Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Objeções Protestantes

O Apóstolo Pedro nos disse que devemos dar razões da nossa fé. Pois bem!

Fonte: Stat Veritas / Conferência (Áudio) do Reverendo Padre Ezequiel María Rubio.
Tradução: Rogério Alexandre

 

I. A Bíblia

Bíblia

Bíblia aprovada pelos papas Sisto V e Clemente VIII (Século XVI)

Protesto: – O que lhe parece: João 3,14 diz que…

Resposta: – Um minuto, mas quem foi que lhe disse que João 3,14 é a Palavra de Deus?

A Igreja católica foi quem determinou quais livros são sagrados, quais são inspirados e quais não foram. E assim sendo, como a Igreja tem capacidade para determinar quais livros são inspirados, tem também a capacidade para dar-lhes a justa interpretação.

Os protestantes precisaram esperar que a Igreja, após ter guardado por séculos as Escrituras (até 1500), dissesse quais livros eram a Palavra de Deus e quais não.

Vale lembrar que a Bíblia nem sempre foi esse conjunto de livros encadernados e com “zipper” como nós temos hoje. Foi necessário o esforço dos religiosos, monges, padres e bispos da Igreja católica que reproduziam à mão palavra por palavra os textos das Sagradas Escrituras. E depois atrás de Lutero os protestantes dizem:

– Temos os livros sagrados, agora vamos dar-lhes a justa interpretação.

Pois bem, se não puderam eles mesmos fazer a distinção de quais livros eram inspirados e quais não, como podem agora dar a interpretação correta aos textos? (Basta pensar a quantidade de denominações que divergem entre si sobre os mesmos textos)

Resumo: Foi a Igreja Católica que determinou quais livros são inspirados.

 

II. O Culto dos santos.

 

Protesto: Cristo é o único mediador!

Resposta:

O único mediador é Nosso Senhor conforme disse Paulo. Mas, não Paulo afirma que não haja mediadores secundários como foi o caso das Bodas de Caná. O milagre foi feito por quem? Por Cristo, mas pela intercessão de sua mãe Maria Santíssima. É o mesmo que Ela continua a fazer no céu e é o que ensina a Igreja. Ela é uma advogada uma intercessora secundária diante do Trono de Deus.

Quanto ao culto dado a Maria, não diz a própria escritura: “Doravante me chamarão bem-aventurada todas as gerações” (?). E o que significa “… chamarão-me bem-aventurada”? Ditosa? Feliz? Santa? Bendita? Os verdadeiros discípulos da Bíblia chamam permanentemente a Virgem de Bendita.

 

Nossa Senhora e o Menino Jesus Catacumba de Roma

Imagem em Catacumba dos primeiros cristãos em Roma

A. As imagens.

Protesto: Exôdo 20, 4-5 “Não façais imagens”

Resposta:

O texto está cortado, mas o texto completo é muito mais forte. Porém se tomamos o texto completo em sua aplicação literal os mesmos protestantes são condenáveis, como podemos ver:

“Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair do Egito, da casa da servidão. 3 Não terás outros deuses diante de minha face. 4 Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra. 5 Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto. Eu sou o Senhor, teu Deus, um Deus zeloso que vingo a iniqüidade dos pais nos filhos, nos netos e nos bisnetos daqueles que me odeiam, 6 mas uso de misericórdia até a milésima geração com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.”

Assim os que usam o texto em ataque as práticas católicas usam uma meia verdade.

Mais adiante em Êxodo 25, Deus manda que Moisés faça dois querubins de ouro para serem colocados na Arca da Aliança. Vemos assim que não se pode tomar o texto anterior em sentido literal, do contrário Deus estaria dando ordens contraditórias o que obviamente é falso. O que se deve fazer então é verificar qual o sentido que tem a Palavra de Deus em Êxodo 20. Primeiramente, deve-se dizer que o problema não é a imagem, porém a idolatria que se aplica a elas. Não terás imagens como se fosse Deus, não que a imagem em si fosse um problema. Porque se o problema fossem as imagens, Deus não poderia ordenar a Moisés fazer imagens de querubins, como depois da Serpente de bronze. Então, a Igreja nos ensina que as imagens recebem um culto que se chama relativo, e não absoluto, enquanto a imagem refira-se a pessoa que representa. É um culto que transpassa a imagem e vai ao santo em questão.

