Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

AS IGREJAS «MAÇONIZADAS» PELO «PAPA BOM» E SEUS IRMÃOS

A Maçonaria mirava a um «papa bom», astuto e relativistaJoão XXIII e Eduard Helliot 

Sim, porque a Igreja devia inverter sua rota e pedir perdão pelos «pecados» cometidos ao longo dos séculos e em diversas direções. Note-se que esta é uma das desculpas para o Vaticano II que, para cobrir seu êxito nessa rota contrária à Fé, forjou o truque da possibilidade de interpretar a sua nova doutrina à luz da Tradição. Por isto, os conciliares interpretam a Tradição à luz de suas «novas Pentecostes» e de seu novo espírito, segundo as «luzes de Assis». Eis o ato mágico para que a nova classe conciliar atualize a Tradição da Igreja; a autenticidade do próprio Evangelho de Jesus Cristo (elaborado pela piedade dos primeiros cristãos), tudo em favor da compreensão da iluminada pastoral relativa à «nova ordem» de «bons pastores filo-mações».

Esta operação se tornou possível quando, por uma série de circunstâncias obscuras, um velho clérigo suspeito de modernismo e iniciação maçônica num modesto cargo diplomático na Turquia, mas em vias de ser aposentado, fosse guindado à posição chave de núncio, nada menos que em Paris. Poderia isto ter sido casual diante das lamentáveis consequências históricas para a Igreja e para o mundo que tal fato causou? Ou há que pensar num mágico pacto com os poderes inimigos da Fé na Cristandade. Sim, porque para repetir as palavras angustiadas de Mgr Marcel Lefebvre sobre essa «sucessão conciliar»: nunca em tão breve tempo alguém consegui demolir a Igreja deste modo, como nenhum heresiarca jamais conseguiu!

No entanto, ainda hoje, muitos clérigos ditos tradicionalistas, continuam pregando como se fosse obrigatório «para a salvação das almas» o reconhecimento e submissão à «autoridade papal» desse

Geoffrey Francis Fisher

Geoffrey Francis Fisher e Harry Truman, conhecidos maçons

suspeito infiltrado modernista e mação e dos seus sucessores, que abriram as portas da Igreja à sua tenebrosa demolição; esta continua em ato enquanto seus responsáveis são aplaudidos e beatificados!

A «religião maçônica mais universal»!

Foram mações, Fisher o primaz da Igreja anglicana e Atenágoras o patriarca da Igreja ortodoxa. Só faltava Roncalli, que com eles iniciou um diálogo ecumenista em clima de compreensão fraterna. Nessesentido, Roncalli convidava para a sua mesa todos, protestantes, muçulmanos, judeus e ateus, sem distinção. Isto chocou muitos, porque implicava a implementação de um indiferentismo sem fronteiras. Se visava conversões, estas seriam no sentido da sua crença modernista e ecumenista! Quanto à honra devida à Mãe de Deus, havia que administrá-la com cuidado! A operação ecumenista vai em todas as direções, menos na de Maria Virgem, porque basicamente todo mundo é cristão anônimo, mesmo involuntariamente e não há que ofende-los com o culto mariano, que é profundamente católico e apostólico.

Giuliano di Bernardo

Giuliano di Bernardo

O Grão-Mestre Giuliano Di Bernardo revela no seu livro «Filosofia da Maçonaria» (Marsilio Ed. p.146) que o patriarca ortodoxo Atenágoras de Constantinópolis, comparou João XXIII a João Batista. Isto pode ser deduzido das conversações que tiveram sobre os «novos caminhos… nas muitas ocasiões em que se encontraram. A novidade da escolha do nome João XXIII, um antipapa, surpreendeu. Mas a sua lógica secreta era conhecida pelos planejadores do tempo que devia preparar o seguinte, de João Batista Montini, do «aggiornamento» da Tradição e em especial dos últimos Pontificados, de Pio IX a Pio XII, para impor aos católicos a subversão religiosa tortuosamente perseguida e confiada a esse sucessor, Montini, futuro Paulo VI. ([1])

Em Paris, o Barão Marsaudon, mação, foi designado ministro da Ordem dos Cavaleiros de Malta pela recomendação do Núncio Roncalli. Isto determinou a investigação de Roma sobre a Nunciatura de Paris que vamos descrever, o que revelou que por volta de 1950, em grande segredo, ali se operava para a reconciliação da Igreja Católica com a Maçonaria. Fantasia? Há um dossiê sobre isto.

