Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A SANTA ACUSAÇÃO CATÓLICA AOS «PAPAS CONCILIARES»

As ambigüidades, erros e heresias contidas nos documentos do Vaticano 2, têm sido analisados e acusados desde há quase meio século. Veja-se a imensa bibliografia sobre isto, que continua a ser atualizada, à medida que os «papas conciliares» os aplicam para a pérfida tentativa de mutação da Igreja de Jesus Cristo.

Esta obra demolidora da Fé no mundo inteiro se demonstra espantosamente mais grave e extensa que qualquer ataque herético do passado, devido à sua fonte, de aparente autoridade divina! Com esse «engano terminal», não só alteram, mas invertem, como se constata com o seu modernismo ecumenista, o sentido da Fé em todas as direções.

Para definir a gravíssima acusação contra aqueles que ocuparam e ocupam a Cátedra de São Pedro, antes de tudo é preciso conhecer a licitude de fazê-lo ao abrigo da Lei da Igreja de Cristo confirmada na história.

A resposta é que, se a acusação diz respeito à integridade da Fé, transmitida pelo divino Redentor, razão para a qual foi instituída a Igreja, não só é válida – mas é justa e santa.

Sempre que na Cristandade surgiu uma suspeita de heresia ou cisma, que poderia quebrar a continuidade na transmissão da Revelação do Pai confirmada por Jesus a seus apóstolos, os filhos da Igreja reagiram, sem excluir a acusação a um papa suspeito de permitir, apoiar ou incorrer em mutações heréticas em ruptura com o Evangelho.

Os Papas representam Jesus Cristo como cabeça da Igreja e desfrutam, em matéria de fé e moral, de sua infalibilidade. Estas também dizem respeito à vida social e política, que podem exigir opções humanas quando o Papa se vê obrigado a preservar a Tradição que ensina sobre o fim da vida humana, portanto, sobre o fim e a ordem na sociedade.

Esta é a direção religiosa do viver segundo o reto pensar, que depende do crer segundo a Verdade ensinada pelo Salvador para o seu Reino social no mundo.

Toda vida no Céu e na terra, no mundo espiritual e material, depende dos desígnios de Deus. Portanto, a Cristologia ortodoxa, sobre a natureza e vontade de Jesus Cristo, transmitida através da Tradição oral e escrita, é matriz da ordem social.

Esta é a fé que condiciona a validez do Papa e da obra da Igreja também em vista do bem das almas e dos povos. Na história temos o exemplo da acusação ao papa Libério por Santos Padres da Igreja: “Sanctus Hilarius illi anathema dicit: Anathema tibi a me dictum, Liberi, et sociis tuis” (Denzinger-Schonmetzer, abrev. Denz-Sch., ou DS 141). São Jerônimo o julgou in haeretica pravitate subscribens”, “ad subscriptionem haereseos” (Kirch. 630-633). Assim também S. Eusébio: coepit declarare Liberium haereticum” (Kirch, 1050). Estas acusações foram um forte testemunho para a defesa da Fé em tempos de heresias favoráveis a políticas imperiais de sinal ariano e ecumenista.

Nos dias do Papa Honório I, o Patriarca Sérgio difundia a heresia monotelita da vontade única de Jesus com o Pai, pela qual tudo o que fez dependia só da vontade divina. Portanto, Jesus não poderia ter feito outra coisa, nem ter oferecido livremente o Seu sacrifício para “cumprir a Vontade do Pai” para ensinar-nos.

Esta falsidade favorecia graves heresias em curso e o Papa Honório foi indiciado pelo fato de ter enviado duas cartas conciliatórias a Sérgio, Patriarca de Constantinopla, sobre a heresia do monoteletismo conexa com a do monoenergismo, julgando assim pôr fim aos litígios. A fórmula que ele usou foi «una voluntas», evidente a partir do contexto da primeira carta, que podia ser entendida em um sentido moral, não físico, como uniformizar a vontade da natureza humana decaída, assumida por Cristo, à vontade divina. O problema é que a sua carta a Sérgio concedia ambiguamente espaço para a idéia herética, apesar da verdadeira fé que lhe foi lembrada então em uma carta de clara doutrina por São Sofrônio, Patriarca de Jerusalém.

