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RITO E MAGISTÉRIO DO VATICANO II : ANTINÔMICO E ACEITO

É cada vez mais claro para os católicos que o Vaticano II foi encomendado por forças adversas à Igreja para alterá-la, abrindo-a ao mundo. Claro, porque foi isto que aconteceu, embora de maneira gradativa e disfarçada sob o engano de um magistério segundo uma hermenêutica de continuidade.

Antipapa

Tal operação dura desde há mais de meio século, isto é começou com o «aggiornamento» de João 23, que visava uma nova «consciência da Igreja» e para isto convocou um concílio pastoral.

O termo «pastoral» não implicava nenhuma posição de modéstia em relação ao concílio infalível e «dogmático», mas servia para abandonar sorrateiramente a noção da assistência do Espírito Santo.

Sob a continuidade dessa proteção divina, de fato, nada podia ser mudado e contrário à Fé porque o Magistério da Igreja não fazia mais que representar a voz da Autoridade de Deus em Terra.

E então o mundo católico teria absoluta certeza dessa invisível assistência divina comparando o que já fora transmitido pela Tradição apostólica ao tratar temas da atualidade.

Ora, nos documentos do Vaticano 2 se lê uma variação que chega à completa inversão desses temas.

Basta ver o que se proclamou a propósito de «revelação», de unidade, de ecumenismo, de liberdade religiosa, de abertura ao mundo moderno.

Esta descontinuidade foi acusada e cada vez mais demonstrada ambígua e maliciosa.

Não se trata de uma mutação casual, mas programada numa direção bem definida e conhecida por «pan-cristianismo», «liberalismo», «racionalismo», enfim «modernismo» que recolhe tudo isto.

A questão que se coloca agora não é mais de como essa mutação radical foi possível, mas de como é que continua apesar de ter sido longamente denunciada e de seus efeitos demolidores para a Igreja.

Foi possível porque promovida como revolução em «capa e tiara». Tudo estava escrito.

Basta ler o plano da lojas maçônicas nos muitos documentos sobre isso.

Qual era o plano das lojas senão a eleição de um futuro papa (segundo as suas idéias) que convocaria um futuro concílio (segundo os seus planos).

Na época do centenário da Revolução francesa de 1789 estes planos podiam ser publicados sem problemas. Neste sentido vejamos o plano de mutação da Igreja do Cônego Roca, clérigo apóstata de grande sucesso:

“O Concílio do Vaticano (novo), como Cristo que revelou aos seus irmãos um novo ensinamento, não deverá guiar a Cristandade, nem o mundo, na plenitude de outras direções senão aquelas seguidas pelos povos sob a secreta inspiração do Espírito, simplesmente para confirmá-los no modo de vida moderno, cujos princípios evangélicos, idéias e obras essencialmente cristãs, tornam-se, sem que eles o percebam, os princípios, idéias e obras das nações regeneradas antes que Roma cogitasse em preconizá-las. O Pontífice contentar-se-á de confirmar e glorificar a obra do Espírito de Cristo no setor público, e, graças ao privilégio de sua infalibilidade pontifical, declarará – urbi et orbi – que a civilização presente é a filha legítima do Santo Evangelho e da redenção social (Glorieux Centenaire, p.111).”

Para isto foram formados novos padres; os seminaristas que chegaram a «papas conciliares».

Com isto se explica como a mutação radical programada pelo Vaticano 2 foi possível.

Mas resta por explicar como uma mutação tão evidente e desastrosa e tão longamente denunciada desde os anos Sessenta, continue de modo impertérrito com seus efeitos demolidores para a Igreja, sem que se possa recorrer à sua Lei. Será que a Igreja não dispõe de leis para sanar tal devastação causada justamente pelos vértices eclesiásticos infiltrados por modernistas? Será que a revolução «em capa e tiara», isto é da introdução de uma falsa autoridade pontifical é mesmo infalível?

Pois bem, visto que disto já se fala há muito tempo, mas continua uma «ignorância invencível» sobre a natureza do cargo papal, que só pode subsistir na integridade da Fé católica, agora vamos ver um exemplo de obscurecimento quanto ao Magistério da Igreja, que poderia subsistir válido, mesmo se é «uma heresia protestante sugerida por um protestante» (cf. Si si no no, 15.09.2006).

Agora, tratam de uma descrição sobre os vários tipos de magistério, com data de 15.01.2012 e com o título: «Idee chiare sul Magistero» (Idéia claras sobre o Magistério). O problema é que, depois de propugnar o conceito de «uma Igreja com duas doutrinas» (veja artigo…), agora se quer demonstrar como isto seria possível com um «outro» magistério que incide em erros, mas continua sendo da Igreja Católica.