 

Imagens em catacumbas romanas

Imagens em catacumbas romanas

Outra coisa que se pode dizer é que, levando o texto referido ao pé da letra, não poderíamos fazer nenhum quadro, ou fotografia do que há acima no céu, na terra, sob as águas… Nem sequer poderíamos fazer um patinho de borracha. Ou uma foto de nossas mães…

B. O culto

É curioso ver que, no Antigo Testamento (Josué 7,6), o profeta esteve prostrado em terra diante da Arca do Senhor até a tarde. Vemos aqui que Josué venerava a arca do Senhor como os católicos hoje veneram as imagens e este não foi condenado, pelo contrário é um dos profetas do Antigo testamento. O problema é, insistimos, o risco que havia entre os judeus de cair na idolatria dos povos com quem conviviam: sírios, caldeus, egípcios que buscavam deuses e fabricavam deuses. Como foi o caso do bezerro de ouro que fizeram os judeus enquanto Moisés esteve fora.

Com as relíquias ensina a Igreja que se devem ter veneração pelos objetos pelos quais Deus quis conceder-nos favores. Assim como ocorreu em Reis 4, a capa de Elias dividiu as águas do Jordão, em Reis 13: o cadáver de Eliseu devolveu a vida a um morto. Em Atos dos Apóstolos a sombra de São Pedro sanava enfermidades, também em Atos os indumentos de São Paulo sanavam os enfermos. São Mateus nos diz que ao tocar a Hemorroísa ao vestido de Nosso Senhor ela ficou curada. Em Êxodo: o cajado de Moisés obrou maravilhas na corte do faraó.

Deus quis operar milagres através de objetos que ficam para veneração relativa. Na arca da aliança estavam restos de maná, as tábuas da lei. Para que guardar objetos que poderiam se tornar objetos de adoração? Vemos objetivamente que não é esse o caso.

Resumo: Todo culto católico é relativo a Deus e segundo o modo como Deus quis atuar entre os homens, fazendo-se visível e agindo através de homens e de coisas pequenas. Porque é na fraqueza que manifesta Sua força.

 

 


III. Igreja Católica

 

São Pedro Bispo de Roma

São Pedro, primeiro Bispo de Roma

A. Sua constituição

A Igreja está fundada sobre São Pedro. “Simão, serás chamado céfas”, “Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Sendo assim: o que significa ESTA PEDRA? Esta pedra é Pedro. Mas, se não era a Pedro a pedra, a que pedra se referia Cristo?

“A ti darei as chaves do meu reino” a Pedro ou a uma pedra solta ali perto?

 

B. Sucessão Apostólica

Papa Pio XII

Papa Pio XII

É lógico que Nosso Senhor disse a Igreja: “Estarei convosco até o fim dos tempos”. Como é possível que os apóstolos e Pedro, pedra sobre a qual se edificou esta Igreja, não fossem sucedidos? Era provisória a Igreja de Cristo? Obviamente as palavras de Cristo contradizem esta hipótese.

 

C. Perdão dos pecados.

penitência

Protesto: Só Deus pode perdoar!

Resposta:

Claro! Porém nos diz as Sagradas Escrituras: Recebei o Espírito Santo para o perdão dos pecados tudo o que ligares na terra será ligado no céu, tudo o que desligares na terra será desligado no céu. São Paulo acrescenta: “a nós deu o ministério da reconciliação”.

Os homens são apenas instrumentos da graça como quis Deus, como foi com a sombra de Pedro, as vestes de Paulo, o báculo de Moisés…

O perdão que nos confiou Cristo pelo sacramento da Penitência é um selo objetivo, contrário a instabilidade dos sentimentos humanos. Uma consolação segura para que quando venha-nos a tristeza e o desânimo possamos ir adiante porque temos a graça de Deus. A misericórdia de Deus nos deu uma credencial de paz através da absolvição sacramental.

