Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Um duelo a lembrar: Orlando Fedeli x Olavo de Carvalho

Nossa Senhora de Loreto

Salve Nossa Senhora de Loreto!

Padroeira dos Pilotos.

(Este artigo continua em http://wp.me/pWrdv-LC=)

Sei que estou muito atrasado em relação a este sonoro duelo do início do século, mas isto me faz lembrar o que dizia Dom Mayer do pensamento europeu diante dos fatos brasileiros concernentes à Fé e à sua posição: “é um bispo de «là-bas»! Na verdade havia e continua a haver falta de comunicação entre os filhos da Igreja e não só no Brasil. Isto agora é em parte remediado pela Internet e pela obra de internautas, da qual, porém, a velha geração participa com dificuldade e atraso, apesar da boa vontade e da grande curiosidade.

Vou iniciar falando dos duelistas e depois da matéria em questão.

Orlando Fedeli

+ R.I.P.

No meu caso, conheci bem e até tive uma relação de amizade com o Orlando Fedeli. A última vez que nos vimos – ele ainda devia casar com a gentil Ivone – foi quando eles vieram me visitar no hotel (perto da Pça. da República) onde estive hospedado numa breve visita à Terra. Mas nessa ocasião ele veio para reclamar porque eu não havia dado atenção a ele e ao seu grupo. Já nos dividiam então as questões sobre a ausência da autoridade em Roma. Depois disso, foi ele que passou a me censurar.

Quanto ao Olavo de Carvalho, ouvi pela primeira vez o seu elogio da parte de um grande e velho amigo meu do Rio, Daniel Brilhante de Brito, desaparecido há poucos anos, e considerado por Olavo de Carvalho o homem de maior cultura do Brasil. Na base dessa referência, quando os amigos de Volta Redonda me falaram de suas lutas anticomunistas e da amizade com Gustavo Corção e a Permanência, na primeira ocasião procurei lê-lo através da Internet, e dei logo de cara numa sua muito interessante lição sobre Aristóteles. Daí, como estava para editar um livro, procurei logo o seu contacto através da viúva do Daniel, que me pôs em contacto através da filha dele. Cheguei a ouvi-lo brevemente por telefone uma vez e foi tudo. É claro que, sempre que podia, procurei lê-lo e ouvi-lo por via internáutica, para ver se o resto estava a altura da primeira impressão e para aquilatar quanto fosse um «amigo católico» na nossa luta tão difícil. Ora, mais adiante, em vista de suas furibundas respostas ao Fedeli e ao Felipe Coelho, comecei a ver que algo não era certo na sua «filosofia». Por exemplo, sobre a sua noção de «liberdade de consciência». Tanto que lhe escrevi e sobre isto acrescentei algo ao meu livro. Mas também acrescentei algo sobre Jesus de um bom autor que ele cita, o sociólogo judeu Rosenstock-Huessy.

Agora recebo outro material sobre o desafio. Devo então dizer que em linhas gerais a razão está do lado do Fedeli e ainda mais do Felipe Coelho, o mais atacado, mas que chegou à conclusão mais coerente sobre a questão discutida. De fato, é inútil acusar o gnosticismo e depois continuar ligado a quem em vestes papais tentou perfidamente introduzi-lo na Fé da Igreja. Porque isto é o que faz o relativismo ecumenista!Olavo de Carvalho

Esclarecerei mais a minha posição, acrescentando algo sobre a questão do gnosticismo, que toca a fundo a revolução conciliar para «aggiornare» a Igreja ao mundo no torvelinho da fatal operação ecumenista.

Convêm começar repetindo citações do Fedeli sobre a questão, para depois acrescentar algo que ele não disse, pelo menos nessa ocasião. Isto virá no meu artigo que segue para quem quiser aprofundar a questão.

Aqui apenas acrescento que a palavra «gnose» está para conhecimento, e é justo então acrescentar-lhe um adjetivo para não haver confusão com gnosticismo; «gnose espúria» foi o que fez o P. Ennio Innocenti.

Seguem as citações do Orlando Fedeli sobre a questão.

“Conforme Robert Grant, um dos maiores especialistas sobre a relação entre Gnose e Cristianismo, “Definir o gnosticismo é extremamente difícil, porque, entre os autores modernos, essa palavra recobre um grande leque de formas de pensamento e de experiências religiosas (…). E entretanto será bem preciso que todas [essas formas religiosas] tenham tido alguma coisa em comum para que os autores antigos e modernos tenham podido reuni-las sob o nome de gnósticas. A própria palavra gnóstica significa que o gnóstico conhece. Ele conhece, não porque ele adquiriu pouco a pouco o conhecimento, mas porque uma revelação lhe foi trazida. Ele não crê, porque a fé é inferior ao conhecimento. [Exatamente o que disse Olavo] E sua Gnose, o “conhecimento da grandeza inefável” é, por ela mesma, a perfeita redenção” (Robert M. Grant, La Gonose et les Origines Chrétiennes, Seuil, Paris, 1964, p. 17).

“No contexto da Gnose a palavra “conhecimento” toma um sentido categoricamente religioso e sobrenatural [como em Olavo]; ele se refere a objetos de fé, diríamos nós hoje, mais do que a objetos de razão. Ora, se é verdade que, na Igreja, hereges e ortodoxos estiveram em grande debate sobre a relação da fé e do conhecimento (da pistis e da gnosis ), não se tratava da questão como nós bem a conhecemos em nossos dias, a da fé a da razão; porque o “conhecimento” dos gnósticos, que se punha em contraste elogioso ou reprovador à simples fé cristã, não era um conhecimento do tipo racional [exatamente como dizem os autores admirados e seguidos por Olavo, como demonstrei em meu estudo]. A gnosis era por excelência o conhecimento de Deus” (Hans Jonas, La Religion Gnostique, Flammarion, Paris, 1978, pp 55-56).

