Jesus, libertando-O das cadeias da morte, porque não era possível que ela O dominasse… Deus ressuscitou Jesus; nós todos somos testemunhas disso. Ele foi exaltado à direita de Deus, recebeu do Pai o Espírito prometido e comunicou-O: é o que vedes e ouvis… Que todo o povo de Israel fique a saber com certeza que Deus tornou Senhor e Cristo aquele Jesus que vós crucificastes».

O anúncio de São Pedro e sucessores é para suscitar conversão

«Quando ouviram isto, todos ficaram de coração aflito e perguntaram a Pedro e aos outros discípulos: «Irmãos, que devemos fazer?»  Pedro respondeu:

“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos pecados; depois recebereis do Pai o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é em favor de vós e de vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar”. Com muitas outras palavras, Pedro lhes dava testemunho e exortava, dizendo: “Livrai-vos da gente corrompida”. Os que acolheram a palavra de Pedro receberam o batismo. E nesse dia uniram-se a eles cerca de três mil pessoas (At 2, 6…41).

O sinal de ruptura da missão papal

A missão expressa neste texto é como a Carta magna para a conversão de todos, a começar pelos Judeus. Só um outro papado, alheio ao sentido do Evangelho, pode contrariá-lo levando a pensar que, não só os da casa de Israel não precisam receber o dom do Batismo e do Espírito Santo para salvarem-se, mas que “todos os justos do mundo, mesmo ignorando Cristo e a Sua Igreja, sob o influxo da graça, procurando Deus com o coração sincero, é chamado a edificar o Reino de Deus” (João Paulo II, 6 de dezembro de 2000).

Segundo essa nova doutrina a Fé não seria mais necessária para edificar o Reino de Deus e salvar. Bastaria, sob o influxo de uma graça ordenada à sinceridade e à boa vontade, procurar Deus, mesmo ignorando Cristo e a Sua Igreja e portanto o que dizem os verdadeiros Papas. Ora, o que estes sempre ensinaram é que a graça é ordenada à Fé de Cristo.

Esta nova religião da salvação pela boa vontade pode mesmo ignorar a Redenção do Salvador, que demandando a adesão pessoal, não é por isto universal. Com isto, João Paulo II se afasta além do Protestantismo.

Eis a paixão terminal da Igreja: um pastor em veste papal portador de outro Evangelho que cancela a missão da Igreja de pregar a necessidade da fé em Jesus Cristo em todo o mundo, segundo o mandato divino.

O católico fiel que segue a paixão da Igreja tem o dever de testemunhá-la.

A Providência divina com a visão da 3a. parte do Segredo de Fátima, da hecatombe do Papa com seu longo séquito católico, desvelou que o pior atentado contra a Fé pesa sobre o mundo hodierno desde pouco antes de 1960. Trata-se do “abatimento” da autoridade católica, fato que, embora obscuro, como o foi por quarenta anos aquele Segredo, está na raiz da crise universal que atinge não somente a Religião, mas os princípios mesmos da ordem, da moral e da justiça na sociedade humana. Esta crise é ligada à mega metamorfose eclesial que seguiu a demolição católica e a ascensão de uma nova classe clerical ideada pelas lojas para implementar o ecumenismo mação. Os fatos estão aí para confirmá-lo, para quem está fundado na Fé e no Magistério da Igreja, que já condenou esse pérfido ecumenismo, especialmente com a Encíclica Mortalium animos de Pio XI, escandalosamente contrariada. A Igreja é, pois, vítima de uma velada, porém evidente oposição ao seu Magistério, promovida em nome do magistério pastoral do Vaticano II, que com os seus documentos Unitatis redintegratio e Nostra Aetate, levaram esse falso ecumenismo ao disparate hodierno de uma união religiosa global, sempre almejada pela Maçonaria. Há que reagir sem fazer acepção de pessoas, porque um católico não pode aceitar que esta “antireligião ecumenista”, cujos frutos de desolação revelam claramente a sua origem, opere através da Igreja de Cristo. Mas para reagir adequadamente a este embuste, além da oração, devem-se reconhecer, através do autêntico Magistério da Igreja, os termos do engano que leva à demolição ecumenista. Neste sentido veja-se o que encerra o “decreto conciliar sobre o ecumenismo, Unitatis redintegratio”, cujo título já revela uma falcatrua. De fato, a Igreja do Verbo de Deus, que é a Sociedade dos fiéis, é a una, santa, católica e apostólica Igreja de Jesus Cristo, e isto quer dizer que sua unidade é de fé, princípio fundamental que não precisa de restauração (redintegratio).

Instituída para ser a única e santa guardiã de tudo o que concerne a Vontade de Deus, na Lei e no Sacrifício de Jesus Cristo, a Igreja, é o Lugar santo onde os homens estão unidos pela Palavra e pelo Culto do Amor de Deus. E a Igreja una é católica e apostólica para transmitir universalmente a Fé revelada por Deus.

O princípio da Igreja Católica é a Unidade na Fé, a única depositária dos meios de salvação, razão porque fora da Igreja não se encontra salvação. A este dogma de fé contrapõem-se o indiferentismo, o pluralismo religioso, e agora esse espúrio ecumenismo, elaborado para contestar tacitamente a divina unidade da Igreja, em seu próprio nome!

