Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A NAU CONCILIAR DE RATZINGER INVERTE A ROTA CATÓLICA

Barca de Pedro

Uma das visões simbólicas da Igreja é a de nau cujo «Timoneiro divino é Jesus Cristo» (Leão XIII, 2.3.1900), representado pelo seu Vigário nos mares do mundo.

Esta visão pode ajudar a entender melhor a grande questão ligada ao duplo aspecto divino-humano da Igreja flagelada pela grande tribulação espiritual presente.

Ora, a nau é um meio para transportar passageiros que querem chegar a um destino escolhido.

Importa, portanto, conhecer sua solidez e capacidade para atingir esse fim.

Nenhum católico duvida que o Seu criador tenha equipado a Santa Igreja, Nau simbólica de salvação, com tudo o que ela precisa para chegar ao destino.

Tudo é confiado a um timoneiro que conhece o plano de navegação e está disposto a afastar perigos e evitar desvios; o que é de evidente necessidade para o bom êxito da viagem no plano humano, o é igualmente no plano divino. É a razão porque o timoneiro da Igreja deve ser um católico fiel que mantêm a rota definida desde o início por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Todavia, tudo serve, mais que para flutuar, para seguir no rumo definido, afim de que o seu aspecto na visão humana de nau, ou cidadela, ou rebanho sirva o aspecto da finalidade divina.

Ser nau católica, porém, não é condição demonstrada só no plano humano.

Antes, se limitado a tal aspecto humano, passa a ser engano fatal se concerne o consagrado no conclave humano para guiar como «timoneiro divino». Simulacros não guiam nem salvam.

Era possível conhecer o engano insinuado no conclave?

Sim, através do pensamento dessa pessoa, expresso por palavras e escritos com conteúdos no plano da Fé que indicam uma nova rota de navegação para a Nau de Jesus Cristo.

No passado a Igreja fez isto com a Santa Inquisição, que sondava a malignidade do pensamento causador de mal. Depois o fez com documentos do Magistério ordinário.

Diante da corrupção mental do Modernismo, cloaca de toda heresia, a Igreja equipou vigilantes para detectá-lo no Clero e São Pio X estabeleceu um Juramento. Mas o mal era difuso também entre hierarcas que protegiam seus seguidores apontados nos registros do S. Ofício e afastados do ensino. Foi o caso do destro filo mação Ângelo Roncalli, futuro João 23, no qual apostaram forças opostas à Igreja para obter no conclave o «nauta» da grande inversão de sua rota.

Ele seguiu o plano convocando o Vaticano 2 que: “sintetiza a Religião numa Democracia” (São Pio X sobre o Sillon). Sua liberdade religiosa ecumenista é a heresia condenada por Pio VI, Gregório XVI (Mirari vos), Pio IX (Quanta cura), Leão XIII (Libertas), Pio XI (Mortalium animos); Pio XII (Ci riesce, Mediator Dei, Humani Generis).

As linhas ambíguas do pérfido conciliábulo V2, contornando essas condenações, impunham o plano de alienação dos homens e dos povos da soberania de Deus. De modo que hoje este é o «pensamento» que impera no mundo e guia a «nau conciliar» que ruma para o abismo.

Hoje se sabe com certeza que os «papas conciliares» seriam condenados mesmo pelo mais tolerante tribunal baseado ainda que em um só destes documentos, como o Syllabus; desvio confessado pelo próprio Ratzinger, que sabe ser a Dignitatis humanae do V2 o «anti-Syllabus».

Podem escapar ao repúdio de Deus, que tudo vê, mas permite o curso desta tremenda inversão doutrinal, que lê a Sua Palavra como quer? Eis o mistério de um interregno em que o juízo está suspenso, à espera da reação dos católicos imersos em profunda sonolência ou ignorância na Fé. Tal estado de torpor já era acusado por São Pio X em 1905 (Carta Encíclica «Acerbo nimis»).

Trata-se da «prova» para os tempos finais do engano extremo dos falsos cristos.

