Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Discernir e resistir ao Anticristo é prova final de fé

Arai Daniele

O católico, espantado pelas repetidas provas da ação do Anticristo neste mundo, em que são aclamados falsos cristos que alteraram a Fé em nome da Igreja de Jesus Cristo, se pergunta qual testemunho prestar. A resposta é dada à mesma luz da Fé nos Evangelhos; vem do Salvador que instou no Seu «Discurso escatológico para que, diante desse sinal do tempo final, não se caísse em engano: “Muitos virão em meu nome e dirão ‘Eu sou o Cristo’ e enganarão a muitos” (Mt. 24, 4-5; Mc. 13, 3-4; Lc. 21, 8). “Surgirão falsos profetas e farão prodígios e maravilhas, ao ponto de, se possível, enganar até os eleitos. Vede que vos preveni de tudo isto” (Mt. 24, 23-24; Mc. 13, 21-23). É portanto grave questão de fé e também de caridade, discernir e testemunhar a presença e a ação do Anticristo para demolir a fé da Igreja e alterar a ordem cristã no mundo.

No sulco do aviso de Jesus os Apóstolos e Evangelistas escreveram sobre esse engano presente numa realidade de aparente continuidade religiosa, mas de verdadeira oposição e ruptura com o único Evangelho de Jesus Cristo. O « Anti » que aparece nas Epístolas de São João, já pertencia à Tradição quando este Apóstolo falou disso em suas cartas: «Filhinhos, na última hora, como tendes ouvido, chegará o Anticristo; mas já agora muitos se tornaram anticristos… De nós saíram, mas não eram dos nossos. Quem é o falsário, senão quem nega que Jesus seja o Cristo? Esse é o Anticristo. Todo o que nega o Pai e o Filho, esse é o Anticristo» (I, 2, 18-23)…

«Caríssimos, não creiais em qualquer espírito, antes examinai se são de Deus, porque muitos falsos profetas surgem no mundo… todo espírito que não confesse a Jesus, esse não é de Deus, é do Anticristo, de quem ouvistes que está para vir, mas que se encontra já no mundo».Na II Epístola (v. 7): «Agora surgiram no mundo muitos sedutores, que não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este é o sedutor e o Anticristo».

Ora, não parece que os chefes conciliares hoje neguem que Jesus seja o Cristo. É um fato, porém, que aceitam e abraçam quem nega Jesus Cristo e que fora da Sua Igreja não há salvação.

Aliás, nem este dogma parecem negar, porque consideram uma super igreja aberta ao mundo das religiões, onde todos se salvam, confessem ou não o Pai e o Filho que veio em carne.

Anticristo

O engano se manifesta, portanto, mais que tudo numa falaz duplicidade religiosa.

São João descreve, no Apocalipse, a dupla espécie de anticristo, com o nome de primeira e segunda Besta. A caracterização de cada uma das Bestas se dá no cap.13.

A primeira é a que sai do mar, e lhe foi dado fazer guerra aos santos e vencê-los.

A segunda emerge da terra e tem dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, mas cuja linguagem é a do Dragão.

A chave da sedução está nestas palavras do Apocalipse aplicadas a segunda Besta: “tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, mas falava como o Dragão” (13, 11). Comenta Lacunza: “Os dois chifres denotam a força da potestade espiritual; potência mansa e pacífica que goza de amor e confiança dos povos e, por isso é infinitamente mais poderosa que a primeira Besta.

Através do mais sórdido engano a duplicidade da Besta vai ser introduzida na Sede da Verdade.

«São Paulo descreve o Anticristo «homem da iniquidade e filho da perdição, que se opõe e vai contra tudo o que se disse Deus ou é adorado, até sentar-se no Templo de Deus» (II Ts. 2, 4).

O católico tem o dever de, a partir do primeiro sinal que descerra enganos sem precedentes na Fé, detectar quem é portador do vírus letal injetado na mais alta Sé da Verdade.

Tais enganos nem sempre transparecem das palavras, mas nas deturpações sacrílegas da Fé que ocorrem desde há meio século e podem ser resumidas como libertação das consciência diante da Lei de Deus: estas teriam o «direito» de escolher a própria religião e portanto «verdade».

