Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

2 – FÁTIMA E OS FALSOS MESTRES – De Cerinto a Steiner

no ideário de Olavo de Carvalho e de Nougué 

Adao e EvaA pintura de Lucas Cranach [pintora da figura ao lado], amigo de Lutero, é representativa de uma época muito especial da História; retrata a seqüência da Religião revelada sobre a criação e queda do ser humano, cuja consciência è ligada à luz do Criador, mas também a devaneios segundo estranhas figuras esotéricas.

São as duas opções das consciências, que escrevem a história humana.

Todo complô verdadeiro deriva da luta metafísica que o mal move ao bem e origina a conjura da criatura livre que divaga contra o Verbo de Deus.

Na época da Renascença a humanidade estava nessa encruzilhada vital, determinante do confronto da gnose humana contra a Palavra divina.

É a história universal do complô real que, tendo sinal religioso e origem angélica, é perene; surgiu na rebelião luciferina e hoje parece completar-se na onda do Lúcifer teosófico e antroposófico de Steiner e na “Lucis trust”.

Lucis Trust

Lucis Trust for a One World Religion/ Lucis Trust para uma única religião mundial. Delírio diabólico.

No Renascimento tal rebelião atraiu mentes como a de Leonardo e Bacon, Giordano Bruno e Rafael, sobre o qual Steiner teceu tantos mistérios.

Todos serão recrutados pelos vários iluminados das várias maçonarias.

Voltemos ao nosso tempo, porque se a conspiração visa à demolição da Idéia cristã na Filosofia, na Religião e na Igreja, ela é primariamente contra a Palavra divina referida ao fruto proibido da árvore do bem e do mal.

Assim ocorreu a descristianização européia a partir da idéia americanista.

1930 – “Nas encruzilhadas da História, um Kahal misterioso impele o homem “inspirado”, por vezes escolhido com muita antecedência para tornar-se instrumento da “Grande Obra”. Ele pode então abalar um estado, inverter o curso dos eventos, desafiar as oposições, enganar os povos com sublevações espetaculares e dramáticas, com estupor das multidões que ignoram a pre­paração de seus cursos efetuados por outras mãos e com suportes ocultos que o fizeram durar até o dia estabelecido para a sua queda, uma vez absolvida a sua missão, ou então quando as suas pretensões ultrapassam a medida que lhes foi confiada”. (Kadmi Cohen, L’abomination americaine, Paris, Ed. Flammarion, 1930).

1985 – Louis Pauwels (1920-1997), maçom, ocultista discípulo do mago Gurdijeff, então diretor de revistas esotéricas e do Figaro Magazine, que amava proclamar a sua conversão ao cristianismo: “Há um complô mundial de forças anti-cristãs que visam enfraquecer (e se possível dissolver num humanismo de belas palavras, mas impotentes) a fé dos católicos, a dividir a Igreja, a suscitar um cisma” (Vittorio Messori, Inchiesta sul Cristianesimo, Torino, SEI Ed., 1987, pp. 151-52).

Contudo, sobre a contradição entre ser maçom e católico, Olavo de Carvalho diz: “lógica não existe, o que existe é uma proibição formal dos papas, que vem desde o século XVIII”. Seria uma “proibição” ilógica?

Ora o “Gnosticismo” – “é a essência e o miolo da Maçonaria”

Estátua de Albert Pike

Estátua de Albert Pike em Washington

“A Maçonaria é a gnose; (os maçons são) os verdadeiros gnósticos que continuam a sua milenária tradição” (Albert Pike). “Alexandrian”, provável pseudônimo de um alto iniciado, escreve na sua “História da filosofia oculta” citando um dos máximos expoentes mo­dernos do pensamento gnóstico, Henri-Charles Puech: “Ter a Gnose (= Conhecimento) significa saber o que somos, de onde viemos e aonde vamos, o que nos pode salvar, qual é o nosso na­scimento e qual o nosso renascimento”.