O «pensamento iluminista» de Bento 16

101 heresies of antipope benedict xvi

Vamos vê-lo seguindo estudos sobre suas raízes filosóficas e teológicas à luz do Magistério.

Se um homem troca a realidade objetiva por uma idéia subjetiva, como sucede com o «filosofar» moderno, então a Fé católica na sua mente ficará sem a orientação que, como para toda navegação, depende do real: da geografia, ou das estrelas, ou de qualquer sinal criado.

A responsabilidade principal desse desastre das mentes modernas é atribuível a Kant (1724 – 1804), que primou pela definição de uma «razão», hoje dominante até em matéria religiosa, mas que exclui Deus do discurso racional: se a mente não pode saber nada do objeto senão o percebido pelos sentidos, então, concluía Kant, a mente é livre de estabelecer uma realidade pela idéia derivada de aparências sensíveis. E uma vez tido como impossível o conhecimento da realidade objetiva, se passa ao «possível» da idéia subjetiva como realidade, até «divina»!

Para o católico, porém, a realidade deriva de Deus e seu conhecimento não dispensa a Fé. Então essa idéia kantiana não é racional, mas de sentimento de religiosidade alheio à razão, sem referência objetiva, mas subjetiva, pela qual todas as religiões se justificam e se equivalem.

As conseqüências «filosófico-religiosas» dos seguidores do subjetivismo de Kant, que põe a idéia acima da realidade e o subjetivo acima do objetivo, são hoje apuradas até na Igreja.

Um estudo de Mgr Tissier de Mallerais aponta os cinco filósofos modernos mais importantes para reconhecer o pensar de Ratzinger-Bento 16, derivado de Kant.

«Heidegger (1889-1976), um dos pais do existencialismo, e  Martin Buber (1878-1965), um dos principais expoentes do personalismo. Se as essências são desconhecidas (Kant), então só resta a existência. E como no ente existente o mais importante é a pessoa, essa é constituída para Buber pelo inter-subjetivismo, ou a relação “Eu-Tu” entre pessoas subjetivas, que para Buber abre o caminho para Deus. O conhecimento do Deus objetivo dependerá pois do envolvimento subjetivo da pessoa humana. Haja base mais insegura para esse conhecimento!»

Não é Deus que se revela, mas o homem que o desvela; a idéia «androteísta» do gnosticismo. Foi a tentativa do pensador judeu alemão de adaptar o Cristianismo como meio de redenção, que cativou intelectuais da conciliação religiosa por meios racionalistas entre o liberalismo e o dogma, do tipo de Ratzinger (Veja-se também Sì sì no no, dezembro 1998 e março 1999).

«No entanto, este envolvimento do sujeito humano é a chave para o pensamento teológico de Bento XVI, influenciado principalmente pela Escola de Tubinga na Alemanha. Fundada por J. S. von Drey (1777-1853), esta escola sustinha que a história é movida pelo espírito dos tempos em constante movimento, e este espírito é o Espírito de Cristo. Portanto a Revelação de Deus já não é o Depósito da Fé terminada com a morte do último Apóstolo, e tornada simplesmente mais explícita à medida que passa o tempo. Não, seu conteúdo está numa constante evolução à qual contribui o sujeito receptor. Assim é que a Igreja de cada era tem um papel ativo e não só passivo na Revelação, e confere à passada Tradição o seu significado atual. Começa isto a evocar algo já conhecido, como seja na hermenêutica de Dilthey? 

«Assim é que para Bento XVI Deus não é objeto distinto, nem meramente objetivo, é pessoal, um “Eu” que interage com cada “Tu” humano. Se a Escritura e a Tradição vêm do divino “Eu”, objetivamente, por outro lado o “Tu” vivo e móvel deve reinterpretar constantemente a Escritura, e visto que esta é muito importante para a Tradição, também esta deve tornar-se dinâmica pelo envolvimento do sujeito, e não restar somente estática, como a Tradição “fixista” do Arcebispo Lefebvre. Igualmente a Teologia deve ser subjetivizada; a Fé deve ser “experiência” pessoal de Deus, e o Magistério deve deixar de ser meramente estático».

