Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A FIGURA DESTE MUNDO SEDEPLENISTA

Papa São Pedro

O trabalho SOBRE « A Tese Sedevacantista Derivada De A Figura Deste Mundo, De Pacheco Salles» pretende contestar o «sedevacantismo», iniciando com o erro de não definir esse termo.

Isto é contrário a toda reta filosofia, em especial de São Tomás de Aquino, de quem o autor Carlos Nougué se diz seguidor.

Para compensar esse erro, aliás, para prosseguir disfarçando-o, fala de três divisões fundamentais de «sedevacantismo», das quais a sua primeira versão estaria no livro não publicado do Dr. J. B. Pacheco Salles.

Isto já denota, da parte do Autor, a necessidade de um texto elaborado tomisticamente para retorquir a uma suposta «filosofia sedevacantista» à altura de seu filosofar!

Ora, uma realidade, como seja a da ausência de um Papa católico na Sede da Verdade, deve ser enfrentada pelo que é e não por interpretações intelectuais dela. Se o menino diz que o rei está nu, basta olhar. Ninguém vai perguntar em base de que doutrina o disse.

A crítica a uma doutrina, para ser razoável, deve referir-se a algo de definível, senão, por estruturadas que possam parecer essas análises, na verdade são como a caça a fantasmas.

Assim é nesse caso, porque nunca houve uma «doutrina» desse assim chamado «sedevacantismo» do Pacheco Salles ou de outros amigos.

Desse jeito, como se verá, do primeiro erro de indefinição da «doutrina sedevacantista do Pacheco», certamente seguirão outros na série, até de outras espécies de antisedevacantismo de teor escolástico!

A caça iniciou com a questão dos sensus fidei e de uma profissão de fé externa certa.

Ora, de um critério externo também certo, ou seja, sem nenhuma possibilidade de erro, só o magistério infalível da Igreja. Mas ai se coloca a pergunta: o Magistério proclama uma verdade porque é certa, ou esta é certa porque proclamada pelo Magistério? O que vem antes? E mais, não depende a aceitação do Magistério de uma fé precedente?

Nisto vai o mesmo erro dos protestantes, cuja fé depende da Revelação escrita, como se a escrita não dependesse da palavra oral que a precede.

Quanto a esse “sensus fidei do povo cristão”, este se limitaria a ser: «outra maneira de dizer “consensus fidelium in doctrinam fidei”, e refere-se ao fato de que a “universitas fidelium in credendo falli nequit”, ou seja, quando a universalidade ou totalidade “moral” dos fiéis católicos professa uma verdade como sendo de fé, não pode enganar-se». Esperemos que não queira aplicar isto ao «mundo católico atual»!

Ora, se «isto, sim, “é critério infalível da divina Tradição (cf. a Tese XII do Cardeal Franzelin, em Tractatus de divina Traditione, edit. 3ª, Romae 1882) e verdade de fé católica” do P. Calderón, (ibid.), a este ponto, pergunta-se, quanto essa descrição de fé coletiva possa superar a verdade ensinada nas Escrituras da fé pela qual cada fiel pode e deve anatematizar quem traz outro evangelho, seja ele um anjo ou um apóstolo… (Gl 1, 8). Sim porque hoje aparecem «autoridades apostólicas» apoiadas na infinita papelada «magisterial» do Vaticano 2 sobre a nova consciência coletiva da igreja (deles).

Na Igreja universal, a infalibilidade in credendo, mais que reduzir-se «própria e estritamente à infalibilidade in docendo da Hierarquia eclesiástica», lhe é especular, como uma imagem depende do objeto. Mas o mesmo se diga da Hierarquia em relação à Cabeça da Igreja, Jesus Cristo, que apenas O representa para confirmar o Seu ensino.

Quanto à opinião tratada no livro do Pacheco sobre a «obediência», não se vê como isto possa ser fundamental para a análise do Autor sobre o tal «sedevacantismo», da falta de um papa católico na Sé de Pedro; até o «sedevacantista» Homero Johas o criticou.