Dessa Unidade no Ser decorre, por ditado divino, a unidade no Culto e a unidade da Autoridade do Magistério pontifício apostólico, Esta é para o Culto e este para a Fé e não o contrário. Assim sempre ensinou a Igreja da unidade que Jesus Cristo lhe conferiu como reflexo da unidade divina, do Filho com o Pai; é parte do Credo católico: creio na Igreja, una, santa… unidade que reflete a unidade das duas naturezas em Cristo numa mesma comunidade, semelhante a um corpo físico, consistente na união de todos os seus membros na fé que é única e indivisível, porque é corpo de uma só cabeça. A Unidade é nota da Igreja, é Artigo de Fé, é sinal da natureza divina da Igreja, princípio da sua força no mundo ordenada ao Amor de Deus. A Cabeça da Igreja é Jesus Cristo, representado por S. Pedro e sucessores, do qual a Igreja é inseparável, pelo princípio da sua Unidade sobrenatural. Daí o apego dos católicos ao Papa, conscientes que representa o princípio dessa unidade e que, com o Pastor abatido, a grei será dispersa (cf. Zac 13, 7: Mat 26, 31).

O Papa representa o princípio dessa unidade na Fé, que se manifesta no Culto; tem uma autoridade vicária à qual serve, nunca incorpora.

A visão do Segredo de Fátima, do massacre impessoal do papa, não indica então o atentado a essa santa Unidade da Igreja, com a inevitável dispersão dos católicos? Sim, porque dois fatos fazem parte da realidade histórica recente, a dispersão católica e a nova evangelização que, ao promover o ecumenismo conciliar, inverteu a noção de “unidade católica” da Igreja e com isto deu ensejo a uma grande dispersão.

Os Papas sempre ensinaram que a verdadeira unidade é contrariada por aquela pregada pelos cismáticos, pan-cristãos, e ecumenistas vários, consistente num elo invisível entre comunidades divergentes na Fé: uma reunião de larva humana, mas ensinaram que a Unidade sobrenatural na Fé subsiste apesar das funestas divergências e internas discórdias da Igreja porque é princípio divino, independente de opiniões e sentimentos.

Pois bem, a esta visão profética, segue uma constatação certa: a vacância da Sede papal. Por quanto tempo? Até o retorno de quem opere para o restabelecimento da Ordem cristã abalada pelo mundo de um falso papa ecumenista e libertário. O retorno será conhecido com a consagração do Império russo ao Imaculado Coração de Maria, dogma da Igreja Católica.

Ora o «papa» conciliar opera de modo que os católicos abandonem as posições na guerra movida pela nova ordem para demolir a Ordem cristã; luta oculta às maiorias, que se desenrola como querem os iluministas, não só no campo religioso e histórico, mas no político.

A este ponto se deveria entender que esta outra posição conciliar rompe as defesas da Igreja, e isto pede a reação que deve entender e enfrentar tal perfídia, levada avante por um «papado» que é simulacro do católico.

Isto se constata pela discrepância e descontinuidade na Doutrina, mas nada hoje ajuda mais a entender essa realidade terrível que a visão da mensagem profética de Nossa Senhora de Fátima, da «eliminação» por um longo interregno do Papado católico, substituído para a aliança dos poderes que o abateram, para substituir, o Papa com todo o seu séquito fiel num acordo dos poderes do mundo representados pela Maçonaria, com a qual namorou Ângelo Roncalli, aliás João XXIII e sucessores.

Não basta como prova do desvio dessa «autoridade conciliar» que este seja contrário ao Magistério infalível anterior e tenha implementado o novo magistério através de todos os novos bispos? Que legitimidade tem um «papado» que difunde outra Fé e outra Unidade, alheia à necessidade de Batismo e conversão. Isto, mesmo sem ousar recorrer à nota do Magistério infalível? Esse inaudito abuso da autoridade divina não comprova a presença de heresiarcas? Podem os verdadeiros católicos não temer esta ocupação mais que toda guerra e revolução no mundo?

Há salvação na igreja conciliar dos anticristos?

A defesa final do Reino de Jesus Cristo

Quando os erros da Rússia passaram a ameaçar o mundo, Nossa Senhora foi enviada por Deus para ajudar os homens com a Profecia de Fátima.

O custo para a humanidade pelo fato de Maria ter sido desatendida foi de uma centena de milhões de vítimas. Mas o mal continuou e pela 3ª parte do Segredo sabemos que este atingiu o seu ponto culminante com a «liquidação» do Papa católico, substituído por disfarçados adversários. E não há verdadeira defesa da Verdade na terra sem o seu retorno. Este foi prometido, mas depende do testemunho que segue a ordem de Jesus, que vem em primeiro lugar para o bem do mundo e de cada alma; o Reino de Deus e Sua Justiça. O resto será dado por acréscimo.

Se Nossa Mãe trouxe a sua ajuda contra os males do Comunismo e o seu aviso sobre o massacre virtual do Papado católico, poderia não ajudar seus filhos que trepidam diante da perseguição terminal de sinal religioso?

Nossa Senhora de Fátima

Na escolha do nome Fátima já se vislumbra tanto o novo flagelo da série dos «ai» apocalípticos (Ap 9, 12ss) quanto a sua solução. Mas esta pede o testemunho de seus filhos devotos. A grande conversão para a paz do mundo só poderá acontecer depois do retorno do Papa católico que deverá exorcizar o Vaticano II, seus falsos Cristos e profetas de perdição; após a conversão à Roma católica dos muitos que, por ignorância invencível, confundiram esses lobos com o Vigário de Cristo.

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