Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A «TRAMA» do ANTICRISTO e de seus ANTICRISTOS no VATICANO

Arai Daniele

Somos acusados de repetir, e cada vez com mais insistência, avisos sobre a presença do Anticristo na vida do mundo e em especial do Vaticano.

Nossa resposta é simples: desculpem nosso grave atraso!

De fato, já desde os anos sessenta alguns doutos católicos tocaram neste tema arrepiante, deveras confundido por protestantes e «fundamentalistas» de todo gênero que, seguindo Lutero, viam no Papa de Roma um anticristo.

Ironicamente, foi João Paulo 2 a confirmar essa visão declarando sem hesitar a «profunda religiosidade de Lutero». Não só, mas deixando clara sua idéia ao visitar o templo luterano de Roma e encontros afins.

João Paulo II no Templo LuteranoBento XVI no templo Luterano

Reverencia ao Altar Luterano por Bento XVI

Aliás, isto é repetido a dedo pelo sucessor, o ultra luterano Bento 16, que já havia preparado na qualidade de Prefeito para a Doutrina da Fé conciliar uma tese de aspecto «católico» sobre a justificação protestante, o que confirma a sua«hermenêutica de continuidade na inversão conciliar».

A idéia de Lutero da justificação só pela fé, sem a vontade de operar segundo a lei divina, abalou o mundo cristão. Hoje, a idéia de Wojtyla e asseclas de redenção universal pela qual todos, mesmo sem a fé, estão justificados pela própria dignidade humana – dignidade que consistiria em ignorar a infinita superioridade da Justiça divina e conseqüente necessidade da Sua Lei – é engano ainda mais nefasto: suscita a idéia de um mundo descristianizado mas, automaticamente justificado! Salta assim a motivação da responsabilidade humana: não só da mais simples, para com o próximo, mas da mais alta, para tentar corresponder ao Sacrifício Redentor.

Não é emblemático que este tenha sido banalizado no mundo conciliar?

Assim, estes pastores conciliares demonstram ser os «ultras» paramentados de um luteranismo ainda mais desviado. Tanto assim que consta, de parte dos luteranos da gema, terem declinado do convite para estarem presentes nas abomináveis reuniões das «grandes religiões de Assis».

Demais é demais! Esta vergonha, além da tal invenção conciliar de que há salvação pela boa vontade, é inconcebível. Sem obras, sim, mas sem a fé?

Coisa de anticristos modernistas que já São Pio X no seu tempo constatou ter escandalizado até alguns pastores! “O erro que se quer difundir nos nossos dias, é bem mais nefasto que aquele dos tempos de Lutero, porque visa diretamente à destruição, não só da Igreja, mas do Cristianismo, razão porque há lugares em que os próprios protestantes criaram uma comissão de vigilância que, há pouco tempo, depôs um pastor indiciado de Modernismo” (Segredo de Fátima ou Perfídia em Roma? p. 102).

A fatal alienação «conciliar» do Sacrifício perpétuo!

«A questão central da Religião é o Culto agradável a Deus. Este se realiza de modo supremo no Santo Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo na Comunhão dos Santos, que é a Igreja Católica Apostólica e Romana.

Pelo Evangelho se conhece a disposição que se forma na consciência de quem não aceita Jesus; dispõe-se ao grande engano de acolher “outros” Cristos e outro culto. É o engodo manifestado sob o sinal do “Anticristo” sob o qual despontam as figuras mais estranhas de guias e chefes que seguem a longa história do messianismo hebraico. Compreende-se então que estes são reconhecíveis segundo a indicação apocalíptica do 666, do culto a um falso messias e seus vigários: concerne um “nome de homem”.

E visto que a manifestação final dos “falsos Cristos e falsos profetas” – da qual falou Jesus – ocorrerá coberta pela neblina dos maiores enganos da História, pergunta-se: poderá aparecer vestido e honrado como papa?

Muitos hoje reagem indignados: impossível! Seria o triunfo das portas do inferno, que Jesus afirmou jamais prevaleceriam! Mas estão indignados às avessas porque para uma resposta católica séria haveria que discernir: – não prevaleceriam porque os católicos estariam vigilantes para não cair nos mais graves enganos? Ou prevaleceriam porque o engano concernente à ocupação da Sé de São Pedro seria justamente a «mágica» «impossível» (vide as divagações do prof. Nougué) que só ossedevacantistas e por acaso os Papas desde Paulo IV e São Pio V até Pio XII, poderiam ter imaginado?

Pois bem, é possível por um tempo e na medida em que um «conclave humano» pode falhar. Nunca a Igreja afirmou que o resultado de seus conclaves fossem em princípio previamente infalíveis. Pelo contrário, o Papa Paulo IV infalivelmente definiu que se tal falha se der, mesmo com a unanimidade dos cardeais e o eleito demonstrar-se após – não importa quanto tempo – desviado da Fé, deve-se considerar esse conclave nulo.

Note-se que este grande Papa trata da eleição nula devido à impossibilidade do desviado receber diretamente de Deus a representação da Jesus Cristo na chefia da Igreja; ser o Vigário de Deus no mundo! Se isto fosse possível, ai então as portas do inferno teriam prevalecido na e contra a Igreja de Deus.

Evidentemente, sobre o fato que um conclave de homens possa falhar, nem seria preciso uma bula papal para afirmá-lo; é fato óbvio e hoje ululante.

Agora, visto que a mágica dos enganos relativos à eleição papal hoje atinge um nível paradoxal, que naturalmente ignora as verdadeiras razões da Fé, vamos aqui recorrer ao testemunho episcopal de Mgr Marcel Lefebvre.