“A tentação gnóstica típica é de fazer predominar o conhecimento (Erkenninis) ou a experiência (Erlebnis) sobre a revelação e a fé (…) ” (H. Cornelis et A Léonard, La Gnose Éternelle, Fayard, Paris, 1959, p.105).

“Serge Hutin, que foi influenciado ou ligado a Guénon – portanto, insuspeito, afirmou: “A gnosis, apanágio dos iniciados, se opõe à vulgar pistis (crença) dos simples fiéis. É portanto mais uma “revelação” secreta e misteriosa do que um conhecimento propriamente dito.” (Serge Hutin, Les Gnostiques, PUF, Que Sais Je?, Paris, 1978, p.11).

“Mais: dizer que há um conhecimento ontológica e intrinsecamente superior à Fé é admitir que, na natureza do homem, existe algo — uma partícula divina [Olavo a chama, conforme à Gnose maometana, de Intelecto] – que o coloca ontologicamente acima do Deus revelado. E isto é exata e estritamente o que pretende a Gnose. Portanto, mais uma vez, o Sr. O. de C. deixa as provas, embora o negue, de que é gnóstico mesmo.”

“Segundo Henri-Charles Puech: “Chama-se ou pode-se chamar “gnosticismo” – e também “gnose” – toda doutrina ou toda atitude religiosa baseada na teoria ou sobre a experiência de obtenção da salvação pelo Conhecimento”(Henri-Charles Puech, En Quête de la Gnose, Gallimard, Paris, 1978, vol. I p. 185).

Gnose ou philosophia perennis?

“De fato, a existência de uma gnose ou philosophia perennis mostra que a religião e o dogma não são a última palavra em matéria de espiritualidade, e que a “fé” tende, em última análise, a desembocar num conhecimento direto que elimina toda a necessidade de “crença”, pois traz uma certeza, nas palavras de Guénon, «mais forte ainda que uma certeza matemática»”(!)

“Um dos mestres de Olavo confirma que esse Conhecimento superior é a Gnose: “O conhecimento direto e interior, o do Coração-Intelecto, é o que os gregos denominavam gnose; a palavra ‘esoterismo’ – segundo sua etimologia – designa a gnose, na medida em que está de facto subjacente às doutrinas religiosas, portanto dogmáticas.” (Frithjof Schuon, O Esoterismo como Princípio e como Caminho, Ed. Pensamento, p. 11-12)

E Schuon explica que “A diferença entre crença e Gnose – a fé religiosa elementar e a certeza metafísica – é comparável àquela que existe entre uma descrição e uma visão” (Frithjof Schuon, Comprendre L’ Islam, p. 173).

“Nada adianta ele declarar agora que o que escreveu antes de 1995 não vale mais. Até hoje, ele afirma que há algo superior à fé e às crenças de todas as religiões – a “Tradição primordial” – núcleo comum a todas elas. Esse núcleo ele mesmo o chamou de Gnose. E é esse suposto núcleo que permite a ele dizer-se, ao mesmo tempo, católico-judeu-islâmico.

“Como não adianta, também, ele querer distinguir gnose de gnosticismo antigo, porque o que dizia o gnosticismo antigo era exatamente isso: que a Gnose era um conhecimento superior à fé.”

“Qual seria a religião exotérica de Olavo? Da esotérica, já temos a prova confessa: ele é gnóstico. Por que será que ele não confessa o seu pensamento, ele que é tão célere a dizer que é “católico-judeu-islamita-e etc? E que os alunos “assustados” do sr. Olavo – repito – notem que ele não disse se Guénon é gnóstico ou não, coisa que ele admitiu no seu artigo-confissão, em 1981.”

“Ora, meu julgamento sobre a doutrina do sr. Olavo de Carvalho é a de um simples católico. Como disse, qualquer pessoa pode julgar uma obra publicada, e dar seu parecer sobre ela. Qualquer católico, constatando que um autor se apresenta como católico, mas tem erros contra a Fé, tem o dever de denunciar esses erros. Isso não é Inquisição: é mero direito de pensar e de ter um juízo sobre o que se lê. Para alertar que está havendo um incêndio, não é preciso ser bombeiro, e seria bem ridículo que se chamasse membro de um Corpo de Bombeiros terceirizado, a quem gritasse “Fogo!”, ao ver um incêndio.

“O sr. Olavo de Carvalho pode-se dizer maometano, sufi, judeu, budista, hinduísta, o que ele bem entender. Dizer que é católico, afirmando coisas absolutamente contrárias à doutrina católica, isso não! Se ele se apresenta como católico, sem o ser, e se, sob essa capa, pretende passar adiante, na nave da Igreja, uma doutrina gnóstica, como sendo católica, qualquer ‘marujo’ católico tem a obrigação de gritar “fogo gnóstico a bordo”. O sr. Olavo de Carvalho não é católico, mas afirma que também é católico. Basta esse “também”, para demonstrar que católico ele não é.

Ora o relativismo gnóstico conciliar dominante ensina a “possível coexistência de várias verdades contrastantes entre elas“.

É a base do relativismo ecumenista de J. Ratzinger e Cia. ilimitada.

Volta-se ao sofisma conciliarista de todos os séculos porque, tantas “verdades” = nenhuma Verdade; sim, porque a Verdade ou è uma, ou não é nada. Mas veio o Vaticano II para contrariar isto e em matéria de Religião! No entanto, ainda se diz: mas não o fizeram com «autoridade infalível», assim essa «autoridade gnóstica» é aquela enviada por Deus!

Há não muito tempo, se ensinava a lógica clássica, baseada no princípio de identidade e de não contradição, pela qual se algo é verdadeiro, o não algo deve ser necessariamente falso. Sobre este simples princípio, ao alcance de todos se baseia a “philosophia perennis“, que foi a base da nossa insuperável civilização Cristã. Infelizmente, seguindo um filosofar contraditório em si, temos uma geração inteira incapaz do reto pensar, e o que è pior, incapaz de distinguir a verdade da falsidade, o justo do errado, o bem do mal. Hoje temos, até no Vaticano, «mestres»  que para a falsa pacificação no mundo, pregam uma “coincidentia oppositorum“, que é o «dogma final da religião gnóstica», na qual o bem e o mal se confundem, para a completa libertação do homem, até da lógica.

