Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O NOME DE MARIA “ONIPOTENTE” NO CORAÇÃO DE JESUS

Anunciação do Anjo

Quem se dispõe a perscrutar os eventos de Fátima, deve ter presente que um sinal sobrenatural só pode vir expresso na linguagem das Escrituras e da Tradição, pela qual é o desígnio divino a dirigir os eventos do mundo como a órbita do universo. Nesta linguagem está a chave da autenticidade e da compreensão de todo sinal celeste.

Apuremos então a mente na linguagem cristã em que estão cifrados tanto os eventos portentosos como os mais singelos. Nada é fortuito na História e nada escapa à solicitude divina na vida de Sua Igreja. Reconheçamos o motivo próximo das aparições de Fátima para não perder uma manifestação do amor divino, chave de todo saber e do bem agir.

O ignorado «grande milagre» histórico de 1917 pode ser reconhecido pela relação que tem a «Epístola do Papa Bento XV» de 27 de abril de 1917 com o Evento de Fátima. Vejamos.

Quando em 1917 os horrores da l.a Grande Guerra provocavam rios de sangue e de lágrimas sem que se pudesse prever o seu fim, o papa Bento XV invocou com toda a Igreja a intercessão de Maria Santíssima pela paz. Em vista de uma intensa e geral aspiração de paz o Papa Bento XV, escreveu invocando a ajuda do Sagrado Coração de Jesus e de Maria. Eis os termos da carta ao secretário de Estado, cardeal Gasparri, com as disposições para que toda a Igreja, com todos os seus bispos, invocasse a Rainha da paz nas suas orações mais freqüentes:

 “Rainha da Paz… Para tal fim, se eleve a Jesus mais freqüente, humilde e confiante, especialmente no mês dedicado a Seu Santíssimo Coração, a oração da miserável família humana para suplicar-Lhe o fim deste terrível flagelo. Purifique-se cada um com maior freqüência no lavabo da confissão sacramental, e ofereça ao amantíssimo Coração de Jesus com afetuosa insistência as suas súplicas.

“E uma vez que todas as graças que o Autor de todo o bem se digna conceder aos pobres descendentes de Adão provêm, por amoroso conselho de Sua Divina Providência, pelas mãos da Virgem Santíssima, nós queremos que seja dirigido à Grande Mãe de Deus nessa hora horrível, mais que nunca o vivo e confiante pedido de seus filhos muito aflitos.

“Encarregamos portanto a Vós, Senhor Cardeal, de fazer conhecer a todos os bispos do mundo o nosso ardente desejo que se recorra ao Coração de Jesus, Trono de graças, por meio de Maria. Com esse propósito ordenamos que, desde o dia primeiro do próximo mês de junho, fique inserida na Ladainha de Loreto a invocação Regina pacis, ora pro nobis.

“Eleve-se portanto a Maria, que é Mãe de misericórdia e onipotente pela graça, de cada canto da terra, dos templos majestosos como das pequenas capelas, dos palácios e ricas mansões dos grandes como dos mais pobres casebres onde se aloja uma alma fiel dos campos e mares ensangüentados, a piedosa e devota invocação e leve a Ela o angustioso grito das mães e esposas, o gemido dos meninos inocentes, o suspiro de todos os nobres corações: possa mover a Sua amável e muito benigna solicitude a obter para o mundo desvairado a aspirada paz, e possa lembrar depois aos séculos futuros a eficácia de Sua intercessão e a grandeza do benefício por Ela obtido a Seus filhos.”

Esta carta autorizava os Ordinários de acrescentá-la temporariamente ao Decreto da Sagrada Congregação dos Negócios Eclesiásticos e Extraordinários de 16 de novembro de 1915 e foi autenticada no Vaticano com a data de 5 de maio de 1917.

A carta oficial é, portanto, de 5 de maio de 1917.

Oito dias depois, 13 de maio, na Cova da Iria em Fátima, Maria Santíssima aparecia, qual arco-íris da paz e da graça, para mostrar aos homens o caminho da verdadeira paz neste mundo e da salvação eterna no outro. Seria reconhecida?

