Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

8 – A LIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA E OS FALSOS MESTRES – DE STEINER A TEILHARD DE CHARDIN

no ideário de Wojtyla e Ratzinger

Visão do Terceiro Segredo de Fátima

A História registra o efeito das idéias humanas sobrepostas à Palavra de Deus, que se conhece na Fé – Credo ut intelligam.

É a História de Adão até o Anticristo, com muitos milhões de vítimas em corpo e alma e que continuará até o fim dos tempos.

A curiosidade humana de conhecer o arcano da vida deu origem às diversas idéias mágicas desde o início, mas só assumiu visão universal, assim como a mesma História, no tempo do Cristianismo. Sim, porque a imaginação, a ilusão e a falsidade, precisam da Verdade para, à sua sombra, tecerem um ideário consistente e credível com a sua «gnose» humana.

Vimos o gnosticismo promovido por gente como Cerinto e sucessores e depois, no campo pedagógico, por Comenius, que ainda hoje é tido pela UNESCO como «mestre» para a modelação das mentes desde a infância, com a dúvida e a experimentação pessoal e sistemática a detrimento da fé.

Esta idéia formou assim, com guerras e revoluções nefastas, o mundo em que vivemos, só encontrando a clara oposição da Igreja Católica.

Havia portanto que abatê-la, no seu chefe, o Vigário de Cristo, com todo seu séquito fiel de consagrados e leigos, testemunhas da Verdade.

É o evento fundamental para a compreensão da história, não só moderna, que se viu, mas que ainda não se quis compreender, na visão da terceira parte do Segredo de Fátima.

Terceiro Segredo de Fátima

Sobre esta desceu a censura dos falsos papas e só foi publicada porque a Providência deixou que João Paulo 2º ficasse enlevado pela idéia que era ele, com o atentado à sua vida, a se colocar «no centro da história»!

Ora, são as idéias que governam os homens e como os fiéis entendem, elas só têm a direção de bem se provêm direta ou indiretamente de Deus para o homem, sob o sinal da Fé. Se têm a direção oposta, na trilha da «gnose» humana, vêm na sombra de ilusões e enganos que, cedo ou tarde, levam ao culto do homem que «pontifica» a sua verdade; que se faz Deus!

Não vamos afirmar que a obra desta «gnose» hermética seja desprovida de interesse e de atrativa; pelo contrário, sempre atraiu as maiores mentes à procura dos mistérios da vida e da morte. Alguns perscrutaram suas vias obscuras, mas outros pretenderam nada menos que ensiná-la como ciência; como caminho para edificar a mente livre de toda outra  fé.

Será destes que vamos nos ocupar, porque no nosso tempo entraram pela Religião adentro, relendo e invertendo sem peias, até a Revelação divina. Se nos interessam hoje especialmente é porque se trata de autores cujas obras foram analisadas e condenadas pela Igreja, porque atentavam à verdade, mas passaram a ter enorme influência através do nefasto Vaticano 2º e de seus arautos modernistas e filo mações em veste papal.

O magno fruto destes é hoje a heresia ecumenista-conciliar (veja-se a Encíclica “Mortalium animos” de Pio XI), impregnada das idéias de Rudolf Steiner que, já em 1910 falava da necessidade de um (novo tipo de) papa. (veja «Segredo de Fátima ou Perfídia em Roma»).

Ora, para Olavo de Carvalho, Steiner é“um dos maiores filósofos e místicos de todos os tempos”. Isto, talvez, porque tivemos um amigo comum que teve imensa admiração por este «mestre». Trata-se do Prof. Daniel Brilhante de Brito, desaparecido há poucos anos, e considerado por Olavo de Carvalho o homem de maior cultura do Brasil, que traduziu Steiner (v. foto e artigo «Um duelo a lembrar: Orlando Fedeli x Olavo de Carvalho»)

O fato é que Rudolf Steiner foi um reformador das Escrituras no sentido que discursava sobre a sua «revelação intuitiva», produto da sua «gnose».

Gnose e doutrina gnóstica

Gnosticismo

Já vimos que há uma variedade de «gnoses», cuja matriz è de lavra judeu-cristã nutrida por uma idéia especificamente hebraica, deduzida de um inteiro cabedal literário do Antigo Testamento, mesmo se o seu vocabulário provem do grego e fórmulas pseudo-filosóficas do Egito e do Irã” (Etienne Couvert, De la gnose à l’oecumenisme, Vouillé, Éditions de Chiré, 1983, p. 9).

