Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O SUMO ENGANO É O « PAPA » DE TODOS OS OUTROS!

Deveria ser cada vez mais claro para todo católico que quem aceita um falso papa com isto aceita tudo que deriva dessa falsa «autoridade suprema». Mas assim não é. Por isto há que repetir o fio lógico dessa conclusão, contrariada por uma rede de fios emocionais, fideístas, teologoides, etc.

Se o Vaticano II foi encomendado por forças adversas à Igreja para alterá-la, abrindo-a ao mundo como está à vista de todos, é claro que esta encomenda foi feita a alguém. Trata-se de quem podia aparentar autoridade para fazê-lo, usando para isto todas as artimanhas de um cargo de poder divino!

Isto aconteceu, embora a abertura fosse operada de maneira gradativa e mascarada sob o engano de uma liturgia disfarçada e um magistério proclamado segundo uma hermenêutica de continuidade.

Tal operação de engano só passou por obra de um simulacro de suma autoridade capaz de enganar até os eleitos. De fato é assim que adverte Nosso Senhor sobre os enganos dos últimos tempos.

E de fato, até os eleitos tem-se deixado enganar desde há mais de meio século.

Cada um percebeu algo segundo atrasos e sombras pessoais. Nem todos, porém reagiram contra o «supremo» embuste revestido de poder papal, iniciado com o «aggiornamento» de João 23.

Se este visava uma nova «consciência da Igreja» com o seu encomendado concílio pastoral, as primeiras vítimas só podiam ser as consciências indecisas.

Aqui devemos apontar os últimos efeitos do sumo engano sobre consciências clericais que haviam no passado reconhecido e iniciado a testemunhar o engano. Caso por demais lamentável, porque agora exercem grandes acrobacias para justificar o engano com trejeitos canônicos e teologoidais.

Trata-se de classificar o santo Magistério da Igreja, de modo que inclua o seu contrário.

Descrevemos o caso do outrora valoroso periódico romano «Si si no no» do Sacerdote Francesco Putti, com quem colaborei por anos a fio. No ano de sua morte, 1984, começamos a publicar os testemunhos de Dom Antônio de Castro, que seguiram o seu «Manifesto Episcopal» junto com Dom Marcel Lefebvre. No caso foi sua entrevista ao Jornal da Tarde de São Paulo.

Vejamos o que disse:

A doutrina contida nessa declaração conciliar (Dignitatis humanae) é herética. O Vaticano II, declarando direito natural do homem seguir a religião ditada pela própria consciência, ou não seguir nenhuma, proclama o direito ao erro. Ora, o erro não pode ser o fundamento de direito algum. O erro é contra a natureza humana feita para a verdade. Como pode ele reivindicar conformidade com essa natureza? Acresce que nessa matéria há uma lei divina que importa na obrigação por parte do homem de professar a religião católica. Como poderia a Igreja conceder direito contra essa vontade soberana? Pior ainda: como poderia dizer que esse direito contra a vontade divina é um direito natural? Fundado, pois, na própria natureza humana? Só admitindo que o homem está acima de Deus! Ora, isso é pior que heresia: é uma aberrante apostasia! Portanto, o Concílio Vaticano II proclamou uma heresia objetiva. Os que seguem e aplicam essa doutrina têm demonstrado uma pertinácia que caracteriza normalmente uma heresia formal. Ainda não os acusamos categoricamente dessa pertinácia para dirimir a mínima possibilidade de ignorância sobre questões tão graves. De qualquer modo, mesmo que essa pertinácia não se manifestasse na forma de uma efetiva ofensa à fé, manifesta-se claramente na omissão em defendê-la.

