Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

DO ALVEÁRIO SACERDOTAL AO VESPEIRO TEOLOGAL

no ideário do Padre Georges de Nantes da CRC

O católico que respirou na atmosfera sacerdotal precedente à poluição religiosa e mental vivida atualmente, não pode deixar de ter doridas saudades. Hoje a vida espiritual está sob a ameaça da alienação mais mortal da história. Uma extrema visão derivada do fato de não haver mais interesse geral na vida mental dos povos, da educação elementar às manifestações culturais, pelo pensamento sobre a maior das razões porque a inteligência de cada um existe: a busca da verdade, in primis, da própria existência neste mundo.

Assim também as razões do viver e do morrer vão esvaecendo no vácuo do pensar.

Ora, estes eram os temas levantados sempre pelos saudosos padres de outrora, que eram incansáveis em preencher com estas idéias os favos do alveário em vista da eternidade.

E nessas colméias havia um pulular de vida, que produziu muito boa cera e mel.

Que foi feito desses padres, que hoje parecem uma espécie em via de extinção?

Aqui haveria que continuar a falar daqueles ligados à grande resistência católica contra o Vaticano 2 na França. Nesta, ocupa posição notável o Padre Georges de Nantes, que desde o início escreveu muito e nesse sentido organizou sua «Contre-Reforme catholique» CRC. Esse grupo presta também um assinalado testemunho de Fátima.

Abbe de Nantes

Aqui veremos um escrito dos anos Sessenta, para depois seguir outras démarches históricas, também em relação ao Arcebispo Marcel Lefebvre e aos padres Saenz y Arriaga, Guérard de Lauriers, Noël Barbara, Mouraux, Louis Coache, etc.

Fátima profanada

Para descrever o momento do pontificado de Paulo VI em que Fátima foi focalizada, aqui é transcrito o trecho relativo do Liber Accusationis com que o padre Jorge de Nantes pede ao próprio Paulo 6 um auto-julgamento. Para isto, foi a Roma com pessoas de seu movimento de contra-reforma, a fim de apresentar o livro-libelo a Paulo VI.

Como se pode imaginar, o pedido não foi ouvido e o livro causou a expulsão da Itália de quem tentou entregá-lo em mão ao pontífice, durante uma audiência no Vaticano.

Não se pense que essa recusa representa uma condenação do Liber e suas descrições. Foi justamente o contrário, diante da impossibilidade de refutação do que este encerra. Não só, foi também a prova da contradição de quem proclamou o direito à liberdade religiosa, mas nega aos católicos a possibilidade de defender a integridade da fé, diante da cátedra papal. Eis o trecho:

“Pela angústia sobre-humana em vista do que vai sucedendo [na Igreja], aconteceu-me mais de uma vez esperar uma peregrinação do papa a Fátima. O encontro do Vigário de Cristo e da Virgem Imaculada parecia-me poder tornar-se o ‘Sinal Celeste’ da graça e misericórdia que poderia tudo salvar e restituir ao antigo esplendor. (…) Parecia-me que os escândalos, a atmosfera de cisma, as suspeitas de heresia, que pesavam sobre nós como chumbo, ter-se-iam dissipado com a vossa ida a Fátima. De repente, teríamos reencontrado nossa confiança e amor filial, como que lavados por um batismo de graças. Naquele lugar, vos seria impossível senão rezar à Santíssima Virgem Maria, juntamente com a imensa multidão católica, leal, tradicional, e depois deixar que fosse a Mãe de Deus, Nossa Mãe tutelar a falar, revelando o seu Terceiro Segredo e obedecendo a seus pedidos. Com isto o mundo se teria convertido, começando por nós, vossos padres, vosso povo, os pobres pecadores. Tal era a nossa esperança…

Paulo VI em Fátima

“Fostes a Fátima, é verdade, dia 13 de maio de 1967, 50 anos de dias contados após a aparição celeste (…) mas cinco horas após não subsistia qualquer esperança de paz, estava perdida a última e misteriosa graça esperada desse encontro do Vigário de Cristo e de Sua Santa Mãe. Por que escrevi sobre esta imensa e certa desilusão? Porque ficou evidente demais, do começo ao fim, que fostes a Fátima não para ver, mas para mostrar-vos, não para ouvir, mas para falar, não para cair de joelhos mas para sobressair diante de um milhão de homens prosternados, não para acolher ordens celestes mas para impor vossos projetos terrenos, não para implorar a paz à Virgem Maria mas para pedi-la aos homens, não para santificar o vosso coração, purificando-o das nódoas de Manhattan, mas para impor justamente nos domínios de Maria o mundo dessa Manhattan. Fostes profanar Fátima. Desde o início percebeu-se claramente que Vossa intenção era continuar fiel a Vós mesmo. O presidente Salazar não é um presidente Obote, mas civilizado e cristão, é um dos mais prestigiosos benfeitores da civilização cristã, e Portugal é no mundo o país mais fiel à fé católica, proclamada corajosamente na sua Constituição e transcrita na sua Concordata. Mas naquela ocasião, com o pretexto de ser uma viagem breve, de peregrino, não destes a devida atenção nem ao País, nem ao seu chefe. E assim a imprensa progressista pôde fazer ecoar pelo mundo o desprezo demonstrado por Vós a esse valoroso povo.

“Premeditastes celebrar ali uma missa em português, quando o mundo inteiro e de todas as línguas estava à escuta, deixando claro ao Portugal tradicional que o vosso era o partido dos inovadores, da mudança, pondo a vossa vontade acima da glória de Deus, e celebrando assim uma missa apressada, ininteligível, fria e gaguejante, como observará Laurentin.

“Tínheis organizado uma série de audiências que ocupariam todo o vosso tempo. Em especial um encontro altamente significativo, ecumênico, com representantes de comunidades não católicas. Acabaram vindo somente dois destes, eram presbiterianos, mas como não compreenderam o francês do discurso que havíeis preparado, não tivestes outra escolha que trocar algumas palavras inúteis. Embora muitos católicos quisessem falar-vos, orar junto a vós, não foram recebidos.

“Permanecendo assim ocupado com as vossas quimeras políticas e ecumênicas, não fizestes a peregrinação, e aí começa o escândalo espantoso. Entre tantos discursos não se acham senão breves alusões superficiais e frias às aparições de 1917. Não quisestes ir aos lugares da cova da Iria, embora muito próximos, onde estas ocorreram, dando assim a impressão — voluntária? — de não acreditar nelas. Aliás, sendo desde o momento da chegada objeto de um culto apaixonado da parte da multidão, que vos prestou aclamações sem cessar por mais de uma hora de trajeto, diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima, nem uma saudação fizestes. Nada escapa às câmaras de TV… Da tribuna saudastes repetidamente a multidão sem ter saudado a Virgem. Passastes diante da sua imagem, meta da vossa peregrinação, sem levantar o olhar. Não rezastes o terço com o povo e se dissestes uma Ave-Maria, não se soube.

“Chegou enfim o momento do grande encontro, da última esperança que todos nós confusamente esperávamos. Teríeis encontrado a menina de Fátima, Lúcia, a última dos pequenos e santos videntes de 1917! Por amor à humanidade, por amor à Igreja e de todos nós, criaturas dispersas, por amor de vós mesmo, Santo Padre, o Céu vos oferecia essa graça: Lúcia vos pedia chorando alguns instantes de colóquio a sós. Não se recusa ouvir a pastora de Fátima, a pequena mensageira do Céu, confirmada na graça e na sabedoria por cinqüenta anos de claustro. — Vós recusastes essa graça.

“O vosso intérprete, padre Almeida, numa entrevista à Rádio Vaticana contou o episódio: A um certo momento Lúcia exprimiu o desejo de dizer algo ao papa a sós, mas este respondeu: compreenda, não é o momento. Além disso, se tendes algo a comunicar-me, dizei-o ao vosso bispo e ele me comunicará; tende toda confiança nele e obedecei-o em tudo. E o papa benzeu irmã Lúcia como um pai que benze um filho que talvez jamais tornará a ver. Há graças que passam e nunca mais voltam…

“Seis dias antes, 7 de maio, mostrastes um interesse bem diverso por Claudia Cardinale e Gina Lollobrigida, numa tarde movimentada em São Pedro. Quatro dias depois, 17 de maio, escutastes com a máxima atenção as duas presidentes israelitas da Organização oculta do Templo da Compreensão. E no entanto recusastes ouvir a mensagem pessoal que a Virgem teve a bondade de mandar-vos por meio de Lúcia, sua filha predileta. Quero que saibais o gozo infernal dos jornais progressistas e de todos as organizações anticlericais das comunicações sociais, diante dessa notícia. Finalmente respiravam tranqüilos! O papa havia resistido, não se deixara dobrar pela visão celeste, pela Voz vinda do Alto, como acontecera com o primeiro Paulo. Não aconteceu o vosso caminho de Damasco!

“Mas, o que queria dizer-vos aquela criatura? O que vos atemorizava tanto? A soma de vossas heresias, cismas e escândalos não deixa senão o embaraço da escolha: mas há uma possibilidade mais forte que as demais. A mensageira do Céu queria certamente lembrar-vos a vontade da Autoridade suprema, a única acima de vós, que é Deus; ver-vos publicar para o mundo o ‘terceiro segredo de Fátima’ (…) cujo teor essencial é sem dúvida análogo ao dos dois primeiros… Mas, não conhecendo as coisas terríveis com que o Céu adverte o mundo, este não se converterá e deslizará sem freios no pântano da corrupção e do sangue. Será a terceira guerra mundial do comunismo perseguidor e triunfante, a guerra atômica com suas inauditas devastações, a grande apostasia dos cristãos. E pelo fato de, com vosso silêncio, não terem sido advertidos e chamados à conversão, os povos perderão a fé junto com a vida.

“Este sinal de Jonas é esperado desde 1960. Todos os contraditórios pretextos que objetam à publicação do segredo não fazem senão agravar as responsabilidades de quem sabe e faz silêncio. Não, aquela mensagem profética não é insignificante, nem tranqüilizante, nem reservada. Era uma mensagem para todos em 1960! O é ainda hoje. E se pareceu terrível demais então, assim ficou. Mas é a única palavra que pode afastar o flagelo que se aproxima (…). Os desígnios do Céu não mudam (…) e o cálice está cheio, a iniqüidade atinge o auge. É absolutamente necessário que a Igreja inteira saiba a que abismo a humanidade está sendo arrastada pelo pecado. Senão, por que fostes a Fátima? Depois de vossa peregrinação é como se a tivésseis suprimido. Ninguém mais se ocupa nem das vontades de Deus que estão expressas nela, nem da conversão da Rússia, nem do segredo, nem das devoções recomendadas, especialmente ‘a reza do Terço pela paz’ que Lúcia vos havia pedido de viva voz, fazer intensificar, naquele famoso 13 de maio de 1967. Mas, como fizestes para chegar a tanto? A resposta é simples: substituístes com a vossa, a mensagem da Rainha da Paz; ao desígnio de Deus que nos foi revelado em Fátima (p. 14) substituístes o vosso grande projeto que revelastes em Manhattan e que consiste em pedir a Paz ao coração dos homens, aos quais vós a confiais. Para esse fim não hesitastes em fazer-vos passar por um ditoso beneficiário de uma revelação celeste. Aparecendo na janela do vosso apartamento do Vaticano na tarde de vosso retorno, dissestes: ‘Em Fátima indagamos Nossa Senhora sobre as estradas que conduzem à paz e nos foi respondido que a paz é realizável.’

“Foi um jornalista do jornal Messaggero que resumiu a impressão geral que isto causou em Roma: ‘Seria fácil demais forçar o sentido de  uma expressão tão singular, mas dela pode-se crer, deduzir que durante sua peregrinação ao Santuário de Fátima Paulo VI tenha tido um momento, por assim dizer, de comunicação interior com a nossa advogada, mãe e protetora dos homens nos seus esforços pacíficos.’

“É justamente isto que quisestes fazer pensar. Que o Céu vos tivesse dito: Ide, avança no teu ‘Grande Projeto’; convoca todos os homens a construir a nova paz, não mais somente os católicos com a oração e penitência, mas com a tua nova revelação: Populorum Progressio, com ‘Progresso e Paz’… Vós quisestes atribuir ao Céu a mensagem do Inferno que não cessais de dizer e repetir desde Manhattan: a paz é possível porque os homens são bons; a paz é obra dos homens, de todos os homens, fruto de seus esforços convergentes sob a direção mundial das organizações judeu-maçônicas. É o culto do Homem que substitui o Culto de Deus.”

O padre de Nantes conclui citando uma oração de Paulo VI aos homens que considera discurso de anticristo, solicitando-o a desmenti-lo publicando o terceiro segredo, fazendo um convite universal à oração e penitência, intensificando o Terço pela paz e pronunciando a Consagração ao Coração Imaculado de Maria, do qual depende a paz, por que Deus lha confiou.

Inútil dizer que nada disso foi feito e esse Liber Accusationis, que tem escrito na sua capa — “Entregue à Santa Sé no dia 10 de abril de 1973 pelo Abbé Georges de Nantes e por sessenta delegados da Liga Contra-reforma Católica” — ficou como um registro histórico sem nenhuma resposta. Muitos alegaram que continha exageros e irreverências, e por isto não poderia ser tomado a sério. Na verdade, a resposta de Paulo VI consistiu em levar avante o seu “grande projeto”, como todos puderam ver, ignorando este “Liber” bem como as respeitosas cartas e estudos de exímios prelados.

Deveria ficar bem claro que a desculpa da irreverência não pode ser alegada nessa matéria, em que está em jogo a defesa da fé, nem sob o ponto de vista meramente formal, nem, por maior razão, sob o ponto de vista disciplinar, sobretudo não se pode negar a verdade que a preocupação maior da Igreja deve ser sempre a salvação das almas; e aqui se mostrou como estas estão em risco.

Há testemunhos que acrescentam alguns detalhes inéditos sobre o encontro de Paulo VI com irmã Lúcia, a fim de deixar claro o que podia significar irreverência para um pastor megalômano. No momento do encontro, as pessoas mais próximas eram, além do secretário particular, padre Macchi, o bispo peruano monsenhor Alfonso Zaplana, da cidade de Tacua, falecido em 1975. Pois bem, este prelado contou repetidas vezes a alguns de seus padres e diocesanos um fato que muito o impressionara: depois de ter recebido a vidente com grande afabilidade e tê-la apresentado à multidão, Paulo VI trocou breves palavras com irmã Lúcia sobre a impossibilidade de falar-lhe a sós naquela ocasião. Em seguida, percebendo que o importante momento passaria sem que dissesse ao papa o essencial, a religiosa prostrou-se de joelhos aos seus pés e em lágrimas perguntou-lhe se não lhe parecia chegado o momento de revelar a parte secreta da mensagem. Diante disto o rosto de Paulo VI alterou-se completamente e com voz irada interpelou Lúcia, dizendo; “Como ousais dizer a nós o que devemos fazer!” O tom paternal transformara-se, a ponto de deixar o bispo estarrecido. (do livro “Entre Fátima e o Abismo”, T. A. Queiroz, S. Paulo, 1988).

Se o bom conhecimento teológico do Padre de Nantes o levou a escrever contra o Vaticano 2 e as iniciativas de Paulo 6, fundamentado na doutrina católica, como ver a sua ulterior posição diante da autoridade na Igreja? Este relato vai seguir, porque é preciso que os fiéis conheçam os atalhos seguidos no labirinto desta crise sem exemplo, para não se encontrarem ainda sem saídas legitimamente católicas. Só estas seguem a adorável Vontade de Nosso Senhor. Na Sua ordem de procurar antes de tudo o Reino de Deus e a Sua justiça, a lei da Igreja não pode nem faltar nem falhar. Assim, o discurso teológico é para a Fé, como é para a Verdade a autoridade na Igreja, que não é sujeita à vontade humana de ninguém, nem de quem é Vigário de Cristo.

Afastar-se disso com idéias próprias significa abandonar o fértil alveário católico em direção dos vespeiros teologoides que só levam a impasses mentais e morais.

5 Respostas para “DO ALVEÁRIO SACERDOTAL AO VESPEIRO TEOLOGAL

  1. José carlos abril 15, 2012 às 1:18 am

    O que não consigo entender é a irmã Lucia mesmo depois de têr implorado de joelhos e ouvido como resposta a advertência do inferno, ela tenha continuado com um impávido sorriso como se nada tivesse acontecido – não podemos esquecer a farsa do ano de 2000 – não só a partir de então mas até a sua morte.Muito diferente era o seu semblante tristonho até a época de Pio XII.

    • Pro Roma Mariana abril 15, 2012 às 11:56 am

      Não é fácil entender o que se passou na Igreja, desde o caso da irmã Lucia até o de muitos católicos, padres e leigos, que viram nela uma referência no meio da tragédia espiritual que envolveu a Cristandade. Penso que para melhor entendê-lo haveria que voltar ao período entre o fim do pontificado de Pio XII e 1960; voltar aos elementos conhecidos, das palavras de Pio XII à entrevista da Irmã ao Padre Fuentes. O Papa, já então, temia um ataque inevitável, ao ponto de considerar inútil “ir ao seu encontro para bloqueá-lo e impedi-lo de semear a ruína e a morte”. Considerava mais urgente “vigiar, orar e operar, para que o lobo não penetrasse no redil para capturar e dispersar a rebanho”. Em 1960 esta realidade estava em ato com João 23, que censurou Fátima.
      Quem, mais que Lúcia, passou a precisar de uma ajuda especial contra a matilha desencadeada? Sobre isto ainda há muito a dizer.
      Quanto à «farsa do ano de 2000», neste sito se encontram as nossas considerações, em várias línguas, sobre a autenticidade do «Segredo» publicado então.
      No presente, os lobos à solta (At 20, 28-30) continuam a devastar alveários, poupando só vespeiros de onde são vistos como cordeiros pontificais! (Mt 7, 15)

  2. Ricardo Tarrasch abril 15, 2012 às 7:56 pm

    Rogério,

    Postei um comentário nos blogs “Acies Ordinata” e “CUM EX APOSTOLATUS OFFICIO”, e por justiça devo publicar no seu espaço.

    _________

    Sabemos que a justiça é uma das quatro virtudes cardeais, aquela que é uma constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido.

    Pois bem, desde que, digamos assim, ingressei na Tradição, fui um dos que rotulavam aqueles que enxergaram a impossibilidade da Sede Romana estar ocupada por anticristos de loucos, orgulhosos, cismáticos, etc etc.

    Por covardia, após eu mesmo constatar o mesmo, fiquei em silêncio. Mas a justiça me exige a retratação.

    Bispo Sanborn em um dos seus sermões deixa bem claro que Cristo somente conferiu as chaves a Simão após a sua profissão pública de Fé. Ela é indispensável para o exercício do Pontificado.

    Constatar a Vacância da Sede Romana é doloroso e causa escândalo a muitos (entre eles eu mesmo). Outros podem perder a Fé caso aceitem esse fato. Mas, cedo ou tarde, toda a resistência ao Vaticano II terá de se dobrar as evidências.

    A rendição da FSSPX à Roma Modernista é fruto da vontade de considerar Ratzinger como Papa. Os que continuam resistindo, em seus corações, não estão em comunhão com o heresiarca alemão.

    Tomara que jamais entrem em comunhão! E que jamais se submetam!

    Continue o bom combate na resistência ao Vaticano II e a seita conciliar.

    Agora, publicamente, serei mais um dos loucos varridos, orgulhosos, maus católicos, tendencialmente cismáticos, dogmatizantes.

    Que seja!

    Saudações Cordiais,
    Ricardo Tarrasch”

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