Tal Gnose foi desenvolvida depois da morte de Jesus por seitas de iniciados, para ir além das verdades evangélicas ensinadas por Nosso Senhor.

Isso voltou a fazer Steiner no nosso mundo descristianizado, assim como a psicanálise, que com suas contradições, só agravou o problema humano.

A pedagogia anti-cristã para uma nova ordem mundial adquiriu com as revoluções modernas poder para mudar o modelo nas consciências, mas lhe faltava o conteúdo que representasse um sincretismo doutrinal global.

A Teosofia tentou elaborá-lo com os seus delírios orientalistas, mas em vão. O seu grande mestre que dará um passo em frente foi Rudolf Steiner.

“Homem de qualidades intelectuais excepcionais, pedagogo prodigioso e fértil escritor, dirigiu a Sociedade Teosófica na Alemanha onde fundou em 1902 arevista Lucifer, que em 1904 assumiu o titulo de Lucifer-Gnosis. Segundo os seus biógrafos Steiner teve um ‘Guia’ que Edouard Schuré, o famoso teósofo e filosofo protestante francês (esoterismo heleno-cristão: da Esfinge a Cristo e… de Cristo a Lúcifer, inspirador de Teilhard de Chardin), no seu ‘Os Grandes Iniciados’, descrevia assim: «O Mestre de Steiner era um daqueles poderosos que vivem sob a manto de um homem de estado civil qualquer, para uma missão só conhecida por seus pares».

Rudolf Steiner partiu da Teosofia de Mme. Blavatsky, que tinha por programa a Fraternidade Universal na síntese do conhecimento. Seria a teoria do campo unificado do espírito universal, como a Teoria de Einstein para o campo físico. Trata-se de uma gnose que reivindica abusivamente entre os seus iluminados não só o neo-platônico Eckhart, mas as santas Gertrudes, Ildegarda, Catarina de Sena, Agostinho, Francisco de Assis e Francisco de Sales. Steiner apoiou-se também sobre S. Tomás de Aquino.

Sede da Antroposofia

Sede da Antroposofia

Eis alguns nomes famosos da época que foram atraídos por esta iniciação ao mesmo tempo hermética e esotérica: Edison, Mondrian, Scriabin, Yeats, Gandhi, George Russel, Bernard Shaw, Annie Besant, Aldous Huxley, Fernando Pessoa, etc. Este último traduziu a Blavatsky e, escreveu então a um amigo: ‘Se observas que a Teosofia, porque admite todas as religiões, tem um caráter inteiramente semelhante ao paganismo, que admite no seu Panteão também todos os deuses, perceberás o segundo fator da grave crise de minha alma. A Teosofia me terroriza com o seu mistério. É o horror e a atração do abismo realizados no além alma. Um espanto metafísico, meu caro’ (A Voz do Silêncio, Ed. Civilização Brasileira, Rio, 1969). Pessoa morreu prematuramente com 47 anos. A sua inquietude existencial levou-o ao alcoolismo e à morte. Internado devido à cirrose aguda, sabia que seu estado era crítico ao ponto que bastaria um copo para morrer. Bebeu esse copo e foi encontrado morto no dia seguinte.

Mas voltemos a Steiner, que foi além da Teosofia e remontando a um certo panteísmo de Goethe, chegou a uma nova síntese religiosa: a antroposofia, que pretende ser o saber supra-sensível e completo do mundo e do homem inserido no universo, abrangendo não só as religiões em geral, mas a Católica que a condenou junto à Teosofia (Dz 2189).

Steiner acreditava-se Pitágoras reencarnado; acreditava no retorno da mente para melhor compreender e explicar o homem, nos seus impulsos e energias, quer religiosos quer revolucionários. Mas apostava num novo cristianismo, que não exclui os sacramentos, mas nem a reencarnação.

A mente humana seria capaz de atingir a sabedoria para discernir todo segredo sobre si e o universo. Assim, Steiner, fascinado pela idéia da renovação do cristianismo à luz do budismo esotérico, enquadrou o seu movimento diretamente sobre o esoterismo cristão, acusando a Igreja Católica de ter traído a sua missão deformando a mensagem inicial do Fundador.

