Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

SOLDADOS NO SEGREDO DA PAIXÃO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

3o Segredo de Fátima

Na visão da terceira parte do Segredo de Fátima, publicado no ano 2000, temos que:

o Santo Padre… chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições.

Que relação tem o «grupo de soldados» desta descrição simbólica do «massacre» do Papa junto ao rol completo de católicos fiéis, com a paixão de Nossa Senhora?

Ora, os soldados representam um poder ligado a um governo, que tem uma sua lei.

Então é preciso ver que relação há entre a paixão de Nossa Senhora e o «espírito» que determina as leis humanas, cumpridas com o poder de soldados.

Poderíamos ligar logo ao poder soviético, ou nazista que planejaram a morte do Papa.

Como, porém, a paixão de Nossa Senhora, que segue a paixão de Jesus Cristo e de Sua Igreja, precede e vai bem além desses poderes, convêm falar antes de leis e de soldados.

Os católicos não devem esquecer que é a letra da lei que deve servir ao espírito, e não o contrário, quando passa a ser a lei – como lembra o Apóstolo – a matar o espírito.

Não foi em nome da lei que condenaram à morte Jesus, levado, então pelos soldados da lei ao suplício da cruz? Que validade podem ter «leis» contrárias ao Espírito?

Vamos, pois, partir da questão dos soldados da lei, para chegar aos planos e intenções  de seus superiores, causa dos sofrimentos e morte de tantos. Tudo à luz do «Segredo» de Nossa Senhora profetizado pelo velho Simeão:

“Simeão era justo e temente a Deus. Esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava com ele; fora-lhe revelado que não morreria sem primeiro ver o Messias prometido pelo Senhor. Movido pelo Espírito, Simeão foi ao Templo. Quando os pais levaram o Menino Jesus, para cumprirem as prescrições da Lei a seu respeito, Simeão tomou o Menino nos braços e louvou a Deus, dizendo: «Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar o teu servo partir em paz. Porque os meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel». O pai e a mãe estavam maravilhados com o que se dizia do Menino. Simeão abençoou-os e disse a Maria, mãe do Menino: «Eis que este Menino está posto para ser causa de ruína e elevação de muitos em Israel; para ser sinal de contradição. Quanto a Ti, uma espada te transpassará a alma, afim de que sejam revelados os pensamentos (ocultos) de muitos corações» (Lc 2, 25-35).

O «espírito» que delibera leis cumpridas com o poder de soldados

Tudo o que tem acontecido ultimamente, revelando a extensão da maldade humana, é fruto de pensamentos ocultos, atingindo o máximo engendrando leis que contaminam os espíritos. Todo o mal é representado no que há de pior: ser contra a Fé. Jesus ensina:

«Escutai e compreendei. Não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai da boca isso é que torna o homem impuro. Então os discípulos disseram a Jesus: “Sabes que os fariseus ficaram escandalizados com o que disseste?” Jesus responde: “Toda planta que não foi plantada por meu Pai celeste será arrancada. Não vos preocupeis com eles. São cegos guiando cegos. Ora, se um cego guia outro cego, os dois cairão num abismo… é do coração que vêm as más intenções: crimes, adultério, imoralidade, roubos, falsos testemunhos, calúnias. Isto contamina o homem; comer sem lavar as mãos não mancha o homem” (Mt 15, 11-20; Mc 7, 15).

Eis a luz sob a qual se pode compreender que o mega evento invisível permite o visível: que um mau pensamento diante de Deus causa contaminação humana, como um falso «novus ordo» no culto divino, causa a ruína através do «novus ordo» da desordem geral.

Ora, os dois «novus ordo» aparentemente distintos convergem na fundamental questão da liberdade: religiosa, de consciência e ecumenista, que determina leis dos estados.

Senão vejamos isto quanto à declaração conciliar «Dignitatis humanae personae» (DH) (7/12/1965), que declarou em nome da própria Igreja o

“direito à liberdade religiosa” que “se funda realmente na própria dignidade da pessoa humana, como a palavra revelada de Deus e a própria razão a dão a conhecer” (cfr. João XXIII, Pacem in terris, 11/4/1963). “Este direito da pessoa humana à liberdade religiosa deve ser reconhecido e sancionado como direito civil no ordenamento jurídico da sociedade (DH 6, d).