E à série de perguntas: “Porque na terra existem tantas religiões, em vez de uma só fé? Qual escolher e segundo qual critério preferir umas às outras? Como estabelecer quem tem ou não razão, entre o pagão, o judeu e o cristão, entre quem está certo da metempsicose e quem espera o Juízo Uni­versal?”, faz seguir considerações dignas da máxima atenção: “Uma resposta por demais imediata a tais perguntas dramáticas e pro­blemáticas transforma o indivíduo num ateu, que recusa globalmente todas as religiões justamente devido às suas divergências, ou num fanático que se fecha rigi­damente na própria fé evitando analisar as outras, por temor que esta seja alterada. O gnóstico, ao invés, usa a Gnose como um filtro através do qual perscruta e analisa as religiões e as filosofias, para preservar o melhor de cada uma. Elabora assim uma religião intelectual, baseada numa ri­gorosa cultura em vez de uma religião revelada que justifica os próprios postulados inverossímeis e absurdos recorrendo a visões, êxtases, alucinações auditi­vas”. (Epiphanius, p. 21)

Gnose e doutrina gnóstica

“A Gnose nasceu no ambiente judeu-cristão nutrindo-se de um pensamento especificamente hebraico, emprestado de um inteiro cabedal literário do Antigo Testamento, mesmo se o seu vocabulário provem do grego e fórmulas pseudo-filosóficas do Egito e do Irã” (Etienne Couvert, De la gnose à l’oecumenisme, Vouillé, Éditions de Chiré, 1983, p. 9; fundamental autor para tratar do tema gnóstico).

A “Gnose” desenvolveu, praticamente em seguida da morte de Jesus, um ensino original, peculiar, sempre destinado a uma estreita seita de iniciados, destinado a descobrir no ensino de Nosso Senhor verdades mais profundas daquelas simples, evangélicas, ao alcance de quem quer que seja.

A “Gnose” servia, pois para distinguir, segundo eles, entre um ensino exotérico ad usum populi e outro esotérico, secreto, reservado por Jesus e pelos Apóstolos a um seleto círculo de iniciados superiores. Este seria o motivo, segundo os gnósticos, a mola secreta da explosiva expansão do cristianismo e a eles era preciso dirigir-se para obter as respostas aos problemas existenciais básicos como a questão do Mal.

Símbolo Maçônico

Deus segundo uma variante maçônica

O Mal, sentenciavam, não procede do homem, mas do mundo divino, de um deus malvado, o Deus dos hebreus-cristãos (os profetas de fato não anunciavam só desgraças?), um deus inferior, ignorante, que da matéria eterna increada teria criado o mundo como o conhecemos, com uma obra, pois, não de criação, mas de organização, de transformação da  matéria, de onde o apelativo que lhe foi conferido de Demiurgo (= artesão). Teria preso o homem, então ser puro e espiritual, na matéria, que passaria em seguida aos sofrimentos nos quais x se debatia na tentativa de livrar-se da matéri­a que o degradava a ser inferior a Deus. Por outro lado os gnósticos, nessa distorcida e arbitrária teologia, postu­lavam a existência de um Deus bom, inacessível e indiferente às questões humanas (donde então essa bondade?), que tudo compenetra e envolve, chamado por eles, vez por vez, “Abismo original”, Pleroma” (= plenitude), “Grão Todo”. Ele ter-se- iaexpandido por “emanação” gerando uma multiplicidade de seres – entre os quais os Anjos e o Demiurgo – assim chamados segundo a época “Eons”, “Syzygie”, “Arconti”, ou, na Cabala hebraica, “Sephiroth”.

A expansão deste Deus-Todo estaria perenemente em curso, dai o caráter do devir do mundo, do universo. O mundo, essência mesma do Deus bom, seria divino, em quanto gerado e não criado do nada. O processo de expansão, por causa da intervenção falha e indesejável do Demiurgo, teria ao invés sofrido um atraso obstruindo assim a evolução para a conjunção dos espíritos gnósticos com o próprio Deus-­Tudo. Dai o conceito de queda original, causada, porém, não por Adão, mas pelo Deus dos cristãos.

Afirmando que a matéria é infinita, portanto identificável com Deus mesmo (panteísmo = Deus em tudo), não é dito como esta, que é parte do Pleroma, o Grã-Tudo definido como Deus-bom, boa de per si, porque pode, ao mesmo tempo, incorporar o mal. Mas se o Mal não provém do homem, ele não pode ser re­sponsável por este: inútil então a ascese cristã que não garantiria sal­vação eterna, inútil toda luta contra as tentações e fraquezas, inútil todo esforço de aperfeiçoamento; a salvação e libertação a procurar são mais que tudo a da matéria na qual o ignóbil Demiurgo – o Deus dos cristãos – encadeou o homem, de modo que este possa recuperar aquele estado de centelha divina primordial, emanação do Deus bom.

