Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A SAGRADA FIDELIDADE CATÓLICA À SÉ APOSTÓLICA

Arai Daniele

Santa Sé

Sendo a Sé Apostólica representada por um homem, a sagrada fidelidade à Santa Sé concerne esta pessoa, que é São Pedro e sucessores. Em cada época, um só é este Vigário de Jesus Cristo eleito no mundo para confirmar a profissão de Fé divina, que é penhor de salvação.

Se fosse mais de um, mesmo um colégio de sábios, poderiam surgir divergências, deixando de ser uma só Fé perfeita e imutável revelada por Deus. Foi assim que, quando Jesus perguntou aos apóstolos: “«E vós, quem dizeis que Eu sou?» Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo». Jesus então disse: «Feliz Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no Céu. Por isso Eu te digo: tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca prevalecerá sobre ela. Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu, e o que ligares na Terra será ligado no Céu, e o que desligares na Terra será desligado no Céu»” (Mt 16, 15-19).

Pedro receberia depois a missão de confirmar o mundo nesta Fé infalível. Mas desde aquele mesmo momento, quis Nosso Senhor que os fiéis distinguissem em Pedro essa suprema missão da sua posição humana sujeita a inúmeras fraquezas. Assim Jesus ordenou a ele e aos discípulos “que não dissessem então a ninguém que Ele era o Messias. Disse que ainda devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos doutores da Lei e que devia ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. Então Pedro tomou Jesus à parte e repreendeu-O, dizendo: «Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca Te aconteça!» (ib. 22).

Jesus, porém, voltou-Se para Pedro e disse: «Afasta-te de mim, Satanás! És uma pedra de tropeço para mim, porque não pensas as coisas de Deus mas as coisas dos homens!» (ib. 23).

Este episódio – que mostra a possibilidade de errar do homem Pedro – vai se repetir depois em outras circunstâncias e mesmo quando Pedro já era pontífice e foi corrigido pelo apóstolo Paulo. O que concluir disto senão a solerte vontade do Chefe dos Apóstolos de corrigir logo o seu erro?

Pode-se comparar essa lição sobre a ignorância e fraqueza humana mesmo de quem foi elegido Príncipe dos Apóstolos – mas que logo retificou sua atitude para permanecer firmemente ligado  à Fé de Jesus – com a mutação da Igreja perfidamente planejada e perpetrada pelos «pastores» do Vaticano II? Utilizar tal comparação para ridicularizar a posição de quem constata, em vista de fatos e palavras concretas, a vacância do Pastor fiel na Sede suprema é ideia desregrada.

Nos nossos dias, depois do conclave de 1958, que elegeu o modernista e filo-mação João XXIII, foi crescendo ano após ano a suspeita da ilegitimidade desse «eleito papa». Isto, na medida em que tal clérigo foi minando e transformando a fé tradicional da Igreja, em especial com a convocação do revolucionário Vaticano II, cujos promotores «papais» continuam a implementar até hoje uma nova igreja ecumenista, sem que se possa prever o fim desse obscuro delito.

Para apurar os fatos dessa magna impiedade veremos em seguida:

1 – o resumo dos termos que provam a infidelidade à missão pontifical dos clérigos que se auto-denominam conciliares;

2 – posições conflitantes dos católicos conscientes das mutações e rupturas na transmissão da Fé;

3 – as certezas católicas sobre os termos da sagrada fidelidade à Sé apostólica.

 

Quais os termos que provam a infidelidade à missão pontifical dos clérigos conciliares?

São os termos pronunciados por estes mesmos clérigos como matéria de ensino para o povo católico, sob a forma de magistério proclamado por um concílio ecumênico da Igreja universal, que contraria o Magistério precedente nos pontos que vamos aqui resumir.

A missão pontifical é exercida com autoridade divina para vincular a consciência humana.

Ora, a voz da autoridade que vincula à Verdade tem por correlativo contrário a voz que liberta. Por isto, pode-se entender que a «autoridade» usada na declaração da liberdade de consciência e de religião, se auto declara contrária à autoridade que vincula à Verdade: a do Vigário de Cristo. Para dar um exemplo: a autoridade divina da Religião confirma os Mandamentos de Deus para todos os homens. Se alguém em nome da autoridade da Religião dos Mandamentos declara o direito à liberdade de consciência e diante dessa religião, contradiz a razão mesma da autoridade que pretende exercer, pois equivale a pronunciar o direito a não ser obedecido no que proclama e portanto, liberar tacitamente todos da própria autoridade. Esta, porém, não é própria, mas é somente de representação da única verdadeira autoridade do Pontífice divino que é Jesus Cristo. Por isto, tal declaração equivale não só a uma traição da verdade e da função que pretende representar em nome desta autoridade, mas a uma implícita renúncia à ela; seria com afirmar que pode-se desobedecer a quem pontifica: sim, a quem declara isto, vestido de papa católico! Logo a declaração da liberdade religiosa pronunciada como direito humano por quem se quer autoridade da Religião divina, desqualifica quem ousa fazê-lo ocupando uma posição católica!

