Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

ATAQUE INFERNAL AO «SACRIFÍCIO» DO AMOR DIVINO de Lutero a Ratzinger

Santa Missa

A verdadeira guerra no mundo espiritual é travada contra a razão de ser da pessoa humana: o Culto da Verdade, do Bem e do Belo: Deus.

Nada mais real que a luta movida pelo espírito do mal contra a Verdade que se revelou no santo Sacrifício do Amor divino.

Todavia, esta guerra avulta com idéias revolucionárias de ardis urdidos por homens, cada vez mais falazes e caóticos com o fim de que outros se afastem cada vez mais da razão final da própria vida.

Quem pode dizer que hoje a questão de um objetivo vital desperte entre grandes e pequenos algumas atenção? Se não interessa, como se mostra evidente, isto basta para revelar a profunda alienação espiritual da atual geração; a derrocada na única guerra real do mundo; da fatal alienação do essencial para a alma humana – a Caridade alijada para a mais remota esfera virtual. Assim, também na sociedade civil, esvaece a consciência do pecado e da responsabilidade pessoal no espírito de sacrifício.

Nisto incide de certo o grave vazio na Sede da Verdade, que é a Igreja.

O retorno à eterna Caridade revelada por Deus

O principal: a verdade sobre a razão da vida humana dotada de um corpo e de uma alma espiritual, dotada de inteligência e vontade livres, está no Culto ao Criador do que é sumamente bom, belo e real.

E visto que no bem da liberdade humana para o culto da Verdade está implícita também a atrocidade do falso, do iníquo e do hórrido, foi desígnio divino a recuperação da liberdade humana no bem.

É o motivo da Redenção no Sacrifício de amor do Filho.

Ensinar isto sempre foi a missão da Igreja, Sede da Verdade.

Maria sempre virgem!Para sustar o mal conseqüente ao abuso da liberdade dos primeiros pais, causador da 1ª alienação da graça divina, Deus concebeu seu Sacrifício redentor, com Sua encarnação no mundo no seio de uma Mulher.

Desde o início da História os homens captaram o essencial desse grande mistério: a oposição do espírito do mal ao bem; a necessidade de sacrifícios para exorcizá-lo; a vinda do «Desejado das nações» para o ato redentor. É a Revelação universal que registrou desde sempre, de Adão aos filhos, nos mais remotos tempos e paragens, o culto do sacrifício como meio de adorar e agradecer, de reparar a alienação original do Bem divino e pedir o que salva no espírito de verdade e de bem.

Eis a Fé do Culto no Sacrifício almejado pela espiritualidade humana.

À vista deste sinal dos desígnios de Deus, as almas alcançariam a oferta gratuita do amor divino, que revelou o seu valor inestimável à custa dos tormentos da cruz. A Redenção na Paixão divina visava a remissão dos homens no culto da fé, com todo o coração, com toda a alma e com todas as forçasem Deus Unoe Trino, Pai, Filho e Espírito Santo.

A Religião revelada do Culto divino

Deus para ser recebido e celebrado no Culto devido, elegeu um Povo.

Mas este o desconheceu causando a 2ª grande alienação da História.

Para meditar sobre a questão das fatais alienações históricas, deve-se lembrar que a Profecia de Daniel, lembrada por Jesus como sinal dos tempos finais, fala da suspensão do Culto do Sacrifício perpétuo por Deus suscitado em todo tempo e lugar, que é a «Fortaleza da Fé».

A visibilidade da Fortaleza da Fé é da Igreja Católica, reconhecível pelas razões verdadeiras de Fé no Culto divino, além de todo engano humano e a despeito de toda acepção de pessoas e de cargos clericais.

Nada no culto verdadeiro vem dos homens, mas de Deus. Toda a Bíblia, desde os seus livros mais enigmáticos, atestam essa verdade gritante. Seus termos revelados certos são do culto segundo os desígnios divinos.

A vontade humana deve aderir a este para adorar em espírito de verdade, de gratidão e reparação, pedindo a Deus o que leva à salvação, própria e do próximo.

A alienação religiosa moderna iniciada por Lutero

LuteroEsta concerne à negação do «livre arbítrio» para o culto de reparação através do Sacrifício divino e daí da autoridade papal que o estabelece de modo perene e universal.

Ora, vemos que a falsa autoridade conciliar, guindada à Sede romana desde 1958, aplica justamente o Modernismo que altera toda perenidade doutrinal e cultual para a reparação da desdita do pecado.

O discurso de João 23 na abertura do Vaticano 2, marcado pelo repúdio aos «profetas de desditas» é sutil resumo das novidades heréticas quanto à liberdade religiosa e de consciência, quanto à união na fé da Igreja no Culto do Sacrifício de amor, ao qual é ordenada a autoridade do Papa.

