Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A CARIDADE RESILIENTE NA GUERRA AO ANTICRISTO

Como ser fiel na Caridade que nos foi impressa por Deus?

Se a «resiliência» é o termo que melhor identifica a posição do católico fiel à Lei e aos Profetas, deve sê-lo segundo a Revelação resumida na Caridade (Mt 7, 12).

Porque «Deus nos amou (Rm 1, 7)… e nos deu um espírito de caridade (II Tim, 1,7),

«A Caridade é o pleno cumprimento da Lei» (Rm 13, 10). «Conservai-vos, pois, na Caridade de Deus» (Judas 21).

«O amor de Deus não está com quem ama o mundo» (I Jo 2, 15-17).

Mas «a caridade de muitos arrefecerá (nos últimos tempos) (Mt 24, 12).

Por isto é caridade «amar a justiça e odiar a iniqüidade» (Hb 1, 9).

Então, «revesti-vos da couraça da caridade» (I Tim 5, 8).

«Se Deus é por nós, quem contra nós» (Rm 8, 31).

 Vejamos mais trechos em que São Paulo ensina a verdadeira caridade.

São Paulo Apóstolo«Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, seria como um sino que soa ou como címbalo que tine.

«Ainda que tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência; ainda que tivesse toda a fé, a ponto de mover montanhas, se não tiver caridade, nada seria.

«Ainda que distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que entregasse o meu corpo às chamas, se não tiver caridade, nada me adianta.

«A caridade é paciente, é prestativa; não é invejosa, não se ostenta, nem se ensoberbece. Nada faz de inconveniente, não busca o próprio interesse, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

«A caridade jamais passará. As profecias passarão, as línguas cessarão, a ciência será anulada, porque o nosso conhecimento é limitado, como a nossa profecia. Mas, quando vier a perfeição, apagar-se-á o que é limitado» (I Cor 13, 1-10)… «Agora, portanto, permanecem estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade. A maior delas, porém, é a caridade» (Ibid. 13).

De fato, se a caridade é o fim, o fruto da fé e da esperança que permanecerá em eterno, como nos ensina a Igreja de Deus, de que nos serve lutar pela fé e pela Igreja, mas arriscando de perder de vista o fim da caridade?

A couraça da caridade para amar a justiça e odiar a iniqüidade

A caridade do católico deve ser paciente diante da imperfeição e fraqueza própria e alheia, sem inveja, sem orgulho, porque reconhece a imperfeição e fraquezas humanas. Por isto, nada ousa de inconveniente, não procura o próprio interesse, nem se irrita ou suspeita mal do próximo. Não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. É prestativa, tudo desculpa, tudo crê, espera e suporta para ver triunfar o fim desta mesma caridade.

Eis a força que encontra quem se reveste com a couraça da caridade para «amar a justiça e odiar a iniqüidade». Em uma palavra, a guerra do católico almeja a resiliência, que é conversão e permanência no mandamento do amor de Deus e do próximo na ordem da caridade. Eis o que encerra a Lei e os Profetas no espírito de caridade recebido do Pai que nos ama.

E quem luta pela fé resiste para que ela não seja deformada na sua alma e reage para que ela não seja deformada na alma do próximo; resistência e reação cumpridos no testemunho resiliente da Fé no reduto da Igreja.

Aqui ocorreu uma primeira inversão na primeira Caridade devido à idéia do recurso extremo da fé nos Sacramentos. Isto começou ao se aplicar mal a expressão que a primeira lei da Igreja é a salvação das almas. Sim, mas as almas se salvam pondo antes de tudo o primeiro preceito do amor a Deus. «Procurai antes o Reino de Deus e sua justiça e o resto vos será dado por acréscimo». Os Sacramentos são dados para reforçar as almas na caridade do primeiro mandamento, do amor a Deus, não para serem a primeira lei. Pode alguém assegurar o agrado divino no amor aos Seus sinais, mais que no amor a Quem os sinais sacramentais representam? Sem a Fé não se pode agradar a Deus, mas essa Fé, que inclui os Sacramentos, deve ser íntegra e pura e não pode admitir sacramentos que não sejam livres de toda impureza.

Neste sentido, o una cum infiltrados que não são pela Fé, e justamente no instante mais sagrado do Ato divino, é sinal de ruína; de desaire in sacris!