 

 

 

 

D. Catolicidade

 

Barco de São Pedro

Barco de São Pedro - Igreja Católica Apostólica Romana

Protestante: – Onde diz a bíblia que a Igreja é Católica?

Resposta: – O que significa católica?

A Igreja é católica porque é universal não é para um tempo, nem para apenas um local.

 

E. Os eleitos – a Igreja Triunfante

1. 144 mil eleitos do apocalipse.

Este tema já deu muito que falar. O fundador dos “Testemunhas de Jeová” afirmou que em 1914 se completariam os 144 mil e viria a parusia, porém como não aconteceu nada, disse então em 1915 que viria a Parusia, mas de modo invisível.

Porém para entender a questão devemos ler completamente o texto.

Apocalipse 7,9. Aqui resumindo trata-se da visão de 144 mil da tribo de Israel. 12 mil homens das 12 tribos de Israel, porém o livro continua e afirma que depois disto viu-se uma grande multidão de homens que não se podia contar, de todas as nações, tribos e línguas, que estavam de pé diante do trono e do cordeiro, vestidos de túnicas brancas e palmas nas mãos…

Os “Testemunhas de Jeová” sustentavam que, fora os 144 mil, essa grande multidão era dos que receberiam uma felicidade supina na ordem natural. Tal seria aceitável se houvesse uma vasta base Bíblica para essa interpretação.

 

F. A Igreja Purgante

 

1. Purgatório.

Protestante: “O purgatório não está na Bíblia”.

Resposta:

Normalmente é a afirmação comum.

Bem, as Sagradas Escrituras nos falam implicitamente do Purgatório.

Temos o seguinte:

 

a. II Macabeus:

Quando Judas Macabeus após o seu grande combate em que o lema (dado por Deus) era: Abater o inimigo e não tomar nada das dignidades, dos objetos (Sem saques). Judas então sente que alguns dos seus caíram no combate, porém mais adiante quando começam a recolher os cadáveres e de todos que morreram, percebeu-se que foi porque haviam tomado o proibido. Contudo Judas manda uma oferenda a Jerusalém para que se ofereçam sacrifícios tendo a concepção de que Deus se voltaria para aquele que tinham morrido e tinham dívidas a expurgar, confiando em que Deus os haveria de Perdoar na outra vida. Para entrar no céu deve-se estar totalmente limpo, mas se há ainda manchas é necessário que haja algo que nos limpe. O livro dos Macabeus está na versão dos 70, versão grega e que utilizavam os apóstolos, que já é do tempo apostólico, com a aprovação de Nosso Senhor como livro inspirado.

b. Novo Testamento

Mateus 12:

Nosso Senhor diz: “o que falar contra o Espírito Santo não será perdoado nem nesse século nem no outro”. Parece que Nosso Senhor abre a porta a um lugar onde na outra vida são perdoados certos pecados.

Paulo, I Cor:

“Alguns se salvarão, mas através do fogo”. Como se salvarão através do fogo? Através de uma purificação.

Estes são os três textos das Sagradas Escrituras que assentam a noção implícita desta verdade de fé que é o Purgatório. Por outro lado, é de senso comum saber que uma pessoa que morre com pecados veniais, porém em graça, não pode ir diretamente ao céu. A inteligência nos ensina que seria necessário que as Sagradas Escrituras, ou a Tradição, falasse desse estado intermediário. Para ir ao céu é necessário estar totalmente purificado e esta é uma razão de conveniência, que exista o Purgatório.

Purgatório

Resumo: Bem essa razão de conveniência, baseada no que nos ensina as Sagradas Escrituras e a Tradição é um dogma de fé.

Igreja Católica no Canadá

Conclusão sobre a Igreja: A Igreja Católica foi fundada por Cristo sob o alicerce dos apóstolos cujo chefe máximo é Pedro. Essa estrutura foi transmitida através dos séculos cumprindo as promessas de Cristo de permanecer conosco. A Igreja é a depositária e guardiã da Revelação que nos é transmitida pela palavra dita e escrita (Bíblia). A Igreja foi o modo como Cristo quis agir no mundo através dos tempos e os homens são meros instrumentos de Cristo.

