Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

7 – A PAIXÃO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA – A FALSA PEDAGOGIA DOS FALSOS MESTRES – DE COMENIUS A WOJTYLA

As lições fundamentais sobre a origem, estado atual e fim ultimo do ser humano está na Revelação divina, que se lê na Bíblia da religião revelada. Elas ligam as consciências das criaturas aos desígnios do Criador.

A primeira lição refere o episódio do Pecado original do livro da Gênesis, que revela a outra pedagogia para as consciências, contrária à do Criador.

Adão e Eva

Esta, que também parece «religiosa», condiciona toda a história humana.

Dela temos falado, em especial devido ao seu reaparecimento em forças nos tempos cristãos. Trata-se do gnosticismo, do homem tentado a raptar a fruta proibida do conhecimento do bem e do mal para ser «como Deus».

Repetimos aqui os termos desse supremo engano, porque ele se renova em todo tempo e lugar com a «pedagogia» de «mestres que explicam Deus» e pretendem ensinar Seu desígnio de Amor, segundo as próprias ciências.

Qual o mal dessas «pedagogias» imaginosas de marca humana? Simples, elas afastam, se não invertem a realidade de tudo e originam as ideologias perversas sobre o «bem» dos homens e das sociedades. Veja-se o que fez a ideologia comunista para realizar esse «bem»: vários milhões de mortos.

Qual foi o seu objetivo principal? Destruir a Religião cristã.

Aqui não vamos lembrar seus carrascos, mas seus subtis mentores pouco reconhecíveis como pedagogos de erros; de Comenius a Karol Wojtyla.

A pedagogia prometeica do gnosticismo ecumenista

Hoje é difícil negar a existência de um “complô” para substituir a Igreja de Jesus Cristo, do conhecimento revelado por Deus, com a secreta “anti-Igreja” gnóstica de um indefinido amor universal, para que os homens sejam como deuses. Sendo esta a tentação secreta que procede das origens, é preciso, para identificá-la, reconhecer os termos que a caracterizam em modo contínuo no curso da história até os nossos dias.

Os termos concatenados que remontam a antes do Cristianismo até hoje são muitos: da «Gnose» à Antroposofia, da Maçonaria ao mundialismo new age, até à atual operação ecumenista conciliar. Esses termos não são unívocos, nem seus adeptos conscientes de seu fim, mas são reconhecíveis pelo seu plano final: uma super igreja para animar com um culto sincretista a “nova ordem” global do culto do homem no lugar de Deus.

Para melhor conhecê-los ainda citamos o livro de Epiphanius (Massoneria e sette segrete: la faccia occulta  da  storia, “Ichthys”, Albano Laziale, 2002, p. 53 ss.).

“O sumo pedagogo Jan Amos Comenius, herdeiro espiritual de Johann Valentin Andreae e porta-voz da Rosacruz, encarregar-se-á de pôr as bases do mundialismo modernamente entendido, traçando um projeto de sociedade alargada a todos os povos, um verdadeiro plano de ecumenismo político, com condições de apropriar-se de toda valência político-religiosa através de uma reforma radical da sociedade humana. Jean Piaget, professo­r de psicologia da Sorbona, suíço, diretor do Bureau International d’Education da máxima sede cultural do mundo, a UNESCO, no prefacio de um livro sobre Comenius editado por ocasião das celebrações de 1957 do tricentenário da publicação em Amsterdã da Opera Didactica Omnia, nos dá a conhecer os fins que Comenius entendia perseguir através de seu programa: – unificação do saber e sua propagação graças a um sistema escolástico aperfeiçoado e posto sob a direção de uma espécie de academia internacional; – coordenação política por obra de uma direção de instituições internacionais com o fim de manter a paz entre os povos; – reconciliação das Igrejas na senda de um cristianismo tolerante (“João Amos Comenius” 1592-1670. Páginas escolhidas publicadas aos cuidados da UNESCO).

