Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

2 – DO ALVEÁRIO SACERDOTAL AO VESPEIRO TEOLOGAL

no arbítrio do Padre de Nantes sobre «cismáticos»…

Contra Reforma Católica

Quem acompanha o nosso sito sabe que temos como sinal de referência para os nossos tempos a Mensagem de Nossa Senhora de Fátima; demonstrada como desígnio divino.

Quem o nega deveria provar que o incomparável Milagre do sol foi ilusório.

Muitos não negam este, mas a credibilidade da vidente Irmã Lúcia, cujas contradições fizeram até falar de uma sósia, ou outra coisa, ou total impostura que dura há décadas.

Também disso já nos ocupamos, e as conclusões estão resumidas num breve trabalho em português, francês e italiano sobre o lancinante dilema de consciência da Irmã Lúcia (v. artigo. + Le poignant Secret de Soeur Lucie), em que se consideram as duas posições da Irmã: antes e depois da divulgação da entrevista com o Padre Agostino Fuentes, que inicia com o tempo de João 23.

Ora, o 1º artigo da presente série, que em seguida vai falar do Padre Guérard de Lauriers e de Blignières, citou o Padre de Nantes, cujo grupo CRC se ocupou sempre de Fátima. Bastaria citar o trabalho notável do Irmão Michel de la SainteTrinité(“Toute la Verité sur Fatima”, vol.3, Fr.Michel de la Sainte Trinité CRC, 1985, F-10260 Saint-Parres-lès-Vaudes).

Nele se fala do tempo da terceira parte do Segredo associado ao tempo de João 23. Nesse sentido havia o quarto tomo, cujo 1º capítulo era; «Le drame de 1960 : Comment ‘l’obstacle’ à l’apostasie a été écarté». (O drama de 1960: como o obstáculo à apostasia foi removido). Os demais capítulos seguem os tempos dos ares conciliares do Vaticano 2;  da catástrofe católica vivida pelo mundo e testemunhada também pelas três visitas do Abbé de Nantes com seu grupo a Roma, para levar, respectivamente em1973 a Paulo 6 e em 1983 e1993 a João Paulo 2, os «Liber d’accusation» pour hérésie, schisme et scandale public» (Libelo de acusação por heresia, cisma e escândalo público).

Tudo sob o título de «drame de 1960», ano em que o «Terceiro Segredo de Fátima seria mais claro», segundo as palavras da Irmã Lúcia de Fátima ao Cardeal Ottaviani.

Pelos termos e fatos que esse denso documento relata, parece claro que apontava para o tempo em que «Roma perdia a Fé e se tornava a sede do Anticristo», profetizado por Nossa Senhora em 1846 na montanha de La Salette, no sul da França.

No entanto, evita-se falar da verdade sobre esse desastre que toca a Santa Sé; esse tomo quatro do livro de Fr. Michel, sobre o «obstacle à l’apostasie écarté», não foi publicado e o seu autor entrou no silêncio de um convento trapista. O que ocorria?

Nos nossos escritos falamos então do desmantelamento completo das defesas da Igreja e da «infernal coincidência» entre a data inicial de tal desastre apocalíptico e o «conclave emblemático» em que foi eleito João 23. Este, após ter censurado a visão do Terceiro Segredo de Fátima – sobre a “liquidação” do papa católico com o inteiro rol dos fiéis que o seguiam, já em 1960 havia aberto a Igreja aos seus amigos mações e modernistas.

Como se reagiu a isso no alveário dos bons padres católicos?

Paulo 6 acusado de heresia e cisma, junto com seus acusadores!

Descrevemos antes a acusação pública feita pelo Padre de Nantes ao seu «irmão na fé Paulo 6» e levada a Roma em 1973 para ser entregue em mãos.

Antes desta, o que havia ocorrido na Igreja no sentido dessa reação?

O espaço é escasso para descrevê-la, mas se diga que o que mais transpareceu foi o repúdio à nova Missa de Paulo 6. Este levantava a questão do «papa herege», que foi tratada no livro de Dom Mayer com o Arnaldo Vidigal Xavier da Silveira (ver artigo).

Ora, o que não foi bastante conhecido é que a aberta e torrencial acusação (um livro inteiro) do Padre francês citado, seguia uma ruptura com o Arcebispo Marcel Lefebvre e com os padres Saenz y Arriaga, Guérard de Lauriers, Noël Barbara, Mouraux, Louis Coache, para se limitar à França e aos Padres mais ativos nessa reação.