Eis a grande inversão. À autoridade de Pedro foi confiada a Palavra divina, que conhecemos pela Tradição e as Escrituras. Confiadas para serem preservadas inalteradas por representarem o Verbo de Deus. Mas segundo a «nova teologia» dos «papas conciliares», devem evoluir com a necessidade dos tempos. Assim, seria a «nova autoridade» a determinar a Tradição e não a Tradição a determinar esta autoridade que representa Jesus Cristo. Notem, a Palavra de Deus passaria a ser a variável na fórmula em que a «autoridade conciliar» seria a constante! Não há limites para a soberba humana; como se o Papa não existisse para confirmar a Palavra, mas esta para seguir a evolução dos pensamentos de «papas modernistas»!

Qual continuidade entre Pio IX e os conciliares?

Muito se fala de Pio IX liberal no plano político. Trata-se da repetida acusação de Pio IX «liberal» que faz imaginar uma sua «conversão» de tal «heresia»! Na verdade houve de sua parte uma tentativa falhada de pacificação política. Mas esta não concerne em nada a Fé. Até Roncalli, João 23, gostou do hipotético 1º Pio IX, tolerante, em contraste com Gregório XVI e São Pio X, que detestou. Mas também o Syllabus e tudo o mais dos autênticos anti-liberais na doutrina da Fé, que foram os Papas até Pio XII.

Há uma só posição papal: intolerante na Fé; em tudo o que é de Deus.

No concernente à liberdade política humana, que se tornou dominante depois da revolução iluminista, os Papas lembraram a inevitabilidade da tolerância, para evitar maiores males.

Assim falou o Cardeal Ottaviani na véspera do Vaticano 2. Vamos lembrá-lo.

No pré-concílio já estava em ato o plano para a mega inversão que seguiu. Testemunhou isso Mgr Lefebvre, da Comissão central de 70 cardeais e vários bispos, que em 1962 preparavam o concílio:

“A última reunião no Vaticano foi dramática. À Comissão deram dois fascículos para o mesmo assunto: um do Cardeal Bea, presidente da Co­missão para a unidade e o outro do Cardeal Ottaviani, presidente da Comissão teológi­ca […] duas visões comple­tamente diversas sobre a liberdade religiosa ou a atitu­de da Igreja diante das outras religiões. A do Cardeal Bea intitulada «De libertate religiosa»; a do Cardeal Ottaviani, «De tollerantia religiosa». Na reunião o Cardeal Otta­viani diz ao Cardeal Bea: – Não era seu direito fazer este esquema, porque sendo um esquema teológico, é da competência da Comissão de Teologia -. Bea respondeu: – Tenho esse direito como presidente da Comissão da unidade. Pois se há um assunto que concerne à unidade é justamente este. E acrescentou dirigindo-se ao Cardeal Ottaviani: Oponho-me radicalmente ao que dizeis no vosso esquema” (Il Colpo da Maestro di Satana, Ed. Il Falco, Milão, 1978).

Eis o primeiro sinal da grande ruptura longamente preparada e que hoje é a norma da Igreja conciliar, com a agravante da hipocrisia pois Bento 16 insiste, contra toda evidência, na sua «hermenêutica da continuidade». Ao seu engano letal é todavia associado o de quem lhe atribui autoridade divina; “Maldito o homem que confia no homem” diz Jeremias (XVII, 5).

Pode uma «Autoridade católica» ministrar veneno contra a Fé?

Não pode, mas o veneno é ministrado sob as ambigüidades do V2. Os católicos já sabem disto e um estudioso da matéria, como Atila Sinke Guimarães, está entre os que de há muito o acusa.

Aqui, portanto, está a perigosa incongruência anti católica: se reconhece o veneno também a autoridade dos seus ministrantes coroados, chamados de «papas conciliares», sem, porém, apelar ao que dita a Lei da Igreja sobre essa prevaricação sacrílega. Antes, os envenenadores de nossos tempos são postos ao lado de heróicos Papas do passado. A tolerância civil de Pio IX, que falhou, equivaleria à perfídia modernista no campo religioso de João 23, porque vingou!