O problema é que esses «mestres», hoje continuados por Bento XVI, são igualmente honrados como papas pelos Orlandos como pelos Olavos.

A sobrevivência da Igreja é ato divino figurado na proteção ao Povo eleito do Antigo Testamento. Nunca foi tão claro que a razão entende na prova da fé: assim como nos perdemos por não ter acreditado em Deus, assim nos salvaremos voltando a crer, mesmo contra toda lógica humana. A esta sobrevivência da Igreja podemos participar testemunhando a ruína presente, pois Deus se serve sempre de seres humanos, mesmo os mais fracos para testemunhar a verdade, mesmo sem tanta ciência.

Diz São Paulo:

“A palavra da cruz é uma loucura para os que se perdem, mas para os que se salvam, para nós, é poder de Deus. Pois a Escritura diz: «Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a prudência dos inteligentes». Onde está o sábio? Onde o douto? Onde está o argumentador deste mundo? Porventura Deus não tornou louca a sabedoria deste mundo?  De fato, quando Deus mostrou a sua sabedoria, o mundo não reconheceu a Deus através da sabedoria. Por isso, Deus quis salvar os que acreditam através da loucura que pregamos. Os judeus pedem sinais e os gregos procuram a sabedoria; nós, porém, anunciamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos. Mas, para aqueles que são chamados, tanto judeus como gregos, Ele é o Messias, poder de Deus e sabedoria de Deus. A loucura de Deus é mais sábia do que qualquer sabedoria os homens, como a fraqueza de Deus é mais forte do que qualquer poder dos homens. Considerai, portanto, irmãos, a vossa vocação, a chamada de Deus, vede bem quem sois: entre vós não há muitos sábios, nem poderosos, nem nobres. Mas Deus escolheu o que é loucura no mundo, para confundir os sábios; e Deus escolheu o que é fraqueza no mundo, para confundir o forte. E aquilo que o mundo despreza, acha vil e diz que não tem valor, foi isso que Deus escolheu para destruir o que o mundo pensa que é importante. Deste modo, nenhuma criatura se pode orgulhar na presença de Deus. Ora, é por iniciativa de Deus que existis em Jesus Cristo, o qual Se tornou para nós sabedoria que vem de Deus, justiça, santificação e libertação, a fim de que, como diz a Escritura: «Aquele que se gloria, que se glorie no Senhor». (I Cr 1, 18-31)

Arai Daniele

30 Respostas para “Um duelo a lembrar: Orlando Fedeli x Olavo de Carvalho

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  2. Green Bunny. novembro 27, 2011 às 10:27 am

    Não vejo um grande “duelo”. Vi uma vitória esmagadora de Fedeli, e um Olavo apatetado repetindo sem parar: – louco, louco, louco!

    Só isso.

  3. Augusto Ariente março 10, 2012 às 11:12 am

    Quem é Orlando Fedeli? Quantos livros ele tem? Quantos são relevantes para o combate ao consumismo (que é contra os valores morais mais profundos) que é atrativo mais alienador da propaganda anticristã?
    Basta ver quem os comunistas temem mais – certamente o Prof. Olavo.

    Sem mais

    Augusto

    • avgvstv novembro 29, 2012 às 11:15 pm

      Augusto Ariente, Orlando Fedeli foi um professor de História e apologista católico. Ele escreveu alguns livros, como, por exemplo: Nos Labirintos de Eco (uma interpretação crítica ao romance O Nome da Rosa), Carta a um Padre (uma crítica ao Vaticano II onde ele mostra que muitos dos seus feitores eram modernistas e mostra a influência da gnose eslavófila (russa) nos textos desse Concílio), um outro chamado Antropoteísmo:a religião do homem, onde mostra que existe apenas duas religiões, a de Deus e a do demônio, sendo essa última a gnose escondida em todas as religiões que não a católica, outro chamado A Gnose Burlesca da TFP, onde mostra que há um culto esotérico ao dr. Plínio Corrêa de Oliveira dentro do grupo Arautos do Evangelho e que esse grupo, assim como o Opus Dei, foi algo criado para amordaçar os melhores católicos e invalidá-los, também é autor de um livro de mais de 600 páginas, que está para ser publicado, onde mostra o esoterismo romântico de uma suposta beata (Ana Katharina de Emmerich).

      Parece que esse debate fez muito bem ao Olavo que, de lá para cá, foi deixando o catolicismo liberal para ser, hoje, um crítico do Vaticano II (apesar de ainda defender pontos do liberalismo) Algumas pessoas próximas do Olavo e outras o admitiram, suspeitam que foi esse debate que ajudou a “converter” o Olavo, o que teria sido uma das maiores obras do professor Orlando Fedeli.