Bilhete de Mons. Lefebvre à Arai Daniele

“Se não me engano, o seu desejo seria que nós denunciemos o próprio Papa. Ele bem o merece. Eu conto rever longamente Mgr Antonio de Castro Mayer a este respeito… É certamente uma grave decisão a tomar, mas a situação é cada vez mais desastrosa. O Papa é um revolucionário em capa e mitra. Ele sustem a liberdade religiosa, o ecumenismo, os cultos do homem, o socialismo, etc. quanto os programas maçônicos, mas destruidores da Igreja.”  

O Bispo passou anos se debatendo se deveria ou não denunciar o «papa» que não sendo católico não era papa. O fez em surdina, mas disso falou com alguns e até escreveu, como se pode ler na declaração de resposta aqui publicada…

Pagina 1 Mons. Lefebvre

Pagina 1

Pagina 2 Mons. Marcel Lefebvre

Pagina 2

pagina 3 Mons. Marcel Lefebvre

Pagina 3

“A propósito de decisões futuras sobre … – as necessidades do povo fiel… – A situação do Papado desde João XXIII e sucessores… Eles fundaram uma Igreja conciliar nova… (fim da 2ª pg.: “Esta Igreja é ainda apostólica e católica? Até qual aberração o Papa pode chegar permanecendo ainda católico? (início da 3ª pg,: “Sem ter, talvez, chegado ao sedevacantismo, não devemos nós pôr-nos a questão: Devemos ainda considerar o Papa como católico? E se ele não é mais católico, devemos nós considerar-nos sempre ligados pelos laços de uma obediência que nos conduz a trair a Igreja e cooperar para o seu desaparecimento? …

3º… Sem entrar nas conseqüências do Papa herético e cismático que levam a discussões teóricas sem fim, não podemos nós e não devemos nós em consciência afirmar hoje que a promulgação do novo direito, que afirma claramente a nova Igreja, e depois dos atos e declarações escandalosas concernentes ele mesmo, que o Papa João Paulo II não é católico”

Seguiram declarações públicas juntamente com Dom Mayer da não catolicidade do Vaticano 2 e dos promotores de suas heresias. Quem quiser ignorar isto, não poderá, porém, ignorar que a consagração dos seus 4 bispos tinha por razão a presença dos anticristos no Vaticano.

Não poderiam ignorar nem negar esta afirmação, mas hoje não só a ignoram, mas censuram as palavras pronunciadas e escritas a propósito pelo Arcebispo. Sim, Hoje os chefes da FSSPX censuram também os padres e editores que querem publicar as verdades ditas de modo incompleto pelo Fundador! Pudera, estão em tratativas cerradas com os anticristos!

Todavia, A maldição ecumenista remonta ao agnosticismo e ao panteísmo, que pode ser lido nas páginas do livro de J. Ratzinger, quando fala da insensatez de ir adorar para a reparação na Igreja do Sacrifício.

Mas se justamente todo o problema do mal e do pecado original está na recusa da reparação de uma culpa infinita, que só pode ser satisfeita através do Sacrifício de Jesus! Nisto Ratzinger nega o dogma da Redenção, idéia da qual o homem deve libertar-se, segundo o gnosticismo modernista do mundo emancipado que vê Jesus, o Cristo cósmico, como o aliado nessa libertação da dignidade humana de um deus tirano!

Conclusão pendente: Atenção à maldição eterna dos que recusam N. S. Jesus Cristo, precedida pela maldição dos que se dizem ungidos para pregar, mas não pregam N. S. Jesus Cristo como único Salvador.

Esta é a pregação ecumenista do Vaticano II na mesma Sede de São Pedro! É a hipocrisia que deve fazer que os fiéis gritem, ululem, como dizia o Profeta! Porque é assim que, sob a Cúpula de São Pedro, agora Ratzinger, para comemorar os 25 anos da abominação de Assis convocada pelo seu predecessor João Paulo 2, quer repeti-la, na completa alteração das palavras de São Pedro, quando inspirado pelo Espírito Santo, proclamando que não há salvação fora do santo Nome de Jesus, converteu milhares de Judeus.

J. Ratzinger funda a sua falsa «hermenêutica da continuidade» na nova recusa da verdadeira justificação que passa pelo Sacrifício divino. É a justificação implícita na velha Missa protestante aggiornata pelo NOM; é a «maldição» inculcada sob a aparente autoridade do Vaticano 2 conciliar.

Mas o que entende a atual FSSPX e seus clientes desta fatal abominação doutrinal? Basta ver as notícias para entender pelas palavras de mons. Fellay que as suas preocupações são bem outras e alheias às intenções de mons. Lefebvre quando consagrou a ele e aos demais bispos.

Nossa posição? Desde que foi publicamente dito e provado por Bispos que os anticristos estão no Vaticano, somos obrigados como católicos a repeti-lo dos telhados, a tempo oportuno e inoportuno. É a Caridade na Verdade, a fim de que o engano não prevaleça na mente de multidões confusas.

Por isto, desculpem o nosso atraso datado pelo menos de 1983 e que se estendeu até 1986, à espera de uma pública declaração episcopal. Nele não devemos e não queremos reincidir em vista das divisões e canseiras, cada vez piores, da resistência católica.

Esta confusa resistência passiva deve passar a ser reação esclarecida e firme, para a maior glória de Deus e honra da Sua Santa Igreja!

Que os Sagrados Corações de Jesus e de Maria se compadeçam da fraqueza de nossa voz e de nossa insuficiente indignação!

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