O que deveria ser justamente tratado é a questão da vacância da Autoridade que ensina a doutrina que procede da Revelação substituída pela presença de outra «autoridade» que ensina algo que não procede da Revelação, mas alegando falsamente essa fonte, como faz no ponto 2 aDignitatis humanae do Vaticano 2.

Se o Pacheco erra, tentando defender sua «fé interior», que dizer do Autor alegando como certo o que não pode defender, isto é que na Sé de Pedro há representação do ensino segundo «autoridade imediata de Deus», quando a realidade do «magistério dos papas conciliares» é a da perfídia contra a Fé, pela qual seria desnecessária a conversão até dos Judeus. Aqui temos a definição do sedeplenista!

Se há algo para começar a concluir nesta parte é que na infalibilidade do consensus fidelium in doctrinam fidei, ou seja, do sensus fidei, «intervêm, por um lado, a virtude infusa da fé e, por outro, a proposição do magistério».

Justamente aqui o fiel dispõe de todo o verdadeiro Magistério para julgar o falso.

Logo, «é o magistério da Igreja que propõe as verdades em que se há de crer como de fé, e o faz com o penhor de sua autoridade infalível». Ou seja, a universalidade dos verdadeiros fiéis sabe que “não pode crer senão no que o Magistério lhe propõe e no grau de certeza com que lhe propõe… ; porque a Igreja universal, ao contrário da «conciliar», não falha ensinando a mentira e inoculando veneno ecumenista na Doutrina divina” (cf. Papa Pio VI).

Isto os fiéis começam a entender pelo sensus fidei, mas concluem também pelos dados de razão. E é o Magistério Católico que condena os erros do «magistério ecumenista».

Lê-se no Livro de Jó (XXXIV, 30) que Deus “faz reinar o homem hipócrita por causa dos pecados do povo”; e completa-o Santo Tomás: “É preciso, portanto, eliminar o pecado, para que cesse a ferida da tirania.”

Ora, parece claro que o reino de pontífices hipócritas é o resultado especialmente do pecado na fé e nesse super «luteranismo», que nem mitigado é porque aceita um «papa luterano» que promove o «luterano 2». Mas o Autor aqui considera obrigatório aceitá-lo segundo o novo magistério do P. Calderón, que é mais citado pelo autor do que o de qualquer Papa católico. Tudo para demonstrar, talvez, que é melhor ter um papa herege do que nenhum. Isto é o que ele deveria refutar, mais do que o interessante livro do pobre Pacheco Salles (RIP), com sua erudita visão histórica.

São Pedro, Papa

A Igreja é fundada sobre a Profissão de Fé de Pedro, e a solidez desta Pedra reside principalmente na autoridade de seu magistério único. Assim sendo, como é possível romper o dilema atual da falsa autoridade a partir da «credibilidade» e «continuidade» de um «magistério», que deveria ser julgado com critérios oferecidos pela mesma falsa autoridade? Seria como dizer que só ela mesma se pode julgar, porque, ao dizer o contrário «se atentará contra a docilidade católica, que tem como única regra próxima da fé o magistério vivo da Igreja»! Que lei, que doutrina filosófica é essa?

Note-se, se julga algo, que denominam aleatoriamente «sedevacantismo», partindo da negação fundamental que quem não tem a fé já está julgado.

Pior, nega que quem vai contra a Fé revelada e o Magistério, não esteja já julgado.

Quer desenvolver isto melhor num estudo sobre a tese anti-sedevacantista de Cassiciacum, de Guérard des Lauriers, tese que peca de modo claro desde a base de uma idéia aplicada à autoridade papal (ou outra qualquer) na qual seria possível dividir o ser composto de corpo e alma. Assim os «papas conciliares» seriam materialmente papas (materialiter), mas não o seriam formalmente (formaliter).