O “caminho” para alcançá-lo passa, segundo os gnósticos, através o ensino esotérico do Cristo, o maior dos Grandes Iniciados, que pro­cura a salvação através da Gnose (= conhecimento). O meio é a magia, que conduz o homem a “despertar”, para o seu estado primordial divino, no contacto com as entidades espirituais superiores. Supérfluo observar que as verdades do Credo são aqui abertamente negadas: Paixão, Morte e Ressurreição de N. S. Jesus Cristo são reduzidas a símbolos sem base, porque o homem não precisaria mais de ser re­mido em quanto não pecador, sendo ao contrário vítima do despotismo do Demiurgo. Segundo estes, o Cristo-Lucífero (= Portador de Luz) gnósti­co não indicou um caminho de redenção a percorrer com tribulações e esperanças, mas revelou, a quem não o sabia,que o homem desde sempre é divino, e que o inimigo que o impede, através da superstição e da ignorância religiosa, de alcançá-lo é Jahvé, o Deus dos cristãos. Postula-se que na matéria se aninha o mal, razão porque também o corpo humano é mau e se põe ao mesmo tempo o problema da relação com a “centelha divina”, emanação do Deus-Tudo, bom; daqui a necessidade de individuar a parte boa do homem, segundo esta doutrina.

A tal fim os gnósticos individuam três partes nesse ente: a parte carnal, má, segundo a linguagem gnóstica, “soma”, uma parte psicológica sede das paixões, ou “psique”, e a parte que se identifica com a centelha divina, o “pneuma”. Desse modo tudo é enquadrado: a psique é a força má que sustem a matéria, enquanto o pneuma, sendo consubstancial ao Deus-Pleroma, resta indiferente e impassível aos fatos do corpo.

O homem na sua essência não é, pois, responsável de suas ações, que devem ao invés ser imput­adas às forças daquela psique material à qual, sem querer, encontrou-se submetido.

Encontramos aqui todo o protestantismo de Lutero: as obras são inúteis para os homens, sendo por sua natureza incapaz de atos bons, a salvação pode ser obtida só através da fé, claro, uma fé iniciática.

O pensamento gnóstico antecipa também a moderna psicanálise, que entende subtrair o homem do problema do Bem e do Mal, enviando para um indefinido inconsciente situado na psique a responsabilidade das ações intrinsecamente más atuadas pelo “eu”. Para os psicanalistas o inconsciente, o Es, do qual o individuo é pois vítima inocente, seria sede dos impulsos instintivos aos quais, segundo eles, é bom que o homem se desafogue para não se criar perniciosos “complexos” de culpa. Dai a indução à transgressão através da libertação sexual, da droga e toda perversão conhecida *

 * O surpreendente nos sistemas gnósticos é que são exclusivamente baseados nas manifestações do Inconsciente e que as suas noções morais não recuam diante de aspectos pouco claros da vida (este inconsciente é a psique dos gnósticos, sede das paixões que agitam o corpo). “Não penso de ir longe demais declarando que o homem moderno, contrariamente ao seu irmão do século XIX se volta para a psique com grandes esperanças e sem referir-se a nenhuma crença tradicio­nal, mas acima de tudo no sentido de uma experiência religioso-gnóstica” (C.G. Jung, «Problème de l’ame moderne», Paris, Ed. Buchet-Chastel, 1987, p. 466 e ss.; v. também P. Ennio Innocenti, »Critica alla psicanalisi» S­acra Fraternitas Aurigarum in Urbe, 1991).

Não se podia explicar melhor – comenta Couvert – a Gnose através da psicanálise voltou em força no mundo descristianizado […] de fato, a Gnose se chocava contra incoerências, contradições difíceis de resolver.

A psicanálise ri destas dificuldades, por exemplo, o problema  do Mal.

Os gnósticos não sabiam como conciliar o Bem e o Mal na Divindade.

Não há diferença entre Bem e Mal, dizem os psicanalistas. Em Deus o Mal é a perfeição  do Bem, o cumprimento da Divindade. Satã mesmo faria parte integrante de Deus. Foi este ser divino que ensinou aos homens serem senhores de si mesmos, capazes de discernir o Bem e o Mal. os gnósticos afirmam que o nosso ânimo (pneuma), centelha divina, deve restar indiferente, impassível diante das agitações e pulsões da psique.