Na sua nova missão como núncio em Paris, o ladino Angelo Roncalli, acertou na sua política de não desagradar o governo francês, mas de obter novos secretos aliados. Para isto contratou um dos melhores «chefs» de Paris, e tinha sempre uma «mesa farta» e concorrida companhia.

Ouçamos o Conde Franco Bellegrandi no seu livro «Nichitaroncalli», Eiles, Roma, p. 59-62. (2)

«A sua casa hospeda encontros com personalidades imprevisíveis. Ele cuida pessoalmente dessas frequentes relações com expoentes da esquerda e estreita amizades com personagens e ministros mações. Nesse período francês ocorre um fato ainda ignorado, que pode levantar num instante a cortina sobre a suposta afiliação de Roncalli à seita maçônica. À Sua alteza eminentíssima o príncipe Chigi Albani della Rovere, então Grão Mestre da Soberana Ordem Militar di Malta, chegou na sede romana do Grande Magistério uma carta do cardeal Canali, pesada como um rochedo: Pio XII, protetor da Ordem, tinha apenas tomado conhecimento, com grande dor, que o ministro da Ordem de Malta em Paris era um mação. Por isto, no Palácio magistral da Via dei Condotti, apressaram-se a consultar o dossier do barão Marsaudon, nomeado de recente para o lugar do conde de Pierredon que havia sido aposentado. Descobriu-se, com um certo alívio, que havia recebido a “grã cruz magistral” pela proposta do seu predecessor e, sobretudo, nomeado ministro por recomendação do núncio em Paris, Roncalli. O

resultado desta primeira pesquisa foi imediatamente referida no Vaticano ao cardeal Canali que exclamou: “Pobre Roncalli! Estou aflito por colocá-lo nesse embaraço e espero que isto não lhe custe o chapéu cardinalício … ” (quanta ingenuidade!). O Vaticano quis então, na mais estreita reserva, que a Ordem enviasse logo a Paris uma pessoa de confiança para uma exaustiva a delicada investigação. Era grave o embaraçador. Deviam de fato tratar com extremo cuidado todas as três personagens implicadas no caso. O núncio, pelo sua preciosa contribuição à Ordem de Malta na conclusão de certos delicado negócios na Argentina, o conde di Pierredon pelos seus plúrimos serviços, antes em Bucarest, depois em Paris, e o mesmo barão Marsaudon pelo seu meritório empenho com o fim de obter o reconhecimento oficial da Ordem da parte do governo francês. Depois de uma atenta e acurada seleção, foi nomeado “visitador magistral” um capelão professo da Ordem, o monsenhor Rossi Stockalper, que era também cônego de Santa Maria Maior e portanto do âmbito do Vaticano. Este partiu logo para Paris e com a sugestão de iniciar o seu reconhecimento informativo pelo padre Berteloot da Companhia de Jesus, perito de questões maçônicas. O jesuíta, interpelado na maior discrição, confirmou que o barão Marsaudon não só era mação, mas em “trigésimo terceira grau” da Maçonaria e membro vitalício do Conselho da Grande Loja de rito escocês. Monsenhor Rossi Stockalper continuou o seu giro. Soube bem pouco através do arcebispo de Paris, monsenhor Feltin, que o endereçou invés ao seu vigário geral, o monsenhor Bohan, “que conhecia mais de perto o barão”.

Nessa visita, o enviado de Roma, teve outra surpresa: o vigário geral havia tirado de uma caixa- forte e distribuído sobre a mesa uma série de documentos inapeláveis, entre os quais se encontravam: um número do “Journal Officiel de l’Etat français”, publicado em Vichy durante a ocupação e nele se assinalava Yves Marie Marsaudon entre os aderentes à maçonaria; três ou quatro cópias da revista maçônica “Le Temple” contendo alguns seus artigos e uma ficha do interessado. Não havia nenhum documento relativo à uma abjura*.