O duplo engano implica a liberdade, de um lado de quem propõe a nova doutrina tentadora da «liberdade religiosa» em nome da Verdade; de outro das multidões que aplaudem tais profetas e aceitam até a justificação do vodu por João Paulo II e o reconhecimento blasfemo que os judeus não precisam de Jesus Cristo para se salvar. Tudo segundo o engano da «redenção universal» do «cristão adulto» que «dispensa» todos da conversão à Fé. Desse modo, que cada um manifeste a sua própria religiosidade e culto humano, como ocorre no espírito de encontro das «religiões do mundo» para a falsa paz de Assis! É a falsidade de uma fé humana subjetivista.

Assis 1986

Eis o apostolado «perfeitamente» adverso ao verdadeiro, inspirado pelo Espírito Santo.

Da percepção atualizada do Anticristo no nosso mundo ocupa-se o nosso livro «Segredo de Fátima ou perfídia em Roma» tratando dos sinais evangélicos que de recente passaram a ser parte da conjuntura atual e desde o Vaticano 2 condicionam os eventos históricos presentes.

Como se viu, já constavam da Revelação e faltava somente conhecer a sua hora.

Cremos que a terceira parte do Segredo de Fátima foi dada para assinalar esse momento crucial que a história atual registrou. De fato, há uma notável “coincidência providencial” entre a data inicial da emblemática demolição eclesial e o subsequente “conclave” que elegeu João XXIII. Ele é quem, em 1960, já havia aberto a Igreja à todo engano e apostasia. E isto depois de censurar a descrição do que foi a “liquidação” do papa católico com os seus fiéis seguidores, como no “Terceiro Segredo de Fátima” é mostrado e seria “mais claro” então.

Todavia, contra esse discernimento insurge também um decadente aparato clerical com a parca objeção que as aparições marianas de nossa era são apenas revelações privadas.

Podiam negar que se um aviso celeste antecipa a data de fatos realizados na história do mundo e da Igreja com isto prova a sua origem profética? Por exemplo: mesmo quem duvida do valor da Mensagem de Fátima de 1917 pode negar que este «aviso» foi dado na vigília da revolução que difundiria no mundo os «erros da Rússia»? Eis um evento público e mundial por nada privado, assim como não o é a «liquidação virtual» do Papado católico pouco antes de 1960, mais claro com a eleição dos «papas» modernistas, autênticos vigários da mentalidade maçônica.

Não havia que discernir nisto um verdadeiro atentado para a penetração do Anticristo?

É verdade que esta conclusão aqui é posta como tese a verificar à luz do que nos foi ensinado sobre a elevação máxima do poder de um anticristo no fim dos tempos. Mas podemos ignorar ao invés de agradecer a divina Providência que nos avisa de tal realidade extremamente falaz, que vai revelar-se na obra de demolição da Doutrina evangélica, única dada por Cristo?

Na dúvida sobre a importância do aviso, erros e heresias das falsas autoridades são acolhidos pela multidão devido ao insuperável poder de sedução de clérigos revestidos do carisma de pontífices de uma fé universal. Assim, um inteiro povo é levado a amar alegres imposturas, embora a prova da presença de anticristos está ao alcance de todo católico. Mas quantos são os que hoje não querem saber em que esses clérigos alteram a Fé? Uma massa humana sem fim!

Um exemplo. Em 1988 o Arcebispo Lefebvre escreveu, repetindo o que já diversos católicos testemunhavam, que havia anticristos no Vaticano. Era a razão porque consagrou quatro bispos.

Mas o que fazem hoje estes diante dessa alarmante presença contra a preservação da Fé?

Tratam com eles para uma convivência possível, como se a presença do espírito anticrístico em Roma fosse uma questão de somenos e perfeitamente superável com uns encontros diplomáticos!

Na verdade, o antagonismo perpétuo entre Satã e Cristo faz-se especialmente virulento com o disfarce da manifestação do Anticristo e de seu instrumento satânico cujo veneno fatal será a sedução de um super apóstata que, entronizado na Sede de São Pedro, pretenderá suplantar Jesus Cristo em bondade, prudência e universal sabedoria.