      • Augusto janeiro 21, 2013 às 2:51 pm

        avgvstv, obrigado pelo retorno com os trabalhos de Orlando Fedeli. Eu procurei um deles e li um pouco. Não duvido aqui que foi alguém bem intensionado mas não duvido também que Olavo é. Também não vejo no método de busca do conhecimento defendido pelo Olavo algo a subverter o Cristão e fazê-lo um instrumento do mal. Se um dia eu admitisse que ele acaba exercendo certo papel em suas limitações, ainda não poderia ignorar uma coisa importante: eu vejo na discussão entre Olavo e Fedeli que o cerne está no diálogo que um e outro tem com o conhecimento e, obviamente, com seus personagens – seja sob a forma dos militantes das mais diversas correntes ideológicas, seja sob a forma da própria compreensão dos movimentos políticos em voga.
        É claro que popularidade não deve ser visto como algo bom, mas havemos de convir que chegar a corações e mentes traz consigo um diálogo qualificado não somente por uma mensagem positiva mas, sobretudo técnica, que responda às dúvidas de diversos âmbitos da realidade.
        Eu, por exemplo, conheci a obra do Olavo a partir de Atristóteles Em Nova Perspectiva. Depois vieram Jardim das Aflições e Imbecil Coletivo. Pelo menos as duas primeiras, creio ser de importância ímpar para a própria Academia brasileira. Ou seja: são obras que permeiam temas de preocupação de cristãos católicos, protestantes, não-cristãos, ateus, etc. De nada adiantaria ao Sr. Olavo ficar emparedado sob muros de uma retórica inacessível e facilmente ridicularizada pelos métodos gramscianos de propaganda dos grandes adversários do Cristianismo, hoje.
        O que eu percebo nos críticos comuns do Olavo – normalmente essa molecada estudante de faculdade – é que os alvos preferidos para difamá-lo são justamente suas posições (não é uma crítica), digamos, mais próximas às do Sr. Fedeli. Basta o Olavo emitir alguma mensagem a respeito do milagre de Fátima, por exemplo, que lá vêm vídeos difamatórios dessa gente. E, claro, nossa sociedade atual avaliza esses procedimentos, embora o principal calcanhar de Aquiles (também não é uma crítica) do Olavo esteja em suas experiências com estudos astrológicos. Posso presumir que se o Olavo não tivesse o trabalho que tem – de acesso a diferentes públicos que não o católico – ele sequer seria mencionado pela Revista Veja e por alguns poucos escritores ditos “de direita”, e a resistência ao “mal mais imediato”, digamos assim, seria ainda mais frágil.
        Enfim, Olavo é uma figura imprescindível no combate a este mal contra o qual, infelizmente, a Igreja tem sofrido derrotas fragorosas sistematicamente. Eu acredito que ele capturou, e muito bem – dado que fora militante comunista – as técnicas de subversão dessa gente e hoje fala contra elas. E, mesmo sendo qualificado para fazer isso, ainda não é respeitado.
        Enfim, acho toda posição montifortiana a respeito do Olavo bastante radical. Essa é a chave para a criação de sectarismos que apenas fortalecem, vejam só, o verdadeiro inimigo. Este último dá gargalhadas a respeito dessas confusões.

    • Porteiro de Manicômio fevereiro 13, 2016 às 4:23 am

      Um exemplo de mente Idiotizada pelo OLASNO.

  4. MC Kawakovsky maio 11, 2012 às 4:05 pm

    Não há ninguém com capacidade (e coragem para alguns) de enfrentar o Olavo de Carvalho em um debate: simplesmente o maior filósofo brasileiro deste Milênio (o do Milênio passado foi o Mário Ferreira dos Santos) !!!

  5. Mateus Wassermann junho 20, 2012 às 6:57 pm

    Aprendo com o Orlando Fedeli, e aprendo com o Olavo de Carvalho, comparando cada coisa com a escritura. Devo aos dois, portanto. Que Deus tenha em sua glória o Sr. Orlando Fedeli, e que abençoe a vida do Olavo de Carvalho, e que guie nosso entendimento em tudo o que é santo e justo.

  6. FGD fevereiro 18, 2013 às 6:12 pm

    É impressionante como tergiversam os fãs do Olavo de Carvalho:
    “cada um estava na sua área de conhecimento”;

    “Olavo é imprescindível para a cultura brasileira”;

    “Olavo já publico x e y”;

    “Olavo é o maior”.

    Como todos deveriam saber, se tivessem estudado filosofia, que isso é meramente um conjunto de falácias. Aliás, na filosofia tomista, o último dos postulados a ser valorado é o apelo à autoridade.

    Não, eles não estavam “cada um em sua área”. OLAVO FOI SURRADO por Fedeli.

    Simples.

    E não importa o quão imprescindível ele seja, ou o que quer que tenha publicado.

    SURRA!

  7. Luis Afonso maio 3, 2013 às 2:26 pm

    Eu nunca entendi este debate, e continuo não entendendo. Devo ser burro.

  8. Tsar maio 13, 2013 às 2:19 am

    Sempre achei esse debate muito triste. Com tantos inimigos comuns, ambos poderiam ter sido aliados, ao invés de desperdiçarem munição neste fogo amigo.