O visitador magistral, com o coração pesado, se deslocou então até o número 10 da avenida Presidente Wilson, sede da nunciatura. Perguntou a Roncalli, com tato, notícias circunstanciadas do barão-mação. O gordo clérigo de Sotto il Monte (Itália), entre uma risadinha e um gracejo, enviou o capelão da Ordem de Malta ao secretário da nunciatura monsenhor Bruno Heim. Este padre, que se tornou depois “apostolic legate” na Grã Bretanha, acabou por estarrecer o enviado de Roma, antes, pelo seu clergyman e a pipa fumante entre os dentes, depois coma as suas incríveis afirmações sobre a maçonaria definida “uma das últimas forças de conservação social que há no mundo, e, portanto, uma força de conservação religiosa”, e com um juízo entusiasta sobre o barão Marsaudon, que tivera o mérito de fazer compreender à nunciatura o valor transcendente da maçonaria. Justamente por este seu mérito, o núncio em Paris, Angelo Giuseppe Roncalli, tinha apoiado e garantido a sua nomeação como ministro da Ordem de Malta em Paris. Monsenhor Stockalper com essa tirada ficou abalado e então recebeu o golpe de graça quando, protestando que o cânon 2335 do Direito Canônico prevê a excomunhão para os afiliados à maçonaria, ouviu a resposta de seu interlocutor que, entre uma aspirada e outra do fumo perfumado da grande pipa, disse: a nunciatura de Paris está trabalhando em grande segredo para reconciliar a Igreja católica com a maçonaria”. Corria o ano 1950!

 

Yves Marsaudon

Yves Marsaudon

Este episódio parece desvendar a conivência de Roncalli com a maçonaria. Isto porque a igreja pós-conciliar se reconciliou de fato com a seita secreta.

  • Quando Yves Marsaudon, Mestre Venerável 33°grau da Loja da Republique, talvez com problemas de consciência devido à esta posição condenada pela Igreja, aconselhou-se com Roncalli, como escreveu, se devia sair, foi aconselhado de permanecer na Maçonaria pelo Núncio! Este tinha por programa fraterno aceitar o que une e afastar o que divide. Havia portanto que ignorar os dogmas católicos, a necessidade de conversão, o que seria evitar Jesus Cristo mesmo. E Roncalli recusou sistematicamente ajuda a quem o procurou, como aconteceu com jovens ortodoxos.

«Para concluir esse assunto quero me referir a uma revelação que me foi confiada há algum tempo pelo conde Paulo Sella di Monteluce. Esta personalidade, economista, político, escritor e jornalista, que foi intimo di Umberto di Savoia… tem provas do assalto da maçonaria contra a Igreja católica… Em setembro de 1958, cerca sete dias antes do Conclave, eu estava no Santuário di Oropa, num almoço do grupo do industrial Atilio Botto, que gostava de reunir competentes de vários ramos para discutir sobre os diversos problemas. Naquele dia havia convidado uma personalidade conhecida como alta autoridade maçônica em contato com o Vaticano. Este me disse, no automóvel que nos acompanhacam em casa, que “… o próximo papa não seria Siri, como se murmurava em ambientes romanos… mas seria eleito um papa de conciliação: já foi escolhido o patriarca de Veneza Roncalli”. Repliquei surprendido: “escolhido por quem?” “Pelos nossos mações representados no Conclave” risponde serenamente… “Há mações no Conclave?” “Certamente!”, respondeu, “a Igreja está nas nossas mãos”. continuei espantado: “Então quem é que manda na Igreja?” Depois de um breve silêncio, a voz do meu interlocutor afirmou: “Ninguém pode dizer onde estão os vértices. Estes são ocultos”.

O conde Sella no dia seguinte transcreveu um documento oficial que está conservado na caixa-forte de um notário, com nome daquela personalidade e a sua estarrecedora declaração, com a hora, dia, mês e ano. Dentro de poucos dias em 1958 ela se revelou absolutamente exata!