Pode parecer inacreditável tanta iniqüidade em pessoas de posição consagrada como seja a dos grandes prelados que, com uma máscara de piedade sublimada pelos elogios conferidos pela grande comunicação social, cancelam nos fiéis em geral a visão que distingue entre verdadeiros e falsos profetas. “O Anticristo não será conhecido em quanto talpois, do contrário, não teria seguidores”… “Deve-se descrevê-lo, ao contrário, como um anjo e como guia deste mundo, cuja mensagem consiste em dizer-nos que não existe nenhum outro mundo além deste. Foi-nos dito que inclusive enganaria aos eleitos; ora, com a imagem grotesca que nos é dada, seguramente, não poderia enganar os eleitos. Apresentar-se-á, pois, como um grande amigo dos homens. Falará de paz, bem-estar e de abundância, não como meios para ir a Deus, mas como um fim em si. Será tolerante, indiferente quanto ao justo e ao injusto, a verdade e o erro. Apelará para a religião para destruí-la. Dirá que Cristo foi o maior dos homens que já existiu… Terá todos os sinais e marcas da Igreja, mas privados de seu conteúdo divino e salvífico”.

Isto dizia Mons. Fulton Sheen que, porém, também reconheceu e aderiu aos «papas conciliares»!

Os mesmos com que os bispos da Fraternidade de Mons. Lefebvre querem tratar!

Isto já dá uma idéia para discernir o nível intolerável do engano que o mundo vive no olvido da advertência de Nosso Senhor: “Muitos virão em meu nome e dirão ‘Eu sou o Cristo’ e enganarão a muitos… falsos profetas que farão prodígios e maravilhas, ao ponto de, se possível, enganar até os eleitos. Vede que vos preveni de tudo isto”.

Passemos então ao testemunho católico – do horror à presença do Anticristo. Vejamos o autor W. J. Strojie, citado pelo prof. Tello Corralizza (v. nosso livro acima citado). «Com este autor, chegamos ao ponto culminante do multissecular processo exegético do tema que nos ocupa. Este católico secular norte-americano (R.I.P.), que residia em Lebanon (Oregon), à luz do terremoto do Vaticano II e da crise eclesial, sem precedentes, que é sua seqüela, começou a escrever e a distribuir com freqüência entre amigos e conhecidos cartas (newsletters) contendo reflexões e chegando a conclusões sobre os temas que estamos tratando. Uma, escrita em 1976, foi publicada em alemão, na revista Einsicht VII (2) Julho de 1978, sob o título: «Falsacher Papst und Antichrist», isto é, «Falso Papa e Anticristo». O autor, sem o menor alarde bibliográfico, se vale do raciocínio, baseado nos textos bíblicos, ajudado por uma excelente formação doutrinal católica. Ele foi, talvez, o primeiro a pegar o touro pelos chifres… “Demonstrei– disse – que não só vivemos uma vacância da Santa Sé (isto já estava demonstrado vários anos antes), mas também nos encontramos na presença de uma ação corruptora no trono de Pedro. Trata-se de uma presença inimiga de Cristo, que não é outra que a do Anticristo”. Cita os textos de São João, em suas epístolas, em que fala de muitos Anticristos… Previu um tempo em que a oposição a Cristo alcançaria sua Perfeição na Imperfeição e, certamente, concentrada em um único homem. São Paulo fala dele como o Homem do pecado e o Filho da perdição, que surgiria dentre nós no tempo final. Após uma breve enumeração dos maiores e mais horríveis crimes cometidos na história da humanidade, pergunta se é possível que um homem só possa superar os pecados dos maiores criminosos do passado. Sua resposta é afirmativa, e raciocina.“O homem do pecado, só pode merecer essa denominação a título de seu ofício singular, que lhe permite a possibilidade de consumar o maior mal espiritual possível. A ordem espiritual é muito mais excelente que a carnal; por isso, os pecados contra o Espírito Santo são muito mais graves que os que se cometem contra o corpo, contra o Direito natural ou contra a ordem temporal. Segundo a doutrina católica, a ruína de uma só alma é mais significativa que a destruição do universo. Não pode, portanto, tratar-se simplesmente, de um homem extraordinariamente malvado… Esta pessoa deve ser única quanto ao ofício espiritual que desempenha. A Desolação na Cidade santa. Quem pode, portanto, em seu mais estrito sentido teológico, exercer o ofício de um Anticristo? Só pode tratar-se de alguém que se oponha eficazmente aos Vigários de Cristo precedentes… assim como ao verdadeiro culto de Deus, pela supressão do Sacrifício perpétuo. Com outras palavras, só pode se tratar de alguém que possa, juridicamente, fazer oposição a Cristo, Cabeça invisível da Igreja; de alguém que, em virtude de seu ofício usurpado, seja o único capaz de levar a cabo a Desolação na Cidade Santa. O sentido espiritual da Escritura. Quem poderia – pergunta-se –, como pessoa particular, instalar-se na Cidade santa e mudar todas as leis, como se fosse Deus? Deixemos de lado a letra que mata. Muitos eruditos e um número maior de idiotas tentaram identificar algum político, perseguidor ou tirano ao Anticristo. São João o identifica com a cifra 666, símbolo da Perfeição na imperfeição. Conhecido é que, na Bíblia, o número 7 significa a perfeição, assim como o 6 a imperfeição… A expressão «Perfeição na Imperfeição» é precisa e significa o conjunto de todas as condições, que se devem cumprir para que esse número encontre seu cumprimento. E não se pode esquecer que seu significado é inequívoco, com o fim de que em toda época pudesse ser entendido. A descrição ou identificação simbólica do Anticristo deve ser exata pois são numerosos os homens profundamente perversos que no transcurso da história foram reputados falsamente como anticristos, por não ter em conta a univocidade do simbolismo dessa cifra; da máxima iniqüidade ou maldade. A Perfeição na Imperfeição, que São João profetizou, se realiza em um único homem… E isto deve entender-se no sentido de que a máxima iniqüidade se encontrará em um homem, o que só é possível se ele estiver situado na mais alta esfera. Para conseguir tal perfeição e infectar a todo o mundo é necessário um homem investido da mais alta dignidade de um ofício espiritual. Em seguida, lança a seguinte pergunta: Poderia alguém imaginar um homem investido de um cargo, que pudesse causar uma ruína espiritual e moral maior que um Papa? Ou de outro modo: Poderiam as forças e potências unidas do mundo causar um desastre espiritual tal, como o que hoje vivemos… produzido por um só homem, detentor do Poder espiritual supremo? Duplicidade, mentira, armas de Satanás. A maldade perfeita devia progredir e se expandir com o engano, não com a violência, que é o meio comum para executar a maldade na esfera mundana. As Lojas de nossos antigos inimigos se propuseram o objetivo de corromper a massa dos católicos e anular toda a resistência. «Dai-nos só o mindinho papal – é o Plano da Alta Venda – e teremos em mãos toda a Cristandade».