O que acontecera? Pois bem o Padre de Nantes havia se empenhado em especulações teologais para resolver o imenso problema de um papa culpado de evidentes heresias, cisma e escândalo contra a Fé. Não fez segredo de sua conclusão pessoal, considerada única possível e daí obrigatória: Paulo 6 era papa e só podia ser julgado por si mesmo!

Quem não adotasse a mesma solução seria, ele mesmo cismático! Foi o que disse e fez em relação aos outros padres da primeira linha da resistência.

O vespeiro teologal estava armado e pasmem, com a desculpa da defesa da boa doutrina e da lei da Igreja passaria a ser obrigatório aceitar o «papa herege e cismático»!

O direito católico era transferido nesses termos para o conclave que havia eleito de forma «absoluta» um papa titular do direito de heresia, cisma e escândalo público, como esse mesmo sacerdote acusou gravemente, reconhecendo culpado Paulo 6 e sucessores.

A santa Igreja devia então, de fato e em pleno direito, ficar à mercê destes heresiarcas que se revezaram até hoje. Até quando? Até que um deles decida julgar a si mesmo para que se converta! Até lá conservaria todo o direito que o conclave absoluto lhe outorgou em eterno! Claro que diante do zumbido de tão extraordinário vespeiro muitos reagiram.

Livro Cisma ó Fe

O douto padre mexicano Joaquín Saénz y Arriaga até escreveu o livro «?Cisma ó Fé?» (janeiro de 1972), mas como se sabe era um ilustre padre de «là bas», que conta pouco nas capitais da «intelligentzia» catolicista; na verdade onde surgiram as mesmas grandes heresias e ultimamente acalentava o pior modernismo e outras vespeiras diabólicas.

O Padre de Nantes tinha razão no que dizia de seu “papa” e “irmão na fé” Paulo 6 sobre o «sinal de Jonas esperado desde 1960»:

“Todos os contraditórios pretextos que objetam à publicação do segredo não fazem senão agravar as responsabilidades de quem sabe e faz silêncio. Não, aquela mensagem profética não é insignificante, nem tranqüilizante, nem reservada. Era uma mensagem para todos em 1960! O é ainda hoje. E se pareceu terrível demais então, assim ficou. Mas é a única palavra que pode afastar o flagelo que se aproxima … Os desígnios do Céu não mudam… e o cálice está cheio, a iniqüidade atinge o auge. É absolutamente necessário que a Igreja inteira saiba a que abismo a humanidade está sendo arrastada pelo pecado. Senão por que fostes a Fátima?” … É justamente isto que quisestes fazer pensar. Que o Céu vos tivesse dito: Ide, avança no teu ‘Grande Projeto’; convoca todos os homens a construir a nova paz, não mais somente os católicos com a oração e penitência, mas com a nova revelação: Populorum Progressio, com ‘Progresso e Paz’…

 

A Religião católica flagelada em Portugal… 

 Correio da Manhã do dia 16.4.2012

(Correio da Manhã do dia 16.4,2012)

“Portugal é no mundo o país mais fiel à fé católica, proclamada corajosamente na sua Constituição e transcrita na sua Concordata. Mas naquela ocasião, com o pretexto de ser uma viagem breve, de peregrino, não destes a devida atenção nem ao País, nem ao seu chefe… Premeditastes celebrar ali uma missa em português, quando o mundo inteiro e de todas as línguas estava à escuta, deixando claro ao Portugal tradicional que o vosso era o partido dos inovadores, da mudança, pondo a vossa vontade acima da glória de Deus… “Vós quisestes atribuir ao Céu a mensagem do Inferno que não cessais de dizer e repetir desde Manhattan: a paz é possível porque os homens são bons; a paz é obra dos homens, de todos os homens, fruto de seus esforços convergentes sob a direção mundial das organizações judeu-maçônicas. É o culto do Homem que substitui o Culto de Deus.”

O padre de Nantes cita a oração de Paulo VI aos homens que considera discurso de anticristo, solicitando-o a desmenti-lo publicando o terceiro segredo com um convite universal à oração e penitência, intensificando o Terço pela paz e pronunciando a Consagração ao Coração Imaculado de Maria, do qual depende a paz; Deus lha confiou. Inútil dizer que nada disso foi feito e esse Liber Accusationis ficou para a história. (do livro (“Entre Fátima e o Abismo”, T. A. Queiroz, S. Paulo, 1988).

No entanto os Países católicos visitados pelos «papas conciliares» vêem a Religião cada vez mais devastada pelas seitas e pelo ateísmo… pelos frutos os conhecereis!