 

Eleito Roncalli, João XXIII, no ano seguinte convocou o concílio Vaticano II dizendo que lhe havia sido «inspirado», o que era uma deslavada mentira. Daí por diante seus amigos ecumenistas e mações, Dom Lambert Beaudouin e o barão Yves Marsaudon, o mação da Gran Loja da França e desde 1932 Mestre Venerável 33° da Loja La Republique, nomeado com a aprovação do núncio Roncalli ministro da Ordem de Malta, foram personagens decisivas para a formação da «igreja conciliar. Este barão foi «uma figura-chave nos contatos entre a greja e a Maçonaria durante o período conciliar». Ele afirmou: «Somente a Maçonaria pode esclarecer os enormes problemas que ameaçam o homem de hoje e que não obstante a evidente boa vontade, nem as igrejas organizadas, nem os partidos políticos estão à altura de resolver».

 

Dom Lambert Beauduin

Dom Lambert Beauduin

Assim falou o novo Zaratustra, e assim demonstram pensar os falsos pastores conciliares!

«Charles Riandey, soberano grão-mestre da Maçonaria, contribuiu ao prefácio do livro escrito pelo Barão Yves Marsaudon, Ministro da Corte do Supremo Concílio da França (Rito Escocês)Ecumenism as Seen by a Traditionalist Freemason (Paris 1969): “À memória de Ângelo Roncalli, padre; Arcebispo de Messamaris, Núncio Apostólico em Paris, Cardeal da Igreja Romana, Patriarca de Veneza, Papa sob o nome de João XXIII, que se dignou dar-nos a sua bênção, a sua compreensão e a sua proteção”. Um segundo prefácio: “Ao Papa dos Pobres. Ao Papa da Paz” [A primeira paz de sempre entre Cristãos e Mações!] “Ao pai de todos os Cristãos, Ao amigo de Todos os Homens, Ao seu Augusto Continuador, Sua Santidade Papa Paulo VI”. O livro acusa o Papa Pio XII por ter evitado dar o chapéu cardinalício a Montini, tornando “difícil para Montini tornar-se Papa, mas então veio um homem de nome João, como o precursor que em seguida criou Montini seu primeiro Cardeal. Cita “I Will Be Called John”, por Lawrence Elliott. Página 287: “Na manhã do dia 20 de Janeiro… De repente uma inspiração brotou-nos dentro como uma flor que floresce em uma primavera inesperada. Nossa alma foi iluminada por uma grande ideia… A palavra solene veio aos nossos lábios… exprimiu pela primeira vez: um concílio!”… O fato é que simplesmente mentiu. Por quê? Porque o concílio lhe fora encomendado pelas lojas. Todavia, teve mais inspirações, como a de Montini seu sucessor. Para Jozef Mackiewicz (Na Sombra da Cruz), outro detalhe foi quando se disse inspirado para iniciar negociações com o governo comunista da Rússia a fim de garantir observadores ortodoxos russos (da KGB) em seu Concílio inspirado… Em Vatican II Revisited, por Dom Alberic Stacpoole, OSB, p. 116, conta que seu secretário: “Dom Loris Capovilla, registou que, três vezes antes da inspiração divina, João XXIII falara do assunto concílio Páginas 289-291: “mas para qual celestial propósito teria servido um concílio então?” [Dividir responsabilidades?] Quando alguém colocou a questão… João caminhou até a janela do seu gabinete e abriu-a. “Esperamos que ele faça entrar um pouco de ar fresco aqui dentro. [Mas como? Queria remover aquele clima espiritual dos Papas; aquela atmosfera secular necessária para a autoridade e a credibilidade a Igreja?] Para ele, é claro que isso era necessário.

«Para abrir o caminho que deixasse entrar o seu «inspirador» João não propôs nenhum conteúdo «pastoral». Mas, ficou logo claro, que o Concílio Vaticano II ia ser um livre fórum para reexaminar quase todos os aspectos da consciência católica. Modificação de tudo para a união de todas as igrejas! «O Super-Herói Roncalli, como já citado por Alden Hatch, salvou o seu Concílio, mas violando a lei da Igreja, quis garantir a sucessão de Montini para completar o trabalho do Concílio. Todos seguiriam Paulo VI…