Jan Amos Comenius

Jan Amos Comenius

“A importância peculiar deste plano, para os fins de nosso estudo, é de saber que, salvo ajustes de forma nos sucessivos séculos, em especial no XIX° e XX° ele foi transferido pari passo para o nosso.

Comenius é definido ‘apostolo da compreensão mundial’, ‘um dos primeiros divulgadores das idéias às quais se inspirou a UNESCO desde a sua fundação”: “Comenius deve pois ser considerado como um grande precursor das atuais tentativas de colaboração internacional no campo da educação, da ciência e da cultura: não concebeu tais idéias de pas­sagem ou por acaso, as quais nesse caso concordariam de modo fortuito com uma ou outra realização atual, mas é em virtude da sua concepção sistemática geral, que funde num só bloco a natureza, o trabalho humano e o processo educativo. Por isto a UNESCO e o Bureau International d’Education lhe tributam o respeito que merece um grande precursor espiritual” (ib., p. 33).

“Comenius nasceu na Morávia em 28.3.1592 de pais pertencentes à seita dos Irmãos Boêmios, que em 1575 mudou o nome para Irmãos Morávios depois da fusão com as igrejas hereges luterana e hussita. À eclosão da Guerra dos Trinta anos, falida uma tentativa de insurreição contra os Habsburgos em 1620, os Irmãos Morávios foram dispersos e perseguidos; em 1628 sob a direção de Comenius – que entretanto se tornara bispo -, foram recebidos em Lezno na Pomerânia por ardentes partidários da Reforma. Ai Comenius escreveu parte de sua notável obra de pedagogia, ética e religião que lhe conferiu grande notoriedade junto às elites do tempo, ao ponto que os príncipes o consultavam para reformar suas instituições.

“Nessa época Comenius foi convidado pela Fraternidade dos Rosacruzes e iniciou suas excursões européias. Esteve em Heidelberg, onde foi influenciado pelo milenarismo protestante que professava a possibilidade para os homens de atingir a salvação na terra’ (Enc. Brit., 1975, IV, p. 967). Esteve em Londres, onde estreitou amizade com Francis Bacon, de quem admirava a obra, e com Robert Fludd, médico inglês imbuído da cabala hebraica, provavelmente Grão Mestre do ramo britânico da Rosacruz (a Rosacruz por volta de 1650 já era organização poderosa na Inglaterra), conhecido com o nome esotérico de ‘Summum Bonum’.

“Expulso desse País em 1642, foi chamado à Suécia onde morou com o holandês Louis van Geer, um Rosacruz que tornar-se-ia o seu mecenas e protetor. Voltando à Polônia – depois do incêndio de Lezno em que perdeu manuscritos e bens – foi obrigado a expatriar – desta vez para os Países Baixos. Em Amsterdã foi recebido com grandes honras e o senado garantiu-lhe a publicação completa de suas obras (1657). Morreu nesta cidade em 15.11.1670.

“Na base do conceito pedagógico de Comenius está o ideal da ‘pansofia’, isto é, de uma ciência universal e válida para todos os homens, por ela irmanados com uma inteligência e amor comum para além de toda distinção religiosa e nacional” (Enciclopedia Treccani, VI Vol. Roma 1957, p. 587).

“Na verdade Comenius havia compreendido muito bem que modificações sociais no sentido desejado teriam firmado pé só em conseqüência de uma doutrinação controlada de todos os cidadãos desde a infância; nem se pode afirmar que sua herança espiritual, transmitida, adap­tada e amplificada por pedagogos de fama como Pestalozzi (1746-1827) e Maria Montessori (1870-1972), tenha sido hoje perdida, visto que ela marca de modo inconfundível a instrução obrigatória moderna.