De início este evento extraordinário ficou circunscrito à região, mas com o passar dos dias começou “uma concorrência assombrosa de peregrinos incomparavelmente superior a Lourdes na época das aparições e apesar da dificuldade de acesso”.

Como se vê a Sabedoria divina se manifesta com toda a sua força, mas ao mesmo tempo com todo respeito pela liberdade dos homens da Igreja militante, à qual competia entender e acolher o milagre da Aparição de Maria SS. em Fátima, feito para a liberdade e exaltação da Igreja.

É claro que pela razão que neste Evento, vindo de um desígnio divino, estava o bem da mesma Comunhão dos Santos, e daí o bem geral, o fato de menosprezá-lo ou manipulá-lo, como ocorreu, proporcionaria grandes males no mundo, mas especialmente na mesma Igreja.

É o que se viu na História, antes e depois. Antes, de1917 a1958, quando o Evento de Fátima, na sua devoção e Profecia, ficou confiado aos Papas de Bento XV a Pio XII para ser acolhido devidamente. Depois, de 1958 ao presente, quando a Igreja foi ocupada por clérigos preparados para alterá-la sinuosa, mas completamente. Era o início da era dos anticristos no Vaticano.

Quanto à Fátima, ninguém se engane, a sua profecia se realizou com as guerras e revoluções desastrosas, às quais seguiu a «demolição clerical» da Igreja e da Cristandade – a inegável ruína do Papado; sua grande promessa de paz e conversão continua suspensa, porque inatendida.

Todavia, é claro que esta promessa só pode ser realizada depois de uma grande conversão na mesma Igreja, onde ainda se confundem os grandes sinais e milagres, que atestam os desígnios divinos, como simples revelações privadas, descartáveis segundo uma sofisticada «intelligensia católica». É verdade que o magistério da Igreja ainda não se pronunciou sobre isto, nem sobre a Mediação de Maria, que lhe é relacionada. Mas isto estava previsto justamente no programa tradicional de um concílio ecumênico, como deveria ser o Vaticano 2, que, ao invés se transformou, devido à infiltração modernista do vértice às bases clericais, no mais execrável «imbróglio» religioso de todos os tempos; na mais pérfida traição clerical que a História registra.

E compreende-se hoje perfeitamente porquê. De fato, dele o Espírito Santo foi «dispensado» porque esse conciliábulo se exibia apenas como uma «humilde» assembléia pastoral, embora Paulo 6 o considerasse maior que Nicéia, como realmente foi pelo seu número de recursos, dias, papéis e infelizes mentes que consumiu nessa empresa para um regime de anticristos.

A batalha iniciada pelo demônio fora anunciada em 1957

Vejamos a entrevista transmitida pela Irmã Lúcia, a Vidente de Fátima ao Padre Augustín Fuentes, sacerdote mexicano nomeado vice-postulador das causas de beatificação de Francisco e Jacinta, no dia 26 de dezembro de 1957, publicada no México em 1958 com Imprimatur do Arcebispo Mons. Sánchez de Santa Cruz (veja artigo). Por essa entrevista ficamos sabendo que “a Santíssima Virgem está muito triste porque não se deu atenção à sua mensagem de 1917. Nem os bons nem os maus tomaram conhecimento. Os bons seguem o seu caminho sem preocupar-se com atender às indicações celestes; os maus, marcham na estrada larga da perdição sem tomar nenhum conhecimento das ameaças de castigo… que o Senhor em breve castigará o mundo e muitas almas se perderão se não se rezar e fizer penitência, porque o demônio está operando a batalha decisiva contra a Virgem Maria, e o que mais aflige o Coração Imaculado de Maria e de Jesus é a queda das almas religiosas e sacerdotais que, descuidando de sua excelsa vocação, arrastam muitas almas para o inferno. Porém é preciso dizer às pessoas que não devem permanecer à espera de uma convocação à oração e à penitência, nem de parte do papa, nem dos bispos, nem dos párocos, nem dos superiores gerais. Chegou o tempo de cada um, por sua própria iniciativa, realizar santas obras e reformar a sua vida segundo a convocação da Santíssima Mãe. Os últimos remédios dados ao mundo são o Santo Rosário e a devoção ao Imaculado Coração de Maria. São a última âncora de salvação, da Santíssima Virgem em pessoa.