«Da biografia de (Montini) Paulo VI por Alden Hatch’s temos esses pontos: “É possível que, de todos os papas dos tempos modernos Paulo VI tenha sido o único a desejar o cargo” (página 8 ) “… João inspirou Montini para sucedê-lo” (p. 9). “Quando o Concílio se reuniu pela primeira vez em Outubro de 1962, Montini foi o único Cardeal não-residente que João convidou para morar no Vaticano e assim tê-lo à mão para conversas não oficiais, não publicadas e íntimas sobre os problemas apresentados no dia a dia. À medida que estes se tornaram mais prementes e a duração provável do Concílio se alongava indefinidamente, o Papa João se persuadiu de que não viveria para ver o seu fim. Embora o papa não deva escolher seu sucessor, e qualquer tentativa de fazê-lo podia tornar-se um boomerang, era sabido que para João a pessoa capaz de cumprir seus planos e realizar suas esperanças para uma Igreja aberta e uma cristandade unida era Montini” (p. 9). “É sabido também que João treinou Montini na questão de sua eleição, instando-o a não tomar uma atitude forte na sessão de abertura do Concílio evitando assim comprometer-se com um lado e afastando o outro. Pelo menos foi notado pelos jornalistas que o brilhante e progressista arcebispo de Milão, que poderia ter sido indicado para iluminar o Concílio com suas idéias, praticamente não participou nos debates. Permanecendo sem posição, ele tornou possível para os cardeais de todas as opiniões votarem nele em boa consciência” (p. 10).

“O primeiro grande gesto de João XXIII, que ele sempre atribuiu ao Espírito Santo, foi em São Paulo Fora dos Muros, em 25 de Janeiro de 1959, quando anunciou a dezoito cardeais a sua intenção de convocar um Concílio Ecumênico. Os cardeais permaneceram num silêncio atordoante e sem um gesto ou palavra de aprovação” (p. 110). “O Cardeal-arcebispo de Milão, foi o membro do Colégio de Cardeais a saudar publicamente o gesto do Papa para a renovação da Igreja… Montini exultante, saudou o Concílio que iria abrir as suas janelas para o mundo. Outros tinham razões para temer o projeto, mas ele olhou para a perspectiva razoável de ‘abrir para a história com visões imensas e seculares diante dos nossos olhos’ (p. 111). “Há um sentido para estas frases exultantes; para esta orquestração grandiosa da música das esferas? Algumas ecoam o «conhecimento» dos profundos mistérios da história ao ponto de revelar a coorte de todos os enganados, desavisados, ignorantes católicos?”

Não há dúvida que Roncalli dava muita importância aos símbolos.

É possível, através destes, entender algo do que havia no ânimo deste clérigo que mandou tirar do escudo no frontispício da delegação apostólica na Turquia a palavra «Filioque», símbolo da fé católica, mas na sua cruz pastoral há o olho no triângulo, usado pela Maçonaria.

 

Cruz Peitoral do Núncio Angelo Roncalli

Cruz Peitoral do Núncio Angelo Roncalli - Publicada pela Basílica de Santo Ambrósio

Outros símbolos, verdadeiros «sinais subliminares», serão vistos depois. Estes não provam a sua afiliação à seita secreta, mas demonstram suas associações mentais reveladas em escolhas iconográficas. Ora, como se viu, para o pensamento maçônico, toda fé e ideologia podem ser aceitas à luz da fraternidade universal. Foi o que Roncalli manifestara na Turquia na Pentecostes de 1944: “Jesus veio para abater barreiras [entre crentes de toda religião e descrentes]; à luz do Evangelho… Ele morreu para proclamar a fraternidade universal… a fraternidade da ONU, fundada sobre princípios maçónicos afins à da «Nostra aetate»? A fraternidade do Vaticano II visa a nova ordem que ignora Deus Pai! Essa fraternidade sem pai é própria dos mações, por isto, para o mação Pier Carpi, nada inventou escrevendo sobre a iniciação Rosa cruz e inscrição na Maçonaria de Roncalli («Le profezie di Papa Giovanni»)).