A Igreja que adere formal e totalmente ao Vaticano II com suas heresias não é nem pode ser a Igreja de Jesus Cristo. Para pertencer à Igreja católica, à Igreja de Jesus Cristo, é preciso ter fé, ou seja, não pôr em dúvida ou negar um artigo sequer da Revelação. Ora, a Igreja do Vaticano II aceita doutrinas que são heréticas, como vimos. Pode-se admitir, porém, a possibilidade de que haja fiéis em boa fé que não sabem ter o Vaticano II aderido à heresia. Mas, bispos? É difícil admiti-lo, mesmo não a excluindo como possibilidade absoluta. Quanto à possibilidade de que um papa governe a Igreja rejeitando o que ela definiu, a história registra o caso do papa Honório I, condenado postumamente pelo III Concílio Ecumênico de Constantinopla e pelo papa São Leão II, por ter “… permitido com uma traição sacrílega que fosse manchada a fé imaculada” (DZ 563). É certo, porém, que a Igreja católica é a única Esposa de Cristo. Não há outras. Apresentá-la como “uma entre outras” é equiparar a verdade ao erro, o que é a essência de toda heresia. Uma Igreja engajada irreversivelmente nesse ecumenismo pós-conciliar não é a Igreja de Cristo, Igreja Católica Apostólica Romana. Os católicos, para se conservarem fiéis aos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, devem estar alertas e vigilantes para não se deixarem levar por essa falsa igreja.” (Entrevista concedida ao Jornal da Tarde de São Paulo, dia 6/11/1984).

Fui acusado por alguns chefes tradicionalistas de Ecône e de Campos, de ter levado o Bispo a declarar publicamente essa posição e que o “indulto de João Paulo2”para a celebração da Missa de sempre era doloso. Como se Dom Mayer dependesse de mim para fazê-lo.

O que há de verdade é que publiquei isto no dito quinzenal romano sob o título: «Por ignorância ou por pertinácia» com o apoio do valente Diretor. Don Putti nessa ocasião convidou-me para dirigir o periódico. Declinei porque sabia que ele precisava de um consagrado e não de um leigo para a sua comunidade de freiras de Velletri. Foi então em seus últimos dias que, para obter um padre da FSSPX para esta, aceitou a direção diplomática e conciliadora do P. Emmanuel Du Challard de Taveau. Era a indicação feita pelo P. Franz Schmidberger que, pelo que me foi relatado depois, deixou claro, exibindo a última edição ao Padre Putti: artigos como este (o meu) não devem ser publicados; bastam os ataques anticomunistas do Madiran! Curiosamente, naquele artigo era colocada a questão elementar básica para a ordem mental católica: o Papa proclama uma doutrina porque esta é verdadeira e não que esta seja verdadeira porque anunciada pelo Papa. Sim porque esta autoridade é para a Verdade e não a Verdade para o Papa. Questão elementar para a ordem mental, mas elucubrado até limites extremos na ordem das conveniências humanas.

Terá sido por isto que Nosso Senhor ensina: “Seja o vosso falar: sim sim não não. O resto vem do Maligno”. E São Paulo diz a Tito que no testemunho do que é bom e útil para os homens… “Evita inúteis investigações, genealogias, discussões e debates sobre a Lei, porque para nada servem e são vãs. Depois de uma primeira e uma segunda advertência, evita o homem herege, sabendo que um homem assim se perverte, condenando-se a si mesmo”. (Tito 3, 9-11)

Desde então, porém, esse mundo tradicionalista procura desculpas para a autoridade do papa herege.

Eram os primórdios da censura a Dom Mayer, que hoje se estende até a Dom Lefebvre.

Da «nunciatura» Du Challard à presente «magistratura» Nitoglia

Muitos bons artigos de boa doutrina continuaram a ser publicados ali por obra também das freiras, cuja Superiora é a minha amiga Suor Maria Caso, diretora responsável. Mas agora temos essa nova linha de justificação sinuosa já acusada que agora prossegue na sua flagrante contradição. Vejamos.

No nº de janeiro o título é: «Il Magistero “luogo teológico” (O Magistério – lugar teológico).

Ali se parte da questão elementar básica para a ordem mental católica, pela qual a autoridade proclama uma doutrina porque esta é verdadeira e não que esta seja verdadeira porque anunciada pela autoridade:

«La Dottrina sacra o della Fede viene annunziata dalla Chiesa poiché è divinamente rivelata e non è rivelata poiché annunziata dal Magistero della Chiesa» (A Doutrina sagrada ou da Fé é anunciada pela Igreja porque é divinamente revelada e não é revelada porque anunciada pelo Magistério da Igreja».