O outro termo é parte do Credo da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. Esta unidade na Fé única é princípio da Igreja. Pode alguém ser autoridade desta Igreja se a declara desunida e multi-facetada, como quer a «pastoral ecumenista conciliar». Seria uma contradição in terminis.

Isto foi reconfirmado até mesmo pelos Papas do século XX em diversas encíclicas à luz de 20 Concílios ecumênicos da Igreja. Ora, é claro que quem pensa representar uma igreja ecumenista, é como se declarasse tacitamente que não representa a Igreja única, que crê dividida e imperfeita.

Do mesmo modo poder-se-ia aplicar o método da declaração de renúncia implícita a cada desvio dos documentos conciliares, que muitos doutos estudiosos provaram e continuam a provar que representam uma doutrina em ruptura com a católica, em descontinuidade, portanto, com o que foi transmitido por Jesus Cristo. Em suma, se trata de doutrinas e autoridades fundadas sobre o que é falso e isto demonstra, sem margem de dúvida, que estas então a serviço do Anticristo.

 

Assim passamos ao 2º ponto:

das posições conflitante dos católicos conscientes das mutações e rupturas na transmissão da Fé desde os anos em que predomina a falsidade da «Igreja conciliar».

Para isto aqui nos basta a declaração epistolar do principal opositor dessa nova Igreja, que foi o Arcebispo Marcel Lefebvre. Ele e seus seguidores demonstraram que se trata de outra igreja.

Em Agosto de 1987 ele foi a Fátima em peregrinação e depois desta manifestação, que reuniu mais de dez mil fiéis de todo o mundo, se sentiu inspirado a tomar a decisão que aqui segue por escrito. Esta, de certo modo foi preanunciada no seu sermão do dia 22 de agosto, quando falou do Terceiro Segredo censurado, concernente a situação terrível e as perseguições morais contra a Fé e a unidade da Santa Igreja desde1960; o Segredo que diz respeito ao Papado e à autoridade adulterada, seguidora do mundo que perde e não mais do Reino de Jesus Cristo, que salva.

D. Lefebvre e os 4 Bispos da Fraternidade

D. Lefebvre, Dom Mayer e os 4 Bispos da Fraternidade

 

Eis o original da Carta aos futuros Bispos em Francês:

 

La lettre aux futurs Evêques (Adveniat Regnum)

à Messieurs les abbés Williamson, Tissier de Mallerais, Fellay et de Galarreta

Bien chers amis,

La chaire de Pierre et les postes de Rome étant occupés par des antichrists, la destruction du Règne de Notre-Seigneur se poursuit rapidement à l’intérieur même de Son Corps mystique ici-bas, spécialement par la corruption de la sainte Messe, expression splendide du triomphe de Notre-Seigneur par la Croix : “Regnavit a ligno Deus”, et source d’extension de Son Règne dans les âmes et dans les sociétés.

Ainsi apparaît avec évidence la nécessité absolue de la permanence et de la continuation du sacrifice adorable de Notre-Seigneur pour que “Son Règne arrive’”. La corruption de la sainte Messe a amené la corruption du sacerdoce et la décadence universelle de la foi dans la divinité de Notre-Seigneur Jésus-Christ.

Dieu a suscité la fraternité sacerdotale saint Pie X pour le maintien et la perpétuité de Son sacrifice glorieux et expiatoire dans l’Eglise. Il s’est choisi de vrais prêtres instruits et convaincus de ces mystères divins. Dieu m’a fait la grâce de préparer ces lévites et de leur conférer la grâce sacerdotale pour la persévérance du vrai sacrifice, selon la définition du Concile de Trente. C’est ce qui nous a valu la persécution de la Rome antichrist.

Cette Rome, moderniste et libérale, poursuivant son œuvre destructrice du Règne de Notre Seigneur comme le prouvent Assise et la confirmation des thèses libérales de Vatican Il sur la liberté religieuse, je me vois contraint par la Providence divine de transmettre la grâce de l’épiscopat catholique que j’ai reçue, afin que l’Eglise et le sacerdoce catholique continuent à subsister pour la gloire de Dieu et le salut des âmes.