Disserta-se então sobre o Magistério regra próxima da Fé e a “Infalibilidade”que pressupõe da parte do Magistério a vo­ntade de definir e obrigar a crer como revelada uma verdade contida no Depósito da Fé: S. Escritura e Tradição… regra ‘remota’, interpretada pela Igreja a partir destas duas fontes da Revelação para a salvação das almas.

Tudo bem, mas agora se trata de ver se tem algo de legítimo e fiel tal «magistério conciliar», fruto de um concílio pastoral que reuniu no Vaticano de 1962 a 1965 os bispos do Orbe católico, produzindo um mar de documentos, gravemente contestados, porque em ruptura com o Magistério Católico.

Pois bem, pelos sub-títulos se vê logo a intenção de justificar esse «magistério» que formou a «outra igreja» das duas doutrinas, da qual falamos no artigo precedente:

Il Magistero conciliare è stra­ordinario, ma non è sempre in­fallibile (O Magistério conciliar é extra­ordinário, mas não é sempre in­falível).

Enquanto os bons autores há décadas demonstram que esse «magistério conciliar» é extra­ordinariamente ­falível, porque se afasta do ensino precedente, aqui se distingue o seu caráter de ensino “straordi­nario ‘quanto al modo’, nel senso che non é abitualmente o permanen­temente, ma solo eccezionalmente riunito; tuttavia il suo insegnamen­to è infallibile soltanto se vuole defi­nire e obbligare a credere una verità di Fede (“extraordinário” na forma no sentido de que não é habitual ou permanentemente, mas só raramente reunido : todavia o seu ensino só é infalível se ele quiser definir o obrigar a acreditar em uma verdade de Fé.

Notem a acrobacia; a forma externa solene ou extra­ordinária de pronunciar-se não é de per si índice de infalibi­lidade: a forma é elemento acidenta­l; a essência é a vontade de impor quanto à substância a doutrina anunciada como definida e obrigatória para a salvação. O critério do infalível não estaria mais, segundo esta explicação para justificar o «magistério conciliar» na sua continuidade com a Doutrina apostólica de sempre, mas na «vontade» do que é definido «magistério extraordinário», quer repita a verdade católica quer introduza sistematicamente uma nova doutrina conciliar.

É claro que adiante fala da possibilidade «excepcional» de erro nos atos desse «magistério», quando então se pode suspender o assenso, mas sempre aos erros excepcionais e «raríssimos» – palavra repetida – e desde que não tenha havido “voluntas obligandi” de verdades de Fé como divinamente reveladas, para «evitar o dilema das almas em períodos de crise e de grandes heresias de romper com a Igreja» (naturalmente a tal das duas ou mais doutrinas).

Conclusão. Aqui vem o curioso dessa acrobacia para justificar a «legalidade» desse tal «magistério conciliar»: depois de tantos volteios se conclui que: “O problema atual não é de exagerar ou diminuir o valor do Magistério a favor da Traição, mas de ver se a doutrina da colegialidade (Lumen gentium), da liberdade religiosa (Dignitatis humanae), da única fonte escrita da Revelação (Dei Verbum), e do diálogo ecumenista (Nostra aetatate + Unitatis redintegratio), estejam realmente em continuidade com a Tradição, ou sejam, ao invés, uma ruptura introduzida pelo último concílio pastoral e não dogmático”.

A suspeita da qual deveria partir toda a discussão sobre a autoridade que rege o Magistério da Igreja; ponto inicial da questão ficou para o final! Em todo o caso deixou claro que não se trata de erros e heresias excepcionais e raríssimos nos textos conciliares, mas contínuos e sistemáticos, porque são claramente partes do velho e notório RITO E MAGISTÉRIO ANTINÔMICO E ACEITO, como quer a Maçonaria que encomendou o VATICANO II.

Masons Baphomet

Masons Baphomet

Uma resposta para “RITO E MAGISTÉRIO DO VATICANO II : ANTINÔMICO E ACEITO

  1. Leonardo fevereiro 22, 2012 às 2:00 pm

    Saiu no Spes um artigo que denota uma acrobacia maior ainda: Ratzinger estaria considerando que magistério válido ou observável (porque não se pode dizer infalível, uma vez que para ser infalível precisa acreditar-se na infalibilidade) é só o dele, porque seria o magistério vivente, apenas o de hoje, que sepulta todo o anterior como magistério póstumo. Ou seja, nada mais é do que o evolucionismo luterano. Até o do polonês Karol estaria morto. Também é o niilismo, pois tudo que morre vira nada. Desta forma, vão além do protestantismo como protestantes e já dão autoridade exclusiva ao anticristo que vem para se assentar no trono de Pedro.

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