Sim, mas Jesus Cristo, segunda Pessoa divina para os católicos, na Antroposofia torna-se o personagem capaz de temperar o ardor de Lúcifer, de um lado, e a mente fria do demônio Arimã do outro.

A influência steineriana na Igreja operou-se através de discípulos e admiradores. Um dos mais famosos foi o jesuíta maçom Teilhard de Chardin; depois por um dos autores secretos do Vaticano II, especialmente dos documentos conciliares da Ur, Lg, Gs, Nae e Dh; Karol Wojtyla (JP2).

Todos são reconhecíveis pelos seus frutos, que se revelam de sabor fortemente panteísta e sincretista. A Antroposofia, que a Igreja inclui na mesma condenação da teosofia, conseguiu contagiar muitos de seus membros, cujos pensamentos vagavam à procura de uma “síntese intangível”.

Ultrapassando todos os limites das censuras eclesiásticas, essa leitura avança na onda de uma convicção olímpica de quem tudo compreendeu. Sem temor, colhe de modo impávido da árvore do conhecimento do bem e do mal. Steiner comenta os quatro Evangelhos e o Apocalipse explicando tudo sem hesitação, a verdade sobre os dois meninos Jesus: “temos pois duas histórias de Jesus de Nazareth antes que ele acolhesse em si o Cristo”. E tudo remonta às narrações oriundas de arcanas religiões orientais. “Krishna: nome que resume efetivamente algo que estende a sua luz na evolução espiritual da humanidade através de muitos milênios”. Maitreya-Buda e Hermes-Mercúrio ligam-se aos nomes de Zarathustra e Moisés. “As diversas doutrinas trazidas aos homens por Buda, Zoroastro… para fundar a Fraternidade universal… o objetivo que antes era conhecido somente por poucos iniciados”… com o tempo e a aparição de novos iniciados, iria iluminar o patrimônio do saber da inteira família humana…

A “grandiosa figura de Judas dos últimos capítulos do Antigo Testamento – e a figura de Judas do Novo Testamento… nas suas sucessivas reencarnações (Judas encarna a sensualidade humana, e realiza a fusão do elemento romano com aquele cristão)”, tudo é recuperado e explicado.

“Depois que Cristo, o qual trazia em si o Espírito universal da humanidade, teve sua obra completada na Terra, formando uma unidade perfeita de vida espiritual no mundo, só então se tornou possível que a faculdade de falar no sentido deste Cristo-Impulso, surgisse nos corações… se tornasse parte consubstancial do mundo espiritual… princípio da evolução cristã… no espírito de liberdade… primeira Pentecostes cristã”.

O novo estado de consciência da civilização moderna. Um ‘profeta iluminado’ do processo para uma nova ‘fé’, para um cristianismo diverso foi o ex cônego Roca (1830-1893) convertido às Sociedades Secretas, verdadeiro precursor dos tempos de Teilhard de Chardin:

“A humanidade, na minha visão, confunde-se com Cristo num modo tão real que os místicos não o poderiam ter imaginado até os nossos dias. Se o Cristo-homem é, como Verbo Encarnado, o único Filho de Deus, Ele é pois também o inteiro Universo e, sobretudo, toda a Humanidade em caminho… e o que se prepara na Igreja Universal… é uma evolução. O que a Cristandade [nova] quer mudar não é um pagode, é um culto universal em que todos os cultos serão encorpados… Do momento em que parecerá aos olhos de todos que a nova ordem provenha da velha, do velho papado, os velhos sacerdotes renunciarão a esta de boa vontade diante do Pontífice e dos futuros padres, que serão aqueles do passado, convertidos e transfigurados, em vista da organização do planeta à luz do Evangelho [novo]. E esta nova Igreja, mesmo se não deve conservar nada da disciplina escolástica e das formas rudimentares da velha Igreja, receberá do mesmo modo de Roma a consagração e a jurisdição canônica. Creio que o culto divino, assim como a norma da liturgia, a cerimônia, o rito e os preceitos da Igreja Romana, sofrerão proximamente num concilio ecumênico uma transformação que, restituindo-lhe a venerável simplicidade da idade do ouro apostólica, o colocará em sintonia com o novo estado de consciência da civilização moderna” (Glorieux Centennaire, 1889).

