Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

FÁTIMA E A ESFINGE ECUMENISTA

Nossa Senhora de Fátima

Ainda há quem pense que a Mensagem de Nossa Senhora de Fátima fosse destinada, só para prevenir dos erros e horrores da esfinge soviética, como «besta que subia do mar».

Ora, na Bíblia um poder político sem freios parece ser do Anticristo.

Vejamos, porém, como o livro do Apocalipse, capítulo 13, fala dessa hora.

 “Vi, então, uma Besta que subia do mar… O Dragão entregou à Besta o seu poder, o seu trono e uma grande autoridade. Uma das cabeças da Besta parecia ferida de morte, mas a ferida mortal foi curada. A terra inteira encheu-se de admiração e seguiu a Besta, e adorou o Dragão por ter entregue a autoridade à Besta. E adoraram também a Besta, dizendo: «Quem é como a Besta? E quem pode lutar contra ela?» … Foi-lhe permitido guerrear contra os santos e vencê-los.”

Mas os cristãos devem entender que, mais que o poder de ataque da besta, estava em jogo a força na defesa da Cidadela da Fé, porque só esta é invencível

“Se alguém tem ouvidos, ouça: se alguém está condenado à prisão, irá para a prisão. Se alguém deve morrer pela espada, é pela espada que irá morrer. Aqui se fundamenta a perseverança e a fé dos santos.”

A ideologia ao serviço do poder não podia vencer atacando a Cidadela da Fé, mas só demolindo suas defesas e desde seu interior.

“Depois disto, vi outra Besta sair da Terra. Tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, mas falava como dragão. Esta segunda Besta exerce toda a autoridade na presença da primeira Besta. Ela faz com que a Terra e seus habitantes adorem a primeira Besta, cuja ferida mortal tinha sido curada. A segunda Besta opera grandes prodígios: faz cair fogo do Céu sobre a Terra, à vista dos homens. Por causa do poder de fazer esses prodígios, sempre na presença da primeira Besta, a segunda Besta acaba por seduzir os habitantes da Terra. Ela seduz a humanidade a fazer uma imagem em honra da Besta que tinha sido ferida pela espada, mas que voltou à vida. Foi-lhe permitido até mesmo infundir espírito na imagem da primeira Besta, de modo que esta pudesse falar e fazer com que morressem todos os que não adorassem a imagem da primeira Besta. A segunda Besta faz também com que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, recebam uma marca na mão direita ou na fronte. E ninguém pode comprar nem vender se não tiver a marca, o nome da Besta ou o número do seu nome. 

“Aqui é preciso entender. Quem é capaz, calcule o número da Besta; é um número de homem; o número é seiscentos e sessenta e seis.”

Se seis é conhecido como o número da imperfeição, 666 é o número da tríplice imperfeição no mundo: da carne, do possuir e do dominar. É a “linguagem” do Dragão que visa, através da obra das Bestas, reunir a sua “massa dannata” aliciando todas as consciências.

Ora, se a primeira Besta tinha muitas cabeças, como muitos foram os impérios na terra, a segunda tinha na cabeça só dois cornos do poder, que é a tiara pontifical do sangue do Cordeiro.

Assim, esta propôs uma “nova consciência” de amor. Sim, para o culto do homem e a mutação da própria Religião neste sentido: da «dignidade humana» do direito à liberdade até para ensinar o mal!

Aqui é preciso entender o mistério. O poder draconiano exercido através dessa segunda besta não estava no ataque e na linguagem de horríveis blasfêmias: estava na demolição das defesas católicas diante da primeira Besta. O poder de então era do império comunista, mas havia outro poder, muito menos evidente que iria continuar a obra de demolição interna da Cristandade.

Há que lembrar: a última perseguição será a do supremo engano que, se não for abreviado, vai arrastar até mesmo (se possível) os eleitos.

Foi nisto que os velhos e novos sacerdotes perceberam o abismo da ruptura que se processava em Roma entre o tempo de Pio XII, com todos os seus problemas, e os novos tempos de João XXIII, Paulo VI e sucessores, com todos os aplausos que obtiveram dos políticos, das lojas e das sinagogas do mundo.

Estes promoveram até o prodígio de uma nova Pentecostes, enquanto a Igreja ruía e os fiéis eram confundidos e dispersos.