Eis a triste posição de cavaleiros da Tradição que reconhecendo o perigo deveriam defender a Igreja de todo pérfido ataque externo e interno, mas diante da Cátedra de Pedro ocupada, ficam petrificados por um respeito irracional. Se fosse católico legítimo o seu ocupante, não deveria ser o primeiro a reagir diante dos venenosos erros e heresias ministrados à Igreja?

Mas toda lógica cede nas mentes que sofrem da síndrome do cego papismo vigente; right or wrong, mesmo no ataque letal contra a Fé o ocupante vestido de papa é papa, e falam… como se a Igreja, regida pelo Espírito de Deus, pudesse instituir uma disciplina não só inútil e mais gravosa do que pode suportar a liberdade cristã, mas também perigosa e nociva que leve à crendice e ao materialismo” (Papa Pio VI, Auctoren Fidei).

Se a verdadeira Igreja não pode errar diante do rigor jansenista, tanto menos pode diante do modernismo ou do relativismo ecumenista, ofensivos à única soberania divina. No entanto, quanto a um Concílio, falam… como se os eminentes Padres a quem Deus confiou a sua Igreja como pastores e doutores, pudessem, sobre um ponto de extrema importância no que tange a constituição da Igreja, ou cair todos em erro, ou tornar-se causa de erro para os fiéis” (Papa Pio VI, Super Soliditate Petrae). De fato, é de fé que a Autoridade que representa Deus, o Papa católico, não pode servir aos fiéis veneno contra a Fé, seja com palavras, documentos, iniciativas ou atos. Não é isto que têm feito os «papas conciliares»?

Nunca será demais voltar à questão posta pelo Cardeal Seper, chamado por João Paulo II para concertar as pazes com Mgr Lefebvre, na base da aceitação do Vaticano II à luz da Tradição.

Ora o nó não era só este. Ao afirmar ser o «Novus Ordo de Paulo 6º» protestantizante, havia que explicar: – ou isto é falso e tal rito é perfeitamente católico porque dado por um papa, – ou esse não é papa! (ver o nº extra da revista francesa Itineraires: Mgr Lefebvre et le Vatican).

Pode o católico da Tradição, do «sim, sim, não, não», chamar católico o que é protestante, ou vice versa, seja nos ritos como – e tanto mais – nas autoridades que os promovem?

Não equivale isto à maldição de chamar bem o mal e mal o bem?

Ou será que o mal, o erro e a heresia em questões de «extrema importância no que tange a vida da Igreja e a salvação das almas», tem direitos na direção apostólica da Igreja de Deus?

O pior dessa vil atitude é acusar os que restam firmes na resposta que segue a Lei da Igreja, além da mais elementar lógica, isto é, da incompatibilidade entre a heresia e a jurisdição.

Não sabem talvez, que a Igreja não precisa de um super aparato clerical para a deposição dos clérigos que organizaram um concílio a favor das idéias iluministas e a operação ecumenista, já condenadas pela Igreja, porque se auto excluíram dela (Tito 3, 10). Deve ser a fé dos católicos, se ainda existe com força suficiente nos consagrados e leigos a depor o herege auto deposto!

Depois disto, conhecidos os erros e heresias, que se manifestam nas obras, cabe aos fiéis o reconhecimento dessa auto-exclusão do Corpo Místico de Nosso Senhor, e, como explica São Roberto Bellarmino: não pode ser cabeça quem não pertence ao corpo eclesial, onde vige a unidade em uma só Fé católica íntegra e pura. A cabeça terrena deve só seguir o Verbo divino.

Como curar a síndrome anti sedevacantista do «papa herege»

Fala-se de «síndrome» se há um estado mórbido caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas, e que pode ser produzido por mais de uma causa. É um conjunto de sinais associados a uma condição crítica, suscetíveis de despertar reações de temor e insegurança.