A ambigüidade cobriu por longo tempo o fato de Honório ter favorecido a heresia, razão porque, só anos depois de sua morte foi condenado pelo Papa Leão II: “Anátema seja Honório que não ilustrou esta Igreja Apostólica com a doutrina da Tradição Apostólica, mas permitiu, com uma traição sacrílega que fosse manchada a Fé imaculada recebida de seus antecessores (…). Não extinguiu, como convinha à sua Autoridade apostólica, a chama da heresia incipiente, mas a fomentou com a sua negligência” (DS. 563 e 561).

Da mesma forma, o VI Concílio Ecumênico, rejeitou e execrou em absoluto como nocivas para as almas (sic) as cartas do Papa Honório, porque “verificou seu total desacordo” com a Tradição. Ora, Honório fez obras boas e lutou contra as intrigas dos judeus com tal ardor que mereceu o seguinte epitáfio: ‘Judaicae gentis sub te est perfidia victa Sic unum Domini reddis ovile pium’, por isto São Roberto Bellarmino dedica à defesa de Honório muitas páginas de seu ‘Controversiarum de Summo Pontifice’ (veja tomo II da Opera Omnia, ed. Vives, in 8º pp. 101ª, 108)».

Já a ambiguidade foi fatal ao Papa Honório I. Imaginemos, pois, o horror que causariam os enormes desvios dos «papas conciliares»! Da parte sua, São Roberto Bellarmino afirma: «O VIII Concílio Ecumênico por inteiro era de parecer que em caso de heresia o Papa podia ser julgado». De fato, as condenações do Papa Honório são públicas e constaram do Breviário Romano onde permaneceram durante pelo menos duzentos anos, tanto o seu delito – não ter defendido como Papa a Fé íntegra e pura – foi execrável.

O caso dos «papas conciliares» é outro e muito mais grave, tratando-se de heresias para a planejada mudança da «consciência da Igreja»!

Na questão das «investiduras» eclesiásticas o Imperador Henrique V, para extorquir concessões incompatíveis com a lei da Igreja, prendeu o Pontífice Pascoal II, que cedeu. Desde então hesitou por muito tempo em excomungar o tirano, anulando os atos feitos sob coação, razão porque cardeais e bispos se rebelaram e ameaçaram retirar a devida obediência ao papa. Entre estes os santos Bruno de Segni, Godofredo de Amiens, Hugo de Grenoble e Guido de Vienne, o futuro Papa Calixto II, que chegaram a convocar um sínodo sem o papa acusado de afastar o fiel da comunhão da obediência de Cristo, tornando-se cúmplice dos perseguidores da Igreja.

O Papa Pascoal cedeu reconhecendo que, caso contrário teria perdido a Sé papal.

Sobre o caso há o Decretum de S. Ivo de Chartres:

Huius (i.e. papae) culpas istic redarguere praesumit mortalium nullus, quia cunctos ipse iudicaturus a nemine est iudicandus, nisi deprehendatur a fide devius” (Dublanchy, Dictionnaire de théologie catholique – Nenhum mortal pode julgar um papa… a não ser que este desvie em questões de fé).

Nesta continuidade também o Concílio Vaticano I explica:

“O Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de São Pedro, para que estes, sob a inspiração do próprio Espírito Santo, preguem uma nova doutrina, mas, a fim de que com Sua assistência, conservem santamente e expliquem fielmente o depósito da Fé, ou seja, a Revelação recebida pelos Apóstolos” (Denz. Sch. 3070).

E isto se aplica também à vida social.