Anti-papa

«A mais alta traição é a outra condição para que se cumpra a ‘Perfeição na Imperfeição’, própria do Anticristo. Tal iniqüidade consiste na negação plena e oficial de Cristo, da parte de um homem que foi eleito como seu Vigário na terra. É o ato mais ‘perfeito’ de perversidade de que é capaz um homem. A Negação de Cristo por parte de outro homem qualquer, não poderia atingir essa categoria de perfeição na maldade. Essa traição só pode ser perpetrada por alguém que tenha sido eleito, justamente, como Vigário de Cristo, mas que se revolte contra Ele com insolência satânica, atuando como Vigário do Dragão. Jamais, nenhum Papa, no transcurso da história, cometeu este supremo grau de traição. Jamais se deu algo que seja comparável com a completa e total revolução [da alienação] realizada por MONTINI. Os inimigos externos seculares da Igreja, jamais puderam conseguir o que em tão pouco tempo realizou Montini-Paulo VI. Os anti-papas, que houve na Igreja, jamais ousaram tocar a Fé, nem a Disciplina… Devo acrescentar que o Sr. Strojie, em sua carta num. 79 (Março de 1985) «The Operation of Error»,estende a Wojtyla o título de Anticristo. Isto não tem nada de estranho, nem implica a menor contradição; já que o Anticristo pessoal, dada a condição da natureza humana, é mortal, caduco; não como o Anticristo, Corpo social, cuja sobrevivência, baseada na identidade de um propósito muito concreto, é indefinida. Como Corpo social atuava já segundo se repetiu – desde os tempos apostólicos e segue atuando, sem a menor dúvida, já que a segunda Besta – o elemento hierárquico – está a serviço da primeira Besta ou Corpo social, como se afirma taxativamente no Apocalipse 13… O Evangelho fala de falsos Cristos e falsos profetas, assim como S. João, em suas cartas. Isto designaria os membros proeminentes do Corpo social da primeira Besta. Mas a primeira Besta, segundo foi dito, precisa de outro instrumento, ainda mais eficaz para consumar plenamente o seu propósito; assim se forma a segunda Besta: outro Corpo social subordinado, o Clero católico, ou melhor, o suposto Clero católico, insuperável para exercer a sedução. A tática da infiltração foi praticada pela primeira Besta, já desde os primórdios; mas sem aperfeiçoá-la até o primeiro terço do Século XIX. Na Instrução da Alta Venda, aconselha-se a infiltração pelo baixo Clero para continuar até os vértices. Nubius escreve, em 1824: «Devemos chegar ao triunfo da idéia da revolução por meio de um Papa… Para quebrar a rocha de Pedro… com um Papa assim, (revolucionário infiltrado) teríamos o mindinho do sucessor de Pedro engajado no complot; e este mindinho valeria mais para nossa causa que todos os Urbanos e Bernardos da Cristandade)».