  9. Fabrizio Lyra junho 12, 2013 às 6:08 am

    É, concordo com FGD e falo muito sobre isso. Mesmo quando não temos grande conhecimento sobre um assunto, podemos detectar falhas na argumentação das pessoas. Eu estou tendo conhecimento agora sobre o debate entre Olavo de Carvalho e Orlando Fedeli e quero muito ler toda a obra de Orlando Fedeli, a qual estou começando a procurar. Mas, voltando a questão, que creio ser importante para se falar qualquer assunto, de como podemos detectar erros nas afirmações de uma pessoa mesmo sem ter muito conhecimento sobre a questão: as pessoas que defendem Olavo de Carvalho aqui, como bem mostra FGD, simplesmente não dão argumentos, nem mostram ter conhecimentos profundos sobre os temas tratados pelos dois filósofos e muito menos sobre o debate travado por eles. Um chega a dizer sobre os trabalhos de Fedeli: “Eu procurei um deles e li um pouco. ” Em seguida, fica elogiando Olavo de Carvalho. Ora, se leu apenas um pouco de Fedeli, como pode elogiar Olavo de Carvalho e passar por cima de Fedeli sem conhecer a fundo o que ele disse sobre Olavo de Carvalho? Eu gostei muito de várias coisas que Olavo de Carvalho disse em seus vídeos contra a esquerda, mas eu não conheço a obra de Orlando Fedeli e se passo a saber que existem críticas importantes feitas por esse filósofo a Olavo de Carvalho, eu tenho que lê-lo para depois me posicionar em relação a um e a outro e não defender Olavo de Carvalho contra Orlando Fedeli sem conhecer profundamente e entender o que Fedeli disse sobre Carvalho.
    Outro dia, em uma página do Facebook que desmistifica os intelectuais e historiadores de esquerda, houve um post mostrando historiadores de esquerda incensados por nossas universidades e classificados como embustes com uma tarja vermelha sobre eles. Em cima, estavam historiadores e pensadores que seriam considerados de direita ou conservadores, que foram esquecidos, e que seriam ou são os melhores que temos. Eles estavam com uma tarja verde sobre eles. Entre eles, estava Orlando Fedeli. Veio uma menina atacar o dono da página dizendo que Fedeli era herege porque atacaou o CVII e o Papa Paulo VI. Eu fiz o que não vejo a maioria das pessoas fazer quando argumenta ou lê algo sobre o qual não tem conhecimento: pedi para ela sintetizar as posturas do CVII, as de Fedeli e contrapô-las mostrando porque Fedeli estava errado e o CVII estava certo. Ela fez isso? NÃO. Deu aquela resposta típica da maioria que não pesquisa a fundo mas quer opinar sobre tudo. Falou: “vá ler os documentos do CVII, depois a gente conversa”. Eu respondi mostrando que o ônus da prova cabe a quem acusa. Eu queria a resposta imediata dela pois, quem realmente sabe, responde logo com muita base. É fácil se esquivar de uma resposta imediata quando não a temos, mandar a pessoa ler e postergar o debate para o futuro quando ele já esfriou e, talvez, nem tenhamos mais contato com o indivíduo. Portanto, insisti pedindo a resposta dela imediata explicando porque CVII estava certo e Fedeli errado. Já conheço essa prática típica de quem não tem argumento, quando é questionado, de não responder, dizer que leu tantos livros, perguntar se o outro leu e, diante da negativa, mandar a pessoa ler. Eu, evidentemente, não disse e nem demonstrei que não tinha conhecimento do assunto, de forma proposital, não como um revanchismo contra ela mas apenas para demonstrar as mais de dez mil pessoas que acompanham a página sobre como descobrir quando uma pessoa diz que tem conhecimento sobre um assunto e na verdade não tem. E se pode fazer isso mesmo que você não tenha também. Então, como ela ficou na dúvida se eu tinha o conhecimento ou não, diante da minha recusa em responder dizendo que o ônus da prova cabia a quem acusava, ela ficou apenas repetindo: “Fedeli é um herege, vá ler os documentos do CVII. Você leu o Sacrosantum quorum do CVII?” e eu respondi: “fale você sobre isso, se você sabe, e contraponha aos argumentos de Fedeli.” Mais uma vez a mesma repetição dela. Então eu encerrei o assunto, concluíndo: “quando a gente ataca alguém, cabe a nós, logo no ataque, apresentar os argumentos que o justificam da forma como expus e não simplesmente atacar com frases feitas e superficiais ou simplesmente ofensas (“ele é herege, foi contra o Papa, o CVII”) e não apresentar fatos, dados, raciocínios e explicações sobre o mesmo. Eu não tenho que sair por aí lendo, o tempo passar, o debate esfriar e tudo se encerrar sem que a pessoa que atacou sem fundamento tenha sua ignorância exposta para que os outros aprendam como descobrir quem realmente sabe o que fala e não ter medo de quem diz que sabe mas só acusa, aprendendo a identificar, mesmo sem ter conhecimento de um assunto, que o outro, que diz ter, também não tem.” A mesma coisa aconteceu aqui agora. Elogiaram Olavo sem expor conhecimento do que ele falou e sem nem terem lido e mostrarem ter entendido o posicionamento de Fedeli.
    Gostaria de pedir, se possível, por gentileza, uma bibliografia completa da obra de Fedeli, as editoras que as publicaram e se posso encontrar algo, no momento, nos catálogos das livrarias. Obrigado. Agradeço imensamente. Fiquem todos com Deus!

    • Pro Roma Mariana junho 12, 2013 às 8:54 am

      Caro Fabrizio, para a obra do Fedeli a consulta pode ser feita em http://www.montfort.org.br/‎. Quanto à defesa em tom compulsivo do Vaticano 2, ela faz parte da irracionalidade introduzida pelo tal ‘espírito do concílio’, que quer enganar com uma «hermenêutica de continuidade» subjetiva para as maiorias, em contradição com a objetiva ruptura com o Magistério, para os fiéis que se dão ao trabalho de seguí-lo. Por exemplo na operação ecumenista pan-cristã. Basta ler a Encíclica «Mortalium animos» para entender que os documentos ecumenistas do Vaticano 2 promovem uma verdadeira inversão recolucionária na Igreja de Deus. E é o que os conciliares queriam e proclamam ainda hoje seguindo o novo «espírito de Assis». Todos se salvam com a boa vontade e a fé em Jesus Cristo é necessária só para os cristãos! É a «fé» da nova Roma!