Trata-se da implícita negação conciliar de direitos e poderes da Verdade e da Igreja, que a representa em matéria religiosa na sociedade civil. É a condenação implícita de todos os papas dos últimos séculos, que teriam agido ultrajando os direitos naturais da pessoa humana. É a concepção laicista que nega o direito de Jesus Cristo sobre a sociedade civil, contradizendo o ensino constante da Igreja na doutrina cristã da Redenção.

Enfim, no plano da ordem natural, essa separação na ordem da sociedade civil reverte na negação da Lei revelada, na ruína total dos fundamentos mesmos desta ordem; no atentado mortal à Igreja e ao Papa mostrado por Nossa Senhora em Fátima.

O Juiz Carlo Alberto Agnoli (“A Crise da Igreja Moderna, à luz da Fé e do problema da liberdade de religião”, Civiltà, Brescia, 1984):

“Percebendo o terrível perigo inerente ao princípio enunciado, especificamente não poder impedir que alguém aja só de acordo com a sua consciência, um princípio que legitima a prática de qualquer ação monstruosa, os Padres do Concílio Vaticano II se consideraram capazes de eliminar ou pelo menos limitar esse aspecto socialmente subversivo da DH, afirmando que a liberdade de religião está sujeita ao limite da ordem pública. Isto demonstra que para os Padres do Concílio, há uma ordem, fundação de toda a convivência humana e em conformidade com a lei natural, que seria a quintessência da lei natural, da qual o Estado seria o único árbitro e depositário. Essa ordem poderia julgar as religiões, todas as religiões – que tem o direito de existir e se manifestar. Tal estado, acima das religiões é necessariamente leigo e ateu. Ora, com base na experiência histórica destes dois últimos séculos durante os quais se impôs o laicismo, a qual a «ordem pública» se refere o Vaticano II? À do comunismo, da KGB, ou à «ordem» do estado demo-liberal que garante a legalização do aborto, da pornografia e das drogas?”

Existe uma justiça universal que justifica o estado, ou são os vários estados com seus diferentes governos partidários que podem criar os princípios da justiça?
O Estado existe para a justiça ou esta muda de acordo com os estados e os governos?

O caso extremo a que levam os princípios aqui postos é o da exaltação do Estado como realidade suprema e última. Porque seria este a julgar das exigências da tal «ordem pública», em nome da qual estaria habilitado a regulamentar a liberdade da religião!

Que isto seja declarado por consagrados da Igreja de Jesus Cristo é o cúmulo da perfídia e que a testa destes esteja um «papa», é uma suprema contradição. A não ser que reflita claramente uma renúncia tácita ao cargo de autoridade na Igreja, se jamais o tiveram.

Subsiste o poder de «papas» atrelados às leis da «nova ordem mundial»?

Enquanto o cargo papal existe para a Ordem cristã no mundo; para a “salvação que Deus preparou diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do Seu povo”, é claro que quem em seu nome promove o pensamento de uma «nova ordem mundial», da ONU, que ignora a Ordem cristã, está em contradição. «Eis que Jesus está posto para ser causa de ruína e elevação de muitos… ser sinal de contradição ao mundo.

A revolução conciliar, obscura metamorfose religiosa, se desvela nas palavras e ações dessa hierarquia conciliar cujos chefes, ao contrario do que os Papas ensinaram, não só reconhecem o «ideal generoso» das revoluções e a «profunda religiosidade» de Lutero, mas reputam os frutos de tais rebeliões – perseguições, genocídios, descristianização mundial e a imoralidade crescente – frutos de erros humanos acidentais, não intrínsecos ao processo dos vários socialismos, que poderiam ser melhorados! De João 23 a Bento 16 aprovam e apóiam uma solidariedade iluminista que levaria o mundo a uma nova ordem de paz, justiça e liberdade religiosa, alheia à ordem católica!

Bento XVI e Fidel Castro

Bento XVI e Fidel Castro

Naturalmente sobre estes valores iluministas, até o regime de Fidel Castro teria muito a ensinar à Igreja que considera o comunismo «intrinsecamente perverso» e com o qual nenhuma colaboração é possível. O que significa isto senão que o mal lhe é entranhado, inseparável? E assim sendo, aprimorá-lo significaria só aumentar o alcance desse mal.