Eis outro resultado do erro inicial de não definir a matéria sobre a qual se pretende pontificar à luz da « Candeia Debaixo do Alqueire» do P. Álvaro Calderón da FSSPX.

Deveras estranho, porque a indefinição é um dos primeiros defeitos que Mgr Lefebvre apontava na «filosofia» privada de toda Verdade dos «anticristos no Vaticano».

Será que pretendem com essas longas dissertações históricas a adesão católica para este «culto terminal» do homem ídolo?

Isto sim seria o fim da História!

Que os Sagrados Corações de Jesus e de Maria nos livrem da letra que mata (II Cr 3, 6) a verdadeira Fé.

6 Respostas para “A FIGURA DESTE MUNDO SEDEPLENISTA

  1. Leonardo janeiro 22, 2012 às 8:14 pm

    Li detidamente o “Candeia” do Pe. Calderón. Ele nunca autoriza nada do magistério conciliar. Chega a dizer que o concílio nem foi ruptura, mas verdadeira anarquia. Demonstrou que Roma se fixa na autoridade de gestão e de modo maquiavélico, porque não quer mais ser infalível. A mim me pareceu que seu raciocínio promoveu uma divisão entre autoridade jurídica (complicada, se somada à sacramental, não tratada detalhadamente no seu livro) e autoridade espiritual (mais apropriada ao magistério). Então, parece dizer que há autoridade jurídica, mas não pode haver autoridade espiritual pelo erro insuperável. Entretanto,disse que tal engano é próprio do modernismo (ou liberalismo católico) que não se compromete com a Verdade e a Autoridade em nome de uma falsa liberdade. Até disse que para eles desde Roma é melhor autoridade nenhuma, como os bispos modernos se acostumaram a viver como se não houvesse papa (muitíssimo mais do que a Tradição e basta lembrar a última visita do papa à Alemanha, sem que o papa, apenas para os modernos, deixe de julgar de algum valor o óbice à sua posição) e, nesse sentido, veio-me um receio de que até gostem do “sedevacantismo” (por eles, também vivido na prática e combatido por uso maquiavélico na teoria). Calderón, assim, não pode ser considerado sedeplenista e nem Nougué. Ousaria dizer que são papistas apenas no aspecto jurídico da autoridade e que esta incluiria a parte sacramental se atendidas as condições tradicionais à validade, à licitude e à eficácia do sacramento. Mas não são papistas quanto à doutrina ou ao magistério conciliares, porque, para eles, também nem são católicos. Depois de ler o livro de Calderón, li um texto de Dom Lefebvre no qual este acentuou seu receio ao sedevacantismo como receio ao cisma pelo trauma protestante e suas muitas chagas, ao que indagou, querendo ver o futuro desde a vacância, acerca de como faríamos para eleger um papa após o triunfo da fé católica sobre a crise atual ante a descontinuidade na sucessão apostólica. Procuro compreender a Fraternidade de São Pio X a partir deste receio, pois, num certo aspecto, e todo ele espiritual, a sede parece vacante para todos de todos os lados que se possa nomear.

    • Pro Roma Mariana janeiro 24, 2012 às 6:16 pm

      «De fato, o comentário demonstra como o termo «sedeplenista» é ainda mais vago do que o termo «sedevacantista», pelo conceito que a eles se atribui.
      De há muito se ouve dizer que os «papas conciliares» são liberais e modernistas e portanto não são católicos; mas são papas!
      Então é o conceito de «papa» e de «igreja» que se quer mudar, como se estes não fossem ligados à mesma Verdade.
      A confusão impera e quem aceita a maior contrafação, a «papal», fica envolvido em todas as confusões subalternas.
      A última é do Mgr Williamson que escreveu: – Prefiro ser um sedevacantista cismático, do que um apóstata romano!
      Mas alguém pode estar em cisma com um poder vacante?
      Só se romper com o mesmo conceito de Papa católico!
      Parece que hoje é esta a tentativa mais praticada, no meio da confusão geral que a FSSPX multiplica.