É uma convocação urgente à realidade, porque a Virgem Santíssima deu grande eficácia ao Santo Rosário, não há problema material ou espiritual, nacional ou internacional, que não possa ser resolvido por ele e pelos nossos sacrifícios. Recitá-lo com amor e devoção consola o Imaculado Coração e enxuga tantas lágrimas de Maria Santíssima. Nesta devoção ao Imaculado Coração de Maria encontraremos o seguro caminho para o Céu, salvar-nos-emos e obteremos a salvação de muitas almas.

 Nossa Senhora e Santo Domingos

Já a Igreja através dos Papas nos havia ensinado sobre a eficácia do Rosário: «As orações públicas têm uma excelência e eficácia maiores do que as privadas, por isto a Confraria do Rosário também foi chamada pelos escritores eclesiásticos “milícia orante, alistada pelo Patriarca Domingos, sob as insígnias da divina Mãe”; isto é, daquela que a Sagrada Escritura e os fastos da Igreja saúdam como vencedora do demônio e de todas as heresias. E isto porque o Rosário mariano liga com um vínculo comum todos aqueles que podem associar-se a ela, fazendo-os, como que irmãos e co-milicianos. E assim eles formam uma fortíssima falange, inteiramente armada e pronta a repelir os assaltos dos inimigos, quer internos, quer externos.”

«A história da Igreja atesta a força e a eficácia destas orações”.“Pelo fato de estar esta milícia orante “alistada sob a bandeira da divina Mãe”, ela adquire uma nova força.” (Carta Encíclica Augustissimae Virginis Mariae, 12 de Setembro de 1897)

Ninguém se pode dizer incapaz de defender a Igreja.

Na Milícia orante virtual do Rosário de Maria está tal recurso para superar a desolação presente no mundo e na Igreja: Maria SS., “Tu conseguiste destruir todas as heresias no mundo inteiro!” (no Ofício da B. V. M.). A Sua vitória sobre o príncipe do mal é certa e só tarda porque deve ser obtida através da Sua estirpe cristã, que hoje parece imersa no mais profundo torpor mundano.

A arma infalível para superar isto está na Caridade de Maria e é bem conhecida Trata-se do Rosário quotidiano na unidade de Seus filhos dito com a intenção de conversão dos pecadores e da liberdade e exaltação da Santa Madre Igreja; livre do regime de perdição ecumenista! Sendo estas as intenções essenciais, especialmente em vista da próxima planeada abominação de Assis, que naturalmente podem ser expressas com formulações diversas.

Se a Igreja Militante pede, nossa Mãe responde

Isto já ocorreu inúmeras vezes, e em 1917, no modo aqui lembrado, de maneira extraordinária.

Os católicos ao rezar o Rosário de Maria com estas mesmas intenções de recurso à Santa Mãe estarão unindo seu apelo a inúmeros outros apelos iguais dirigidos ao Céu. Nessa forma de uma imensa virtual rogação comum, não contam nem idéias nem nomes, nem iniciativas de grupos, nem divisões, mas só a uníssona intenção da Igreja Militante. O clamor desta virtual Milícia orante, é unida no nome de Católica, Apostólica e Romana para a defesa da Fé flagelada pelas perfídias conciliar-ecumenistas, causadoras  da perdição de tantas almas.

Eis uma trágica evidência de que é vítima uma maioria, mas cuja possível solução no recurso à Misericórdia divina, só uma minoria consciente e orante invoca contra o maioritário regime conciliar-ecumenista de perdição.

Que esta união virtual para a honra da Igreja nascida do Sangue de Nosso Senhor, através do Rosário de Maria, possa merecer na infinita compaixão do Sagrado Coração de Jesus o favor de uma ajuda decisiva. Assim seja!

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