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A moeda, A civilização e o papado: últimas contrafações fatais

Money Press

A Historiografia registra o rigor com que eram punidos os contrafatores da moeda; os moedeiros falsos.

Que dizer, porém, dos contrafatores do mesmo princípio do dinheiro, da mesma base universal da moeda para a utilidade social? Isto é, da norma pela qual ao valor declarado da moeda deva corresponder um valor equivalente, como em toda troca comercial?

Sobre a infração do mesmo princípio e norma do dinheiro, porém, se registram bem menos eventos, e o pouco relatado também sofre falsificações porque os grandes falsários sabem que o segredo do maior negócio do mundo, que é o do dinheiro, consiste em «fazer crer» pelo engano: apresentar como um «bem» um valor forjado.

Foi sempre grande a tentação dos mercantes de valores e de moedas, ficar com a diferença entre estes valores, em forma de lucro ou de comissão devida. Mas este não era ainda o perigo real.

Havia que inventar o papel dinheiro equivalente ao ouro.

Assim se criaram enormes fortunas de banqueiros que emprestavam a reis, eventualmente hipotecando as mesmas fortunas reais como lastro de uma moeda cunhada com a face de sua majestade.

Deste modo a norma, a razão da moeda foi aos poucos invertida.

E o perigo não era mais dos falsificadores das peças em metal ou dos bilhetes em papel; o perigo passava dos menores artesãos do engano, aos adulados promotores de uma ilusória riqueza nacional, depois internacional, hoje, planetária.

Todo este processo se acelerou porque, se os bilhetes ainda implicavam algum compromisso de pagamento, nos títulos, papéis mais sofisticados, o valor declarado ia depender mais do que é relatado pelos bancos e pela «comunicação social», do que pela realidade. Senão que, os super-papeis dependiam por sua vez cada vez mais da publicidade paga mais ou menos com estes mesmos títulos.

E o circuito do engano se completou ao nível da mais alta finança mundial com a conquista da grande «comunicação social».

Signoraggio

A diferença entre os dois é somente uma. VOCÊ!

Eis o «engano metafísico» que, como vemos, acaba por devastar a Terra e sua natureza, mas permanece obscuro porque é coberto por operações que se apresentam como um «bem» imprescindível para o desenvolvimento e o progresso dos povos.

A moeda, a natureza e as civilizações

Porque falar de devastação da Terra e de sua natureza?

Aqui então entramos na contrafação que atinge o governo dos povos e as diretrizes das «modernas civilizações».

Venhamos aos problemas de nossos tempos, porque o dilema da hora presente concerne à hegemonia dos Estados Unidos no mundo.

Corresponde tal poder e influência na vida internacional a um válido modelo de civilização a exportar pela Terra? Representa este poder um fator de continuidade ou de abandono do conceito de ordem e de paz fundado sobre uma verdade vital para todos os homens, como foi entendida desde os albores da História do homem espiritual que conhecemos?

Um fato é certo: sob o domínio de um poder alheio aos sãos princípios de civilização, a humanidade inteira fica exposta, apesar de toda aparência de progresso e de bem estar, a uma inexorável decadência espiritual, que vai ser causa de todas as outras e comportar uma letal instabilidade vital.

Quanto ao desequilíbrio na relação com o meio ambiente dos EUA, estes são os maiores poluidores da atmosfera do mundo.

Mas aqui interessa o modo de pensar e ainda mais, de crer à origem da mentalidade americana, que passa em cheio por certos critérios de soberania e moeda. Vejamos, pois a relação ideal destas, que deveria subsistir entre civilização, paz e amor pela verdade, entre poder material e visão espiritual universal, como é a católica.

Vamos fazer uma comparação dos elementos do poder americano com o do poder soviético, que desmoronou por falta deles.

Quanto à soberania, o poder comunista do governo sobre esses povos era quase completo sendo imposto pela educação ao medo. Tudo o que decidia o Partido comunista era cumprido e o valor artificial da moeda não era discutido no âmbito nacional. O que o governo decidia, inventando o dinheiro necessário, era executado, até para construir um arsenal que conquistasse o mundo.

Os seus rublos só mantinham o valor artificial no mercado interno, cada vez mais pauperizado. De nada valeu a simpatia de João 23 e Paulo 6, nem os efeitos das «teologias de libertação».

Foi a mais falsa e falimentar das «civilizações modernas» também porque não pode usar a força que dispunha, só para citar um exemplo: 60 mil tanques. A diferença de força estava na moeda.

Os EUA, que tem um arsenal ainda maior (não de tanques), podiam pagar este e suas guerras com a moeda que vende ao mundo.

O Dólar pode até desvalorizar, mas circula recolhendo recursos por toda a terra. O Rublo podia ser emitido na quantidade que quisessem, no mundo não circulavam e não eram comprados.

Então se trata de «civilizações» fortes na medida em que emitem a moeda, cujo valor é largamente inventado, porque sem lastro real!

A pergunta suspensa é: qual o limite para essa emissão de valores artificiais que produzem armas e guerras?

Quem vai pagar essa conta mentirosa aos seus invisíveis credores se, nem os juros impostos sobre o dinheiro inventado pode ser coberta pela totalidade da produção da maioria das nações?