  2. Leonardo janeiro 24, 2012 às 12:42 pm

    A teoria da evolução, agora verificada por sua insuficiência não apenas comprobatória mas argumentativa, entretanto, mal avaliada e supervalorizada até nossos dias, para acabar como escopo de toda ideologia, depois de transportada para a sociologia e misturada ao marxismo, foi que destruiu os pilares da fé para a maioria pelo ataque ao caráter absoluto da revelação, principalmente, enquanto levada adiante mas rigorosamente preservada pelo magistério, pois até a teologia se tornou apenas sociologia, uma vez que, assim como teria acontecido com as línguas, negando-se qualquer intervenção divina para a dispersão em Babel, a evolução na sua modalidade de adaptação teria demonstrado que todas as línguas teriam surgido apenas por convenções comunitárias, assim, também os dogmas e todo o magistério em toda a história ocidental não passariam de meras convenções comunitárias ou sociológicas como adaptação, acomodação ou moderação possíveis aos conflitos de sua época, já que o próprio Evangelho como a Tradição teriam sido convenções das comunidades apostólicas. O magistério de sempre atingiu, hoje, o valor de mera recomendação ou de uma referência apenas ao seu tempo, assim, como os provérbios ou ditados de nossos avós. No terreno da fé o absurdo merece a mais concentrada e pesada condenação por cientificamente pretender fazer de Deus um demente catatônico e o mais incoerente possível, pois, após ter entrado visivelmente na histórica do modo mais dramático que se poderia cogitar, teria deixado à livre disposição do gosto humano a transmissão de sua revelação, mesmo o próprio Jesus tendo dito que tal mister estaria a cargo do próprio Espírito Santo enquanto Sua testemunha, para a entrega de “memória e entendimento de que tudo que já havia falado e de outras coisas que os apóstolos ainda não podiam compreender”. Ou seja, a evolução pela insídia da adaptação foi a forma encontrada pelos homens, voltados para si mesmos, considerando tudo um arranjo social, para negar que Deus esteve como está no comando, façam eles o que fizerem, ainda mais depois de ter vindo visivelmente na terra, já que “agora eles não têm mais desculpa”. E, assim, novamente, desafiaram Deus pelo que Deus delegou aos homens através da hierarquia, apenas por orgulho e por inveja contra esta. Ora, o mais certo neste contexto que nos renova a insídia da serpente à Eva, como previu São Paulo, é que a apostasia era mesmo necessária e viria acompanhada pela permissão de um engano tal que provoque a mais dolorosa confusão (muito maior do que aquela em Babel), até que os homens clamem pelo retorno do magistério para o resgate e a preservação da revelação, assim como aprendam que sem Deus e seu esquema para a herança de luz, vida e justiça às gerações, nunca podem dispor do sabor da Verdade e que esta é mais necessária à sobrevivência do que o oxigênio. Neste sentido, a tendência é tudo piorar, porque a confusão, assim como a constatação da recusa enquanto sua causa, terão de ficar patentes até para os mais ingênuos, através da perda quase total dos meios, sendo que a solução já dada (a assimilação do magistério como continuidade da revelação) terá de restar como indubitavelmente imprescindível pelo mal mais amargo de sua ausência, até que representativamente a Igreja morra por assassinato (3º segredo de Fátima) para renascer em seguida, quando os homens se agarrarão a ela como a construiu e a estabeleceu Nosso Senhor. Por isso, creio que ainda virão o falso sacerdócio feminino, o falso matrimônio dos padres e a falsa consagração por leigos, entre outras coisas de “uma cidade totalmente em ruínas”, até que se “matem o papa fora dela numa colina rodeada de cadáveres”, mas o pior sofrimento será para os justos que clamarão sem cessar pela volta da Igreja ao perseguirem seus restos mortais, porque “quem não souber da verdadeira doutrina vai cair” (frase do próprio Cardeal Ratzinger no livro-entrevista “Sal da Terra”, antes do conclave que o elegeu).