As profecias do Papa João XXIII, Pier CarpiNão foi só com símbolos e amizades que Roncalli expôs a sua simpatia maçônica; o confirmou pelo nível das ligações que influíram na eleição do «papa» com que obter o «concílio» almejado pelas lojas. Há informações de um oficial francês, adido ao serviço de proteção do núncio, que conta ter este freqüentado todas as quintas feiras uma loja. Repeti esta informação ao Cardeal Oddi, que nos visitou e que havia sido vigário do Núncio em França. Não o contestou. Mas a história não se escreve com mudas admissões e nem com acenos afirmativos de cabeça. O que isto prova mais que a obra claramente modernista e maçônica de Roncalli no Vaticano? Mesmo confirmada a voz desta freqüentação maçônica, o que acrescenta aos dados sobre a origem da demolição realizada de facto por ele ([2])? Diversos Grão Mestres maçons, franceses e italianos, confirmaram abertamente as aberturas que faria o futuro João XXIII. Em 1989 a revista dos Franco-maçons «Humanisme» (nº 186), fala do encontro do núncio Roncalli com Alexandre Chevalier, que fez propostas sobre o direito canônico e algo mais! Este encontro secreto entre o futuro João XXIII e quem fora convidado para a coroação de Roncalli e se tornou Grão-mestre em 1965, é a referência da hipótese que a loja «L’Etoile Polaire» (l’Atelier), “estivesse na origem do Vaticano II” ([3]).

João 23 convidava esses mações a visita-lo na residência de verão de Castel Gandolfo, melhor que o Vaticano onde ainda havia restos da «Cúria». Roncalli criou assim um Secretariado Ecumenista que pela primeira vez estabeleceu contacto oficial em nome da Igreja católica e o World Council of Churches («Conselho Mundial das Igrejas»).

Em 1961, cinco observadores católicos foram oficialmente convidados em Nova Deli para participar à essas reuniões do WCC. Em 15 de maio de 1961, foi publicada a encíclica Mater et Magistra, que de fato convidava os católicos a votar «com reta consciência» mesmo nos comunistas e socialistas, colaborando com qualquer inimigo da Igreja: «A Igreja não tem inimigos», dizia. «Até 1962, João XXIII já havia encontrado mais leaders anglicanos, protestantes, etc. do que qualquer prelado na História […]. Um conservador se lamentou: “Parece mais fácil ver o papa se sois metodista”» (W. Wynn, «Keepers of the Keys», Random House, NY, 1988, p. 45).

Foi assim que em 1962, o Colégio de Cardeais, já «reforçado» por Montini, cresceu até 87 membros. Os velhos «conservadores» foram logo rebaixados para que pudesse ser eleito um «novo papa» e avançar com a revolução do Vaticano II e a «nova consciência» de uma «nova igreja» iluminista, relativista e maçonizada, para a «nova ordem ecumenista mundial».

Basta ouvir hoje Bento XVI para entender que tal plano está quase completamente cumprido.

Talvez, porém, esqueceram de fazer as contas finais com Nosso Senhor Jesus Cristo, que Se reserva um «pequeno resto» através de cujo testemunho, por fim, operar o triunfo do Coração Imaculado de Maria. E assim, toda a pérfida trama secreta conciliar será destruída.

 

Notas


1 – Atenágoras (mação) comparou João XXIII a João Baptista, precursor do Messias, isto porque preparou a passagem dos católicos a uma nova religião, aquela de Teilhard de Chardin, cujo Messias será, depois, seu amigo íntimo: J. B. Montini!

2 – Em 20 de Dezembro de 1994, “Il Giornale”, p. 13, dava uma curta notícia surpreendente sobre um livro apenas publicado. Na presença do importante cardeal Silvio Oddi, Franco Bellegrandi apresentou o seu livro “Nichitaroncalli” no “Centro Russia Ecumenica”. Nesse livro, como de resto, em tantos outros nestes anos, associava-se abertamente o nome do «Papa Bom» às hierarquias maçónicas do “Priorado de Sion”, no qual constam ter sido formados futuros padres da Europa unida. (Rolando Pratt)

3 – Jacques Ploncard d’Assac, «Présent», Paris, 20 de Julho de 1989.

Uma resposta para “AS IGREJAS «MAÇONIZADAS» PELO «PAPA BOM» E SEUS IRMÃOS

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