Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

DIANTE DO SINAL DA GRANDE TRIBULAÇÃO UNIVERSAL…

Caverna Hell

Sobre os sinais que, se forem sobrenaturais e autênticos, demonstram-se necessários para indicar o que procuramos ou devemos evitar, vimos que o de Fátima veio lembrar os três grandes castigos: o pessoal do inferno, o da sociedade humana com guerras e revoluções catastróficas, o da humanidade inteira com o abatimento do Pastor que representa a Ordem e a autoridade divina, ligados à vida e à sobrevida das almas.

O juízo sobre a autenticidade desse grande Sinal competia à Igreja e ao seu Chefe terreno, o Papa que, como a Hierarquia, o Clero e tudo o mais na Igreja, devem servir ao testemunho, à transmissão e à preservação da Fé suscitada nos homens por Deus.

Pode-se negar que estes ministros de Cristo ignoraram o Sinal do desígnio divino, como se fosse visão privada de pastorinhos analfabetos?

Hiroshima

Ora, o sinal de Fátima concernia mormente o papa, cargo que sob a luz sobrenatural serve ao bem humano, mas podia ser ocupado para o mal.

De fato, ficou historicamente demonstrado que depois de Pio XII, em 1960, data indicada para o Segredo de Fátima, tudo mudou na Igreja, o Segredo foi censurado, e por mais de meio século, manipulado pelos «papas», enquanto ocorria uma virtual «liquidação» da autoridade papal, vista pelos católicos que ainda tem olhos espirituais para ver.

Esta devastação, na ausência de um verdadeiro Vigário de Cristo, era prevista por um longo interregno, porém, com um término, como está nas palavras finais do mesmo Segredo: “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.”

Hoje até isto parece impossível e já ouvimos sacerdotes dizer que antes deve vir Jesus na sua Parusia para concertar a Igreja e o mundo!

Sim, para a nossa geração atribulada, também no mundo tradicionalista se duvida das palavras da volta de um papa católico e da conversão que um império terreno que, como o de Constantino, apoiará o ideal da Cristandade para civilizar ou recivilizar um mundo desvairado.

Aqui convêm responder a esta dúvida de muitos leitores, resumida na que segue:

A única dificuldade que eu tenho em entender é a seguinte: A Sé estando vacante e toda a hierarquia também, então como será eleito um verdadeiro papa sendo que não há mais eleitores?

A dificuldade que temos como católicos é a da Sé vacante e de uma inteira hierarquia que falhou e não continua a guiar na missão de conversão à única Fé de Jesus Cristo. É o fato humano pelo qual eles não podem eleger um verdadeiro papa; que descontinue o desvio conciliar.

Mas há que responder: a Igreja de Deus sem estes eleitores acaba?

Pode acabar a continuidade do Sacerdócio instituído por Nosso Senhor? É de fé que jamais acabará porque Ele é o Chefe da Igreja. Então a Ele devemos suplicar que suscite o Seu Papa para o Seu Reino de Justiça. O resto é acessório para o bem humano; será dado por acréscimo. O motor é a oração com fé, esperança e caridade em Jesus; o papa e a hierarquia são peças que, se falham, são trocadas segundo a ajuda divina. Embora esta quase nunca é compreendida pelos homens, como aconteceu com Fátima, pode tardar, mas não falha.

O que sabemos hoje é que a ajuda já foi dada, mas ignorada.

Devemos, portanto, voltar aos sinais dos desígnios divinos que, como os das Escrituras sagradas, constituem a nossa Religião. Acreditamos, como muitos outros católicos, que não podemos ser fiéis a Deus se descartamos as suas ajudas que testemunham a necessidade da Fé.

Para testemunhar seus Sinais repetidos nos tempos, Jesus instituiu a Igreja e o Papado, sinais da autoridade de Deus na terra em vista da questão essencial da Fé: a intervenção de Deus na vida humana.

Hoje, domina uma nova igreja que parece seguir o que foi profetizado pelo não católico Dostojevskij com a censura feita a Jesus pelo grande inquisidor o qual lhe diz que após sua partida para o céu, só aos grandes sacerdotes compete discernir «sinais dos tempos» para guiar a grei.

Assim guiaram para a demolição da Igreja e a desordem e perversão vigente na terra, que vive no meio de escombros morais e religiosos.

Esta é uma evidência, mas pode a grande comunicação entender o que ocorre no mundo chamado católico, se os mesmos clérigos não sabem o que foi perpetrado? A visão do Segredo na qual o papa católico é eliminado com o seu séquito fiel não configura um delito contra Deus?