E note-se que, como é a ordem de Deus a abranger a da Igreja – formada na Fé do Sacrifício perpétuo – e não o contrário, isto é, a ordem da Igreja que pode definir o Sacrifício, desta inversão deriva uma derrota na fé dos membros da Igreja militante. Em outras palavras, estes caem na desordem de crer antes na ordem eclesial, que na Fé da Igreja que crê na ordem divina.

Assim, o desacerto na ordem litúrgica, segue a falência no discernimento precedente da ordem sobrenatural; aparece a fé direta aos sacramentos.

Foi assim que os «resistentes iniciais» ao colapso conciliar, empenharam-se, não a desautorizar os desviados que conspurcavam a Doutrina e a Liturgia, mas a «garantir» os sacramentos tradicionais, em comunhão com os «papas conciliares» que os protestantizavam. Multiplicaram-se grupos e capelas, consagrações de bispos e padres e até de antipapas, numa divisão infernal em que a maioria restava unida apenas no «una cum» os ímpios ocupantes!

Para defender e preservar os sacramentos, perfidamente alterados, surgiram iniciativas que alteravam o curso da legalidade eclesial, como se a fé fosse para os sacramentos e não estes para a Fé. Mudou-se a «forma» da Igreja!

Como defender e restaurar a Caridade perfidamente alterada

Agora, como amar o próximo na luta para defender e restaurar a sublime caridade que foi e continua a ser alterada pelos mestres da confusão sobre o amor a Deus, amor desviado pelos que amam o mundo e seus sinais?

O que deve guiar o católico na Caridade revelada pelo Pai, encarnada no Filho e inspirada pelo Espírito Santo, quando vê que contra esta se ergue a iniqüidade do engano deformante do Vaticano II e de seus falsos profetas, em nome da mesma Igreja Católica e Apostólica, cuja caridade desviam?

Ora, a verdadeira caridade regozija-se na verdade que se conhece através da Igreja. Na sua defesa há que ser paciente, sem orgulho, sem buscar o próprio mérito. Nada se deve fazer de inconveniente e não há que se alegra com injustiça presente, mas é triste saber que muitos querem ignorar os termos da justiça. Por caridade se deve tudo desculpar, crer, esperar e suportar dos que ainda ignoram e se abstêm do recurso à Lei, a fim de que voltem a um melhor juízo na defesa da Igreja, segundo caridade divina.

Qual será então este juízo na ordem da caridade, ensinada infalivelmente pelo Apóstolo São Paulo, se não «amar a justiça e odiar a iniqüidade» no espírito de amor pelo próximo, que é vítima dessa perfídia contra a Fé!

Como não há efeito sem causa, esta deve ser atribuída a um vértice clerical; a uma «suma autoridade» desviada e desviante da Fé e da Caridade.

Como se pode defendê-la sem acusar e enfrentar esses que a aviltam?

Mas como enfrentá-los senão justamente armados de caridade e de justiça?

Esta deve ser a atitude católica a manter, para não perder de vista o seu fim.

Quem reconhece a iniqüidade da inversão na Fé do Vaticano 2, como pode amar a justiça sem recorrer a ela, mas omitir o testemunho da sua urgente necessidade nesta pavorosa situação de total ocupação da Igreja de Deus? Total porque vai do vértice até o nível dos simples religiosos, que tudo alteram porque foram levados a aceitar o mundo que se afasta de Deus.

Quais os elementos da resiliência para melhor juízo?

Visto que ser resiliente no caso significa retornar a assumir a dimensão de católico íntegro e puro, como almejado por Jesus quando nos visitou e nos visita sacramentalmente, e visto que nisto seremos julgados, o melhor juízo deve estar ao alcance de toda consciência.

Como poucos conhecem o Código canônico e menos ainda o sabem aplicar, para tal juízo basta o médio bom senso sobre o que é certo e necessário na sociedade humana e ainda mais na Igreja de Deus, sociedade perfeita para ter guias responsáveis e fiéis ao seu bem último de única porta de salvação.