Maria Montessori foi a fundadora do método didático que tem o seu nome e foi difundido pela Sociedade Teosófica de H.P. Blavatsky, à qual a Montessori pertencia (cf. R. Guénon, ‘O Teosofismo” Ed. Artos 1987, Vol. II, p. 281). Fundada em 1875 pela ocultista russa, H.P. Blavatsky, a Sociedade Teosófica sob o pretexto iluminista do conhecimento universal, cultiva motivos luciferinos, que não lhe são marginais, basta pensar que o fim declarado da Sociedade era «cancelar o Cristianismo da face da terra… expulsar Deus dos céus» (R. Guénon, op. cit., vol. I, p. 13), chegando a negar a historicidade de Jesus Cristo (que até o Talmud reconhece, para denigrá-Lo).

HELENA PRETOVNA BLAVATSKY

BLAVATSKY

“O historiador mação e martinista Pierre Mariel (morto em 1980, Le società segrete que dominano il mondo, Ed. Vallecchi. 1976), reivindica para a Rosacruz, a exemplo da secular continuidade ideal, as seguintes regras didáticas tiradas da obra de Comenius: 1) Mandar as crianças às lições públicas o menor numero de horas possível, para dar-lhes o tempo de fazer estudos pessoais; 2) Sobrecarregar o menos possível a memória. Fazer memorizar só o que foi bem entendido; 3) Regular o progresso do ensino segundo a idade e progressos escolásticos, individualizando as lições; 4) Ensinar a escrever escrevendo, a falar falando, a racioci­nar raciocinando. 5) E a regra de ouro: tudo o que será oferecido à inteligência e à memória os alunos devem buscar, descobrir, discutir, repeti-lo sozinhos; o mestre limitar-se-á a guiar esse processo” (de auto-conhecimento).

“Ora, como se sabe a base de toda instrução é a memória (daquilo a mente recebeu), a falta da fixação dos conceitos, de sua concatenação em ordem progressiva, à exceção daqueles adquiridos pela experiência direta, é gravemente limitativa para a inteligência e dispersiva de suas potencialidades. Desse modo o estudante acumula lacunas, perfaz uma preparação fragmentária que o conduz a privar-se das capacidades de corretamente escrever na própria língua, ou logicamente raciocinar, ou mesmo abstrair.

“O pensamento de Comenius é de extraordinária atualidade porque é a chave que fornece a explicação sobre a proveniência da hodierna ‘cultura de massa’, ministrada do nível elementar à universidade: basta pensar no despropósito das “pesquisas”, que em nome do estudo pessoal empenham os alunos em simples cópias, depois de ter abandonado os exercícios de caligrafia, o estudo sério da gramática e da análise lógica e em geral das disciplinas que implicam procedimentos rigorosos para obrigar a mente a seguir os esquemas ordenados e sistemáticos (do conhecimento que nos precede). Estes são substituídos, na confusão de tantas outras doutrinas igualmente experimentais, por estruturas de ‘crescimento democrático’ como os conselhos de classe planejados como modelos de discussão, descoberta, pesquisa; de formas como a escola a tempo pleno, verdadeira alienação dos filhos em relação às famílias, da educação sexual, instrumento institucional de degradação moral da juventude, e mais em geral por matérias fúteis, sem valor, que subtraem tempo à disciplinas fundamentais.”

Eis o juízo de N. Murray Butler sobre a pedagogia comeniana:

“O lugar de Comenius na historia da instrução é, pois, de uma importância determinante. Ele inovou e dominou todo o movimento moderno no campo da instrução elementar e secundaria. A sua relação com o nosso tempo é como o de Copérnico e Newton com a ciência moder­na, de Bacon e Descartes com a moderna filosofia” (The Place of Comenius in the History of Education”, Syracuse, 1892 no opúsculo «Jan Amos Komensky di Otar Odlozjlik, ed. Czechoslovak National Council of América, Chicago 1942).