A lei para a preservação da Fé na suprema Sede, já vigente no passado, em especial no documento papal que, sendo o mais direto para este efeito, é referência para o que se refere à legitimidade do Vigário de Cristo: a Bula «Cum ex apostolatus» do Papa Paulo IV, enfrentando situação semelhante de infiltrações protestantes e heréticas no seio da Igreja. Esta Bula reconhece na infiltração, a perseguição interna mais letal para a Igreja, porque visa abater as suas defesas diante dos grandes ataques ao Catolicismo da parte de toda revolução, no caso a protestante, empenhada contra o Dogma, o Santo Sacrifício da Missa e a Autoridade Católica, visando suscitar uma «nova consciência» na mesma Igreja. A estes ataques corresponderam documentos pontifícios de extrema importância que, por isto mesmo, são alvo do atual e terminal atentado revolucionário do Vaticano II.

Ora, para deter o ataque protestante à Fé, operou o Concílio de Trento; – no campo litúrgico, com São Pio V, ficou codificado para sempre o rito do Santo Sacrifício do Senhor, dando como modelo o Rito romano; – na defesa contra a ímpia escalada à suprema Sede Católica, temos a Bula do Papa Paulo IV, Cum ex apostolatus.

Tudo isto, Doutrina, Liturgia e Autoridade divina e única da Igreja foi alterado pelo Vaticano 2. Com qual autoridade? A verdadeira existe para representar Deus; é de Direito Divino e eixo do Direito Canônico da Igreja. Daí a definição apostólica sobre a absoluta incompatibilidade entre autoridade na Fé e a de desviados da fé católica – questão que sempre foi princípio da Igreja – está no Código de Direito Canônico, no caso, daquele que São Pio X iniciou e que foi publicado em 1917.

Vemos que ninguém, em nenhum momento histórico, foi mais plenamente enquadrado por esta Bula que o inconfesso modernista e filo mação Ângelo Roncalli, que assumiu o nome do antipapa João XXIII e abriu as portas da Igreja ao Modernismo e à Maçonaria.

A questão da ilegitimidade de João XXIII

A eleição papal de um modernista é legalmente nula. Este herege estava na Igreja só em aparência, ocultando o seu desvio.

Jamais se hesitou em julgar uma falsa «autoridade», mesmo em veste pontifical, que pusesse em risco a integridade da Fé da Igreja, como ocorreu por efeito da eleição de Roncalli. Devido aos seus desvios, iniciava então o grave processo de descristianização, com danos incalculáveis à Fé. Se sua autoridade não foi ainda contestada no mundo atual, esta resta como séria obrigação dos católicos fiéis à integridade da Igreja.

No passado, por exemplo, o Concílio de Sutri em 1046 julgou Bento IX e Silvestre III por simonia e nepotismo. O outro Concílio de Sutri de 1059 julgou e depôs Bento X eleito pela força. Quatro séculos após, o Concílio de Constança, julgou e depôs João XXIII e Bento XIII, que foi acusado não só de cisma, mas de heresia: “a fide devium”, os mesmos termos do Decreto de Graziano (37ª sessão). Em questões atinentes à Fé ninguém pode invocar «imunidade judiciária» pontifical garantida pelo Cânon 1556. Seria defender um homem em detrimento da razão mesma da sua autoridade, isto é, a Fé. Nesse sentido há os cânones: 188, 2314, 2315. Aqui a referência vai ao Código de Direito Canônico de 1917, anterior ao seu simulacro iniciado por João 23 e aprovado por João Paulo 2 em 1983, pela razão que é justamente da questão da «autoridade» deles que se trata e, portanto, concernente a mudanças de doutrinas e leis referidas à questão da real autoridade da Igreja. Esta em qualquer Código Canônico é de Direito divino e não muda. Ora, Roncalli, eleito João 23, seguia publicamente «princípios» modernistas.

Trata-se de matéria à raiz de heresias condenadas. A confirmação que Roncalli fosse modernista e mação resolveria por completo a questão da ilegitimidade de sua eleição pontifical. Mas é possível obter tal prova diante de suas negações? Sim, na visão da sua obra e nas promoções que fez em tempos conciliares com os peritos tipo Rahner, Hans Küng, Schillebeeckz, Congar, Ratzinger etc. Este último teólogo era a esperança para desenvolver o pós-modernismo, realizado no que se pode chamar «Luterano 2».

