Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

GUIA PARA OS CATÓLICOS DOS ÚLTIMOS TEMPOS

“Videte ne quis vos seducat:…”

… também no ideário do P. Hervé Belmont publicado por Acies Ordinata 

“Cuidai que ninguém vos seduza:…” (Mt 24, 4; II Ts 2, 3)

2009

No besa 2009

2010

Fingiu que beijou em 2010

2012

Mais uma vez, Bento XVI não beija a Cruz durante sua "Adoração".

«Últimos tempos» significam provas finais para a alma de cada fiel neste mundo; para a Cristandade significa a prova diante de um engano sem precedentes históricos. “A perseguição final se revestirá do engano” dizia o Padre Emmanuel.

Tudo para medir a fidelidade dos homens às razões da Fé diante de um engano que manifesta uma inaudita sedução:“Porque virão em meu nome dizendo: “sou o Cristo”, e muitos serão enganados” (Mt 24, 4).

Trata-se do engano de alguém que aparece aos fiéis em nome de Cristo.

É prova inaudita ao ponto de pôr em risco até a salvação dos eleitos, aflitos para testemunhar a certeza da presença divina na verdadeira Igreja de Jesus Cristo.

Todavia, Nosso Senhor havia prevenido disso e posto a Pedra da qual se confirma a Verdade e se acusa a falsidade, que é o Magistério de Pedro e sucessores. Na sua continuidade reside a identidade e defesa da Igreja e de seus filhos diante do engano. Este surge na reforma modernista da ruptura; palavra de Bento 16 (22.12.05):

«À hermenêutica da descontinuidade opõe-se a hermenêutica da reforma proposta por João 23 no seu discurso de abertura (do V2,11.X.62) e depois no discurso de Paulo 6 (7.12.65) do seu encerramento».

O maior engano é perpetrado para tirar do meio o Magistério milenar, substituído por essa «reforma modernista e maçônica»!

Ora, como a Igreja de Deus tem 2 mil anos e foi consolidada por 260 papas e 20 Concílios ecumênicos, o único modo de implantar essa «reforma» seria alterar esse Magistério a fim de que, ao invés de ser a Palavra espiritual de Deus para o homem, seria da sociologia antropocêntrica desses clérigos alucinados sobre o mundo!

E para melhor enganar falam dessa infame hermenêutica da reforma!

Onde estaria então quem foi posto para representá-Lo no mundo, o seu Vigário o papa? Teria sido eliminado para ser substituído por «pastores» do culto humano?

Vejamos então algumas palavras de São Pedro na sua segunda Epístola:

“Considerai que a paciência de Deus para conosco tem em vista a nossa salvação, conforme vos escreveu o nosso amado irmão Paulo, segundo a sabedoria que lhe foi dada. Em todas as suas cartas ele fala disso. É verdade que nelas há alguns pontos difíceis de entender, que indoutos e vacilantes na fé deturpam, como fazem, para a sua própria perdição, com as outras Escrituras. Assim, queridos irmãos, agora que estais avisados, cuidai que esses ímpios não vos enganem, fazendo-vos perder a firmeza e cair. Crescei na graça e no conhecimento de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. A Ele pertence a glória, agora e no dia da eternidade. Amem” (2 Pd 3, 15-18).

O Segredo de São Paulo: pontos difíceis de entender.

Se havia nas Epístolas de São Paulo alguns pontos difíceis de entender, será que hoje eventos ocorridos na Igreja podem iluminar melhor a sua previsão?

Aqui vemos que o Príncipe dos Apóstolos reconhece o “13º Apóstolo” que, por alguma razão insondável, além de ser o mais preparado na Lei e nos Profetas, foi instruído diretamente por Nosso Senhor sobre desígnios finais de Deus (Cr 12, 2-4). Na sua Carta aos Tessalonicenses repete até as mesmas palavras de Jesus:

Cuidai que ninguém vos seduza de nenhum modo! Primeiro deverá chegar a apostasia. Depois aparecerá o homem ímpio, o filho da perdição: ele é o adversário que se opõe e se levanta contra todo o ser que se chama Deus ou é adorado, chegando até mesmo a sentar-se no templo de Deus e a proclamar-se Deus. Não vos recordais de que eu já dizia essas coisas quando estava convosco? E agora vós já sabeis o que impede a manifestação do adversário, que acontecerá a seu tempo. O mistério da iniqüidade já está em ação. Falta apenas tirar do meio aquele que o retêm até agora. Só então se manifestará o ímpio. O Senhor Jesus destruí-lo-á com o sopro da sua boca e aniquilá-lo-á com o esplendor da sua vinda. O advento do ímpio vai acontecer com o poder de Satanás, com toda a espécie de falsos milagres, sinais e prodígios, e com toda a sedução que a injustiça exerce sobre os que se perdem, por não se terem aberto ao amor da verdade, o amor que salva. Por isso Deus manda agir neles o poder da sedução, para que creiam na mentira. Deste modo serão condenados todos os que não creram na verdade, mas aderiram à iniqüidade. Nós, porém, devemos sempre agradecer a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, porque, desde o início, Deus vos escolheu para serdes salvos pelo Espírito que santifica e pela fé na verdade. Para isso é que Ele vos chamou por meio do nosso Evangelho, a fim de possuirdes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, irmãos, permanecei firmes e conservai as tradições que vos ensinamos de viva voz ou por meio da nossa carta. O próprio nosso Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou e por sua graça nos deu um consolo eterno e uma boa esperança pela graça, consolem os vossos corações e os confirmem em toda boa obra e palavra” (II Ts 2, 3-17).

Ora, sobre o engano da presença de Nosso Senhor antes do tempo de Sua volta, podemos constatar: – ter chegado a apostasia; – terem surgido os mestres ímpios da perdição ecumenista; – a presença do espírito adversário, que se opõe ao Evangelho de Deus, nos «papas conciliares», que ocupam a Sede da Verdade para ensinar a iniquidade ecumenista em Nome de Deus.

Se era o Magistério da Lei natural e divina que impedia a sua manifestação, agora pelo mistério da impiedade ele tirou do meio quem o retinha. A sua ocupação se deu na escuridão da «fumaça de Satanás» e toda sorte de prodígios para promover a ação de «novidades pastorais» e seduzir os que se perdem, por falta de amor à verdade que salva. Por isso Deus permitiu agir neles o poder da sedução no erro, para que creiam na mentira. Assim serão condenados todos os que se afastaram da verdade, para se comprazer no convívio do iníquo aparato conciliar.

Quem foi escolhido para ser salvo pelo Espírito que santifica pela verdadeira fé, à qual foi chamado por meio do Evangelho; tudo deve fazer para alcançar a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso há que conservar as tradições recebidas e restar firmes seguindo o guia posto para enfrentar o engano da reforma e da apostasia.

A Epístola fala de quem foi ordenado a esse consolo e confirmação da palavra:

«O próprio nosso Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou e por sua graça nos deu um consolo eterno e uma boa esperança pela graça”.

Pela exegese do Papa Leão XIII na sua encíclica «Satis cognitum» recebemos esse consolo através de Pedro.

“Ele confirma «em toda boa obra e palavra” (II Ts 2, 16). Pedro é mandado para o consolo da confirmação de seus irmãos. São Leão Magno diz com razão: “Do seio do mundo inteiro, só Pedro foi escolhido para ser posto à testa de todas as nações chamadas, de todos os apóstolos, de todos os Padres da Igreja, de tal modo que mesmo havendo no povo de Deus muitos pastores, Pedro, no entanto, rege propriamente a todos os que são essencialmente regidos por Cristo”. Sobre o mesmo assunto escreve São Gregório Magno ao Imperador Maurício Augusto: “Para todos os que conhecem o Evangelho, é claro que pela palavra do Senhor, o cuidado de toda a Igreja foi confiado ao Apóstolo Pedro, chefe dos apóstolos… Ele recebeu as chaves do reino dos céus, o poder de ligar e desligar lhe foi dado, e o cuidado e governo de toda a Igreja lhe foi confiado”. E desde que essa autoridade, como parte da constituição e organização da Igreja como seu elemento principal, é o princípio da unidade, o fundamento da segurança e da sua duração perpétua, segue-se que em nenhum modo pode desaparecer como o bem-aventurado Pedro, mas que deve necessariamente passar para os sucessores de um para outro. “A disposição da verdade permanece porque perseverando na firmeza da Pedra, Pedro que essa virtude recebeu, não pode deixar o comando da Igreja, colocado em sua mão”.»

A função de Pedro e sucessores é clara e portanto, também define o seu contrário, isto é o que no mesmo nome da sua autoridade divina facilita o avanço e introdução sistemática do engano, desunião e apostasia no seio da mesma Igreja.

Não é dessa ocupação do Lugar santo e do engano do magistério que, depois de ter tirado do meio o obstáculo do Magistério papal ao erro, promove a «reforma» deste «outro» como se tivesse a autoridade de Deus?

Faltará então o verdadeiro Magistério de Nosso Senhor, única Cabeça da Igreja, da qual o Papa deve ser apenas o Vigário? Impossível, Jesus Cristo é a Verdade que sempre estará presente na Sua Igreja, até o fim dos tempos. O sumo engano só pode ser, portanto, de «outros mestres» de «outros magistérios», apresentados em Nome de Deus com toda “paramentalha” de Vigário divino, mas falso. A Fé não depende dos paramentos nem das aparências humanas. Ela está ali representada no Magistério objetivo, que é sua regra próxima na interpretação da Sagrada Escritura e da Tradição. É questão de ver e ouvir, porque contra fatos não há argumentos.

Hoje, porém, muitos com ciência bastante para entender o engano da abominação de um falso magistério invertido, ministrado come católico por falsos Cristos, caem na ilusão de pensar que a duração da prova nesse interregno é fixada só por Jesus.

É verdade que a dimensão da prova é imensa:

Aconteceu pelo poder de Satanás com toda a espécie de prodígios, e com toda a sedução que a impiedade exerce sobre os que se perdem, por não se terem aberto ao amor da verdade que salva. Por isso (causa próxima) Deus permite a sedução, para que creiam na mentira e adiram à iniqüidade. Há, porém, os que foram escolhidos para serem salvos pelo Espírito que santifica pela fé na verdade. Para isso é que Ele nos chamou por meio do nosso Evangelho, a fim de possuirdes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo (Cf. II Ts 2).

O tempo para permanecer firmes e conservar as tradições, testemunhando contra o «outro Evangelho» contrário ao que nos ensinaram, é tempo que depende de nós; é talento que devemos render ao Criador.

É verdade que a prova na firmeza da Fé no tempo do mais inaudito engano, pode parecer sobre-humana, mas entra na comum compreensão da Verdade que deve ser abraçada e testemunhada dos tetos.

Essa é a nossa prova à qual agora reconhecemos termos precisos: se até hoje foram reconhecidos como papas os profetas dos novos magistérios conciliares, que são objetivamente não católicos, é urgente testemunhar que o conclave que elege tais desviados para continuar a detestável operação ecumenista do Vaticano 2 é nulo.

Quem vai contra a razão em matéria de Fé vai contra a Verdade, por isto o Apóstolo fala dos que se afastaram do amor à verdade que salva e caíram na sedução de crer na mentira, que perde. Em breve: «quos vult perdere Deus dementat prius»!

Sobre o ideário do P. Hervé Belmont publicado por Felipe Coelho

Com muito do que é publicado sobre «alguns efeitos perversos de falsos princípios» só pode haver acordo. Mas visto que o Padre se apela ao justo princípio de que na falta da autoridade na Igreja – e esta é uma certeza – há que ater-se ao que era certo antes de tal débâcle, não se entende como pode dizer «considero verdadeira a “tese de Cassicíaco” que, negando totalmente a autoridade apostólicaem Bento XVI, afirma que lhe resta algo para assegurar a sucessão apostólica».

Já a frase, evocando tal tese, é burlesca: nega totalmente a autoridade… mas resta algo dela… o principal, pois trata-se de “assegurar a sucessão apostólica”!

Por causa deste e de outros malabarismos mentais a «tese» causa efeitos perversos de falsos princípios nos passes de padres que rompem aqui e ali com a Tradição.

(ver artigo sobre a Igreja com duas doutrinas do Si si no no).

Porque a «tese de Cassicíaco» é perniciosa? Porque para ser elucubrada precisou alijar leis da Igreja (sem falar da Filosofia), como a que consta na Bula «Cum ex apostolatus officio» do Papa Paulo IV. Assim, à Igreja faltariam leis para enfrentar seu maior problema, que é representar a Autoridade divina no mundo!

Ainda bem que um padre de estudos acadêmicos, Guérard des Lauriers, a socorreu com sua «Tese», e outros, que romperam com ele bispo, o lembram como mestre!

Não percebem que isto é pernicioso ao ponto de clamar contra a solução que sempre a Igreja aplicou, porque a única verdadeira: se falta o papa, que seja eleito o papa. Se hoje isto é praticamente impossível, não há nunca que negá-lo com princípio.

Note-se, que esse Padre “considera toda forma de “conclavismo” uma loucura que não merece consideração alguma”. Sim? mas «conclavismo» é aberração diante do verdadeiro Conclave. Ora o bom pensador define o que diz, mas aqui ficou excluído o pior «conclavismo»: aquele condenado pela Igreja porque elege um herege, mas não é contestado porque de aparência unânime e até canônica! (v. A graça do conclave e a cilada conclavista).

Enfim o P. Belmont classificou questões sedevacantistas no bem e no mal, mas deixou de fora a posição mais lúgubre: do seu sedevacantismo desesperado!

Toda autêntica autoridade divina na Terra passa pela Igreja, cujo Magistério é posto como obstáculo ao risco de adulterações e «aggiornamenti» da Revelação divina. Já vimos como ainda o Papa Pio XII denunciava os falsos mestres do

falso «aggiornamento» da teologia, filosofia e exegese modernas… para tornar mais flexível as precisas definições dogmáticas, a revisar o sentido do conteúdo na íntima estrutura do sobrenatural, a modernizar a teologia da Eucaristia, a mudar e aproximar a visão moderna à doutrina da Redenção, sobre a natureza e efeitos do pecado e muitos outros pontos” (14.09.1956).

O pior é que nenhuma acusação a esses graves desvios era nova.

De novo só havia o fato que foram implementados pelo Vaticano 2.

Pior ainda, que este tenha sido acolhido por uma imensa maioria em nome do «papa católico»! Nisto se pode ver a «causa próxima» da apostasia geral.

Os Papas vigilantes na Fé lembraram que um conclave é mero instrumento para eleger o primeiro defensor da Fé. Assim, se foi eleito um clérigo, como Roncalli ou Montini e sucessores, embebidos por idéias modernistas para mudar a Fé, quando isto vem à luz, como veio com o Vaticano 2, será certo que o conclave que o elegeu incorreu em erro humano, não reconhecendo a outrora oculta perversão do eleito; logo é conclave nulo, mesmo se o eleito obteve o voto unânime dos cardeais.

O eleito é para a Fé, não a Fé para crer no eleito, que atingiu tal “poder de sedução, para que todos creiam na mentira”… ecumenista da nova desordem mundial.

Esta ideia alucinante é a que vivemos, no total colapso da inteligência católica.

Por isto um só pensamento deve orientar o fiel aberto ao amor da verdade,o amor que repudia a falsidade na Fé, venha de quem vier nos tempos de sumo engano.

Aplicando este pensamento fiel, que é também lógico ao presente, com todas as forças devemos testemunhar que o Vaticano 2 e sua nova teologia para uma nova fé deve ser abolido com seu plano e suas «autoridades» modernistas de filo mações, idealistas, existencialistas. Maldito o conclave que pretenda continuá-los!

A Jesus Cristo pertence a glória que uma falsa igreja tenta seqüestrar a favor da ONU e da «nova ordem» do mundo anticristão. Sem Ele não há paz nem salvação agora e no dia da eternidade!Crescei pois na graça e no conhecimento de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

Resurrexit Sicut Dixit, Alleluia!

9 Respostas para “GUIA PARA OS CATÓLICOS DOS ÚLTIMOS TEMPOS

  1. Sandra Sabella abril 11, 2012 às 6:47 pm

    Salve Maria! Viva Cristo Rei!

    Estimados irmãos, foi exatamente isso que vi no texto “dispersão dos sedevacantistas” do Rev. P. Belmont.
    Eu, que conheço pouquíssimo de catecismo, de doutrina, de direito canônico, percebo a tentativa de desfazer um amontado de nós num novelo que, um pouco adiante e novamente, embaraça-se nos mesmos fios.
    A evidência de que esses cardeais foram introduzidos na Igreja ANTES de 1960 como simples sacerdotes não aparece nessas avaliações sofisticadas. Mas, vocês apontam as palavras de Pio XII; também podemos apontar a vergonha de São Pio X ao lembrar questões elementares da Igreja na primeira década do século XX! A apostasia já estava visível.
    Eu rogo a Deus pela conversão dos pecadores, mas, enquanto isso não ocorre, os atos e as palavras deles estão claramente expostos a não mais restar qualquer dúvida: apostasia.

    • Leonardo abril 12, 2012 às 2:23 am

      Por certo é uma prova que revela as intenções dos corações quanto ao direito divino por sobre os interesses e “segurança” individuais de cada um de nós que vivemos o concentro ou o concentrado tanto do engano quanto da própria prova. Interessante como o engano pode ser silencioso ou escondido a se infiltrar nos vasos sanguíneos cerebrais mais filamentados e a fazer vícios de hábitos com a distorção da inteligência. A prova recai no abraço ou na rejeição à Cruz. Interessante como Deus é mais inteligente de todos. “Usa” a inteligência angelical de satanás para deixar implícito por Sua humildade como a inteligência divina também ocultada supera todas as outras. A maçonaria diz que o defendido no texto comentado trata-se da doutrina petrina ou legalista (“inventada pelo clero”, para açular o anticlericalismo desde em nossos bisavós) e que a doutrina conciliar é a doutrina joanina ou do amor tolerante (que remontaria à “original” do “homem que se endeusou”). Diz que voltar à anterior ao concílio é declarar guerra e viver no ódio mesmo socialmente. Jesus disse que importa em ser odiado pelo mundo, porque um servo não pode ser maior que seu senhor. E demonstrou que corrigir de erros é caridade essencial do melhor amigo que aceita morrer pelos que ama, pois caridade só tem quem vive na verdade para partilhar a verdade que salva. Nadar como formiga contra a correnteza de cataratas da atualidade é abraçar e beijar a Cruz pelo Reinado de Cristo. Um Reino que de imediato divide quem se faz como Caim (aquele que se apegou a si mesmo) de quem se faz como Abel (aquele que amou o direito divino e a gratidão a Deus antes de si mesmo). Mas, Freud, Marx, Hegel, entre outros, condenaram Jesus por sua caridade repressora, uma vez que repressão e libertinagem por rebeldia não casam. E, depois de Cristo, o orgulho do mundo e dos “doutos” se fixou na inveja e na revolta contra a infalibilidade magisterial de Pedro, tão amada, querida e obedecida pelos verdadeiros sábios. A rebeldia atinge a parte mais alta e elaborada de seu pico desde a revolução francesa. Eu culpo como causa o conluio do orgulho de satanás com o orgulho do homem ávido por prazer abusado e desviado do propósito (como o da procriação), e para tanto, a perseguir o poder e o dinheiro. E sempre pretendendo “segurança” para isso, o que importou em dar vazão às tensões das massas. Quando essas tensões existem, porque não se tem o fim último em Deus como o tinha Abel. Como São João Eudes, acho que o povo é tão culpado como as mais altas autoridades e que o povo persiste a fugir da caridade na verdade, necessariamente repressora, porque que quer abusar contra o direito divino. Só quando isso se reverter, Deus nos dará um papa realmente bom e santo, pois, se o desse agora, o povo (“católico”) pediria sua crucifixão como pediu a de Cristo.

      • Pro Roma Mariana abril 12, 2012 às 8:43 am

        “Dispersão dos sedevacantistas” é uma figura de linguagem que está para a frase evangélica do “Pastor ferido e a grei dispersa”. Mas põe-se a pergunta: a grei católica é representada de fato pelos ditos «sedevacantistas»? P. Belmont, que é um bom teórico, esclarece: “Se os sedevacantistas fossem os únicos a padecer de um tal esmigalhamento, poder-se-ia ver aí um sinal e erro. Mas são todos aqueles que reivindicam o nome de católico que estão na mesma situação: a divisão é generalizada, as divergências acerca de pontos referentes à fé são numerosas e profundas etc. E é antes um sinal da ausência de exercício da autoridade, cuja função primeira é a de garantir a unidade ordenando as almas para o bem comum. Em todas as sociedades, o papel da autoridade é produzir a união das vontades (e portanto, /in obliquo/ e numa certa medida, a das inteligências) visando o bem comum, que é algo /a realizar/; na Igreja, o papel primordial da autoridade (que é infalível para isso) é causar a união das inteligências na luz da fé, pois o bem comum, antes mesmo de ser algo a realizar, é preexistente: é Jesus Cristo verdade eterna, ao qual aderimos sobrenaturalmente na fé antes de tudo” (Acies Ordinata).
        Eis o que é central na nossa Doutrina, e daí no Catecismo e no Direito canônico, onde consta o termo católico, não sedevacantista. Este último representa apenas a constatação da realidade presente, sobre a qual os católicos deveriam concordar para testemunhar a necessidade de solução; não é doutrina guia. Daí este artigo que fala de «guia», no sentido de guiar os pensamentos e o testemunho para voltar a merecer o Guia a seguir porque representa no mundo o único Guia e Mestre, que é Jesus Cristo. Seguir que O falsifica é o ignóbil caminho para a apostasia aberto de há muito, mas só inaugurado na Igreja com João 23, que o Padre ainda reconhece como papa! Mas “a prova recai no abraço ou na rejeição à Cruz”. Mas para os modernistas, como Roncalli e Montini, profecias ligadas à Cruz, são profecias de desditas. “Jesus disse que importa em ser odiado pelo mundo, porque um servo não pode ser maior que seu senhor”. É a caridade essencial que aceita morrer para partilhar a verdade que salva no Reinado de Cristo. Diz bem o Leonardo, que cita São João Eudes para lembrar que “o povo é tão culpado como as mais altas autoridades e que o povo persiste a fugir da caridade na verdade, necessariamente repressora, porque quer abusar (ter liberdade) contra o direito divino”. Só quando essa ideia da «liberdade» na religião for revertida, Deus nos dará um Papa. carealmente católico e santo.

  2. Leonardo abril 12, 2012 às 2:47 am

    Retiro um “que” a mais ao querer dizer “porque quer” acima, quase no final. Outra observação que faço, inclusive, contra o espírito ultralegalista de Felipe Coelho é que, apoiado eu mais nas profecias, a crise importa na mesma inteligência em ver mantidos os dogmas contra a aparência da queda dos mesmos ou da colisão entre os mesmos, de tal forma que a fé dos justos viverá da confiança nas promessas divinas e marianas inclusas nas profecias bem santamente testemunhadas e com sua própria inteligência (quem tiver olhos que veja com os olhos da fé e ainda conforme a Igreja). Assim, creio que, exatamente para cair o impedimento ou a aparência que substituiu e deslocou a visibilidade da defesa da fé, virão coisas muitíssimo piores (e piores do aquelas que querem os 300 “padres” austríacos), de modo que os legalistas não conseguirão ver como os dogmas poderão estar subsistindo na época futura. Ora, no legalismo há orgulho humano que cega como cegou São Paulo e disso eu falo porque com isso muito convivi na minha carreira jurídica e também nisso resvalei. E não falo por inveja ou recalque contra Felipe Coelho, mas porque peço a Deus cada vez maior amor às almas e se não as amo como deveria, ao menos, alguma preocupação com elas tenho como parte de meu mínimo amor a Deus.

    • Pro Roma Mariana abril 12, 2012 às 8:32 pm

      O comentário do Leonardo contra o espírito ultralegalista de Felipe Coelho parece dar por certo que ele adere a tudo o que traduz. Isto é uma suposição só provável. Mas como o próprio texto traduzido do P. Belmont fala da pulverização acerca de pontos concernentes à Fé dos católicos, porque alguém dos nossos estaria fora disso? Ora, a Igreja sempre teve leis, que devem ser seguidas. Só seria legalismo, e portanto aberração da legalidade, pôr as leis acima da intenção do mesmo legislador, no caso da Igreja se trata das razões de fé reveladas por Jesus Cristo para salvar. Sabe-se com qual cuidado a lei canônica trata das prioritárias razões de Fé. Mas sobre a necessidade de mandato apostólico para a consagração episcopal não transige. Sem este põe-se em risco a unidade da Igreja através do papa. Em Ecône se atentou a este princípio ao consagrar bispos em divisão com o «papa». Mas para Mons. Castro-Mayer o atentado à divisão era desse mesmo «antipapa», cujo pseudo «mandato apostólico» não seria para a Fé. Então o problema era e é bem outro.
      Não tenho dificuldade em concordar que se tivessem já então enfrentado o dilema da falsa autoridade, este fiel testemunho de um princípio católico diante de Deus teria merecido já então a proteção divina. Mas não aconteceu. A lícita continuidade sacerdotal ficou comprometida por isto? Talvez, mas não a sua validade. E aqui se coloca o recurso a eles dos fiéis que não podem recorrer aos conciliares, nem ficar privados de toda vida sacramental, enquanto seus maiores andam por ai inventado novas teses, pelo menos estranhas. Depois não venham falar de legalismo. Isto sim não satisfaz à inteligência católica empenhada em manter os dogmas de Fé apesar de toda discussão do legalismo clerical no meio da grande tribulação.

  3. Leonardo abril 12, 2012 às 2:57 am

    No primeiro comentário, quero completar “a fazer vícios de hábitos e hábitos de vícios”, para parodiar os “padres” que consideraram virtude deixar a batina para “serem iguais”, quando deveriam vestir seu luto para defenderem a vida das outras almas.

  4. Leonardo abril 13, 2012 às 2:04 pm

    Concordo que possa ser mais fundamentada sua inteligência. Mas existe o estado de necessidade e ele nem sequer precisa estar escrito na lei, dado que cada estado é um estado com suas próprias circunstâncias. Assim, naufragado um navio com dois sobreviventes e uma tábua, será um estado se os dois sabem nadar e será outro estado se apenas um sabe nadar. Ora, a lei também precisa de um plano ou horizonte. Houve uma inversão abrupta e revolucionária. O horizonte é outro, realmente inverso em muitas coisas. Desapareceram várias motivações das quais originaram várias leis ou regras. Muitos teólogos raciocinavam apenas sobre a hipótese do cumprimento do juramento papal. De cara, todos estes devem ser descartados. Felipe trouxe, certa vez, textos que diziam faltar artigos canônicos para o estado de necessidade de Dom Lefebvre, apesar deste tê-los citado numericamente. Entretanto, pela Doutrina de Santo Tomás, agasalhada pelos papas e assimilada pelo Direito Civil, cada estado de necessidade será um em grau e em extensão, conforme o potencial da agressão sofrida. Claro, nunca destituindo os dogmas. Defender MOU pré-conciliar e depois passar por cima das definições acerca da limitação à infalibilidade dada pelo Vaticano I também não pode ser coerente. Por isso tudo é quase certo que a queda do impedimento será o devido esclarecimento futuro, porque será solução definitiva para a visibilidade. Somente os olhos da Fé poderão ver o prosseguimento de certos dogmas, não os olhos do Direito, pois também na ciência jurídica reside o orgulho humano que, segundo Santo Tomás ao comentar 2Tes2, Deus fará cair totalmente por terra.

    • Pro Roma Mariana abril 13, 2012 às 8:01 pm

      A inteligência mais fundamentada no bem, diante de um estado de necessidade, é aquela que busca logo a causa deste e depois de situá-la procura concorrer, segundo a própria posição, para a sua mais breve solução. Este deve ser essencialmente o espírito que deve pautar as leis, em vista de cada estado que, com suas próprias circunstâncias, entram nas razões vitais da lei geral que precisa desse horizonte, além da linha presente. Tanto mais se concerne a prioridade da Fé. Se houve uma inversão abrupta e revolucionária quanto a esta, o horizonte foi invertido, como num naufrágio.
      A preocupação com a sobrevivência passou a ser a regra da lei.
      Na história da Igreja tivemos o Cisma do Ocidente quando, na dúvida quanto ao papa timoneiro, o Imperador Sigismundo assumiu a chefia, não para guiar a nave da Igreja, mas para que sem delongas ativassem um papa. O eleito não era nem padre, mas tinha a dote natural do comando dada por Deus a alguns. Eis que foi a um tempo ordenado, consagrado bispo e coroado papa, para além de qualquer regra na cabeça de algum canonista, e a nave católica repartiu.
      A lei é para a Fé, como o sábado é para o homem e o imperador para o bom governo. Esta elementar ordem mental parece naufragar.
      O Direito e toda ciência jurídica sem a razão porque existem não salvam nem uma toga. O aborto o demonstra. Só os olhos da Fé podem ver onde lançar o escaler no fragor da mais tormentosa tribulação religiosa e mental da história.

  5. Leonardo abril 13, 2012 às 2:06 pm

    E Santo Atanásio também consagrou bispos…

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