Muito está na “síntese hegeliana”, que reaparece adotada por Ratzinger.

Os psicanalistas, ao contrário, afirmam que o homem deve deixar que se manifestem livremente estas pulsões, porque os movimentos da psique são, esses também, símbolos da  Perfeição divina.

O que uma vez, no curso de cerimônias sagradas, era reservado a poucos iniciados, hoje é correntemente praticado por muitos. A prática ascética dos Gnósticos, dos Perfeitos, dos Puros, dos Cátaros, não era então um meio para atingir a divindade, mas o sinal que esta já havia sido alcançada, que o homem já havia realizado a Unidade perfeita com Deus; a prática da dissolução dos gnósticos modernos será, pois o sinal que o Homem ultra­passou as categorias do Bem e do Mal, que finalmente atingiu o total domínio de si mesmo, ca­paz, portanto de dar-se uma lei, de estabelecê-la a seu alvitre sem ter que prestar contas a ninguém: liberdade total sem responsabilidade. Para a subversão de toda a Ordem natural e divina não era possível inventar meio melhor…” (E. Couvert, op. cit., pp. 42, 43).

A aversão ao mundo material suscitou nos gnósticos duas atitudes antitéticas só em aparência: a abstinência de toda relação sexual e a libertinagem orgástica mais desenfreada. Ambas, de fato, são expressões de ódio e desprezo pelo corpo, negando-lhe seja o uso da sexualidade, seja arrastando-o a todo excesso ruinoso. A regra gnóstica geral foi, pois em todas as épocas a recusa da procriação visto que o Demiurgo teria exortado os homens a crescer e multipli­car-se só para perpetuar o ódio e a infelicidade nesta terra. Dai a absti­nência forçada, a abolição do matrimônio, o uso dos contraceptivos, o aborto, a esterilização, a sodomia, a pedofilia, até as orgias rituais que coleti­vamente substanciava a recusa da vida. São todas atitudes que no pensamento gnóstico tendem a interromper a continuação da espécie humana, vista como penosa desventura, liberando invés através da morte o pneuma, a alma, a essência divina prisioneira do corpo.

Explicam-se assim também as motivações mais profundas dos suicídios dos Cátaros, dos infanticídios dos Anabatistas e, porque não, de tantas guerras e revoluções modernas cujos motivos referidos nos livros de História são pelo menos irreais.

“Quanta atualidade do pensamento gnóstico dos primeiros séculos depois de Cristo! O homem moderno é de fato iniciado na gnose sem que o saiba.

Todavia, o aspecto mais preocupante da expansão infrene da gnose na sociedade moderna, deriva da difusão, efetuada com uma habilidade só superada pela perfídia, de um oportuno état d’esprit, favorável à afirmação e à glorificação do Mal, da destruição, da per­versão, do irracional em quanto tal, e hostil a toda ação construtiva sob forma de Bem, de racionalidade e bom senso.

“Veremos reflexos da doutrina gnóstica na carta ‘Tertio millenio’ onde João ­Paulo 2º apresenta o Verbo como simples ordenador do universo, esquecido que pelo Verbo o universo não foi só ordenado, mas criado ex nihilo. ‘No princípio era o Verbo, e o Verbo estava em Deus; e o Verbo era Deus… Tudo foi feito por Ele (Jo 1, 1-3)’”.

Ora, as «grandes obras» humanas, por mais sucesso e domínio alcançado no mundo, são contingentes e acabam por revelar, a seu malgrado, a Palavra transcendente. Assim, o poder atual de Israel, já estava previsto por Jesus (Lc 21, 24). Era «função» da descristianização dos gentios, ou seja, do tempo de declínio das nações formadas na civilização cristã.

E aqui vem a questão da autoridade do seu chefe, o papa da Igreja, que só existe como vigária do Verbo formador. «Papas» com verborréia própria à contingente toxina conciliar, que relativiza a Palavra divina na mágica ecumenista, só podem ter autoridade na lucubração de «mestres» de uma falsa lógica. Como podem eruditos professores católicos apontarem a peçonha sacrílega do Vaticano 2, mas honrando a autoridade divina de seus químicos? Que lógica é essa de nefandos feitiços sem pérfidos feiticeiros?

Nossa Senhora da Defesa

Nossa Senhora da Defesa, terror dos demônios, rogai por nós!


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