Um tradicionalista coerente deve considerar que toda crise eclesiástica tem causas e responsáveis. Em qualquer sociedade de direito que vai mal, se deve começar por interpelar o chefe responsável. É lógico e natural buscar a causa do mal em quem pode alterar a sua ordem no bem e no mal. Trata-se de incompetência na sua defesa ou de prevaricação na sua estabilidade? O Chefe que assumiu a direção dessa sociedade em qualquer caso deve ser o primeiro a responder pelos seus resultados e se estes são maus, devem levar à demissão ou deposição de quem perdeu a capacidade de bem guiar.

Isto em toda sociedade de direito. Entretanto, na Igreja, sociedade perfeita, apesar dos clamores e denúncias dos clarividentes, que nunca faltaram, nem faltarão – de acordo com a promessa de Cristo de assistir sua Igreja até a consumação dos séculos, e da doutrina católica de que suas verdades jamais se vão obscurecer objetivamente (Cf. DS. 1501) – o processo da justiça nem começou! Os supostos chefes, a partir de Roncalli, destroçaram intangíveis estruturas e tradições seculares; atacaram a Fé em suas próprias raízes, mas, a imensa maioria dos ‘tradicionalistas’ cegamente anulam a questão sobre os verdadeiros responsáveis para, muitas vezes, suspeitar justamente dos católicos que, para defender a Igreja, lembram responsabilidades e leis que indicam serem os demolidores alheios à continuidade da Fé apostólica e daí, serem não autoridades legítimas, mas elementos a serem substituídos.

A resiliência dos consagrados da Igreja católica

Padre Pro

Padre Pro

Parece claro que a primeira resistência a toda tentativa de deformação da Fé deveria vir dos consagrados. Esta deveria tornar-se reação de defesa tanto da fidelidade pessoal como daquela da grei, porque dedicada à salvação das almas que deformações na Fé põem em risco, especialmente se procedem de cúpulas clericais. Em breve, devem manter, mesmo à custa das próprias vidas, a resiliência na «forma original da Fé, vinda diretamente do Salvador.

Como se sabe, isto aconteceu às avessas, porque foi só uma mínima parte do Clero a resistir aos «aggiornamenti» da nova classe de papas e prelados.

O conhecido escritor francês Jean Madiran chegou a escrever um livro para denunciar que a heresia do século XX era a heresia dos bispos. De fato, na Igreja eram tentadas todas as alterações cobertas pelas novas doutrinas do Vaticano 2 e não havia prelado que oferecesse uma real resistência.

Quanto aos cardeais, vestidos de vermelho para simbolizar a disposição de verter o próprio sangue em defesa da Fé, primaram pela subserviência aos «papas demolidores», sem a menor reação que se apelasse à lei da Igreja.

Assim de alto a baixo, do começo da devastação até hoje, impera o silêncio que, se não é ausência de fé, é certamente colapso na caridade.

Também os monges, que em tempos heróicos saiam dos conventos para a defesa da Fé, hoje sucumbem agarrados às próprias limitações mentais, esquecidos da vocação de abandonarem toda aparência e engano mundano, para não perderam a «forma» da verdadeira vida monacal.

No Brasil, temos o caso dos que aparecerem como defensores até da ímpia aparência e engano de um «papa herético»; chegam a escrever até sobre o maior perigo que seria o «sedevacantismo»! E com isto abandonam aquela ordem da caridade que deve ser a primeira e precisa ser restabelecida.

Dizemos isto porque é a caridade fraterna que nos impõe uma admoestação.

Qual o problema do Mosteiro da Santa Cruz que resta em comunhão com a Igreja conciliar apóstata e cismática alegando fidelidade à linha lefebvriana.

Ora, quem acusou a igreja conciliar de cisma foi o mesmo dom Lefebvre, que por isto acusou também a traição do Barroux, do qual se separaram.

Quem acusou essa igreja conciliar de apostasia e de não ser mais a Igreja de Cristo foi dom Mayer. Em quem acreditam? E quem repetiu recentemente essas acusações, extensivas aos padres de Campos seguidores do P. Rifan, foi o bispo da FSSPX, Tissier de Mallerais, que também acusou a igreja conciliar e declarou (Fev.09) a legitimidade de duvidar da autoridade papal de Bento XVI (“le doute est légitime”). Verdades relativas de há muito conhecidas, mas inconclusivas e portanto insuficientes para restaurar a verdade na Igreja porque não derivam de posição segundo a Lei católica.