  3. Leonardo janeiro 24, 2012 às 10:48 pm

    Pareceu-me pura maldade sua contra a FSSPX. Dom Lefebvre não poderia fazer nada diferente do que fez. Não posso ir contra quem me administra frutuosamente os sacramentos, porque iria contra a medicina da minha Mãe e de meu Deus. Não sou ingrato nem traidor. Entretanto, não por isso, não consigo entender um sedevacantismo postulante ou prático para hoje em dia. Teórico ou por estar bem desconfiado, ainda vai lá. O militante, não tem nenhuma razão de ser. Penso em plausíveis motivações: queimar etapas para a volta do Senhor ou ter dois papas para o fim de amenizar nossa prova ou o ostracismo? Veja bem. Para a primeira, a pretensão é absurda, pois seria passar por cima de Deus, o que é impossível, sendo que Ele mesmo e seus apóstolos anunciaram o que acontece atualmente e Jesus disse que, apesar da dura prova, era e é para nos alegrarmos, pois se avizinha o seu retorno. Temos as profecias, as quais foram melhor detalhadas pelas reconhecidas aparições marianas e, se nelas cremos, não precisamos de mais nada para onde e com quem nos consolarmos. E, se fosse para termos dois papas, o único momento era o do indiciável conclave de 1958, porque dele saíram duas fumaças brancas como bem testemunhou a própria Rádio Vaticana, mas todos se calaram. E o Sr. vem colocar a culpa na obra que o heróico Dom Lefebvre levantou anos mais tarde? O fato bíblico e teológico é que Deus quis esta dura prova. São Paulo mesmo a declarou necessária em 2 Tessalonicenses II. Ocorre com um castigo o contrário do que ocorre com a graça: na graça, pelo meu desejo e por minha súplica, eu permito ou me abro e a graça faz o resto; no castigo, Deus permite e o pecado mais o maligno fazem o resto. Fique certo que foi o pecado de todos que produziu a presente crise. Estava vendo um documentário retratando a época do concílio e se nota claramente um mundo inteiro submisso ao comunismo, ou por paixão ou por escândalo, como se a verdade tivesse trocado de lugar. Vi também uma safadeza geral e sem tamanho resultante da urbanização pela industrialização, porque muito se apiedava da causa operária na Igreja, mas os operários não queriam servir a Deus e sim ao dinheiro, porque deixaram o meio rural atrás de prazer, consumo e conforto com sofisticação tecnológica. Tanto que chamavam os padres para a sua causa como o sindicato a definia e a abordava, mas não para rezarem ou confiarem qualquer coisa a Deus. E muito menos para cultuarem as virtudes. Tudo e todos a serviço do dinheiro, provando que o comunismo nada mais é que o mesmo culto ao dinheiro por via transversa (e nem sequer inversa) à dos capitalistas clássicos. Como a própria experiência comprovou mais tarde, pois os revolucionários vitoriosos se apoderaram individualmente de países inteiros com toda sua riqueza e quem ficou no campo saiu ganhando em qualidade de vida, apesar de mais distante da tecnologia propriamente urbana, no entanto, podendo manter por menores estresse e ilusão algum interesse por uma vida mais espiritual. Para concluir, mais duas coisas: 1) dentro do mistério da iniquidade, desde o faraó no Egito e dos clamores nos salmos, Deus parece preferir que o iníquo esgote-se e derrote a si mesmo ao também esgotar seu pacote de maldades, “a fim de que caia na sepultura que ele mesmo cavou”, “para que seja fechada a boca dos mentirosos” e “Deus seja glorificado às suas custas”. Não é por sadismo, mas porque, assim, Deus dá lição mais perene em todos, comprovando que seus caminhos são sempre os melhores e purificando o justo de qualquer pretensão pela tentação de desconfiar ou corrigindo-o de pontas de desconfiança; 2) e, se Nossa Senhora, no 3 º Segredo de Fátima, citou ou indicou que o homem de branco era um papa a ser morto, como, para os sedevacantistas, chegaríamos a este papa sem sucessão apostólica? Uns tentam uma saída, dizendo que seria o papado. Mas, se fosse, Nossa Senhora teria dito ou usado uma representação menos física. Outros dizem que será outro mau papa, mas, contudo, será papa nomeado pela Mãe ou pela vidente como papa. Os últimos dizem, então, que será papa porque convertido, mas ainda assim papa apenas porque mantida a sucessão apostólica, colocando os sedevacantistas em certa oposição ao dito, aludido ou mostrado pela Mãe de Deus. Por tudo isso, eu prefiro ser um “profetivista”, para confiar em Deus e, de certa forma, como Ele mesmo exortou, nEle até me alegrar em meio ao drama suicida da Igreja, enquanto devo só agradecer pela minha eleição à graça de poder ver e constatar tamanha exatidão divina, porque, se eram e são necessárias, melhor que venham e passem logo a apostasia e a perseguição, pois depois virá o Senhor na glória e terminará com bela conclusão a primeira condição. Contudo, por nós mesmos, não podemos é querer queimar etapas, mas pedir a Deus que encurte o tempo e nos mantenha de pé durante esta que já é a maior provação da história.