São estes fatos que interessam em qualquer processo racional e, se envolve a Fé da Igreja, não dependem de obediência nem de reverência alheia às razões de Fé. Qualquer causa inicia com as provas do que foi cometido, só depois indagando se o acusado é capaz de querer e entender o que fez. Ora, há mais de um século o Magistério acusa e condena o Modernismo. Falta o elo entre a fé desviada de Roncalli e esta heresia que não confessou, jurando o contrário?

Qual a causa que se encerra com a declaração de inocência do próprio acusado?

Um dos testemunhos protestantes contra João 23

No livro «Frère Roger, Le Fondateur de Taizé» de Yves Chiron, encontra-se a crucial informação de um religioso que, embora não católico estava fascinado pelo gênio do Catolicismo e quis encontrar-se com Pio XII e com o Cardeal Ottaviani. «Em seguida vem a eleição de João XXIII. Logo são recebidos os dois. O novo papa tem tudo para os seduzir. No entanto, surpresa: Irmão Roger confidenciará ao Padre Congar: Este papa não está longe dos termos “suficientes para ser formalmente herético”. Percebe-se assim a fé desviada de João XXIII por ter declarado durante a entrevista que tiveram em 1959: “A Igreja não possuía toda a verdade e que era necessário procurar juntos”. Este “espírito de investigação da verdade” (desconhecida?) vai ser encontrado depois nos documentos do Vaticano II, por exemplo, na Dignitatis humanae».

O «fermento modernista» ministrado por Roncalli e sucessores serve para confirmar a premeditação de toda uma vida para fazer vingar idéias modernistas e maçônicas na direção oposta à Fé católica professada por 260 papas e 20 Concílios Ecumênicos.

Para Roncalli conta a sua obra de «aggiornamento» (adaptação) da Igreja, que é um fato no sentido contrário à continuidade com o Magistério de todos os Papas e com a agravante da premeditação, da traição e do perjúrio de seu público juramento anti-modernista e de fiel continuidade da missão pontifícia.

Tudo, além de enganos graves, como a falsa «inspiração celeste» para convocar o Vaticano II (que foi reiterado em todas as oportunidades também pelos seus sucessores).

Se o que foi antes descrito não basta para entender a aversão e ataque à fé tradicional de Roncalli, então quem duvida interrogue a sua consciência, pois isto pode demonstrar maior afeição à defesa de pessoas, que da Fé. Esta é a falha no juízo que cabe a todos os fiéis, desde os consagrados aos leigos, filhos da Igreja Católica na preservação de sua autoridade única, porque procede diretamente da Autoridade divina. Já é abandono do categórico dever evangélico de distinguir entre religião verdadeira e falsa, e assim acolher toda mentira. É a apostasia geral que aceita cultos modernistas e protestantes e abre a toda perversão do iluminismo ecumenista e maçônico. Qual sinal mais evidente dos tempos finais para quem sabe que a razão da vida humana é o amor pela Verdade?

A reação católica às falsidades do Vaticano 2 é só tristemente teórica quando procede dos que acusam o delito religioso, mas reconhecem a «autoridade divina» dos que o cometem. É o caso do SPES, quando acusa o «sedevacantismo» dos que reagem aos apóstatas que deturpam a Fé, mas têm estes por autoridades legítimas! Contradição grave, porque se a Sé está vacante de um papa católico e ocupada por um herege, ficar ligado justamente a tal «cabeça», aliena da Fé católica e indica «vacantismo» canônico, carente de todo rigor lógico, porque afunda numa insolúvel acefalia da Igreja, cuja razão de vida é a Fé! Que cessem esse desatino a favor de suas almas e a de outros.

Conclusão: um papa, mesmo legítimo, se desvia da fé, começa por ser acusável.

A imunidade papal existe para a defesa da autenticidade papal, como primeira Sede de defesa da Fé da Igreja, o exato oposto de proteger aqueles que incorrem em heresias e promovem novidades na Doutrina, jamais professadas, mas semeadas por João 23 e sucessores com uma «autoridade» contestável e condenável por isto mesmo.