3o Segredo de Fátima

Esse mundo clerical, porém, crê na lenda do «papa bom», em paradoxal contraste com a sua adulterada obra religiosa pela qual vigários de Cristo teriam autoridade nada menos que para «melhorar» a Sua Fé!

João XXIII, Angelo Roncali

Angelo Roncali, censor de Fátima que abriu o poço do abismo, com a liberdade de consciência.

Como reconhecer essas falsas autoridades senão pelas suas obras? A Igreja de Cristo testemunha os Seus sinais sobrenaturais, enquanto que os falsos cristos inventam os «sinais dos tempos» que convêm aos poderes do mundo e aos seus «cultos» humanistas e ecumenistas.

Quando o mundo moderno foi imerso por guerras catastróficas e a nefasta revolução comunista, ceifando milhões de vidas e demolindo a Cristandade, apareceu esse sinal incomparável para que os homens pudessem recorrer ao poder divino que aplacasse os ventos destrutivos das desvairadas revoluções ideológicas na sociedade humana.

Fátima foi a assombrosa ajuda sobrenatural dada em resposta à súplica do papa Bento XV compartilhada por todos os bispos do mundo. Sua natureza de desígnio divino ficou assinalada pelo grande milagre do sol, o evento incomparável de 13 de outubro, visto por milhares de pessoas.

Todavia, passou a ser o sinal divino mais incompreendido e incumprido. Por quem? Pelos Papas católicos que sucederam mal a São Pio X.

E como é onde se falha que se abate o castigo, assim foi para essa Igreja militante, mais empenhada na diplomacia que na súplica de ajuda a Deus, segundo os Seus desígnios. E o Sinal de Fátima passou a ser censurado e depois manipulado, por quem, senão por pastores modernistas impregnados pelas idéias do Anticristo?

E o castigo se abateu sobre um Papado, em seguida ocupado pelos inovadores do que a Igreja tinha de mais sagrado; do santo Sacrifício.

Impõe-se, portanto, a questão: Estamos diante do declino religioso que invoca «o fim do tempo das nações» (Lc 21, 24) correspondente ao retorno dos Judeus à Jerusalém? Eis o fato assombroso ligado a esta profecia de Nosso Senhor realizada no nosso tempo histórico, quando esse poder judeu, contraposto ao Cristianismo, passou a dominar no Vaticano conciliar, que chegou a varar um «catecismo católico» onde se diz que todas as religiões são mais ou menos boas. Assim a conversão não seria mais necessária nem para os Judeus, justificados na Antiga Aliança. Pelo contrário, em vista do futuro da fé, a posição deles seria «análoga» à do «catolicismo conciliar: “na espera da vinda (ou do retorno) do Messias! (Catecismo da Igreja Católica, n. 840). É a «analógica», equívoca, inversão, para revolucionar a Fé cristã, segundo o direito à nova liberdade de consciência, declarada pelo Vaticano 2 na sua «Dignitatis humanae»!

Se o Evangelho e a idéia de conversão no Sacrifício são hoje alijados pela falcatrua ecumenista, pondo fim à civilização cristã, como ignorar a origem e o alcance desse desvio à luz de um sinal divino?

Pode-se negar que de tais obscuros enganos Fátima tem sido reflexo?

Hoje a juventude se manifesta em todo o mundo contra os sacrifícios ao horizonte, que a anti-civilização consumista proporcionou, sem ter dado nada para a elevação espiritual do ser humano, como criado por Deus.

Ora, a grande tribulação humana é ligada ao Pecado, que o Sacrifício do Filho de Deus veio reparar, mas que foi desprezado no mundo.

Mas disto ninguém fala e muito menos o aparato conciliar-ecumenista.

No nosso tempo, também o seu sinal para evitar a grande tribulação humana, trazido pela sua Santíssima Mãe, foi evitado e depois manipulado, com a tenebrosa agravante de o ser na Sua mesma Igreja.

Há que reconhecer e reparar porque a ajuda divina já foi dada.

Enquanto for ignorada a dor dos Sagrados Corações diante da perdição de multidões, que solução se pode esperar?

Se no tempo do Francisco e da Jacinta Nossa Senhora pedia a eles tantos sacrifícios, quantos havia que fazer nestes tempos em que a mais grave tribulação espiritual de todos os tempos devasta a Igreja e o mundo no mortal torpor da grande apostasia?

Será preciso uma calamidade universal par despertar-nos?

Diante da grande tribulação universal… saiba-se, porém, que nenhuma solução é possível sem o retorno à ajuda já dada pela graça de Deus para essa hora e desprezada para o dies irae da desgraça dos homens.

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