A categoria de «intrinsecamente perverso», porém, não se aplica só ao comunismo, mas a toda ideologia que ignore ser o bem e o mal do ser humano e de sua sociedade ligado ao fim último da alma espiritual. É a verdade naturalmente buscada pelas consciências e que foi revelada por Deus para ser conhecida pela humanidade. Tal missão foi confiada à Igreja do Verbo encarnado e sacrificado para transmiti-la. Trata-se da Igreja católica, apostólica e romana, transmissora deste bem ensinado por Quem é Verdade, Caminho e Vida e cuja Fé é indispensável para todo homem. Por isto, qualquer crença ou ideologia que a combata ou altere é «intrinsecamente perversa» em relação ao bem do ser humano.

Hoje, que valor pode ter a lei religiosa que outorga «autoridade» a clérigos promotores do culto da liberdade humana, demolidor da Igreja? Essa «liberdade religiosa» não comporta o contrário da legalidade católica?

Seria a operação ecumenista «intrinsecamente perversa»?

Pode o católico duvidar que, quanto mais se difunde a «doutrina» pela qual as religiões são igualmente boas e mais ou menos reveladas, esse pensamento dos homens atenta à verdade da verdadeira Religião da única Revelação? Esse ecumenismo não é, pois, intrinsecamente desviante, e partindo da uma suprema cátedra religiosa, perverso?

Não foi o Magistério divino confiado ao Papa como ao único poder na Igreja que procede diretamente de Jesus Cristo para ensinar infalivelmente a verdade?

Não é nestes termos que se define o poder pontifical e o Magistério católico?

A este ponto põe-se a questão crucial da autenticidade do «magistério conciliar» aberto e, mais que isto, cooperante com o que discrepa do Magistério da Igreja Católica.

E logicamente, se há um «magistério» há quem o ministra a partir de uma cátedra de autoridade, que não pode ser separada do conceito precedente: da imprescindível necessidade da legitimidade do papa em ato para converter à Verdade.

Se este autoriza leis para uma nova ordem derivada de ocultos pensamentos iníquos quanto è Religião verdadeira, não pode fazê-lo com o poder de Jesus Cristo: não é católico, não trabalha para a conversão do mundo, mas para a sua perdição; não é papa, mas falso Cristo a serviço de um poder do Anticristo.

Esse poder terá leis e tropas com soldados prontos a eliminar o Papa católico.

Tudo nasceu de pensamentos ocultos que ignoraram a verdade e crucificaram o Verbo Salvador dos homens, transpassando com infinita dor o Imaculado Coração de Maria.

Eis a Paixão que vem desde o início dos tempos, mas que hoje atinge o seu ápice porque ocupou a Sede suprema para contaminar os homens com a liberdade também para o mal. Por isto, é grande mal, em muitos casos apostasia, aceitar falsos Cristos e falsos pastores como se fossem enviados por Deus para mudar os tempos e as leis divinas (Dn 7, 25).

Rezemos para que os católicos compreendam que é a letra da lei e da disciplina que serve ao espírito da Fé, e não o contrário. Se não, a «lei conciliar», com seus «papas legalizados», continuará a desviar as consciências no mundo e na Igreja, porque não se guia mais à conversão. Jesus continua a ter sede, perpetuando assim a paixão dos Sagrados Corações, latejantes pela salvação dos homens.

3 Respostas para “SOLDADOS NO SEGREDO DA PAIXÃO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

  1. Pingback: SERÁ A “ASSUNTA” VIRGEM IMACULADA A NOS VALER « Pro Roma Mariana

  2. Plim! julho 9, 2014 às 6:02 pm

    E se o fruto proibido tivesse ficado fora do alcance de Adão e Eva?

  3. Plim! julho 9, 2014 às 7:30 pm

    Que pensais, vós, os que usais esta parábola sobre a terra de Israel, dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram?
    Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que nunca mais direis esta parábola em Israel.

    Ezequiel 18:2-3

    Para ninguém nunca mais dizer esta parábola, então ninguém deveria morrer pelo pecado de Adão e Eva.

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