Aqui o óbvio é explicado e repetido com citações etc.

Ora, no nosso artigo «As Visões cismáticas da Santa Sé e a Oração» de janeiro 31, 2012 (aqui), punha-se a questão: – Pode haver uma Igreja de Cristo com duas doutrinas, até opostas? Não seria cismática e herética a visão da Igreja com dupla doutrina? Pois esta é a idéia hoje «explicada» pelo quinzenal «Sì sì no no». E não foi hipótese casual ou irônica, mas repetida e «fundamentada» nos números seguintes com preleções de aspecto filosófico, até tomístico. E para cúmulo da contradição, a «doutrina paralela», que a este ponto seria a «alternativa oficial», um plano B da Fé, seria mesmo a do «culto do homem de montiniana memória (discurso de Paulo 6 na conclusão do Vaticano 2)!

O problema agora, para a congruência da «tese», é justificar esta segunda doutrina como opção extraordinária, claro não infalível, mas sempre para a mesma Santa Igreja Católica. Foi a tentativa do artigo «La Santità della Chiesa» (31.5.2011, A santidade da Igreja), onde se distingue entre a santidade «subjetiva» e «objetiva» da Igreja, “visto que o comportamento, mesmo nefasto dos seus membros não prejudica a santidade da Igreja tout-court”, como claramente… ensinaria São Tomás (para um tal caso!) (nº cit., p. 2)”.

Notem, a introdução na Igreja de uma segunda doutrina, que seria nada menos que a do culto do homem, entraria na lista dos pecados subjetivos – internos – da santa Igreja; passaria a ser parte de um seu «magistério» extraordinário, que alguns poderiam reconhecer herético e recusar!

Com isto se explica como a mutação radical programada pelo Vaticano 2 é também «magistério»! Nefasto, mas católico porque proclamado pelo papa cultor do homem; herege, mas legítimo!

A mutação «subjetiva», evidente e demolidora da Fé, tão longamente denunciada, continua com seus efeitos deletérios para a Igreja sem que se possa recorrer à Lei porque pertence ao «magistério»!

Disto já se fala há muito tempo para lembrar o «óbvio ululante» pelo qual, se há um magistério, há uma mente magisterial que o promulga abusando da «Sé papal». Mas é papa! Assim, continua a «ignorância invencível» sobre a natureza desse cargo papal, só subsistente na representação da integridade da Fé católica (é cargo vigário), mas agora subsistiria, segundo estes «peritos do nada», para impor com autoridade apostólica uma outra nefasta «doutrina subjetiva», mesmo tratando-se de «uma heresia protestante sugerida por um protestante» (cf. Si si no no, 15.09.2006).

No entanto cintinuam, observem a modéstia da lição com o novo título que recicla isto tudo: «Idee chiare sul Magistero» (15.01.2012: Idéias claras sobre o Magistério!!!).

O mal inevitável é que depois de propor a tese de «uma Igreja com duas doutrinas» (veja artigo…), procura-se demonstrar como isto seria extensível a um duplo magistério de cunho herético, mas que continua sendo ensinado com autoridade pela «Sede» da santa Igreja Católica!

Que cada um medite em consciência se pode pertencer a uma Igreja de duas doutrinas, porque não podendo seguir as duas como divinamente reveladas por Deus, deveria «eleger» a verdadeira.

Um erro maior condiciona todos os menores: se a falsa autoridade «pontifica», seu magistério deve ser aceito por quem a reconhece como pontifical! Nada a fazer. Uma doutrina (1ª ou 2ª…) seria divinamente revelada porque anunciada por esse magistério «vivo», que então seria causa e não mais instrumento da Igreja: é ele que declara se a Doutrina da Fé foi divinamente revelada, ou se há outra mais plausível e ecumenicamente mais «universal». É a inversão da lógica e da Religião; de um «depois» que adquire status de origem doutrinal; da Tradição lida à luz do primordial Vaticano 2, ainda que uns iludidos pensem ser possível ler o Vaticano 2 submetido à velha Tradição!

