Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O SINAL DA GRANDE TRIBULAÇÃO UNIVERSAL

Pio XII

Pio XII declarou também ter visto dos jardins vaticanos o milagre do sol

Devemos aqui falar do sinal dado no dia 13 de Outubro de 1917, cuja presença constante no nosso tempo é misteriosa; reapareceu a Pio XII e o «segredo» de sua atualidade interessa ainda hoje a vida do mundo.

Porque, fique bem claro, o grande sinal é para a Profecia, e não o contrário. Na data desse sinal, entre outras coisas, ficou definida a origem do Vaticano 2, anotada pelo Cardeal Siri que escreveu no seu diário: «Hoje o demônio entrou no Concílio»!

Devemos, portanto, dar a maior atenção aos sinais sobrenaturais da tribulação humana ligada ao sacrifício, e à universalidade católica.

Sobre os sinais deve-se começar lembrando que existem para indicar o que procuramos ou devemos evitar.

Milagre do Sol

Se forem sobrenaturais e autênticos, demonstram-se necessários porque ligados à vida e à sobrevida da alma.

Deve então haver alguém com poder de confirmar o que é autêntico.

Trata-se da autoridade pontifical que representa Jesus Cristo.

Mas, assim como é certo que o juízo sobre a autenticidade de um evento como Fátima compete à Igreja e ao seu Chefe terreno, é igualmente certo que a Igreja com o Papa, a Hierarquia, o Clero e tudo o mais nela, deve servir ao testemunho, à transmissão e à preservação da Fé suscitada nos homens por Deus.

Que sentido teria que ministros de Cristo ignorassem, manipulassem ou anulassem um sinal do desígnio divino, como se fosse coisa privada?

Milagre do Sol, 13 de outubro de 1917

E se o sinal concernisse justamente o papa, como é o caso da Profecia de Fátima? Parece evidente que se este cargo é focalizado sob essa luz sobrenatural, a ele se deve prestar a maior atenção, no bem e no mal.

Isto se fez mister desde o tempo da aparição de Fátima e ficou ainda mais demonstrado depois de Pio XII, porque desde 1960, quando tudo mudou na Igreja, o Segredo da «liquidação» do papado por um tempo, é mais claro para quem tem olhos para ver, embora fosse censurado.

O Evento de Fátima foi acolhido pela Igreja, mas a sua Mensagem, embora profética – pois indica a ajuda divina para a nossa geração atribulada – continuou incumprida e, desde João 23, há mais de meio século, manipulada.

Voltemos, pois, aos sinais das Escrituras sagradas.

No curso dos séculos os sinais divinos foram transmitidos a todos: aos judeus como aos ninivitas, aos reis como aos escravos, numa sequência secular, de monte em monte e de profeta em profeta; tudo era assinalado em vista da Encarnação do Verbo: o grande Sinal para guiar os homens na ordem natural, que prepara para a outra, sobrenatural.

Os sinais celestes são dados aos homens de boa vontade.

Se, antes do Advento, anunciavam o Salvador, depois continuaram para lembrá-Lo nos séculos como Senhor da História.

A Estrela de Belém foi vista pelos reis sábios dos Países longínquos como pelos pastores das cercanias da gruta.

Para testemunhar o Sinal supremo e os seguintes sinais dos tempos, Jesus instituiu a Igreja e o Papado, sinais da autoridade de Deus na terra.

A questão primária da Fé é a intervenção de Deus na vida humana.

Que outra coisa é a Revelação, a Encarnação e a divina instituição da Igreja? O que são os sacramentos, como também milagres e aparições, senão sinais dessa graça, para confirmar a nossa fé?

A Igreja de Cristo testemunha os Seus sinais sobrenaturais, enquanto que os falsos cristos empenham-se a favorecer os «sinais dos tempos» que convêm ao naturalismo do mundo e seus «cultos» ecumenistas.

Na história cristã da nossa época, Fátima é o evento sobrenatural ao mesmo tempo mais assombroso, incompreendido e manipulado.

Quando o mundo moderno foi imerso por guerras catastróficas e a nefasta revolução comunista, ceifando milhões de vítimas e demolindo a Cristandade, apareceu esse sinal incomparável para que os homens pudessem recorrer ao poder divino que aplacasse os ventos destrutivos das desvairadas revoluções ideológicas na sociedade humana.

Era a resposta à súplica papal de Bento XV enviada a todos os bispos.

Seu cariz de desígnio divino ficou para sempre assinalado pelo grande milagre do sol, o evento incomparável de 13 de outubro, visto por milhares de pessoas.

O incrível é que isto não comoveu as autoridades estabelecidas na Sé de Pedro, «Cátedra da Verdade como Luz para as Nações» (exorcismo de Leão XIII em defesa da Igreja expugnada).

Estamos diante do declino religioso que invoca «o fim do tempo das nações» (Lc 21, 24) correspondente o retorno dos Judeus à Jerusalém?

O que é assombroso, ligado a esta profecia de Nosso Senhor realizada no nosso tempo histórico, é que também dela nada se falou.

Todavia, pode ser obscuro para alguém que esse poder judeu passou a dominar a Roma conciliar, até na sua «doutrina»?

Se o Evangelho e a idéia de conversão afundam hoje no lodo ecumenista, pondo fim à civilização cristã, como ignorar o alcance desse desvio?

Pode-se negar que de tais obscuros enganos Fátima tem sido reflexo?

De fato, o ano da aparição de Fátima – 1917 – marcou uma mutação sem igual na história dos impérios, não só por causa das guerras e revoluções, determinantes do fim do «tempo das nações», mas do destino de Jerusalém, onde voltou o poder de Israel, um povo de sinal bíblico.