Seguiram as ambíguas alterações heréticas do Vaticano 2, concluído com o discurso de Paulo 6 que inverte a direção do fim cultual para o homem, cuja liberdade religiosa ele proclamou também na ONU. Quanto ao culto, com adulterações feitas com subsídios protestantes, é o NOM de Paulo 6.

Omite-se aqui a série de desvios religiosos conseqüentes a essa inversão, para passar ao seu núcleo que consta do documento Gaudium et Spes e que foi desenvolvido por João Paulo 2 sobre a «redenção universal» que dispensa o conhecimento e a vontade pessoal: –“O homem, que o saiba ou não, que o aceite ou não na fé, cada homem, está em estado de redenção desde que é concebido, devido à Encarnação…” “Não que tenha a vida um só, mas que todos tenham a vida: esta é a dimensão do ato redentor de Cristo, de seu dom da vida na Cruz. Este dar a vida por parte de Cristo é uma dimensão universal e são abraçados nele todos os homens de cada época, de cada século, de cada povo. É um ato redentor, uma oferta, um sacrifício redentor que abraça toda a humanidade.[…] Assim Cristo podia dizer: Eu vim para que tenham a vida. Não um só homem, não alguns, não só aqueles que o seguiram, mas também aqueles que não o conhecem, que não o seguem, todos (João Paulo II aos jovens de Roma, OR, 3/4/1993)

Uma liberdade de religião que, negando a responsabilidade humana de aderir à Redenção, acaba por negar a Redenção mesma, não é sinal de dignidade, mas de negação da Verdade. Entende-se assim como a “nova teologia”, segundo a qual Deus revela o homem ao homem, esteja na base de uma nova sociologia cultual, para a mutação radical da missão da Igreja. É emblemático o título que Henri de Lubac, feito cardeal por JP2, deu ao seu livro: «Catholicisme, les aspects sociaux du dogme» (Paris, 1947).

Que foi pactuado com o diabo para obter certas promoções e desfrutar da grande «visibilidade» neste mundo? Não se entende o que foi pactuado? Qual o maior pacto mefistfélico senão pelo poder? E este pacto continua em força com os «potentados conciliares» que pouquíssimos ousam contestar.

A nova idéia de dignidade humana. Quem, diante da Revelação e da realidade revolucionária, fala de uma redenção universal que elevaria a inteira humanidade e para sempre, imagina uma utópica dignidade que é variável independente da verdade. João Paulo 2 prega uma redenção à medida da apostasia geral; o mundo apóstata, mas remido. Invertido o sentido da revelação cristocêntrica, tornada antropocêntrica, mudou também a centralidade da autoridade segundo a Fé católica, pela qual toda a autoridade vem de Cristo revelado rei dos reis da terra; Ele há de julgar na Fé as obras dos vivos e dos mortos. A superação do Culto e do Juízo divino é a revolução terminal contra a fé na Justiça absoluta.

Ora, a Revolução na história é a contraprova que a Redenção não teve aplicação universal, ao contrário, cada vez menos e à medida que o mundo “progride”, se fala e se ouve menos da Lei e do Juízo de Deus.

As Escrituras descrevem a rejeição constante e fatal da Redenção por parte dos homens. O Povo eleito recusou o Redentor e o crucificou.

A alienação final do Culto divino: De Lutero a Ratzinger

A idéia de Lutero, da justificação só pela fé, sem a vontade de operar segundo a lei divina, abalou o mundo cristão. Hoje, a idéia de redenção universal pela qual todos, mesmo sem a fé, estão justificados pela mesma dignidade humana, dignidade que consistiria em ignorar a infinita superioridade da Justiça divina e a conseqüente necessidade da Sua Lei, é um engano ainda mais nefasto: dirige-se ao mundo descristianizado, mas, automaticamente justificado. Salta assim a motivação para a mais alta responsabilidade humana: corresponder ao Sacrifício Redentor.

Missa de Bento XVI

Não é emblemático que este tenha sido alterado pelo aparato conciliar?

Como o «aparato» para o novo culto «conciliar» foi instalado a partir de João 23, que abriu claramente a Igreja ao mundo, aliado do novo «poder pontifical», aqui seria possível atribuir toda essa obra maligna a esse antipapa. Mas como isto não esclarece por completo a falsa visibilidade católica dessa nova «religião conciliar», tivemos que mostrar como tais clérigos atestaram por si mesmos, com suas próprias palavras e obras, o fato de terem tacitamente renunciado à fé católica a favor da ecumenista.

Eis a visível continuidade na ruptura de João23 a Bento 16.