C’est pourquoi, convaincu de n’accomplir que la sainte Volonté de Notre-Seigneur, je viens par cette lettre vous demander d’accepter de recevoir la grâce de l’épiscopat catholique, comme je l’ai déjà conférée à d’autres prêtres en d’autres circonstances.

Je vous conférerai cette grâce, confiant que sans tarder le Siège de Pierre sera occupé par un successeur de Pierre parfaitement catholique en les mains duquel vous pourrez déposer la grâce de votre épiscopat pour qu’il la confirme.

Le but principal de cette transmission est de conférer la grâce de l’ordre sacerdotal pour la continuation du vrai Sacrifice de la Sainte Messe et pour conférer la grâce du sacrement de confirmation aux enfants et aux fidèles qui vous la demandent.

Je vous conjure de demeurer attachés au Siège de Pierre, à l’Eglise Romaine, Mère et Maîtresse de toutes les Eglises, dans la foi catholique intégrale, exprimée dans les symboles de la foi, dans le catéchisme du Concile de Trente, conformément à ce qui vous a été enseigné dans votre séminaire. Demeurez fidèles dans la transmission de cette foi pour que le Règne de Notre-Seigneur arrive.

Enfin, je vous conjure de demeurer attachés à la Fraternité sacerdotale Saint Pie X, de demeurer profondément unis entre vous, soumis à son Supérieur Général dans la foi catholique de toujours, vous souvenant de cette parole de Saint Paul aux Galates (l, 8 et 9) “sed licet nos aut angelus de caeli evangelizet vobis praeterquam quod evangeli-zavimus vobis, anathema sit. Sicut praedicimus et nunc iterum dico : si quis evangelizaverit praeter id quod accepistis, anathema sit.”

Bien chers amis, soyez ma consolation dans le Christ Jésus, demeurez forts dans la foi, fidèles au vrai Sacrifice de la Messe, au vrai et saint Sacerdoce de Notre-Seigneur pour le triomphe et la gloire de Jésus au Ciel et sur la terre, pour le salut des âmes, pour le salut de mon âme.

En les Cœurs de Jésus et de Marie, je vous embrasse et vous bénis. Votre Père dans le Christ Jésus

Marcel LEFEBVRE,

en la fête de saint Augustin, 29 août 1987

 

 

Caríssimos amigos,

Estando a Cátedra de Pedro e os postos de Roma ocupados por anticristos, a destruição do Reino de Nosso Senhor prossegue rapidamente no interior mesmo de Seu Corpo Místico na terra, especialmente pela corrupção da santa Missa, expressão suprema do triunfo de Nosso Senhor pela Cruz: “Regnavit a ligno Deus”, e fonte da extensão de Seu Reino nas almas e nas sociedades. Assim, surge com evidência a necessidade absoluta da permanência e continuação do adorável Sacrifício de Nosso Senhor, para que “venha a nós o Seu Reino”. A corrupção da santa Missa levou à corrupção do sacerdócio e à decadência universal da fé na divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Deus suscitou a Fraternidade São Pio X para a conservação e perpetuação do Seu sacrifício glorioso e expiatório na Igreja. Escolheu verdadeiros padres para Si, instruídos e convencidos desses mistérios divinos. Deus concedeu-me a graça de preparar esses levitas e de lhes conferir a graça sacerdotal para a preservação do verdadeiro Sacrifício, segundo a definição do Concílio de Trento. Isso valeu-nos a perseguição da Roma anticristo. Essa Roma modernista e liberal, prosseguindo sua obra destrutiva do Reino de Nosso Senhor, como o provam Assis e a confirmação das teses liberais do Vaticano II sobre a liberdade religiosa, vejo-me obrigado pela divina Providência a transmitir a graça do episcopado católico que recebi, para que a Igreja e o sacerdócio católico continuem a subsistir para a glória de Deus e a salvação das almas. Por isso, convencido de realizar apenas a Santa Vontade de Nosso Senhor, venho por esta carta pedir-vos de aceitar receber a graça do episcopado católico, como já a conferi a outros padres em outras circunstâncias. Irei conferir-vos essa graça, confiando que, sem tardar, a Sé de Pedro será ocupada por um sucessor de Pedro perfeitamente católico, em cujas mãos podereis entregar a graça do vosso episcopado para que ele a confirme. O fim principal dessa transmissão é conferir a graça da ordem sacerdotal para a continuação do verdadeiro Sacrifício da Santa Missa, e para conferir a graça do sacramento da confirmação às crianças e aos fiéis que vo-la pedirem. Suplico-vos de permanecer unidos à Sé de Pedro, à Igreja Romana, Mãe e Mestra de todas as Igreja, na Fé católica integral, expressa nos símbolos da Fé, no catecismo do Concílio de Trento, em conformidade com o que vos foi ensinado no vosso seminário. Permanecei fiéis na transmissão dessa fé para que venha o Reino de Nosso Senhor.