Eis a gênese da Igreja conciliar, cuja doutrina seria verdadeira porque anunciada por um papa eleito num conclave de cegos que guiaram cegos para a solene abertura do poço do abismo (veja «Segredo de Fátima ou Perfídia em Roma», p. 255).

Ainda um novo modo de pôr em prática a «liberdade de consciência» que dispensa a obrigação de abraçar a Verdade (II Ts 2, 10), mas é reverente às chaves da autoridade com a mitra do Cordeiro (Ap 13, 11-12)! A «verdade católica» existiria para avalizar uma autoridade papal eleita num «conclave absoluto». E esta receberia as chaves para as suas aberturas mundialistas e não para confirmar a Verdade revelada!

Que os Sagrados Corações acudam ao Seu Resto confundido pelo sumo engano!

3 Respostas para “O SUMO ENGANO É O « PAPA » DE TODOS OS OUTROS!

  1. Sandra março 13, 2012 às 4:48 am

    Estimados irmãos em comunhão de orações no Santíssimo Rosário,

    Neste texto, vocês descreveram exatamente minha posição. Eu não conhecia o artigo sobre a equação Papa para a Verdade e Verdade para o Papa. Eu apontei isso em alguma comentário do “Fratres in unum, mas com a expressão “concílio – ou algo assim – expressa o que é católico, e não, é católico porque o papa num concílio diz que é: a democracia não é da Igreja de Jesus Cristo. Não sou inteligente, perspicaz, culta, não, trata-se apenas de uma questão elementar – gostei disso – da ordem mental católica.
    Por isso, nesse vendaval na cidade de São Paulo, apesar do Padre Jonas, Priorado Padre Anchieta, grupo da Monfort, IPCO, e as inúmeras paróquias ao redor de casa, etc., fico em casa, e pronto! Sofro, choro, e não vejo solução à vista. Minha mãe diz, aliás, todos os católicos da família dizem, que sou radical, ao que eu concordo completa e inteiramente. No momento, eu sinto o conforto das 15 orações de Santa Brígida, e quando o ano acabar?! Confio nA Virgem Maria Santíssima, pois eu não tenho elementos para avaliar o sacramento da confissão, por exemplo, com qualquer um dos citados acima em suas situações peculiares.

  2. Leonardo março 14, 2012 às 1:17 pm

    Sr. Arai, excelente artigo. Não pode mesmo haver duas doutrinas. Sou a favor do obséquio silencioso mas este tem seu limite na defesa da Verdade quando fica claro o dever diante da demanda e da oportunidade. Não se podia, de jeito algum, censurar o luminoso esclarecimento de Dom Mayer. Até hoje, e para mim somente agora sabido, calou fundo e serviu de consolo. Sim, exatamente nisto que ele identificou subsiste o erro na obediência. Não se pode colocar política ou escrúpulo que não de seja o de humilde e útil submissão para censurar a luz do mundo e o sal da terra. O obséquio tem de ser útil à Verdade, assim como toda a submissão. Agora, com todo respeito, sobre o “to be or not to be” no qual o Sr. insiste, ao contrário das autoridades, para nós leigos, creio que diante de Deus, não importa muito para o nosso dever de ficar com o certo e de evitar todo erro. Neste tempo da devoção a São José aprendemos com a ordem imaginada: “cumpra o seu dever conforme lhe compete e como deverá prestar contas a Deus, evite o mal e faça o bem e, quanto ao mais, oculte-se na obediência e na humildade”.

  3. Leonardo março 15, 2012 às 1:09 pm

    Sandra, apenas não fique sem o Sacramento! Não pode ficar sem a Graça que só vem pelo Sacramento, enquanto está disponível. Quando for proibido, será outra história, inclusive para Deus e Nossa Senhora. Quando está disponível, veja nosso dever na doutrina de Santo Tomás de Aquino e que Deus a ajude e a mantenha de pé. Fé, Rosário e Sacramento, sempre que este estiver disponível!

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