Soam como se esta não existisse e a Igreja de Deus fosse indefesa diante de seus invasores modernistas. Cultivam ilusões, compromissos e aparências e portanto há que acusar nisso tudo a falta de coerência na Caridade de «amar a justiça e odiar a iniqüidade». Denunciam, mas aceitando os promotores dos erros e heresias que ofendem a Deus. Não só, aceitando a falsidade da autoridade dos hereges na Fé, rezam «una cum» estes e no momento mais sagrado do Santo Sacrifício de Cristo pronunciam em silêncio uma mentira.

Que essa comunhão com os hereges em alta sede seja obrigatória significa elevar a contradição ao nível mais sagrado o da Consagração da Hóstia diante de Deus! Visto que isto seria pronunciado em voz baixa, haveria que esperar – mesmo – que esta falsidade in sacris não seja consumada.

Em todo o caso, na mesma ordem da caridade que é paciente, prestativa, sem rancor e não suspeita levianamente o mal; não folga com a injustiça, tudo desculpa, tudo crê, tudo suporta e espera, para o regozijo na verdade, devo aqui lembrar a vossa obstinação numa frase infamante e rancorosa, de cuja falsidade nunca lemos notícia de retratação.

Era contra os «sedevacantistas» em geral, acusando-os de porem “em risco certo a salvação eterna de suas almas, e de muitas outras”.

Que Deus os perdoe porque não sabem o que disseram.

Certo mesmo é que esta acusação contra os que, no tumulto religioso em que o mundo católico vive no presente, lembram a «forma» incancelável da Igreja na sua Lei e na razão dos seus sacramentos, só pode se reverter a quem, apesar da devastação operada pela ocupação da Igreja, só acusam seus autores modernistas pela metade, reconhecendo-os como seus «papas».

Eis a inominável vergonha que desonra o que resta dessa «Igreja militante», que veria eternizada a heresia conciliar se, com a graça de Deus, não crescer o número dos resilientes católicos na verdadeira forma da Igreja de Jesus Cristo para inverter uma situação que clama pelo castigo divino.

Como invertê-la? Seguindo a divina Lei da Igreja para a qual os conclaves não têm poder absoluto e se nele foi eleito um clérigo que, com o seu juízo modernista e filo-maçônico, abriu a Igreja a este plano, revelou-se desviado publicamente da Fé católica, à qual renunciou em modo tácito. É quanto reza o «Cânon 188, 4:

“Em virtude da renúncia tácita admitida pelo mesmo Direito, ficam vacantes, ipso facto, e sem alguma declaração, todos os ofícios, se o clérigo se desvia publicamente da Fé católica.”

«A Bula «Cum ex apostolatus» já definira:

“… Por esta nossa Constituição, que será valida perpetuamente… sancionamos, estabelecemos, decretamos e definimos que, os que, até o presente, houvessem sido surpreendidos, ou fossem confessos ou convictos de se terem desviado (da Fé), ou incorrido em heresia, assim como os que, no futuro, se encontrarem nas mesmas circunstâncias, devem ficar inteiramente, e para sempre, privados, pelo próprio direito, sem maior trâmite jurídico ou de fato, de seus ofícios eclesiásticos.”

Papa Paulo IV

Papa Paulo IV

Aqui temos a lei que jamais em toda a história da Igreja se aplicou a um caso tão patente como o dos «papas conciliares» de João 23 a Bento 16.

Na ordem da caridade, mesmo para quem não conhece os Cânones da Lei, vale a consciência que, se a Fé da Igreja foi sistematicamente demolida, há responsáveis por essa abominação. E que os católicos devem repudiá-los para não serem cúmplices passivos do poder que leva a esse descalabro espiritual causador da danação de inúmeras almas.

Ora, como o poder papal procede diretamente de Deus para o eleito no conclave, quando se admite um poder canônico dos «papas conciliares», que demoliram e demolem a Fé da Igreja, implicitamente se acusa o próprio Deus Pai, ou de ignorar as heresias que infectavam as almas desses clérigos, ou de ter outorgado mesmo a eles o poder para destruir a Igreja edificada no Sangue de Seu Filho. Ambas suposições implicam, mesmo se implícitas, uma miserável blasfêmia material.

Que Deus não queira que esta mantenha seus efeitos e que deste modo haja quem aceite um próximo conclave que perpetue a abominação conciliar.

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