Mas sobretudo, estes ocuparam-se da demolição das defesas dadas por Deus para a Cidadela da Fé, que residem no Santo Sacrifício perpétuo; fortaleza da Fé.

Trata-se da desgraça final profetizada por Daniel e confirmada por Nosso Senhor (Mt, 24).

É o que vemos no mundo que se diz católico: padres e leigos instruídos convencidos que o perigo não está tanto no Vaticano apóstata como no tal «sedevacantismo», que só pode alastrar-se.

A Esfinge ainda parecia indecifrável para muitos? Não de certo para os padres fiéis como Saenz y Arriaga, que foi um dos primeiros a reagir com força até ser alegadamente excomungado!
Esfinge Maçônica
Bastaria lembrar, para resolver o dilema, que em Fátima foi pedida conversão e penitência, mas os novos profetas convocaram um conciliábulo para declarar o direito de ignorar a penitência e toda conversão, até dos Judeus.

Havia sido evidentemente «removido o último obstáculo» (II Ts, 2) à desmobilização da Cidadela da Fé na Igreja do Santo Sacrifício.

Segredo do Papa

Essa “liquidação” aparece na visão do Terceiro Segredo de Fátima.

Mas para muitos tudo isto é ainda enigmático, como se nada tivesse acontecido com o advento de uma igreja conciliar, modernista e maçônica, para a reconciliação com as lojas e as sinagogas do mundo; para a promoção de uma religião mundial!

Cuidado, portanto, porque é próprio das esfinges desafiar a capacidade de cálculo dos homens: – decifra-me ou devorar-te-ei! Uma fome de almas que continua alimentada pelo grave estado de obscurecimento na fé de tantos, cuja fidelidade ficou resumida na falsa obediência ou no burlesco reconhecimento de autoridade papal dos demolidores da Fé e do santo Sacrifício!

Nossa Senhora de Salette

Para estes não é possível que Roma perca a Fé e se torne a sede do Anticristo.

Maria Santíssima em La Salette ter-se-ia enganado sobre este fato, que hoje é presente.

Os doutos ensinam que contra fatos não há argumentos, mas estes pensam ter «argumentos» subjetivos de fé» para desculpar os demolidores da Fé! Falam de «uma Igreja com duas doutrinas»!

Vejam-se os últimos números do semanal romano «sì sì no no» ligado à FSSPX.

Em especial o nº de 31.X.2011 cujo subtítulo é: “se é lícito falar teologicamente e em sentido estrito de «Igreja conciliar» substancialmente diversa daquela católica”.

Praticamente aqui se aplica uma versão meia invertida do famigerado «subsistit» da «Lumen gentium», pelo qual a Igreja Católica subsiste na Igreja de Cristo. Sim, porque nela também subsistiria, lado a lado, a tal «Igreja conciliar». Uma espécie de união ecumenista interna!

O problema é que basta aprofundar um pouco a «nova doutrina conciliar» para notar a incompatibilidade na Fé.

Desta se ocupou o Mons. Bernard Tissier de Mallerais, com quem concorda o Mons. Williamson (veja-se nosso ultimo artigo).

A este ponto nota-se um esforço de aspecto «teológico», cheio de citações tomistas em latim para uma impossível demonstração do tal sofisma de «uma Igreja com duas doutrinas»!

Qualquer católico vê logo o sofisma porque seriam então duas doutrinas de fé; uma fé dupla!

O vento ecumenista que entrava pela porta, depois desta ter sido fechada entra pela janela.

E se dizem tradicionalistas para melhor impingir um engano coberto com o latinorum!

Cada vez se torna mais claro que a perseguição final da Fé será a do engano.

Um engano tão tortuoso que pode arrastar até os crentes.

É claro que os conciliares não precisam apelar-se nem mais à aparência de ensinamentos infalíveis.

Serão ex tradicionalistas a impingir enganos para celebrar um cômodo status quo.

A pergunta, porém, voltando ao Apocalipse, é sua chamada dramática não se tornou atual?