    • Augusto Ariente janeiro 23, 2015 às 3:23 pm

      Passando aqui depois de um longo tempo. Vamos lá: acho que tanto você quanto o “FGD” – que seja – criam o famoso “espantalho” toda vez que tentam desmoralizar alguém. E veja que não são poucas pessoas! Aliás, para um “filho de Deus” convicto, isso é uma vaidade idiota, esdrúxula e boboca que certamente nem ganha adeptos nem convence alguém de nada. Não deveria ter qualquer sentido. Essa postura de “gostoso intelectual”, ultraleitor e tudo mais não me assusta. Tenho clareza de minhas convicções e desafio o senhor a provar que não conheço nada do Olavo de Carvalho, pois sequer esbocei seus entendimentos sobre todos os temas que discute em seus livros. Mas, como o senhor se julga um conhecedor da alma alheia, vai ver deva conhecer a mim mais que eu mesmo. Eu poderia desafiar você a dizer quando a declaração de que eu não conhecia a obra de Fedeli tem qualquer invalidade diante da defesa da obra do Olavo (sendo que, basicamente, notei e me reportei às tentativas sucessivas de ridicularização do Olavo – que muitos de vocês fazem abraçados aos marxistas mais neuróticos). Para defender a obra do Olavo, presume-se, é preciso conhecer a obra do… Olavo! O que fiz aqui foi dizer que Olavo não é um idiota, um herege, um babaca, um débil mental, um embusteiro, um satanista, um sujeito desqualificado e incapacitado para escrever sobre qualquer coisa. Acho que nessa tarefa gente como a que você defende já perdeu! Você pode achar que o sucesso comercial do pensador Olavo é apelo à autoridade. Muito bem! Tem seu direito de ficar num canto de quartinho achando isso com cada vez menos pessoas. Isso não o faz certo nem errado. De todo modo, se quiser debater sobre a conveniência do Olavo enquanto PENSADOR – que foi o meu ponto, podemos começar a qualquer instante. Conheço as obras do Olavo! Não se preocupe com meu nível de conhecimento das linhas e expressões do autor. Não diminuí o Fedeli como vocês fazem com o Olavo, apenas defendi o Olavo como pensador importante para se entender a realidade. Que cargas d’água há de herético ou “anti-Fedeli” nisso aí? Se você vê Fedeli como uma autoridade quase maior que Deus, fique tranquilo: não o ofendi e nem foi essa minha intenção. Minha intenção foi dizer o que cada vez mais pessoas inteligentes notam: Olavo é um bom pensador – queira você ou não!

      • Augusto Ariente janeiro 23, 2015 às 3:27 pm

        PS: também não costumo me referir a debates sérios com expressões de botequim como “surra”, “humilhado”, pois creio que isso também é tão mundano quanto “chupa!” e outras boçalidades que vemos no cotidiano – e tão senso comum!

  10. Marcos Braga junho 16, 2013 às 6:26 am

    Boa noite, Fabrizio Lyra.
    Quero me desculpar pela intromissão, mas acabei de ler o texto “O ROMANTISMO E O CONCÍLIO VATICANO II”, Publicado em 1 de março de 2013 no sítio http://anatolli.com.br/blog2/?p=1095 , escrito por Anatoli Oliynik, tendo por base a tese de doutoramento do senhor Orlando Fedeli, e outros trabalhos.
    No texto, o autor fundamenta as influências que sofreu a elaboração do texto definitivo do CV II e suas consequências no Ecumenismo (será que usei o termo adequado?) Católico.
    Por favor, não pretendo ser um erudito no assunto, muito pelo contrário, estou me iniciando na matéria e muito, muito e muito ainda tenho a aprender, para poder apreender esse conhecimento.
    Só sei de uma coisa: a minha fé é integral na mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo.
    Obrigado pela a oportunidade e, mais uma vez, desculpo-me pela ignorância.
    Cordialmente, Marcos Braga

    • Fabrizio Lyra junho 17, 2013 às 12:59 am

      Boa noite, Marcos. Eu também estou me aprofundando nessa matéria agora. Eu sou católico desde que nasci. Nasci em 1971, ou seja, alguns anos depois da conclusão do Concílio. Porém, venho de uma família de tradição católica muito forte e antiga. Fui criado dentro dessa tradição, sempre fui muito feliz nela e sou até hoje, trabalhando dentro da paróquia em que fui batizado e onde meus pais e, até mesmo, meus bisavós se casaram. Portanto, fui catequisado e acostumado dentro de um catolicismo tradicional. Tanto eu quanto meus parentes bem mais velhos sempre estranhamos cada coisa moderna que foi introduzida na liturgia. Porém, como católicos, sempre fomos ensinados a aceitar a orientação da Santa Igreja Católica através do seu líder, o Papa, sucessor de Pedro. Porém, cada vez mais o estranhamento fica maior. E vivendo em uma época pré-internet, totalmente dominada por uma cultura que favoreceu pensadores de esquerda e ateus, relegando ao esquecimento grandes pensadores católicos, foi um sopro de ar fresco descobrir o trabalho do professor Orlando Fedeli pela net e seus esclarecimentos sobre o concílio Vaticano II, assim como sua detalhada explicação desse concílio não ser um caso de infalibilidade papal, já que o Papa Paulo VI não se pronunciou ex-cathedra. Isso foi um alivio muito grande. Porém, respeito plenamente o direito das pessoas discordarem do professor Orlando Fedeli. No entanto, todos os que vejo discordarem simplesmente não dão argumento algum, ficam dando voltas sem se aprofundarem ou dão argumentos superficiais ficando indignadas com ele por estar atacando o papa, mas sem se aprofundarem no assunto como ele se aprofundou. Então, o que peço é que as pessoas, antes de se pronunciarem, façam como eu e você estamos fazendo, Marcos. Estudem mais o assunto. Porém, não adianta estudar com uma visão pré-concebida buscando torcer a verdade dos fatos para que ela seja favorável ao Concílio Vaticano II. Não, as pessoas tem que estudar com isenção e encarar a verdade dos fatos como eles realmente são, assim como fez o professor Fedeli. Todos nós só temos a ganhar com isso. Abraços.

