Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Do Modernismo ao «pragmatismo» ratzingeriano do condon

(A. Daniele, no sito italiano www.agerecontra.it, 2.12.2010)

 

De fato, “Paulo VI era favorável à pílula, mas mudou de ideia em materia de contraceção dizendo: ‘isto não é dogmático, mas é praticamente irreformável” (card. Alfons Stickler, The Latin Mass, Summer ‘95). É claro que a defesa de um Principio derivado do Magistério divino, deve ser feito de acordo com esta sua «razão original» e não por razões de domínio em de auto-domínio humano, como pensava Karol Wojtyla, embrenhado justamente nesse filosofismo personalista.

 

Preservativo PapaA grande confusão e o degrado internacional da hora presente são ligados à hegemonia mundial da mentalidade pragmatista nas questões de princípios, o que não corresponde, mas inverte todo

modelo de civilização ordenada à Verdade = Bem = Ordem.

Por isto tal «pragmatismo» a todo campo, até no religioso, não tem condições para levar à verdadeira paz, que é a tranquilidade da ordem. Mas há que reconhecer que este pragmatismo, que chegou à abominação da operação ecumenista, é causa de conflitos insolúveis.

Para entender as lacunas fundamentais de tal modelo mental, deve-se remontar às suas origens na Revolução por antonomásia, que é a prova técnica geral em escala mundial para formar o «povo do Anticristo»; a «massa danada» como dizia Santo Agostinho.

Papa Condecora Cavaco e Sócrates

Quando a Igreja Católica, último reduto da Ordem cristã, for abatida desde dentro, então a obra estará completa sem que os povos se dêem conta. Continuará a haver «papas» e «missas» segundo o Anticristo.

Qual a relação entre a ordem social e o sexo na vida dos povos?

Ora, as funções corporais da pessoa humana mantêm cada indivíduo vivo. Só uma tem caráter social: o sexo para a reprodução da espécie! A sociedade serve às outras funções, do comer, do beber, etc., mas a função sexual serve a manter viva a sociedade mesma; é intrínseca à sua lei e ordem de sobrevivência.

 

Wojtyla picnic

Nova Moral Caótica

Assim, quando se introduz nessa ordem o direito e a liberdade do pecado, isto é, da desordem na reprodução da vida humana, então a partida essencial ficou perdida: cedo ou tarde toda essa sociedade cairá em mãos do poder inimigo que suscitou o falso princípio de um direito à liberdade do prazer como princípio social neste mundo.

Foi o que fizeram as revoluções modernas; foi o que fez veladamente o Vaticano II que, ao serviço do espírito delas, entregou o «principio do sexo», catolicamente ordenado ao Sacramento do Matrimônio  entre um homem e uma mulher, destruindo assim uma das bases da Religião divinamente revelada. Como foi que chegou a isto? Simples, duplicando o Princípio através de uma suposta dupla finalidade do Matrimônio – não mais a prole em primeiro lugar, mas a par da companhia, como foi delituosa e oficialmente declarado e aplicado pela Igreja conciliar com o «novo Código» canônico promulgado em 1983 por João Paulo II.

Visto isso, pode então parecer estranho que o Princípio católico tenha sido ainda defendido na «Humanae vitae» de Paulo VI, quando essas «autoridades conciliares» estavam mais preocupadas em perder o aplauso do mundo que com a ofensa contra um princípio ligado à realidade espiritual do ser humano. Aqui surge o rebús: não foi tanto Montini, Paulo VI, a defendê-lo, mas surpreendentemente o cardeal Wojtyla, futuro João Paulo II. Vamos ver como aconteceu isso.

 

Cardeal Wojtyla

Cardeal Wojtyla

Um pouco da história da Humanae vitae

A «Humanae vitae»(Hv): a propósito do estudo e instrução para a regulamentação dos nascimentos (denominada depois educação sexual, planificação familiar, paternidade responsável etc., isto é, tudo o que está reduzindo a Europa à taxa de natalidade próxima à extinção), (a Hv) pretendia colocar reservas sobre a liceidade moral do uso da «pílula». Ao contrário, porém, não representou mais, a partir daqueles anos, real obstáculo à mutação radical do comportamento moral a respeito de sexo e do conceito católico de matrimônio, pelo qual a Igreja reprova todo comportamento segundo um valor da sexualidade em si, e da sua relação ao valor da pessoa em si. Tratava-se, pois, das teorias que não respeitavam a subordinação dos outros fins do Matrimônio ao seu fim principal.