O passo seguinte para a Igreja militante é saber se esse «papa» podia ter sido eleito ou se já era herege e infiltrado antes da eleição. De fato, hoje sabemos que  o Vaticano 2, em clara ruptura com o Concílio do Vaticano I, encerra um plano de transformação modernista e maçônica, contrário à continuidade na Doutrina que vincula todos os homens à única Revelação. O contrário de vincular as consciências à Verdade é declarar o «direito» de não seguir a Lei divina pregada pela Igreja; fato gravemente contraditório e desvio letal para as almas, pois implica o indiferentismo religioso, oposto ao sentido dessa «autoridade», por definição barreira à liberdade de erros condenáveis.

Tendo em conta que a posição papal existe principalmente para confirmar e defender a Fé, em conformidade com a Vontade de Deus, põe-se a questão: se, nestas condições, a acusação a um papa não seja mais necessária que a qualquer outra pessoa na Igreja?

Qual católico bem formado pode crer na «imunidade jurídica» diante da Fé de um clérigo, mesmo papa; imunidade para mudar ou negar o que procede da Palavra de Deus? A autoridade na Igreja repousa sobre a autoridade de Cristo, da qual o Papa é vigário, representante de Cristo com autoridade para confirmar a Fé.

Corresponde a esta suma responsabilidade o sumo dever de fidelidade na continuidade. Se esta falta, surge o imenso perigo para os que ouvem tal voz, de receber como se fora de Jesus Cristo, a palavra de um anticristo. Quem aceita este, recorrendo a esdrúxulos vespeiros teologais, não adianta espernear, na prática é seu cúmplice diante de Deus.

A idéia de edificar as almas com o latinorum, mas suspendendo o juízo sobre a suma necessidade de um chefe católico para a Igreja de Cristo, é sinal da decadência espiritual e mental que envolve tantos de seus pobres filhos. É hora de reagir para a honra da Santa Mãe Igreja.

9 Respostas para “A SANTA ACUSAÇÃO CATÓLICA AOS «PAPAS CONCILIARES»

  1. Leonardo abril 27, 2012 às 12:24 am

    Excelente esclarecimento enriquecido com testemunhos históricos. Realmente, se a fé se baseia numa Revelação direta e pessoal do próprio Deus, a sua defesa é objetiva e impõe um juízo objetivo ante sua imutabilidade a qualquer um que tenha fé. Se alguém tenta mudá-la, não pode estar defendendo-a. Se isso vem da autoridade imposta para defendê-la, todos têm o dever de clamar imediatamente contra ela. Nem creio que seria julgá-la (a autoridade), pois não se adentra na sua intenção, mas se deteria como devido na objetividade da defesa da fé. A fé pela fé, independente de todas as pessoas que não podem estar acima do direito divino, o qual busca apaixonadamente ganhar as almas. Parece que também nisso incidiu um erro escrupuloso de Dom Lefebvre. Ele ainda estava perplexo, como confessou, ante as chagas protestantes no seio social. Mas foi permitido por Deus, porque se a despropositada e excessiva defesa do papa ainda persiste hoje em detriemnto da defesa da fé e do direito divino, imagine o impacto que causaria na época da objeção do bispo. Entretanto, como disse, ao que tudo indica, a Igreja não alcançará saúde se não condenar Roncalli. É questão de lógica e de coerência histórica para continuidade não só da doutrina, mas também do testemunho que verte com sangue desde os mártires. E é testemunho em favor de Cristo contra a reengenharia que deságua no anticristo. E como Deus não insistiria em ser fiel aos mártires com seu testemunho de sangue? A Igreja parece recusar fidelidade a quem a regou com sangue! Deus nunca poderá permitir tal erro! De certo, exigirá o conserto para depois dar muitas outras graças necessárias para o retorno à normalidade. Vivemos uma época de fábulas onde contam mais os mitos, as imagens e os falsos espectros do que o propósito objetivo da realidade. Uma papa que não defende a fé conforme transmitida oralmente e depois inspirada pelo Espírito Santo com a soma do testemunho por matírio e agudos combates é pior que um papa mudo e surdo que possa servir de caricatura num museu de cera. É como se os legisladores recusassem a razão de existir das leis, mas quisessem continuar assentando nas suas cadeiras no parlamento para cruzar os braços ou só para tomar o cafezinho. “Com Deus não se brinca”. Enquanto não O levamos a sério, não temos o essencial, não nos favorecemos da coerência, mas tentamos viver o caos.