      • Marcos Braga junho 17, 2013 às 7:47 pm

        Prezadíssimo Fabrizio, boa tarde.
        Muito me alegra sua resposta e me consola saber que ainda existem pessoas coerentes e fiéis à verdadeira mensagem Católica.
        Sou de total acordo com sua afirmação, sobre a infiltração de doutrinas e ideologias estranhas aos ensinamentos da Igreja de Jesus e Pedro, ensinamento consolidado por dezenas de séculos de profunda e sincera reflexão.
        Eu sugiro, se me permite, as aulas do Padre Paulo Ricardo de Azevedo Jr., pertencente ao clero da Arquidiocese de Cuiabá, MT, especialmente o curso “Revolução e Marxismo Cultural”, onde ele revela essas infiltrações e desmascara a nefasta “teologia da libertação”, de total orientação marxista (http://padrepauloricardo.org/cursos).
        Aproveite e veja outra preleção do Padre Paulo Ricardo sobre “A nova ordem mundial” (http://www.youtube.com/watch?v=ZnmmWBqwBwU).
        Atente para uma questão importante: o Padre Paulo Ricardo não está sozinho nesse posicionamento. Vários pensadores e autores estão de acordo com sua opinião (claro que são uma minoria e sem nenhuma capacidade de fazer repercutir suas idéias) e, cada um, a seu modo, vem denunciando, há muitos anos, alguns há décadas, esses fatos horrendos. Os detratores da Igreja Católica dirão que isso é conservadorismo e tentativa de manutenção do poder eclesial sobre a população pobre e ignorante, quando, na verdade, os ideólogos do marxismo cultural é que estão implementando esse projeto, utilizando-se, também, dos sacerdotes cooptados para a “teologia da libertação” (o Padre Paulo Ricardo afirma que o projeto já está implantado e será muito difícil reverter esse processo).
        Permito-me indicar-lhe alguns pensadores e pesquisadores, que estão em consonância com a opinião do Padre Paulo Ricardo:
        Heitor de Paola (http://www.heitordepaola.com/index.asp);
        Blog do Pim (http://www.felipemourabrasil.com.br/);
        Olavo de Carvalho (http://www.olavodecarvalho.org/index.html?index.htm);
        Júlio Severo (http://juliosevero.blogspot.com.br/2013/05/teologia-da-libertacao-e.html);
        Escola sem partido (http://www.escolasempartido.org/);
        Mídia sem máscara (http://www.midiasemmascara.org/);
        Notalatina (http://notalatina.blogspot.com.br/);
        dentre outros, que ainda não conheço ou que não me passaram pela memória, neste momento.
        Tenho refletido muito, mas muito mesmo, a respeito da vontade de Deus em relação aos terríveis acontecimentos, que se abatem sobre a humanidade, e o que eu posso fazer para ajudar na correção dos erros. Só consigo chegar a uma conclusão: devido à força que as potências do mal alcançaram e as conquistas que elas consolidaram, parece que Deus só espera de mim duas coisas: primeira, que eu fortaleça a minha fé, através da verdadeira palavra da Santa Igreja Católica, Apostólica e Romana, guardiã das tradições cristãs ocidentais, representada pela pessoa e pela palavra do Santo Papa; e, segunda, perseverar incondicionalmente no bem. Parece-me que estas são as únicas armas de um verdadeiro cristão.
        Quero me desculpar por ter-me estendido tanto, mas precisava desse desabafo.
        Estou muito grato por sua atenção.
        Cordialmente, Marcos Braga

  11. Pro Roma Mariana junho 18, 2013 às 8:51 am

    Este artigo tem uma continuação em http://wp.me/pWrdv-LC
    quando toca o assunto ,crucial que foi esquecido e certamente não entra (por enquanto) na lista do P. Paulo Ricardo.

    • Marcos Braga junho 18, 2013 às 8:27 pm

      Obrigado pela informação.
      Já li o texto e entendi perfeitamente.
      O Pe. Paulo Ricardo, de outra forma, tem falado bastante sobre essa fragmentação e enfraquecimento da Igreja, em uma linguagem menos erudita, principalmente em suas aulas no curso “Revolução e Marxismo Cultural”.
      Com o devido respeito a todas as opiniões, acredito que esse tipo de debate só divide mais a Igreja e enfraquece as tentativas de resistir aos ataques, confundindo mais ainda os fiéis, que, parece, já não são tão fiéis assim, principalmente os sacerdotes, que deveriam ser o referencial seguro da entrega ao Cristo.
      Lamento muito o que tem acontecido com a Santa Igreja Católica, e, pessoalmente, me sinto individualmente responsável, pois não fui fiel aos seus ensinamentos. Tento, agora, resgatar, em mim, essa belíssima e libertadora cultura, buscando a verdadeira fé dos antigos apóstolos e santos.
      Pode parecer ingênuo e utópico, mas cansei da racionalidade que rasga, dilacera a paz e a verdade.
      Muitíssimo grato pela sugestão e aceito outras, para ampliar minha compreensão.
      Cordialmente, Marcos Braga.

      • Fabrizio Lyra junho 22, 2013 às 11:35 pm

        Oi, Marcos, desculpe minha demora em te responder, mas só agora pude ver sua resposta. Muito obrigado pelas suas indicações, mas já sigo todas elas há muito tempo. Há muito assisto as palestras do padre Paulo Ricardo, do professor Olavo de Carvalho e sigo quase todos os endereços que você deu no Facebook. O que estava mais difícil de encontrar era o trabalho do professor Orlando Fedeli, mas, graças a esse site em que estamos, ficou mais fácil, também, ter acesso aos textos do professor Fedeli.

        Abraços e obrigado!

  12. Maicon De Souza setembro 25, 2013 às 6:40 pm

    Simplificando. Orlando Fedeli é um defensor da Igreja Católica. Olavo é um anti-comunista, anti petista, assim como por exemplo Reinaldo Azevedo. A crítica do professor Orlando em relação ao Olavo é o perigo que ele traz para alguns alunos que ignoram o que seja a gnose, Olavo tem sim muita influência gnóstica, e exotéricas em suas publicações, e é exatamente isso que a Montfort sempre procurou criticar. Os trabalhos do professor Orlando em defesa da Fé e da Ortodoxia Católica, fazem infinitamente mais bem as almas do que qualquer trabalho filosófico ou critica comunista do Olavo. Um escolheu defender a Fé Católica, o outro escolheu defender a Direita Política. Lembrem-se sempre que o combate ao marxismo não basta como selo de ortodoxia Católica. Há espíritas, protestantes, cartomantes, macumbeiros, astrólogos e ateus entre anti-esquerdistas, por isso o público de Olavo é muito mais eclético do que o do professor Orlando.

  13. Marcio Dias outubro 1, 2013 às 2:24 pm

    Olavo de Carvalho é, antes de tudo, um astrólogo disfarçado de filósofo.

    Em que isto o credencia para falar de Deus, não sei a resposta.