A visão desse mistério histórico, realidade oposta à Cristandade, é obscurecida a par do significado do grande sinal de Fátima.

O sinal sobrenatural da tribulação humana ligada ao sacrifício

O católico acreditava nos sinais evangélicos para o fim dos tempos.

Foram dados por Jesus aos Apóstolos no seu Discurso escatológico.

Jesus estava no monte das Oliveiras quando os seus discípulos lhe perguntaram sobre o fim dos tempos. Os sinais que deu: – do engano, «Cuidai que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome… – da guerra a seu Nome. Ouvireis de guerras e rumores de guerra… estas coisas devem acontecer, mas ainda não é o fim… Sereis odiados por todas as nações por causa do meu Nome… Surgirão falsos profetas que enganarão muitos. A impiedade espalhar-se-á tanto, que a caridade de muitos resfriará… Mas, quando a Boa Nova sobre o Reino estará anunciada pelo mundo inteiro, como testemunho para todas as nações, então virá o fim. – «Quando virdes a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, estabelecida no lugar onde não deveria estar, – que o leitor entenda! … nessa hora virá a grande tribulação, como nunca houve igual. Se esses dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria. Mas esses dias serão abreviados por causa dos eleitos (cf. Mt 24 4-22).

Ora o sinal da abominação da desolação concerne o Sacrifício perpétuo; a «Fortaleza da Fé», a Santa Missa Católica, que foi alterada para agradar os Protestantes e o mundo que detesta até mesmo a idéia de sacrifício.

Temos assim hoje o cumprimento destes sinais da tribulação final e universal, com a agravante de serem feitos em Nome de Nosso Senhor; por aqueles falsos cristos que aparecem como profetas na Sua Igreja.

Vemos assim que se trata de verdadeiros sinais da tribulação ligada ao desprezo do Sacrifício, à sombra da universalidade católica.

Tudo se liga nesta ordem de sinais sobrenaturais e, portanto devemos entender o claro sinal, avalizado pelo milagre do sol, da terceira parte da Profecia de Fátima que se cumpriu na visão da «liquidação» do Papa católico, com todo o seu séquito fiel, e prossegue num longo interregno de impiedades e crimes contra a Fé da única Igreja de Cristo.

Convidamos os católicos a meditar sobre a série de sinais divinos que testemunham a realidade da Igreja, sem «cabeça católica» e ocupada pelo pérfido regime conciliar-ecumenista, controlado por anticristos.

Que de agora em diante seja comum a súplica a Nosso Senhor para a liberdade e exaltação de Sua Igreja repetida nas Santas Missas católicas até que fique livre desse regime que engana e perde tantas almas. «Supplici, Domine, humilitate deposcimus: ut sacrosanctae Romanae Ecclesiae concedat Pontificem illum tua immensa pietas; qui et pio in nos studio semper tibi placitus, et tuo populo pro salubri regimine sit assidue ad gloriam tui nominis reverendus. Per Dominum nostrum».

Esta união nas intenções da Santa Missa e do Santo Rosário, serve a testemunhar desde os tetos a súplica para que Nosso Senhor suscite um verdadeiro Papa que livre a Igreja dessa nuvem de maléficas fumaças conciliares, cancelando os efeitos do Vaticano 2 que poluiu a terra com o «vírus» modernista e ecumenista.

Só o Papa católico, reconhecido por guiar à oração unida para obter a conversão da Rússia, dos Judeus e do mundo, através do Imaculado Coração de Maria será instrumento da intervenção de Deus na terra.

Por este meio, tão fatal parece hoje a devastação da Vinha do Senhor, tão admirável será a sua restauração no Reino da aliança de Deus com o ser humano, onde Maria, Signum magnum da Criação, é Rainha, Mãe de Deus e nossa medianeira.

5 Respostas para “O SINAL DA GRANDE TRIBULAÇÃO UNIVERSAL

  1. José Carlos outubro 14, 2011 às 5:18 pm

    Prezado Sr. Araí,

    Viva Cristo Rei! Salve Maria Santíssima!

    A única dificuldade que eu tenho em entender é a seguinte:

    A Sé estando vacante e toda a hierarquia também,então como será eleito um verdadeiro papa sendo que não há mais eleitores?

    Um abraço e fique com Deus!

    José Carlos

    • promariana outubro 15, 2011 às 11:59 am

      Caro amigo José Carlos,

      Viva Cristo Rei! Salve Maria Santíssima!

      A dificuldade que temos como católicos é a da Sé vacante e de toda a hierarquia que defeccionou e não continua a guiar na missão de conversão à única Fé de Jesus Cristo. Este é o fato humano pelo qual eles não podem eleger um verdadeiro papa. Mas responda: a Igreja de Deus sem estes eleitores acaba? Acaba a continuidade do Sacerdócio instituído por Nosso Senhor? É de fé que jamais acabará porque Ele é o Chefe da Igreja.
      Então a Ele devemos suplicar que suscite o Seu Papa para o Seu Reino de Justiça. O resto é acessório para o bem humano; será dado por acréscimo.
      O motor é a oração com fé, esperança e caridade em Jesus; o papa e a hierarquia são peças que, se falham, são trocadas segundo os desígnios divinos. Embora estes quase sempre não são compreendidos pelos homens, podem tardar, mas não falham.

      Um abraço e fique com Deus, na súplica para a liberdade e exaltação da santa Madre Igreja!

      Arai

  2. José Edson outubro 24, 2011 às 1:57 am

    uma dúvida como é que Pio XII viu o milagre do sol se na época ele ainda não era papa? a não e ai ele sendo o então cardeal e estando em roma presenciou o fato é necessário que se deixe claro para evitar dúvidas.

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