Aqui vamos assinalar alguns desses sinais associados, graves porque se repetem.

Quanto às suas causas podemos apontar um par, mas ficam por conta da consciência da pessoa.

De um primeiro sinal já falamos, referindo-nos ao Atila Guimarães, que de modo incongruente acusa os que chama de «papas conciliares», sem, ousar, porém, por razões que só podemos suspeitar, recorrer à Lei da Igreja sobre as prevaricações heréticas conciliares.

Isto acontece através do esforço, digamos de ordem histórico, estabelecer continuidade entre os Papas católicos e os mais recentes clérigos modernistas eleitos para o papado; entre Pio XII e João 23; entre este e Pio IX; entre Paulo 6º e São Pio V. Os envenenadores de nossos tempos são postos ao lado de heróicos Papas do passado. O caso da tolerância civil de Pio IX seria equivalente à perfídia modernista de João 23! Não se procura aprofundar os fatos senão para torcer razões – e morbidamente, sempre a favor dos atuais anticristos no Vaticano. Quando na verdade os desvios e heresias dos citados, que continuam nos sucessores, são, sem termo de comparação, mais graves e numerosos dos da inteira História de todos os papas acusados na Igreja; constituem o êxito do processo apontado pelo Dr. Plínio Correia de Oliveira na sua exposição magistral «Revolução e contra-revolução» sobre a sua crise, de raízes nos problemas mais profundos da alma…

«é principalmente a do homem ocidental e cristão… conserva, sempre, cinco caracteres capitais: é universal, é uma, é total – de todas as potências da alma, em todos os campos da cultura, em todos os domínios, enfim, da ação do homem. É dominante, é um processo crítico já cinco vezes secular, um longo sistema de causas e efeitos que, tendo nascido, em momento dado, com grande intensidade, nas zonas mais profundas da alma e da cultura do homem ocidental, vem produzindo, desde o século XV até nossos dias, sucessivas convulsões».

De fato, demoliu a Cristandade e atingiu até a Igreja católica. Por isto o Professor requereu após o Vaticano 2 um estudo sobre a «hipótese teológica de um papa herege».

O segundo sinal da síndrome em questão, porém, atingiu também os autores desse trabalho, ou seja, o Bispo Antonio de Castro Mayer e o advogado Arnaldo Vidigal Xavier da Silveira.

Foram vítimas do longo e sinuoso esforço dos inimigos infiltrados na Igreja para tornar vago, se não impossível a aplicação da sua Lei, que era de obstáculo às degenerações mundanas.

Muita água correu sob as pontes do Tibre e muita terra tremeu até dos lados de Assis desde então, para transformar a «hipótese teológica» numa terrível realidade «epocal», ao mesmo tempo que de «solução impossível»! É a armadilha do demônio: a Igreja sem defesas divinas. Isto é, se um conclave inventa um «papa» e um concílio altera a fé, os fiéis só devem com todo o respeito acusar e até resistir ao abuso, mas aceitando a legalidade disso. O que é certamente aberrante. Rezar é sempre o principal, mas para fazer o que Nosso Senhor quer, segundo os «talentos» que nos deu. Quem compreende o problema já está no Seu plano de reação.

A este ponto, o que falta para reconhecer o processo dos revolucionários do V2 e enfrentá-los?

JXXIII with Ed Herriot

A Igreja espera que haja católicos com pensamentos de defesa da Igreja que não façam acepção de pessoas, mesmo de aparência angélica ou apostólica (Gl 1, 8); pode alguém confundir este mandato divino com a chamada de São Paulo a São Pedro? Ou o Papa Pio IX e seu Magistério fundamental para a Fé, com as ambigüidades de uma «Pacem in terris» do modernista eleito papa com o engano, como foi Ângelo Roncalli? É o que tenta fazer um mundo conservador que se vangloria de defender o Catolicismo, quando na verdade justificam a «autoridade divina» de quem opera a sua demolição. O fazem com aparência doutoral, tentando espezinhar os grandes Papas e suas Bulas emanadas para defesa do que é de Deus.

