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COMO FUNCIONA O «MAGISTÉRIO» DO ANTICRISTO

Arai Daniele
Ratzinger

Imagem de Radio Cristiandad (http://radiocristiandad.wordpress.com/)

A evidente comprovada ruptura do «magistério conciliar» com a Tradição e, por conseguinte, com o Magistério Católico, levantou desde o início uma justa resistência. Essa continua hoje, mas sofre de grave contaminação, pois nela se continua a aceitar autoridades com conceitos anti-magistrais inoculados pelo espírito inimigo de um «magistério» de aparência cristã.
Aqui vamos apontar como isto se verifica, por exemplo, com o SPES [Seminário Permanente de Estudos Sócio-Políticos São Tomás De Aquino, hoje retirado] na sua posição com respeito aos papas conciliares.
Na sua última defesa contra as diversas críticas à sua postura com respeito aos «papas» de João 23 ao atual Bento XVI, mas em particular a este último campeão da doutrina do Vaticano II, negam abertamente todo grau de obediência ao magistério conciliar, ao qual opõem resistência que proclamam total. Muito bem, mas essa resistência não é tão total se aceitam que seus promotores mantênham autoridade legítima para fazê-lo, não em recônditas paragens de países outrora católicos, mas de modo universal e incontestável pelo mundo afora; com título e em vestes apostólicos. Em que se baseia tal spes (esperança) de resistência? No Magistério e na Lei da Igreja? Não exatamente, mas na interpretação de algumas palavras de São Roberto Bellarmino, na posição de Mgr Marcel Lefebvre e no livro recente do P. Calderón, inserido na FSSPX atual. Uma «resistência» baseada em interpretações pessoais!

Repetem de São Roberto o seguinte:

“Tanto quanto se está autorizado a resistir a um Papa que cometa uma agressão física, é permitido resistir-lhe se fizer mal às almas ou perturbar a sociedade e, com mais forte razão ainda, se procurar destruir a Igreja. É permitido, digo, opor-se a ele não cumprindo suas ordens e impedindo que sua vontade se realize. Não é lícito, porém, julgá-lo, impor-lhe uma punição, nem depô-lo, pois estes são atos próprios de um superior” (De Romano Pontifice, livro II, cap. 29).

Podemos com isto colocar, sucintamente, algumas questões essenciais:

1) Onde e se seria possível que São Roberto incluísse nessa frase um ataque desse papa diretamente à Fé? Se ele o fizesse iria não só contra todo o Magistério e a Lei da Igreja, mas estaria em contradição consigo mesmo. O papa poderia incorrer por ignorância ou fraqueza numa política contrária à defesa da Fé – isto aconteceu na história da Igreja – mas querer a sua destruição não é absolutamente a mesma coisa. Nisto incorreria, como clérigo, nas medidas previstas na Lei da Igreja, pela qual ninguém em nenhum cargo está acima da Fé, pela qual receberam autoridade.

2) A pergunta na ordem lógica, que não se aplica portanto à frase de São Roberto, é se a questão concerne a legitimidade desse «papa». Isto porque poderia tratar-se também de um anti-papa, que foram muitos e até importantes na história da Igreja. A questão dita do «sedevacantismo» se ocupa disto e é ilógico contestá-lo partindo do respeito ao «papa atual». Justamente pelo respeito a esse cargo de representação de Cristo o católico não pode aceitar que quem professa e ensina um magistério em ruptura com o Evangelho seja um verdadeiro Vigário enviado por Jesus Cristo.

3) Talvez o mais grave dessa posição confusa, mas proclamada, seja ignorar que existe uma Lei da Igreja aplicável nessa situação de uma falsa autoridade que com o engano e obscuras cumplicidades tenha atingido o vértice da Igreja. Estaria o Corpo Místico de Cristo, constituído divinamente perfeito, privado dessa defesa? Isto é falso e esta suposta «falta de lei» só poderia favorecer a escalada do Anticristo na Igreja.

4) Continuar a invocar a posição de Mgr Lefebvre para enfrentar a situação da falsa autoridade presente é outra grave ilusão. Qual posição? A que indicava a presença de anticristos no Vaticano, depois de se ter entrevistado com o card. Ratzinger? Ou a posição de tratativa para a obtenção de uma «prelazia especial», que não se afasta muito do que tantos clérigos oportunistas fizeram desde então? O fato é, e pode-se pensar seriamente, que o ilustre prelado não aceitaria hoje Bento 16, que não tem noção alguma de verdade, como explicou.

Enfim, o livro do p. Calderón: será preciso lê-lo para saber qual deve ser a atitude do católico diante da demolição da Fé na Igreja da parte de clérigos modernistas que foram eleitos com engano «papas»? Se esse livro continua a incidir nas confusões acima, como é de supor, então é tempo perdido. Pior, é continuar enredados pelo «magistério do espírito anticrístico».
Reconheçamos em que processo esse se baseia para funcionar. E que tenha funcionado bem no mal que obteve não há a menor dúvida.
Trata-se do processo de divisão. Cada grupo e cada um tem a sua própria solução para a desastrosa conjuntura presente, deixando de lado o Magistério e a Lei da Igreja, que são únicos sob a mesma autoridade católica apostólica romana. Mas se é justamente a falta dessa que causa essa divisão, o que se pretende ainda discutir? Em todo o caso fica aqui a pergunta final: quando Bento 16 for chamado ao Tribunal de Deus, esses tradicionalistas vão aceitar de novo um «papa» para continuar o «magistério conciliar» que deve ser recusado totalmente?
Como se vê há um grave problema para a consciência católica que só se resolve na ordem da Caridade, que se funda na Verdade desde sempre ensinada. Por ela Nosso Senhor morreu crucificado. Por falta dela o Seu Corpo Místico hoje volta a ser sacrificado por quem se proclama cristão.

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