“Para tratar o problema do contrôle dos nascimentos e da pílula, João XXIII criou uma comissão em 1963. Paulo VI incrementou o seu trabalho, mas removeu do Vaticano II toda discussão sobre o contrôle da natalidade… advogando a si mesmo a questão. Ora, admitir que uma questão deve ser reconsiderada é admitir que pode ser mudada, […] mas na comissão os ‘curiais’ resistiam, mesmo se eram poucos e outros membros, como o card. Heenan, já preparava os seus colaboradores para mudanças dramáticas em matéria de contrôle de nascimentos [o mesmo o faziam diversos prelados americanos e canadenses]. Ao contrário, o Cardeal Ottaviani mobilizava em Roma uma campanha contra as possíveis decisões dessa comissão… ao ponto de apelar para a consciência de Paulo VI – a fim de que não mudasse as leis de Jesus Cristo -” (The Making of the Popes, A. M. Greeley, Futura publish., Londres, 1979, p. 45).

De fato, “Paulo VI era favorável à pílula, mas mudou de ideia em materia de contraceção dizendo: ‘isto não é dogmático, mas é praticamente irreformável” (card. Alfons Stickler, The Latin Mass, Summer ‘95).

Paul VI and John Paul IIDepois de tanta incerteza, e depois da consistente contribuição do card. Wojtyla em 60% dos seus conceitos (cf. ‘João Paulo II’, Tad Szulc, Ed. Notícias, Lisboa, 1995, p. 258), finalmente em 25.7.68, era publicada a hamlética Humanae vitae.

É claro que a defesa de um Principio derivado do Magistério divino, deve ser feito de acordo com esta sua «razão original» e não por razões de domínio em de auto-domínio humano, como pensava Karol Wojtyla, embrenhado justamente nesse filosofismo personalista.

Naquela fase de implementação do Vaticano II, porém, a batalha moral já estava perdida. Faltava só completar o acordo modernista das «necessidades do mundo», para o qual opera agora Ratzinger na maneira serpentina que se viu. De fato, havia que perguntar como é possível que uma prelado, que se presume papa, sinta a necessidade de recorrer a entrevistas em livros para exprimir suas opiniões anti-católicas (contra a Hv). Como é que uma questão tão espinhosa, que foi evitada no Vaticano II que contava 2500 prelados, foi exposta e difundida aos quatro ventos neste modo que, mais mundano é difícil.

A única resposta possível, paralela à questão da censura da palavra «comunismo» no Vaticano II, é para não envolver o tal «magistério conciliar» com o Magistério divino, que o reprovaria. Sim, porque desse modo, uma multidão de católicos, por ignorância invencível diante de qualquer clérigo vestido de papa, continuaria a achar toda desculpa para justificar uma «luminosa sabedoria» papal, mesmo quando contradiz todos os 260 Papas e os 20 Concílios ecuménicos da Igreja. Os de hoje seriam sempre portadores dum «magistério vivo» e assim tais fieis se auto-neutralizam afirmando impertérritos: estas ideias inaceitáveis não concernem o «Magistério infalível»! Esquecem que este cargo papal tem por origem e razão de ser em qualquer tempo o Magistério de Deus mesmo. Usá-lo para difundir as próprias ideias ou os últimos abusos mundanos já é grave abuso que qualifica negativamente quem o faz por erro. Mas desqualifica totalmente, até como membro da Igreja, quem o faz sistematicamente para inocular uma «nova evangelização» segundo a ONU e as lojas.

 

Kissing Pope

Kissing Pope

Se fosse vivo, o card. Alfons Stickler poderia ainda asseverar que a escolha jornalística de Bento XVI foi obra do Espírito Santo, para evitar que ele manchasse o «magistério autêntico»!

Resta que neste caso foi claramente infringido o Magistério divino legado aos homens cuja natureza é de serem feitos de corpo em função de sua alma espiritual. Até muitos não cristãos professam isto. Esta alma vai viver para sempre, seja para reconhecê-Lo no terror daquele lugar chamado Inferno, seja para louvá-Lo na admirável Ordem em que quis o ser humano. Ora, os Mandamentos e no caso este sexto, que respeita o sexo, foram sempre ensinados pelos Apóstolos, Santos e Papas verdadeiros, que receberam autoridade justamente para confirmar cada «iota» da Revelação divina.

Estes preceitos hoje não mais fazem parte do ensino conciliar desse pastor que exibe o conúbio de sua mentalidade hegeliana com a pragmatista, em diálogos jornalísticos em que é evidente seu impressionante desprezo pelo Magistério de Nosso Senhor.

Rezemos para que Jesus livre Seu povo de tais falsos pastores!

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