«Assim foram expostas as acepções de “Anticristo”… É um coletivo e também um indivíduo que, para melhor seduzir, encarna em si o duplo significado do prefixo “Anti”, como suposto Vigário de Cristo e supremo traidor» TTC.

João Paulo II

O engano máximo consiste, pois, em que inumeráveis consciências, que foram formadas como cristãs, não só deixaram de viver a única Fé de Jesus Cristo, mas passaram a acolher como boa e virtuosa a obra demolidora e sacrílega de profetas conciliares que, de João 23 a Bento XVI, põem a Doutrina da Sua Aliança eterna ao lado de outras. Estes, por este ato de “compreensão e diálogo”, seriam merecedores de uma, tanto súbita quanto apoteótica, mas sacrílega beatificação. Como a de João Paulo 2. Porque sacrílega? Porque coloca o culto do homem ídolo a par ou no lugar do culto a Deus. O horror à presença do Anticristo é ignorado ou abolido.

Isto foi profetizado para esses nossos tempos finais. Só faltavam os nomes dos falsos cristos conciliares que – note-se esta evidência gritante – justificaram e aliaram-se aos judeus que repudiaram e desde então repudiam obstinadamente Jesus Cristo: prova do que seja a obra de sinal anticristo já conhecida e descrita pelos Apóstolos desde o começo.

Pode ser outro o último sinal precursor da segunda vinda de Cristo? O Anticristo pretende ser a réplica de Cristo, portanto não será reconhecido pelo que é, a não ser por um pequeno número de fiéis, capazes de reconhecer este personagem justamente pelo seu fatal poder de sedução.

Atenção, porém. Hoje pode-se reconhecer que historicamente o poder anticristo, isto é o de «vigário do sedutor» passou a ser coletivo, além de individual; para seduzir melhor, encarna em si o duplo significado do prefixo “Anti”, como suposto Vigário de Cristo. Deste modo, dispõe de uma grande organização clerical a seu serviço que vai combater o resto que denuncia a sua presença. É a realidade atual de clérigos que declaram a legitimidade de um «papa herege» e, de suas posições influentes em pequenos grupos até de tradicionalistas, atacam com rancor os assim chamados sedevacantistas! Conhecem a verdade sobre a ação destruidora da Fé desses «papas», pelo menos dúbios, mas contra essa verdade levantam a objeção anti-cristã e anti-canônica da perigosa e imprudente inconveniência de declará-lo de público.

Eis como o engano se difunde também pela cumplicidade passiva desses infelizes e se torna real como previsto por Jesus advertindo Seus fiéis no testemunho da verdade: «Vos matarão convencidos de prestar culto a Deus!» (Jo 16, 2).

Eis a perseguição final do Anticristo que, recrutando a mesma aparente fidelidade em nome do catolicismo e até da Tradição, reduzirá a um resto os últimos fiéis que repudiam o culto do homem, encarnado por quem galgou o Trono da Verdade no Templo de Deus, coroado pontífice conciliar para a falsa paz num mundo degenerado.

Que ninguém se engane sobre os termos da prova final de fé a que todos estamos submetidos segundo a advertência de Nosso Senhor Jesus Cristo. Estes termos são o do reconhecimento – apesar da potência máxima de engano – que o poder anticrístico de aparência pontifical ocupa o vértice da Igreja! É caridade cristã, como ensinaram todos os santos, denunciar a presença do lobo no redil, afim de que não devore os cordeiros. Isto apesar dos inevitáveis riscos de luta.

Só na má fé se pode desconhecer a necessidade de enfrentar a verdade sobre o engano do maior inimigo da Fé! Só uma fé apodrecida pode ignorar que este testemunho é a prova final da Fé de cada um, porque é a Fé que ama a verdade acima de toda aparência. Só ela pode agradar a Deus e salvar em nome do Filho crucificado no testemunho da Verdade.

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