    A maior contribuição que Olavo de Carvalho pode dar à Igreja é ficar de boca fechada, além de fazer o mapa astral do Santo Padre.

  14. Marco Aurelio março 21, 2015 às 5:22 pm

    O Olavo de Carvalho e seu filho Luiz Gonzaga são dois gnósticos perenialistas. O filho do Olavo dá um curso de religiões comparadas cheio da influência da gnosis perenialista, em que ele chegou a comparar a mística contemplativa de uma Santa Teresa de Ávila ou de um San Juan de La Cruz aos transes dos ateus zen budistas ou às visões heréticas de Mestre Eckhart e do pseudo-místico protestante rosa-cruz Jacob Boehme. O Olavo foi prestigiar o curso e o Instituto do seu filho, logo, está dando pleno apoio a gnosis perenialista que seu filho herege espalha aos quatro ventos. Agora o professor em heresia Luiz Gonzaga de Carvalho Neto, está dando um curso em “Cosmologia e Astrologia Medieval”.

    Se o Olavo de Carvalho não negou sua obra antes de 1995, então ele continua apoiando dois livros bem interessantes escritos por ele: Um biografia esotérica de Maomé premiada no mundo islâmico e um livro sobre astrologia recheado de hermetismo e sufismo. Olavo até elogiou recentemente os escritos de Fritjof Schuon e o livro “A Tradição Hermética” de Julius Évola (pensador perenialista pagão neo-platônico e anti-cristão declarado, que colaborou com a SS nazista) como sendo o melhor sobre o assunto.

    Outra mentira do Olavo é ele afirmar publicamente que nunca se converteu ao Islã. Ele foi iniciado em duas tarikas sufi (esoterismo ou gnose islâmica), na de F. Schuon e na de Idries Shah (continuador do esoterista G. I. Gurdjieff), e até recebeu o nome islâmico de “Siddi Mohammed”, portanto, se ele foi batizado na Igreja ele apostatou (se é que foi católico alguma vez na vida) e deveria se confessar pedindo perdão, mas parece que a sua arrogância gnóstica não o permite…

    Depois o Olavo de Carvalho vem invocar a santa Mãe de Deus e o Padre Pio fingindo ser um católico conservador, enquanto continua a espalhar a gnosis perenialista até os dias de hoje! Se isto não é ser charlatão e cara de pau e não sei o que mais é…

    O Prof. Fedeli estava coberto de razão ao afirmar que o Olavo de Carvalho é um gnóstico. E não se pode pretender ser gnóstico (esoterista) e ser um católico ao mesmo tempo. Pois seria incoerência lógica e charlatanismo ao mesmo tempo.

  15. Pro Roma Mariana março 21, 2015 às 8:08 pm

    Que o Olavo tenha mudado parece-me que ele mesmo o admite. De fato, conversão é o que mais todos precisam.
    Em todo o caso aqui nos referimos ao que é público em seus debates e livros. No mais, não somos especialistas de suas andanças pela vida. O que notamos agora é que até o seu amigo P. Paulo Ricardo, confessa que está mudando e arrepende-se de não ter seguido e até detestado a espiritualidade tomista do Padre Garrigou-Lagrange, porque seguia os Jesuítas de Lubac e companhia.
    Boa conversão ao Santo Sacrifício de Nosso Senhor é o que desejamos a todos neste tempo de Quaresma, que ocorre em plena e tremenda Paixão de Sua Igreja.

  16. Eduardo Rivas abril 14, 2015 às 1:20 am

    Esse debate foi tão ‘épico’ que só os seguidores de ambos deram valor. Orlando Fedeli nunca teve grande expressividade intelectual, e seus livros, sobre qualquer assunto, são apenas um amontoado de ideias catadas a esmo e reagrupadas de forma desconexa. Lutava contra fantasmas que ele próprio criava em sua mente. E Olavo de Carvalho é um indivíduo que sabe jogar muito bem com as palavras, mas cuja realização máxima foi ter criado uma garotada especializada em ver o cisco no olho dos outros e não enxergar a trave no próprio olho. Aliás, se vale o ensinamento de Cristo que ‘pelos frutos conhecereis a árvore’…sinceramente, nunca vi um discípulo do Fedeli dando exemplo de efetiva virtude católica; apenas um farisaísmo de atar fitas nos braços e se apegar a ritos, como os antigos fariseus. E nos discípulos do Olavo, pior ainda: só vejo raiva, incapacidade de argumentação efetiva (sempre cortam para o ‘cala a boca’, para a ofensa pessoal e argumento ‘ad hominem’), isso sem contar a boca suja e o uso de palavras de baixo calão, que por si só já constitui pecado. Ambos tem razão quando criticam o marxismo, mas até aí qualquer pessoa bem instruída e minimamente inteligente pode ter razão. Mas quando tentam alçar voos mais altos, em filosofia ou teologia, fazem voo de aves galináceas. Apenas pequenos saltos, sempre interrompidos pela necessidade louca de apontar o dedo para os outros.

  17. Pro Roma Mariana abril 14, 2015 às 8:46 am

    De fato, apontar para as possíveis carências desses dois conhecidos intelectuais que fizeram escola, como a de qualquer outro, é sempre possível e por vezes fácil, mas aqui interessou-nos o legado deixado por um, já falecido e trabalhado pelo outro, com continuas conferências e cursos. Estes existem e tem seus aspectos bons no deserto intelectual que vivemos. Pena que tudo seja muito ligado à personalidade deles, que no caso do Orlando, despontou justamente atacando o «culto» ao Dr. Plínio. Fico por aqui. No mais o trabalho deles tem sido útil para evocar outros, mais importantes, que ficaram esquecidos. No caso do Fedeli dos «anticristos no Vaticano»; o mesmo no caso do Olavo, que também, no seu ecletismo erudito de direita demonstra pouco respeito pela imprescindível presença do Cristianismo em qualquer época histórica.

  18. Rui Vasconcelos maio 31, 2016 às 4:09 pm

    Dois grandes gênios. Briga de egos, talvez?

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