Panorthosia (1644): Na sexta parte da “De rerum humanarum emendatione Consultatio catholica”, Comenius concebeu um sistema coerente, racional, pragmático com estrutura de respiro planetá­rio ao longo do qual inscrever seus projetos de reforma do sabor e da edu­cação, através da criação de uma academia mundial, o collegium lucis – espécie de ministério internacional da educação para a unificação do saber – de uma língua universal em substi­tuição do latim, então vigente, para favorecer a sua realização, de um consistório mundial das religiões que tendesse a um abraço sincretista destas em nome de uma humanidade comum (como a «religião mais universal» ansiada pelos clérigos conciliares), enfim, de um tribunal da paz, espécie de corte de justiça internacional, que vigiasse sobre o bom funcionamento dos dois primeiros organismos prevenindo guerras e todo desvio.

“O já citado Pierre Mariel é autor da tese da não origi­nalidade da Panorthosia, que deveria ser incluída apenas como simples manifesto da Rosacruz à qual Comenius teria emprestado só o nome e conhecimentos, enquanto foi o porta-voz, o relator de uma comissão de Sábios cujos membros ficaram voluntariamente à sombra (Pierre Mariel, op.cit., p.29)

O mundialismo religioso

“Na Panorthosia – do grego pan=tudo, universal, e orthós=reto, justo – Comenius expõe fielmente o pensamento rosacruciano evocando conceitos e idéias da ‘República’ de Pla­tão, do socialismo utopista da ‘Civitas solis’ de Campanella (1568-1639), inspirando-se nas ‘Colônias de Jerusalém’ de J. Arndt (1555-1621), na ‘República Cosmopolita’ de J. V. Andreae, além disso na incompleta ‘New Atlantis’ de Francis Bacon (1561-1626), obras que idealizavam Estados fundados no comunismo mais intransigente, mas nem por isto fechado às religiões ou heresias, que, ao contrário, seriam reunidas na síntese superior de uma visão panteísta da natureza.

“Isto revelava uma concepção gnóstica do homem. Um rápido exame de alguns estratos permitirá ao leitor colher em toda a sua concretude a articulação do plano de subversão da ordem católica, que deveria ser substituída por outra, com cujo esquema padrão seria possível partir para a conquista do mundo. Eis a lúcida exposição dessas idéias sinárquicas:

1. Um conselho cultural internacional, que fixe a doutrina dos novos dogmas no âmbito da CULTURA;

2. Uma igreja universal que, englobando a de Pedro, transmita fielmente a doutrina elaborada no âmbito da RELIGIÃO;

3. Um tribunal da paz que imponha o respeito da doutri­na transmitida no âmbito da POLÍTICA (ib.)”

“Esta pedagogia anti-cristã adquiriu com as revoluções modernas o poder para mudar o modelo universal nas consciências, mas lhe faltava ainda o conteúdo que representasse um sincretismo doutrinal global.

A Teosofia tentou elaborá-lo, mas em vão. Um seu grande herdeiro dará outro passo em frente. Rudolf Steiner foi esse ‘mestre’ que entendeu ser impossível destruir o Cristianismo e a Igreja. Por isto havia que transformá-los.

Não é isto que tenta fazer a igreja conciliar com seus «falsos mestres», de João 23 até Bento 16? Note-se como o itinerário que seguem e a simpatia pelos poderes e pedagogias da ONU e UNESCO é afim aos planos descritos.

Não foi portanto por acaso que a UNESCO celebrou em grande evidência a «sabedoria» de Karol Wojtyla, João Paulo 2º.

João Paulo 2

Diretor da Unesco Koïchiro Matsuura, cumprimentando João Paulo 2.

Para a mutação de nossa santa Religião e o abatimento da «pedagogia» do bem dos povos e da salvação das almas, que provindo de Deus foi transmitida por Nossa Senhora em Fátima, vale tudo. Até mesmo a promoção de falsos Cristos e falsos pastores, que ensinam o culto do homem e de suas religiões, como aconteceu em Assis com o beneplácito da ONU.

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