À medida que um «papa conciliar», como o atual Bento 16, perde todo o sentido de decência com respeito à continuidade na Fé professada por 260 Papas e 20 Concílios ecumênicos na preservação do seu Magistério, deveria crescer o número de fiéis interessados na exposição da Lei da Igreja sobre a matéria e em especial da Bula “Cum ex apostolatus officio” do grande Papa Paulo IV, para reconhecer a abominação herética em clérigos investidos com a aparência de autoridade católica.

De fato, a operação conciliar promove a apostasia com a perdição de multidões, como aconteceu no tempo de Lutero, condenado pelos Papas.

Para enfrentar a apostasia há só a Igreja Católica, Cidadela do Culto e da Fé íntegra e pura. Mas ali hoje está alguém vestido de papa que louva a profunda fé de Lutero e concorda com a sua heresia sobre a justificação!

A aflição dos que querem ver a Igreja no atual Vaticano

Como identificar a visibilidade do aparato que opera as alterações demolidoras que ocorrem por causa de um poder papal modernista instalado desde 1958 no Vaticano, com a «Visibilidade da santa Igreja»?

O poder papal não provem diretamente nem da Igreja nem dos cardeais, mas de Deus, que lê nos corações. É um poder vigário, dado para definir e confirmar a Verdade divina, à qual vincular todos os homens.

Mas não é talvez por isto que o poder pontifical das Chaves é visto como obstáculo a todos os Luteros, à toda falsa liberdade religiosa e de consciência, à todo culto contrário à Verdade revelada por Jesus Cristo?

A Igreja pode ser visível onde não se defende, mas se deturpa a sua Fé?

Vivemos fatos de tal gravidade que só podemos enfrentar recorrendo aos meios oferecidos pela graça divina. Mas isto não dispensa a lógica ligada às certezas perenes na Fé da Igreja, visíveis no seu Culto e Lei.

Não é preciso acreditar na visão da terceira parte do Segredo de Fátima, do flagelo tão terrível quão incrível do virtual «massacre» da autoridade da Igreja logo antes de 1960, para «ver» a calamidade histórica de uma criminosa vacância papal mostrada por Nossa Senhora de Fátima.

Jesus ensinou “Eu sou a Verdade” (Jo 14, 6); só Ela se identifica com o Bem. Por isto, todas as guerras do mundo e da religião dizem respeito à Verdade de Jesus Cristo. Ao católico compete testemunhá-Lo, mas com cuidado tanto maior quando ela concerne a Religião do Culto divino; quando a perfídia contra a Verdade atinge a Cátedra suprema.

Que pensar então dos que prestam o testemunho contrário? Que na Santa Sé ainda é visível quem representa a Verdade e o Culto de Jesus Cristo, embora admire a «grande religiosidade de Lutero»? Em qual «mágica religiosa», em qual sofisma filosófico, em quais e quantos exemplos tremebundos se pode apoiar uma tal «visível falsidade»?

Pode tal falso testemunho de perdição gloriar-se do nome de católico?

Todavia, tudo se passa na indiferença e silêncio da geral apostasia!

Que de agora em diante os católicos reconheçam o dever de testemunhar toda verdade, por mais dolorosa e incrível que pareça. Só nela pode ser acolhida a grande súplica a Nosso Senhor para que restabeleça o amor pela Verdade que é o bem da Igreja e do mundo humano, para cuja redenção, que pede a resposta de cada fiel, Ele sofreu a Paixão e morreu.

Esta Paixão e Sacrifício está no centro do nosso Culto, que Lutero queria abater, sem conseguir. Mas hoje a sua obra demolidora continua e se vai completando por meio do simulacro de uma autoridade papal. Lutero a considerava poder do Anticristo.

Hoje é Ratzinger que lhe dá, mesmo sem querer, toda razão!

O anticristo quer dividir a Igreja, assim como obteve inúmeras seitas protestantes, hoje entre estas temos o aparato. 

Parece que o Vaticano atual viu nesse episódio só um mal entendido, a mão estendida de Bento 16 servia para apresentar, o fato é que os prelados lhe apertaram a mão, mas nem cogitaram beijar o seu anel de pastor.

Para restar católicos leais à confissão da verdade que a Igreja vive, devemos reforçar as nossas orações, seja nas Santas Missas ainda fiéis, seja na constância dos Rosários, segundo as intenções da Santa Madre Igreja, para a sua liberdade e exaltação e para que ela não seja confundida com o infecto regime conciliar-ecumenista dos anticristos que foram além de Lutero com o sinistro Luterano 2:

«Supplici, Domine, humilitate deposcimus: ut sacrosanctae Romanae Ecclesiae concedat Pontificem illum tua immensa pietas; qui et pio in nos studio semper tibi placitus, et tuo populo pro salubri regimine sit assidue ad gloriam tui nominis reverendus ». Pelos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, amém.

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