A DESTRUIÇÃO DA CIDADE IDOLÁTRICA, do culto da liberdade do homem

«Depois de tudo isto, vi outro Anjo descer do Céu. Tinha grande poder, e a Terra ficou toda iluminada com a sua glória. Ele gritou com voz forte:

«Caiu! Caiu Babilônia, a Grande! Tornou-se morada de demônios, abrigo de todos os espíritos maus, abrigo de aves impuras e nojentas. Porque ela embriagou as nações com o vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da Terra. Os mercantes do mundo ficaram ricos graças ao seu luxo desenfreado».

«Ouvi outra voz que dizia: «Sai dela, meu povo, para que não sejais cúmplice dos seus pecados, nem atingidos pelas suas pragas. Porque os seus pecados clamaram ao Céu, e Deus lembrou-Se das suas iniqüidades» (Ap 18, 1-4). Ai, ai, ó Grande Cidade!

Será que o Povo de Deus vai deixar de entender este aviso? Ou confundir a Cidade de Deus com a outra; do culto do homem?

Lembremos então que, assim como foi dado à Igreja, na pessoa do Papa, a graça da infalibilidade para ensinar a verdade, a fé implica em uma infalibilidade também dos fiéis. É a infalibilidade in credendo.

Os católicos sabem que com a fé «reconhecem a voz do Pastor»; de Jesus.

Se assim não fora, a que serviriam estes avisos de salvação? A que serviria o mandato de São Paulo aos Gálatas (1, 8 ) de não receber, mas anatemizar até quem aparece em veste de anjo ou de apóstolo e papa se traz outro Evangelho? Pode haver duas doutrinas para o mesmo Evangelho da Igreja de Deus?

«Cuidai que ninguém vos engane», ensinou Jesus em vista do extremo engano final.

CruzE que sejam tempos finais com estes enganos até em veste tradicionalista parece evidente.

Não há como recorrer nem ao papa nem a superiores, disse Nossa Senhora à Lúcia de Fátima, que o transmitiu ao Padre Fuentes em dezembro de 1957 (Ver a entrevista completa aqui).

O tempo, portanto, está chegando ao seu termo.

Que Deus tenha piedade desta nossa miserável geração!

2 Respostas para “FÁTIMA E A ESFINGE ECUMENISTA

  1. Pericles A. R. de Toledo agosto 13, 2012 às 6:07 am

    Não dá para entender: Há três vertentes cristãs. Católica (ainda a maior, mais antiga e a mais massacrada pelas outras duas), protestante e evangélica. A “unidade” foi quebrada à partir de Lutero mas sempre esta unidade foi perturbada pelas opiniões diferentes dos que queriam modificar a Igreja pregada pelos apóstolos. No século I já havia gente com “opinião” diferente, tando que os apóstolos, nos escritos do NovoTestamento já falavam, em plena Igreja nascente, em heresias.
    Bolas. No Brasil 99% dos evangélicos são de origem calvinista e portanto, ao contrário de Lutero, pouco ou nada pregam sobre a Virgem Maria. Como então se arvoram em crer nas profecias de Fátima ? Ali, segundo Lúcia, as profecias foram lançadas pela Virgem. Para eles Maria sempre foi mãe apenas de Jesus e nada mais, como agora a colocam em grau de profetisa de Deus ?
    Acho que essas pessoas não são honestas e fingem acreditar em algo que julgam ruim para a Igreja de onde saíram, e que detestam. Esquecem-se que com a volta do Senhor nenhuma Igreja será mais necessária, uma vez que a Igreja era a continuadora da missão de Cristo enquanto ausente. Esquecem-se que a deles também vai acabar. Como são burros!!!

    • Pro Roma Mariana agosto 13, 2012 às 12:30 pm

      Tudo indica que na mesma Igreja Católica falta a plena consciência do que significa a presença da Virgem Maria na História da Criação divina. Isto embora a Tradição dos Padres, confirmada pelos Papas, e cada vez mais, defina os privilégios de Nossa Senhora segundo os desígnios de Deus. Por isto é com fé e esperança que continuamos a copiar o que a Igreja ensina sobre Nossa Senhora, que vai além da Escritura.
      A intervenção de Maria SS. em Fátima não é diretamente da Revelação, mas a confirma na Religião revelada da «Intervenção divina» no mundo em qualquer tempo histórico; no nosso através da Mâe de Deus. Salve Maria!

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