Lição perfeitamente aprendida por Roncalli, Montini, Luciani, Wojtyla e Ratzinger, que hoje está no ápice dessa pirâmide.

Foi Teilhard de Chardin, com a sua muito difundida ficção inspirada num “evolucionismo teológico” de orientação herética, a elaborar a idéia das renovadas pentecostes, apresentada como catolicismo projetado no futuro!

A fé na humanidade que evolve para a sua divinização é a fé do utopismo (Thomas Molnar, Utopia, the perennial heresy. 1967.), seja ela agnóstica ou «cristã», para ele todas as religiões são boas ao serviço do plano utópico.

É a «fé» dos falsos profetas da paz sem a verdade, como foi o Jesuíta evolucionista Teilhard de Chardin, que, como paleontólogo, foi acusado junto a Dawson (que suicidou-se), da fraude do crânio de Piltdown (J. S. Weiner, The Piltdown Forgery, Oxford, 1955; S. Y. Gould, Natural History rw., NY).

A divindade de Teilhard consistia na matéria espiritualizada. Com suas elucubrações futuristas aplicadas à religião, Teilhard batizou, por assim dizer, o evolucionismo e projetou um “Super-Cristo” no futuro humano: “O Deus cristão do céu e o deus marxista do progresso unificando-se na figura de Cristo”. É o grau extremo de utopismo engendrado pelo espírito de um evangelho igualitarista, coletivista e humanitarista, caldo de cultura da socialização a ser inoculada na Igreja pelos seus próprios clérigos.

Chardin segurando fossil“Este jesuíta vê tudo em chave darwiniana [e steineriana]: para ele o universo, visto como matéria da qual o homem seria o pico evolutivo, tenderia, na sua natural evolução, para um ‘ponto ômega’ que representaria o encontro entre a matéria e Deus, visto, este último, como uma espécie de alma universal que acabaria por unir a miríade material num complexo super-individual que seria o Cristo cósmico, ponto de chegada da evolução” (juiz Carlo Alberto Agnoli, ‘Donde viene e dove ci porta il Conc.Vaticano II’, ‘Chiesa Viva’ n.168, novembro 1986).

Falamos de todos estes personagens com suas idéias desvairadas para chegar ao presente; tempo dos anticristos no «Templo de Deus» (II Ts, 2). Hoje, pode-se dizer que Ratzinger, Bento 16, tem da Igreja o mesmo conceito que Teilhard tem de Cristo: Ela ainda não existe plenamente… está em evolução… para o seu ponto Ômega, a meta final ecumenista!

Para falar sobre isso, porém, precisamos do próximo capítulo inteiro e será pouco diante do mal que causam à Religião de Deus essas míseras idéias humanas, ovos acalentados no tepor de clérigos modernistas.

Bento 16

Só mais uma idéia para ser pesada depois: «The role of the priesthood is to consecrate the world so that it may become a living host, a liturgy:  so that the liturgy may not be something alongside the reality of the world, but that the world itself shall become a living host, a liturgy. This is also the great vision of Teilhard de Chardin:  in the end we shall achieve a true cosmic liturgy, where the cosmos becomes a living host. And let us pray the Lord to help us become priests in this sense, to aid in the transformation of the world, in adoration of God, beginning with ourselves. That our lives may speak of God, that our lives may be a true liturgy, an announcement of God, a door through which the distant God may become the present God, and a true giving of ourselves to God. (©L’Osservatore Romano – 29 July 2009 – Homilia de Bento 16. Conf. site Vaticano)

Mas the great vision of Teilhard era panteísta; da divindade da matéria!

Para todos eles, quimérica é a lição de Fátima, que fala de salvação e do Céu!

Virgem de Fátima

Uma resposta para “8 – A LIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA E OS FALSOS MESTRES – DE STEINER A TEILHARD DE CHARDIN

  1. Rodrigo Caltabiano janeiro 27, 2012 às 1:44 pm

    Concordo com tudo! E também com todas as mentes e idéias que chegam ao topo do conhecimento humano, de onde se amanha toda a luz da sabedoria para o resto dos humanos, topo onde apenas a igreja católica apostólica romana teve a autorização de Deus para atingir!

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