  4. Leonardo janeiro 25, 2012 às 1:48 pm

    Permita-me terminar. Há outra hipótese e é a mais louvável: a de que se julgem no dever de postular a vacância diante do sofrimento de Cristo, porque Nossa Senhora disse em Salete que Jesus seria crucificado de novo. Aqui eu me balanço com muito dó. Mas, vejamos o contexto. A Israel, em duas ocasiões espaçadas, Deus duas ordens opostas, numa mandou ir até o inimigo e atacar, e noutra, avizinhando-se a tropa inimiga, mandou capitular e se entregar. E nas duas ocasiões, Israel desobedeceu e se deu mal. Foi por culpa do contexto pelo pecado de Israel, pois sua soberba já contrariava a destra divina. Atualmente, se o contexto ainda indicasse um acatamento à ordem hierárquica e à autoridade, o dever de postular a vacância teria sentido, mas o plano é o inverso. Havia um resto deste contexto em 1958 e o Senhor deu o sinal com as duas fumaças brancas num intervalo de algo em torno de doze horas, por suposição e certo indício, indicando que foi traído. Agora, porém, postular a vacância traria maior perda ainda de almas, porque uma confusão maior excluiria de vez a chance de muitos inocentes de se aproximarem da Verdade, mesmo vagando em meio ao erro. Com Dom Lefebvre, a ferida já era de morte, porque de 1958 para frente os modernistas ficaram totalmente incontroláveis. Havíamos perdido a prova e foi, por isso, que Nossa Senhora autorizou dizer o segredo apenas depois de perdida a prova, em 1960. Quando já era o caso de advertir e melhor adestrar para o endurecimento no combate. Postular ou militar a vacância agora ajudaria à preparação para a vinda do Anticristo, porque o próprio Santo Tomás de Aquino disse que, como ele se assentará no lugar santo, indica que a Roma da profecia de São Paulo e do Apocalipse não é a Roma temporal, mas a espiritual. E por que ajudaria? Porque o Anticristo concentrará tudo na sua pessoa e na sua propaganda e, se vai ter Roma por sede, como disse Nossa Senhora, certamente, não tolerará os bispos ao seu redor, pelo que, ou matará todos ou os substituirá por conselhos leigos para a sua propaganda. E uma vacância reconhecida não adiantaria esta dispersão e não desligaria de vez o povo do sacerdócio real, uma vez que o povo já quer ser o seu próprio sacerdote? Como parece certo que a ascensão do Anticristo importará em dispersão por fuga da ordem de perseguição para aniquilação, o 3º Segredo de Fátima pode mesmo se referir a este momento e a cidade em ruínas da qual já estará fora o homem vestido de branco parece que será tanto Roma como a Igreja universal. Pode ter os dois sentidos de avisar acerca de um processo já deflagrado e de antecipar sua conclusão. De qualquer forma, parece evidente que tal processo saiu completamente da possibilidade de outra intervenção humana se não uma conversão universal que tenha como pilares a oração e a penitência, não a militância e a postulação de qualquer outra coisa. Por fim, ainda citando Santo Tomás, no seu comentário a 2 Tes II, retirado de http://www.clerus.org, este diz que “entenda-se a apostasia ou separação do Império Romano, ao que todo o mundo estava submetido. Segundo Santo Agostinho, figura sua era a estátua de Daniel, em cujo capítulo 2 se nomeiam 4 reinos, os quais terminariam no acontecimento da vinda de Cristo; e que isto era um sinal a propósito, porque a firmeza da estabilidade do Império Romano estava ordenada a que, debaixo de sua sombra e senhorio se ensinasse por todo o mundo a fé cristã. Mas como pode ser isto, sendo já passados muitos séculos desde que os Gentios se apartaram do Império Romano e, isso não obstante, não havia vindo ainda o Anticristo? Digamos que o Império Romano ainda segue em pé, mas mudada sua condição de temporal em espiritual, como disse o Papa São Leão em um sermão sobre os Apóstolos. Por conseguinte, a separação do Império Romano há de entender-se, não só na ordem temporal, senão também na espiritual, e, a saber, da fé católica da Igreja Romana. E isto é um sinal muito a propósito, porque, assim como Cristo veio quando o Império Romano senhoreava sobre todas as nações, assim pelo contrário o sinal do Anticristo é a separação dele ou apostasia. (…) E o destruirá, digo, com a eterna condenação (S. 27). Diz também resplendor, porque o Anticristo pareceu encher de trevas a Igreja, e as trevas são desterradas pelos resplendores; porque tudo o que o Anticristo dará a conhecer será demonstrado haver sido engano.”
    Como pode ver, Deus desterrará o esgotamento das trevas, até que esta em nada mais possa disfarçar-se, com a plenitude de Seu resplendor divino. E nós temos de nos fixar em converter as almas pela Santa Missa (enquanto a temos), pela penitência e pelo Rosário.