Deve ser claro para todo católico que na defesa da Fé seremos todos julgados, não à luz do que fazemos com a nossa pobre ciência, mas de nossa fidelidade sem contradições diante da Fé e sem deixar de lado o amor pelo próximo na Comunhão dos Santos, que é a Igreja Católica.

A questão evangélica é sempre como ser fiel acima e mesmo contra toda aparência, e hoje o engano chegou a ter dimensões finais. Não tem precedentes históricos.

Quem ainda tem dúvidas sobre isto leia e ouça o que procede de Bento 16.

Qual católico pode honrar como palavra de verdadeiro «papa» o seguinte escrito:

«Podemos considerar a Ressurreição quase como uma sorte de salto qualitativo radical pelo qual se abre uma nova dimensão da vida do ser homem… nesse sentido é verdade que a Ressurreição não é um evento histórico do mesmo genro que o nascimento e a crucifixão de Jesus».

Torna-se clara a inversão insinuada às escuras. A nau católica navega com a apostolicidade que conduz a Jesus Cristo, do Antigo ao Novo Testamento, da Sinagoga à Igreja, de Jerusalém a Roma; a nau conciliar, hoje sob Joseph Ratzinger, inverteu essa rota, como se pode ler em seus escritos, inspirados no rabino Jacob Neusner, em Martim Buber, nos rabinos Elia Benamozegh e Josué Jéhouda, e que por meio da ação do prof. Jules Isaac junto a João XXIII, vai à religião mundial, maçônica e «noaquita» escamoteada no documento Nostra aetate, que é a apostasia da Fé no Redentor divino (ver «Segredo de Fátima ou perfídia em Roma»).

Assim é renegada a Palavra divina, mas também a Torah a favor da Mishna e do Talmud, que datam de séculos mais tarde; o Domingo a favor do Sabbat; a Cristandade a favor da ONU e da URI das religiões unidas; o Catolicismo a favor do Iluminismo do V2, aconselhado até aos fiéis do Islão (disc. 22.12.2006); a Cruz Spes única a favor da justificação luterana; o inefável evento histórico da Ressurreição de Nosso Senhor, a favor da lenda de uma alucinação dos Apóstolos.

Resta saber dos que «resistem», mas aceitando essa autoridade que dirige para o abismo: se no próximo «conclave conciliar» vão ainda aceitar um «papa» eleito para continuar o Vaticano 2? Se vão continuar acusando de “conclavista” os que, ao contrário, querem a eleição de um papa com fé católica, que jamais pode ser um modernista conciliar.

A aspiração de um conclave nas condições de Sé vacante é não só legítima e católica, é dever.

Tanto mais quando em breve será todo o mundo a reconhecer a Sé de Roma vacante.

Afirmar ser melhor eleger um papa herege do que nenhum é deletério para a própria alma, pois, com o Princípio da Igreja ser a Autoridade divina em Terra, impede o reconhecimento da suprema Caridade para o mundo humano de quem confirme a Fé íntegra e pura que salva.

Uma resposta para “A NAU CONCILIAR DE RATZINGER INVERTE A ROTA CATÓLICA

  1. Bacci novembro 27, 2011 às 5:27 pm

    Para a solução hermenêutica de Ratzinger, se encontrará melhores respostas em Loisy do que em Dilthey. Porque a hermenêutica da ruptura e a hermenêutica da continuidade, também podem ser chamadas de hermenêutica da história e hermenêutica da fé. O segundo caso se adequa perfeitamente ao Cristo da fé de Loisy, pois tal como a comunidade teria criado o Cristo da fé, assim também Bento XVI cria ex-nihilo, sua hermenêutica da continuidade. Se Loisy fosse Bispo de Roma, ele veria um Concílio histórico, e um Concílio da fé, e é exatamente isto que sugere Bento XVI, com sua fantasiosa e mentirosa solução hermenêutica…

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