 

IV. Nominações: Não chameis ninguém de Pai, Mestre, Nosso Senhor teve Irmãos…

 

A. Não tenhais ninguém por mestre, pai, senhor

 

Protestante: Mateus 23, 9-11: “E a ninguém chameis de pai sobre a terra, porque um só é vosso Pai, aquele que está nos céus.”

Respostas:

 

1. Qual o sentido do que disse Cristo?

Assim como “não façais imagem e vos prostreis ante elas” estava relacionado com o antecedente “não tenhais outros deuses senão a mim”, não façais imagem, porque senão ireis adorá-las, pois conheço vosso duro coração.

É muito interessante como Nosso Senhor antecede a conclusão “não chameis a ninguém de pai”.

No início do capítulo 23, está cansado e fadigado, sobre as atitudes dos fariseus, que se sentavam nas primeiras cadeiras, gostavam de ser cumprimentados nas praças.

Então, Nosso Senhor disse:

Os escribas e fariseus se sentaram na cátedra de Moisés, na cátedra da verdade, tudo o que lhes mandardes fazei, mas não façais como eles que dizem e não fazem, tomam cargas pesadas e insuportáveis e as põem nas costas das pessoas, mas eles mesmos nem com os dedos querem movê-las, fazem tudo para serem vistos pelos homens… Querem os primeiros postos nos banquetes… Serem saudados nas praças e que os homens os chamem Rabi, Mestre, vós não vos façais chamar Rabi, porque sois todos irmãos, tampouco chameis pai a nenhum de vós sobre a terra, porque um só é vosso Pai o do céu… O maior entre vós seja aquele que serve a todos, quem se elevar será rebaixado e quem se humilhar será exaltado.

Cristo também disse ao Jovem Rico: “Porque me chamais de Mestre bom? Só Deus é bom”.

Nos versículos anteriores descobrimos a causa das palavras de Cristo.

Significariam, por acaso, que a ninguém se deve chamar de Pai, de nenhum modo?

Bem, quando andamos pela rua, dizemos:

– “Senhor, por favor, poderia me dizer a hora?”

Deveríamos então dizer:

– “Ow! Ei! Sujeito!”

Se tomamos absolutamente a declaração de Nosso Senhor seria o que deveríamos fazer.

Mas poderíamos aqui pensar no primeiro analogado, em filosofia. Ou seja: Deus é bom, é o modelo da bondade, bondade que podemos participar em maior ou menor medida. Deus é o Pai de toda criação, paternidade que é participada pela geração dos filhos. O primeiro analogado é o modelo que se toma como referência.

Porém, sejamos literais com a passagem. Os católicos chamam Padre indevidamente a homens.

Chamamos senhor indevidamente.

Chamamos de boa uma pessoa, equivocadamente.

Tanto assim que devemos seguir tudo o que diz as Escrituras literalmente.

– Que belos sapatos você tem! E está com uma mochila belíssima! Bem me parece que num determinado lugar nas Escrituras Nosso Senhor disse algo como: “Não leveis bolsa nem mochila, nem calçado e a ninguém saudeis pelo caminho.” E como é que você está calçado, com uma mochila…

O que fazem os protestantes/evangélicos viajando com mochila. Estão contra a Bíblia.

 

B. Irmãos de Jesus e Maria a “Mulher” das Bodas de Caná.

Protesto: Jesus não foi respeitoso a Maria quando chamou Maria de mulher. Demonstrou que Maria era uma mulher qualquer, sem nada em especial.

Respostas:

Se eu escrevo uma carta a um amigo dizendo: “Estou quebrado!”

Essa frase num contexto futuro ou passado poderia soar estranha do seu significado original. Não podemos interpretar as palavras de uma época com nosso modo de conceber 2000 mil anos depois.

Na linguagem bíblica o termo “irmão” se aplicava aos familiares ou outros que formavam um corpo moral, visto que na língua hebraica não havia a palavra ‘primo’. Como foi o caso dos apóstolos, porque Cristo foi escolhendo-os não da sua casa, e esses que o seguem são seus irmãos, no denominador comum da época.

 

1. Exemplos bíblicos:

a) Termo Irmãos – A mãe de Jesus tinha uma parente que se chamava também Maria, casada com Cleófas.

  • De fato lemos na Bíblia: “Perto da cruz de Jesus, permanecia de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas.”    (João 19,25)
  • Tiago e José eram filhos de Cléofas com a parente de Nossa Senhora, que se chamava Maria.
  • Logicamente Judas era irmão de Tiago. De fato lemos: “Judas, irmão de Tiago” (Judas 1 e Lucas 6,16) todos eles eram primos de Jesus, ou parentes próximos, como Simão pelo mesmo motivo.
  • Há muitos exemplos na Bíblia em que os parentes próximos são chamados de irmãos: “Disse Abraão a Lot: Peço-te que não haja rixas, pois somos irmãos.” (Gênesis 13,8) – Abraão não era irmão de Lot, mas tio.
  • – “Eleazar morreu e não teve filhos, mas filhas e estas se casaram com os filhos de Cis, seus irmãos.” (1 Crônicas 23,22) – As filhas de Eleazar eram primas dos filhos de Cis.
  • – Ver também: (Êxodo 2,11) (Mateus 23,8) (Gênesis 9,6) (Mateus 5,21-22) (1 Coríntios 15,6).

b) Assim também é o caso da palavra “mulher” utilizado por Cristo, sobretudo no momento em que na cruz, no momento solene, em que faz a sua mãe um testamento, legando-a São João (figura nossa).

  • Não se pode tomar essa expressão no sentido dos nossos idiomas. Ela tem sentido próprio do seu.
  • De fato aquela expressão foi usada seis (6) vezes no Antigo Testamento. Ela espera sempre resposta negativa: “não há nada”; uma só vez, ela indica inimizade; as outras vezes, indica que “não há nada” porque estamos de acordo, ou somos amigos. (Cf., para o 1º sentido: (2 Reis 3,13); para o 2º: (2 Sam 16,10; 19, 22); (Juizes 11,12); (1 Reis 17, 18); (2 Crônicas 35,21).

É claro que no caso de Caná, o sentido é de pleno acordo quanto ao fato da providência solicitada, com uma pequena discordância para a oportunidade do mesmo. Daí ter Jesus dito: “a minha hora ainda não chegou”. Mas Ele antecipou a hora, e fez o milagre, atendendo ao intento caritativo de sua Santa Mãe.

Dizem os entendidos da língua aramaica, a que falava Jesus, que o termo tem um sentido respeitoso equivalente a Senhora. Quanto mais na boca de Jesus ao referir-se à sua Santa Mãe! Sobretudo no contexto de Caná e da Cruz, Jesus, o melhor dos Filhos, deve ter-Se dirigido à sua verdadeira e Santa Mãe com acentuado carinho e respeito filiais.

Esse apelativo sugere ainda a lembrança da Mulher da profecia de (Gênesis 3,15), não obstante Jesus não chamá-la de Mãe, pois também Jesus, sendo verdadeiro Deus, costumava chamar-Se a Si mesmo o Filho do homem, realçando a sua condição de Messias ao lado daquela Mulher cuja figura Ele e a sua Mãe estavam dando cumprimento.

Resumo: A questão das palavras é uma questão levantada devido a uma insensatez e falta de reflexão sobre o que disse Jesus, que pode estar também acompanhada de uma ignorância do significado dos termos próprios da época em que foram escritos os Evangelhos. Porém os que receberam o evangelho podiam compreender perfeitamente. Nosso Senhor não nos deixou sozinhos, ele continua, hoje, através da sua Igreja a transmissão do Seu Verbo. A Bíblia é uma manifestação da revelação, mas não é ela toda. Santo Agostinho dizia que não acreditaria nos Evangelhos se a Igreja não dissesse para neles crer. O que ficou claro para nós visto que é A Igreja a única capaz de reconhecer as palavras de seu Divino Esposo.

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