  5. Leonardo janeiro 25, 2012 às 7:19 pm

    Depois da 2ª Resposta
    Sinceramente, apenas quis dizer que postular a vacância na altura de agora seria como presentear com um caro caixão um moribundo, estando o mesmo a um fio de morrer e rodeado pelos que o odeiam: o moribundo morreria mais rápido vendo o desejo de todos, mas os que o odeiam diriam ao beneficente do funeral que o defunto não vale o seu caixão e para si o tomariam. Mutatis mutandis, lembre-se que São João Batista disse aos fariseus que “Deus faria de pedras filhos para Abraão”, assim, o Senhor procederia para nos dar um bom e santo papa (como São Pio X, mas adiantou para os seus contemporâneos terem São Pio X?), caso houvesse antes uma necessária conversão universal, entre outras coisas, por reconhecermos a insistência do nosso orgulho e da nossa inveja pela amarga rebeldia contra Pedro, a Sua rocha e a Voz do Espírito. O problema é que ainda não o merecemos, porque nem sequer fazemos penitência. Pelo menos, a esmagadora maioria ainda não o merece. Se Deus no-lo desse agora, faríamos de novo o que fizemos com o Papa Bonifácio VIII e voltaríamos para a mesma situação motora da apostasia em direção ao anticristianismo pelo qual queremos nos fazer deuses sem Deus. Então, meu caro, mais importante que a constatação dos fatos dada pela Virgem é cumprir a sua recomendação, pois, quanto ao mais, basta pacientemente confiar com fé e caridade verdadeiras em Deus e na Sua Mãe.

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