  2. Leonardo abril 27, 2012 às 12:30 am

    E lembremos que o próprio Jesus disse: “Se o filho do homem não tivesse vindo, teriam desculpa, mas como veio, agora, eles não têm mais desculpa”! Esta é a ordem mais sublime e mais imprescindível do cumprimento ao direito divino para o bem geral e a normalidade que realiza e salva.

  3. Victor Santos abril 27, 2012 às 2:59 am

    Mesmo respeitando seus cabelos brancos, te digo que és um ridículo. Sem seguidores em Portugal, o jeito é alienar aqueles burros brasileiros que babam seu ovo. Há bons blogs tradicionalistas no Brasil, que desmontam as suas argumentações e vocês nunca dão a contra-reposta. Li por alto seu texto e consegui ver no mínimo 8 erros. (só mesmo os sedevacantes lêem por completo o que escreves) . Enviarei para um blogueiro do Brasil que o tal Sandro detesta para refutá-lo.

    • Pro Roma Mariana abril 30, 2012 às 3:02 pm

      Se faz parte de seu espírito cristão, agradeceria se, como informado leitor, me informasse pelo menos dos 8 ridículos erros que encontrou no texto, afim de que eu possa ou esclarecê-los ou corrigi-los, se for o caso. Desde já obrigado pela especial delicadeza que desponta de sua sabedoria.

  4. Roberto F Santana abril 28, 2012 às 12:52 am

    A batida do mar nas encostas rochosas é uma luta sem fim, o oceano bate violentamente na rocha dura tentando quebrá-la, suas grandes ondas não dão trégua e sempre voltam a bater, não conseguem nem mesmo rachar a pedra, num reclamar interminável, o mar grita com seu estrondo poderoso e lamenta não derrubar o que está de pé, não poder mudar o imutável.
    Toda seita macabra, toda máfia diabólica, quando aceita um iniciante, pede-lhe prova de fidelidade e capacidade. Com Roncalli não foi diferente.
    Seguindo a norma das grandes sociedades demoníacas, o diabo pediu que Roncalli lhe trouxesse algo de valor. Pediu-lhe então um coração. Um coração ensanguentado. Prova incontestável da competência e aptidão de Roncalli para a missão mais horrorosa da história, colocando-o logo atrás do Judas, a destruição da Missa Católica.
    Essa prova que Roncalli trouxe para o diabo, espetada em seu báculo falsificado não era um coração humano, era um coração de rocha, rocha que nem o mar é capaz de quebrar.
    Roncalli foi mais forte que o mar, Rocalli quebrava rochas.
    Ele quebrou o Coração da Missa, quebrou o Cânon da Missa Romana.
    Isso o tornou qualificado perante o demônio, mas Rocalli agradou ainda mais o diabo, porque lhe ofereceu a chance da dupla vingança, ofender o filho e ofender o pai. Para tanto, a maldade teria que recair sobre o homem mais humilde que já existiu, São José.
    Que dupla mais horrenda! O homem e o diabo…
    A inclusão do nome de São José no cânon da Santa Missa em 1962 é mudança no centro da Missa, são pelo menos mil e quinhentos anos de Santo Sacrifício sendo jogados ao esquecimento, o genuíno cânon Católico, rachado, alterado e enterrado no ostracismo.
    Hoje, fato esquecido e deturpado, minimizado.
    O Papa São Pio V já contemplava essa rocha magnífica e amaldiçoava qualquer um que se atrevesse tentar encostar os dedos na Rocha da Missa, invocando a ira de Deus Todo Poderoso dos Santos Pedro e Paulo.
    Isso já seria o necessário para mandar o “beato roncalli” para o nono círculo do inferno.
    Mas como fazer com que o nome de São José fosse espremido no meio de nomes de homens e mulheres mártires? J23 recorreu ao golpe baixo de usar a humildade de São José, usurpando-a e usando-a contra o próprio Santo. Quem seria contra o nome de São José?
    Arrogante e falso, escondendo-se atrás do nome daquele que nem mesmo tinha uma faca, quando atravessou as noites do Sinai cheias de salteadores, carregando o Filho de Deus no colo, Roncalli enfim, enterra sua faca no coração da Missa.
    O diabo está feliz e diz a Rocalli:- deixa tua faca nesse coração e deixe-o palpitante, pois ainda ser-me-á útil essa tua matança, virá um que se valera desse teu mau.
    E teu nome será lembrado: O Missal de 1962, o Missal de João XXIII.
    Assim, esse “papa de transição” passava para Montini, o cadáver da Missa, um corpo quase sem vida, moribundo, que muitos tentaram reanimar. Logo virá Paulo VI, para o “coup de grâce”.
    Enfim, chega Bento XVI e pega um coração morto e sem vida e extraordinariamente o coloca dentro de um espantalho e veste o boneco com as mais belas casulas.