Se o bom conhecimento teológico do Padre de Nantes o levou a escrever desde o início contra o Vaticano 2 e as iniciativas de João 23 e Paulo 6, fundamentado na doutrina católica, sua ulterior posição diante da autoridade na Igreja pertence ao rol dos vespeiros de teologismos pessoais postos contra os seus colegas consagrados. De qual lei canônica tirou esse brilhante sofista o fato do auto-julgamento de um herege na Sé de Pedro?

Ora, como até as mais complicadas questões podem ser explicadas de forma simples, e é o que fazia Nosso Salvador com Suas parábolas, voltemos aos Evangelhos:

“Cuidado com os falsos profetas: apresentam-se vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. Conhecê-los-eis pelos seus frutos… Nem todo aquele que Me diz “Senhor, Senhor”, entrará no Reino do Céu. Só entrará aquele que põe em prática a vontade do meu Pai que está no céu” (Mt 7, 15; 21; 10-16). “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. O mercenário, que não é pastor e a quem não pertencem as ovelhas, vê chegar o lobo, abandona as ovelhas e foge. Então o lobo ataca e dispersa as ovelhas. O mercenário foge porque trabalha por dinheiro e não se importa das ovelhas. Eu sou o bom pastor: conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-Me, assim como o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai. Eu dou a vida pelas ovelhas” (Jo 10, 11-15).

Os Padres da Igreja e os Papas sempre ensinaram que «lobos» são ferozes falsários da Fé, que a deturpam vestidos de profetas para perdição de muitos; os frutos de degradação moral e religiosa de povos inteiros depende da cátedra a que foram guindados, sendo a posição mais perigosa, como escreve claramente o Papa Paulo IV (Cum ex). Notem; pastores mercenários são os que não defendem a grei dos lobos, mas reconhecem os heresiarcas coroados! Estes é que são os lobos, os anticristos (Mgr Lefebvre), os anti-papas (Dom Mayer), que difundem suas doutrinas deletérias para as almas vestidos de cordeiros.

A figura é pois dos «lobos no Redil de Cristo» que é a Igreja. Os padres do «alveário sacerdotal» o denunciam

Le loup dans La Bergerie Du Christ, Padre Noel Barbara

(«Le loup dansLa BergerieDuChrist», Padre Noël Barbara).

Mas o Padre de Nantes tem sua idéia «legitimista» transposta da Coroa para a Tiara, e o ataca. Quando esses padres os procuram, os expulsa de casa em plena noite como se fossem perversos cismáticos. Leia-se isto no livro de seu discípulo Fr. François de Marie des Anges «Pour l’Église, tome III, Contre la derive schismatique, pp. 10-15.

Os lobos conciliares, que o P. de Nantes descreve, estão no Redil e devoram as almas com os discursos ecumenistas do Anticristo. Sim, mas não há nada a fazer para não cair em anarquia, só há que denunciar o erro e esperar que os lobos se convertam!

Eis como foram colocados «vespeiros teologais» no caminho da reação católica, enquanto se aceitavam os heresiarcas «irmãos na fé». Os frutos estão à vista. São já mais de 50 anos de demolição católica porque no presente, os lobos mandam (At 20, 28-30) e continuam a abater alveários, poupando só vespeiros que os vêm com poderes de cordeiros apostólicos, que ensinam heresias legais porque não «ex cathedra»!

Como dissemos este relato vai seguir, porque é preciso que os fiéis conheçam os atalhos seguidos no labirinto desta crise sem exemplo que leva aos piores vespeiros.

Não é católico crer que a Igreja de Deus não tenha solução canônica para superar essa crise; que a vida da Igreja dependa do arrependimento de hereges ocupando o Vaticano. Tudo isto é alheio à adorável Vontade de Nosso Senhor de que se procure antes de tudo o Reino de Deus e a Sua justiça, vontade à qual a lei da Igreja é ordenada, não podendo falhar porque Jesus venceu esse mundo.

Assim, o discurso teológico é para a verdade da Fé, como a autoridade na Igreja é para a Verdade, que não é sujeita à vontade humana de ninguém que se vê como papa.

Visto que o Vaticano 2 encerra um plano de mutação da Igreja, ele é irrecuperável porque intrinsecamente descontinuo com a Tradição; não há Vaticano 3 que o corrija.

Afastar-se disso com idéias próprias significa abandonar o fértil alveário católico em direção aos vespeiros teologoides, que só levam a demolições mentais.

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