Um dado é certo: o imenso desperdício desta «civilização» moderna, do consumo fácil e provocado, polui a natureza e degrada toda vida espiritual: a vida e o sangue custam cada vez mais, mas valem cada vez menos, porque são descontadas as almas. Vendem-se órgãos humanos e meninos, manipulam-se os genes e a natureza.

Há uma geral inflação de valores e desprezo por princípios.

Estamos diante de um plano em ato que requer a concentração de poderes para implantar uma «nova ordem mundial».

Podem as nações reconhecê-lo? E os cristãos, podem aceitá-lo em detrimento da Ordem cristã?

Poderia um papa não denunciá-lo como contrafação para precipitar os povos numa mega desordem planetária?

“Quando o Filho do homem voltar à terra, encontrará ainda a Fé?”(Lc 18, 8).

O Papado não existe para a confirmação da Fé?

Então haveria que perguntar se Jesus ainda encontrará um papa que confirma a Fé e seja ouvido.

Ora, os «papas conciliares» são ouvidos e lidos até demais; até quando ensinam contra a Fé e proferem impropérios, senão blasfêmias, como quando Paulo 6 se queixou porque Deus não o ouviu impedindo a morte pelas Brigadas Vermelhas do «homem bom» que era seu amigo Aldo Moro. Ou quando Bento XVI perguntou em Auschwitz onde Deus estava quando ocorria aquela tragédia. Ainda ele recomendou aos Muçulmanos que abrissem suas mentes à filosofia iluminista que atacou o Cristianismo, como eles, os «sociólogos» do Vaticano 2, o fizeram sem peias.

Voltando, porém, ao tema da civilização, o mesmo Bento louvou a ordem do que é o «laicismo americanista», voltando da viagem aos EUA; além disso, numa encíclica sobre a verdade indicou a necessidade de uma nova ordem mundial, como se esta não fosse o plano já em ato para remover e substituir o Cristianismo, dominando o mundo com a moeda da usura e a contrafação espiritual ecumenista.

Castellucci

Romeo Castellucci

Nestas liberdades parece incluída a ofensa contra a Sagrada Face de Jesus Cristo, orquestrada até com crianças que num palco teatral atiram dejetos numa pintura que representa Nosso Senhor.

Eis a «civilização» da liberdade de toda contrafação, não apenas da moeda, mas mental e moral. Outro sinal que a Babilônia de Mamon, que vai desde a ONU e os OGM dos senhores deste mundo, passando pelo IOR do Vaticano, está para ruir fragorosamente.

Se na Igreja estava o «obstáculo», o «kathécon» da Epístola (II) de São Paulo aos Tessalonicences, posto para testemunho do único poder na Verdade contra as contrafações deste mundo, que hoje são justificadasem seu Nome.Podehaver contrafação maior da dos falsos cristos que proclamam a «liberdade religiosa e de consciência» em nome de Nosso Senhor?

Podem os católicos não testemunhar este engano fatal?

A presença do verdadeiro Papa é a graça em razão do bem de que carece o mundo alienado. Se este precipita numa crise espiritual sem precedentes, tal queda não é o castigo pelo silêncio sobre a contrafação da Sé da Verdade, de onde se justifica esse mundo?

Não temos o testemunho do Apocalipse revelado pela Voz da Verdade; Nosso Senhor que impera sobre a História e todo o universo?

Então muitos entenderão que a Igreja de Deus e o seu Papado não podiam ser falsificados por nenhum poder terreno aliado da prostituta do Anticristo (cf. Ap 18). «Num instante chegou o seu juízo!…

Exultai sobre ela, o céu e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus julgando-a, fez-vos justiça!» (Ap 18, 10, 20).

Podem os católicos deixar de suplicar e empenhar-se com todas as forças para o retorno do Papa fiel que cancele a perfídia conciliar?

2 Respostas para “A moeda, A civilização e o papado: últimas contrafações fatais

  1. Leonardo janeiro 28, 2012 às 4:08 pm

    Excelente artigo! É isto mesmo e precisamos de um papa com “P” maiúsculo de Pedro. São João diz no Apocalipse que o castigo ou a ira divina será abrandada ou encurtada pela oração dos justos. O Sr. está certíssimo: Não podemos parar de clamar por um Papa e pela misericórdia divina. Não quis ser fatalista. Se eram necessárias estas coisas de agora em vista do pecado, lembremos que Deus foi consolar Adão desolado e sempre pede a confiança. Sem confiança, nossa ira e o desespero ganham espaço. Penitentes e confiantes, não seremos envergonhados!

  2. Leonardo janeiro 28, 2012 às 4:28 pm

    Mas, para parar de incomodar, faço uma pergunta, no espírito de São Luís Maria em seu “Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Maria” e no lema de “esperar quando tudo é contra a esperança” : – Para termos de volta o verdadeiro Papa, pai e tutor da nossa fé, será que Deus apenas o devolverá quando houver uma fé (ainda que apenas em um cardeal ou mesmo bispo) que, como a Virgem Maria, e querendo morrer por Deus e para que as almas não morram, queira conceber de volta na Igreja o Pedro da Fé “que confirma os irmãos”, mesmo que outra Roma esteja avassaladoramente no poder temporal e espiritual?

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