Enfim, suplico-vos de permanecer unidos à Fraternidade sacerdotal São Pio X, de permanecer profundamente unidos entre vós, submetidos ao Superior-Geral na fé católica de sempre, lembrando-vos desta palavra de São Paulo aos Gálatas (1, 8-9): “Ainda que alguém, nós mesmos ou um anjo do Céu, vos anuncie outro evangelho, além do que vos tenho anunciado, esse seja anátema. Repito mais uma vez o que já disse: se alguém vos anunciar outro evangelho, além do que já recebestes, esse seja anátema.”

Caríssimos amigos, sejais o meu consolo em Jesus Cristo: permanecei fortes na fé, fiéis ao verdadeiro Sacrifício da Missa, ao verdadeiro e santo Sacerdócio de Nosso Senhor, para triunfo e a glória de Jesus no Céu e sobre a Terra, para a salvação das almas, para salvação da minha alma.

Nos Corações de Jesus e de Maria, abraço-vos e abençôo-vos.

Vosso Pai em Jesus Cristo                                                                                  + Marcel Lefebvre

na festa de Santo Agostinho, 29 de agosto de 1987

As certezas católicas sobre os termos da sagrada fidelidade à Sé apostólica

É claro que “estando a Cátedra de Pedro e os postos de Roma ocupados por anticristos, a destruição do Reino de Nosso Senhor prossegue rapidamente no interior mesmo de Seu Corpo Místico na terra, especialmente com a corrupção da santa Missa, expressão suprema do triunfo de Nosso Senhor pela Cruz… para o Seu Reino nas almas e nas sociedades”.

“Assim, surge com evidência a necessidade absoluta da permanência e continuação do adorável Sacrifício de Nosso Senhor, para que “venha a nós o Seu Reino”… removendo a causa dessa corrupção: a falsa autoridade dos anticristos que ocupam a santa Igreja.

Se isto parece hoje impossível, devido à apostasia geral no mundo ex-católico, o mínimo que um fiel pode fazer é não aderir a esta apostasia, reconhecendo falsas autoridades à serviço do anticristo, até que, com a graça de Deus, seja eleito um Papa perfeitamente católico que acuse e condene esse engano que foi o Vaticano II à serviço do Anticristo, suas pompas, suas obras e seus falsos profetas e falsos  cristos. O contrário disto, que perde uma infinidade de almas de padres, religiosos e leigos, consiste em aceitar a corrupção e os corruptores do sacerdócio e do santo Sacrifício na Fé universal da divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Que Deus nos livre de falhar nesse direto testemunho católico da situação presente que, para infelicidade desta geração, não foi resolvida pelos bispos católicos, como Monsenhor Lefebvre e Dom Mayer e está sendo agravada por padres confusos, se não abertamente traicionalistas.

O que falta à Igreja nesta hora, não são os bispos, nem os padres, é o verdadeiro Vigário de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para a sua volta e o seu testemunho, devemos empenhar todas nossas orações e sacrifícios, na espera do sinal divino que tornará eficiente e universal esse testemunho esperado por Nosso Senhor de todo católico verdadeiro.

Nesta hora, sabemos com certeza que os poderes dos anticristos e do seu chefe infernal não prevalecerão sobre a Igreja e daí sobre a Cristandade, quando esta será finalmente consagrada pelo Papa para ser libertada do fumo letal do Vaticano II e ser reconvertida ao Sagrado Coração de Jesus, para o triunfo do Imaculado Coração de Maria.

Não pode ser outra a nossa sagrada fidelidade, esperança e amor católicos à Sé apostólica, seguindo os adoráveis desígnios divinos.

 

Anexo – Carta de Mons. Lefebvre em outros idiomas.

 

Español:

De la Carta de Monseñor Marcel Lefebvre a los futuros Obispos, 29 de agosto de 1987:

Bien queridos amigos,

Estando la cátedra de Pedro y los puestos de autoridad de Roma ocupados por anticristos, la destrucción del Reino de Nuestro Señor se continúa rápidamente incluso dentro de su Cuerpo Místico, especialmente por la corrupción de la Santa Misa, expresión espléndida del triunfo de Nuestro Señor por la Cruz, y fuente de extensión de su Reino en las almas y en las sociedades. Esto es lo que nos valió la persecución de la Roma anticristo.