    O mar deve ter inveja de João XXIII…

    Para condenar Al Capone, a polícia americana o pegou com uma simples declaração de renda.
    Correr atrás de detalhes para incriminar J23 é algo extenuante.
    O livro de Roncalli um dia será aberto.

    “Sustai os vossos passos e vêde; informai-vos sobre os caminhos de outrora; essa é a senda da salvação; segui-a, e achareis repouso para as vossas almas.”

    Jeremias

    • Pro Roma Mariana abril 28, 2012 às 10:01 am

      O livro de Roncalli um dia será aberto. Ali está o plano iniciático da nova igreja ecumenista, que não vingou certamente pela sagacidade intelectual desde clérigo, mas pela malícia de sua «simplicidade genial», como gostava de dizer seu amigo Jean Guitton. Quanto à reforma da Liturgia, pode-se afirmar que papa algum do passado mudou o Cânon do Santo Sacrifício que se conservou incólume desde os tempos apostólicos. Uma dúvida surgiu no pontificado de S. Gregório I, o “Grande” (590-604). A frase que este papa acrescentou ao Hanc Igitur do Cânon foi a seguinte: “diesque nostros in tua pace disponas” [dignai ordenar nossos dias na Tua paz]. Isto indignou os Romanos que ameaçaram nada menos que eliminar o Papa que havia ousado tocar a Sagrada Liturgia. Afirmou-se então que a Missa estava já completa e por isto era inalterável. Desde essa data nenhum papa ousou introduzir alterações no Ordo da Missa tradicional do Rito Romano.
      Foi com João 23 que surgiu a tentativa de introduzir idéias humanas, inicialmente pias e devotas como a devoção a São José, no que é Palavra de Deus. As novas palavras foram: “beati Ioseph, eiusdem Virginis Sponsi” [do beato José, Esposo da mesma Virgem] acrescidas ao Communicantes do Cânon.
      Neste sentido basta lembrar um episódio relatado na obra de Michael Davies. O drama do cardeal Cicognani é revelador dessa revolução pastoral. A reforma litúrgica havia sido confiada à uma Comissão dirigida por Mons. Aníbal Bugnini, que depois se descobriu ser membro de uma loja maçônica, o que o tornava excomungado. No tempo de João 23, Bugnini e suas reformas encontraram a oposição do presidente da Comissão para a Liturgia, cardeal Gaetano Cicognani. Bugnini reclamou isso a João 23 que, chamando seu secretário de estado, cardeal Amleto Cicognani, irmão de Gaetano, ordenou-lhe que não voltasse à sua presença sem o documento de aprovação das mudanças assinado. Este expôs ao irmão a “vontade do papa” para obter a sua assinatura. