Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

No Segredo de Fátima o termo da « grande conjura histórica »

Arai Daniele

Fonte: Promissio.org

Quem conhece as Sagradas Escrituras entende que a história humana, do livro da Gênese ao do Apocalipse, segue o desenvolvimento de uma conjura metafísica do mal contra o bem, do engano contra a Palavra divina, da perfídia dos poderosos contra o Verbo de Deus.

Como Ele é representado nos tempos cristãos pelo Pontífice, sucessor de Pedro, este passa a ser, ao mesmo tempo, o “obstáculo” contra o engano e o mal em que incorrem os homens e a nova vítima.

É ilustrativo, portanto, que num dos mais completos trabalhos sobre Fátima, do Irmão Michel de la Sainte Trinité da Contra Reforma Católica do Abbé de Nantes: «Toute la Vérité sur Fatima», se trate também do tempo de João XXIII.Para desenvolver o tema era previsto um quarto tomo, cujo primeiro capítulo era; «Le drame de 1960 : Comment ‘l’obstacle’ à l’apostasie a été écarté» (O drama de 1960: como o “obstáculo à apostasia foi “eliminado”).

Abbe de Nantes

Abbe de Nantes com Irmãos da CRC em Roma em direção ao Santo Ofício para apresentar o Liber acusationis contra João Paulo II.

Os outros capítulos seguem esse tempo de ruína católica com o Vaticano II, testemunhado pelas três visitas do Padre de Nantes com o seu grupo em Roma para levar respectivamente em 1969 a Paulo VI, em 1979 e 1989 a João Paulo II, os conhecidos «Liber d’accusation», libelos de acusação por heresia, cisma e escândalo público. Tudo sob o título de «drame de 1960», o ano quando o «Troisième Secret de Fatima serait plus clair», segundo as palavras da Irmã Lúcia ao Cardeal Ottaviani.

Então parecia mais claro que se veria o drama previsto que «Roma perderia a Fé e se tornaria a sede do Anticristo» previsto por Nossa Senhora em La Salette para o nosso tempo já em 1846.

Apesar da dimensão desse perigo, todos parecem evitar a verdade dessa conjura e do desastre que tocaria a Santa Sede. E o quarto livro do Irmão Michel, que deduzia sabiamente essa eliminação do «obstáculo papal», não foi publicado e o seu autor entrou no silêncio de um convento. Mas o desmantelamento completo da defesa da Igreja, iniciado por «infernal coincidência» com o conclave onde foi eleito o modernista filo-mação João XXIII, tornou-se uma espantosa, mas calada realidade. Qual é a causa próxima dessa “epocal” derrocada?

Qual verdadeiro católico pode ignorar que isto se deve à «eliminação» do verdadeiro primeiro defensor da Igreja de Jesus Cristo, que é o Seu Vigário na terra; o verdadeiro papa?

Os fatos históricos que confirmam até hoje essa «conjura metafísica» são inúmeros, embora nem sempre aprofundados e quem sabe porque, obscurecidos e ignorados.

Comecemos pelos primeiros cinqüenta papas que foram martirizados. Os seguintes não foram menos perseguidos e obrigados a defenderem a Fé dos poderes imperiais, até o tempo do triunfo da Cristandade. Mas aí iniciaram perseguições à mesma Verdade religiosa, que foram cada vez mais insidiosas com o aumentar de devastadores cismas e heresias.

E assim chegamos ao tempo das revoluções modernas e a Napoleão que aprisionou e humilhou os papas de seu tempo, Pio VI e Pio VII. O Papado passou a ser visto como um adversário do governo civil revolucionário porque era de obstáculo às alucinantes liberalidades modernas.

Assim chegamos aos tempos de Gregório XVI e de Pio IX (na foto acima) e ao século passado com uma nova forma de perseguição interna numa Igreja vastamente infiltrada pelas forças inimigas.

Trata-se do tempo de papas que foram aberta ou secretamente condenados à morte por forças externas do mundo libertário, comunista ou mação, com a conivência de clérigos que almejavam a «modernização da Fé».

É assim que hoje, diante da visão do Segredo de Fátima, isto é, do massacre do Papa católico junto ao seu inteiro séquito fiel, é o caso de aprofundar os fatos sobre algumas mortes obscuras.

A primeira, extremamente crucial para a Igreja e o mundo, foi a de São Pio X.

O Papa havia dado audiência de manhã ao Secretário de Estado, Cardeal Merry de Val, e tudo parecia normal, mas à tarde este foi chamado de urgência aos aposentos papais pois Pio X estava morrendo e tocava a garganta indicando estar impossibilitado de falar. O diagnóstico oficial da morte súbita foi de pneumonia fulminante! E ficou-se com esta notícia até que anos depois, também o seu fiel Secretário de Estado, Merry del Val, morreu na sala operatória por uma intervenção de menor importância, mas sufocado pela própria prótese dentária!

Que dizer agora do fato que Pio XI teve uma morte repentina depois que publicou uma carta contra o pancristianismo (atual operação ecumenista), o nazismo, o comunismo e a origem desses males que são ideologias apoiadas por potentes lobbys terrenas?

Papa Pio XI

Pio XI

Nessa seqüência de planos para a «eliminação» do papa, derradeiro obstáculo aos poderes mundiais, pode-se duvidar que estes fossem ligados aos renovados planos dos Iluminati da Baviera (sempre os mesmos financiados pelos Rothschild) que planeavam matar Pio XI, contrário aos planos deles.

João Paulo I com Nikodim e o cardeal Willebrands, em 5 de setembro de 1978

João Paulo I com Nikodim e o cardeal Willebrands, em 5 de setembro de 1978

Também convinha a eles a morte de Nikodim, morto envenenado diante de João Paulo I que, justamente 23 dias depois foi provavelmente assassinado porque já estava providenciando bloquear as tramas da P2 no Banco Ambrosiano, embora pessoalmente fosse ele também contaminado pelas tramas do Luterano II: não defendia a Fé, mas as finanças eclesiais.

A estas manobras poderia ser alheio o poder do dinheiro dos Rockefeller, que chegaram a cuidar do Banco Ambrosiano em Roma, no caso do escândalo envolvendo a P2?

Do mesmo modo o atentado contra João Paulo II foi um engano político só com feição religiosa!

As dúvidas sobre estas mortes e certas outras internas ao atual Vaticano são muitas. Mas resta a certeza que se instaurou uma forte perseguição interna à Fé no Vaticano, na qual estão envolvidos diretamente os «papas conciliares». Sim, porque, assim como é certo que toda guerra neste mundo é contra a Palavra de Deus e seus defensores católicos, estes ocupantes da Santa Sé pretendem alterar sistematicamente a Fé com uma nova «consciência de uma nova igreja» que, assim não deve mais converter e menos que todos os judeus, cuja «antiga aliança» justificam a detrimento da Nova e eterna Aliança estabelecida por Jesus para salvar.

Bento XVI

Qual o vírus fatal do filosofar tanto maçônico, como antroposófico, liberal e modernista destes falsos Cristos e falsos profetas? Parece incrível, mas a formação mental destes infelizes corruptores do pensamento no mundo pretende cancelar a separação entre o certo e o errado, entre a Igreja e a sinagoga de Satã, entre o bem e o mal, entre Jesus e Belial.

Haveria que obter a paz entre os opostos para atingir a paz nesta terra, aceitando tudo! Assim, as palavras «conversão», «separação», «apostasia», «juízo», «inferno», que Jesus repetiu na Sua evangelização, deveriam ser adaptadas ou suprimidas. Em suma, a fé na incompatibilidade absoluta entre Fé e heresia, como entre Verdade e falsidade deveriam ser eliminadas; tudo entra na experiência humana e na pluralidade dos fenômenos terrenos, campo do qual não se devem excluir nenhuma religião, mesmo anticristã e o ateísmo, para o qual hoje o Vaticano preparou o «pátio dos gentios»! Deste modo até a carreira papal ficou aberta a todos os desviados inovadores, para a felicidade do mundo apóstata.

O resultado espantoso é o da demolição da Igreja, da moral e da ordem no mundo.

Mas a verdadeira, mais dolorosa e fatal realidade hodierna é a do reconhecimento – da parte de um povo que se professa católico – de tais falsários da Palavra Divina. São honrados como se fossem autênticos pastores católicos enviados por Deus e que portanto podem ensinar o que querem, escreverem livros incríveis e tecerem as maiores traições e se beatificarem entre eles com os maiores aplausos de um mundo religiosamente bestificado pelos próprios clérigos!

João Paulo II

Eis a última perseguição contra as derradeiras defesas de nossa Santa Madre Igreja, que continua vilipendiada e sua vinha do Senhor devastada por endemoniados falsos apóstolos! Estes, em grande parte, não são mais as vítimas da tentação que condenou Adão e Eva, mas estão na pele da serpente que tenta os homens a aceitar «serem como deuses conhecendo o bem e o mal». Não é este o sussurro fatal que procede da declaração de liberdade de consciência e de religião em nome da dignidade e emancipação humana da declaração do Vaticano II?

“Fatos espantosos e horríveis ocorrem na terra: profetas profetizavam mentiras e os sacerdotes os aplaudem com as suas mãos; e meu povo ama essas coisas. Que castigo não virá depois de tudo isto?”(Jr. 5, 30-31).

Que o Coração Imaculado de Nossa Senhora e Mãe interceda em nosso socorro!

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