Esta Roma, modernista y liberal, continúa su obra destructiva del Reino de Nuestro Señor, como lo prueban Asís y la confirmación de las tesis liberales de Vaticano II sobre la libertad religiosa.
Me veo obligado por la Providencia divina a transmitir la gracia del episcopado católico que recibí, para que la Iglesia y el sacerdocio católico sigan subsistiendo para la gloria de Dios y la salvación de las almas. Esta es la razón por la que, convencido de realizar la santa Voluntad de Nuestro Señor, vengo por esta carta a pedirles que acepten recibir la gracia del episcopado católico, como ya lo he conferido a otros sacerdotes en otras circunstancias. Les conferiré esta gracia, confiando que sin tardar la Sede de Pedro estará ocupada por un sucesor de Pedro perfectamente católico, en las manos de quien podrán depositar la gracia de vuestro episcopado para que la confirme. [publicado em Radio Cristiandad]

 

English:

 

My dear friends,

The See of Peter and the posts of authority in Rome being occupied by anti-Christs, the destruction of the Kingdom of Our Lord is being rapidly carried out even within His Mystical Body here below, especially through the corruption of the Holy Mass which is both the splendid expression of the triumph of Our Lord on the Cross – Regnavit a Ligno Deus – and the source of the extension of His kingdom over souls and over societies. Hence the absolute need appears obvious of ensuring the permanency and continuation of the adorable Sacrifice of Our Lord in order that “His Kingdom come.” The corruption of the Holy Mass has brought the corruption of the priesthood and the universal decadence of Faith in the divinity of Our Lord Jesus Christ.

God raised up the Priestly Society of St. Pius X for the maintenance and perpetuity of His glorious and expiatory Sacrifice within the Church. He chose Himself some true priests instructed in and convinced of these divine mysteries. God bestowed upon me the grace to prepare these Levites and to confer upon them the grace of the priesthood for the continuation of the true Sacrifice according to the definition of the Council of Trent.

This is what has brought down upon our heads persecution by the Rome of the anti-Christs. Since this Rome, Modernist and Liberal, is carrying on its work of destruction of the Kingdom of Our Lord, as Assisi and the confirmation of the Liberal theses of Vatican II on Religious Liberty prove, I find myself constrained by Divine Providence to pass on the grace of the Catholic episcopacy which I received, in order that the Church and the Catholic priesthood continue to subsist for the glory of God and for the salvation of souls.

That is why, convinced that I am only carrying out the holy will of Our Lord, I am writing this letter to ask you to agree to receive the grace of the Catholic episcopacy, just as I have already conferred it on other priests in other circumstances. I will bestow this grace upon you, confident that without too long a delay the See of Peter will be occupied by a successor of Peter who is perfectly Catholic, and into whose hands you will be able to put back the grace of your episcopacy so that he may confirm it.

The main purpose of my passing on the episcopacy is that the grace of priestly orders be continued, for the true Sacrifice of the Mass to be continued, and that the grace of the Sacrament of Confirmation be bestowed upon children and upon the faithful who will ask you for it.

I beseech you to remain attached to the See of Peter, to the Roman Church, Mother and Mistress of all Churches, in the integral Catholic Faith, expressed in the various creeds of our Catholic Faith, in the Catechism of the Council of Trent, in conformity with what you were taught in your seminary. Remain faithful in the handing down of this Faith so that the Kingdom of Our Lord may come.

Finally, I beseech you to remain attached to the Priestly Society of St. Pius X, to remain profoundly united amongst yourselves, in submission to the Society’s Superior General, in the Catholic Faith of all time, remembering the words of St. Paul to the Galatians (1:8-9): “But even if we or an angel from heaven were to teach you a different gospel from the one we have taught you, let him be anathema.”

As we have said before, now again I say: “if anyone teaches you a different gospel from what you have received, let him be anathema.” My dear friends, be my consolation in Christ Jesus, remain strong in the Faith, faithful to the true Sacrifice of the Mass, to the true and holy priesthood of Our Lord for the triumph and glory of Jesus in heaven and upon earth, for the salvation of souls, for the salvation of my own soul.

In the hearts of Jesus and Mary I embrace you and bless you. Your father in Christ Jesus,

+ Marcel Lefebvre

 

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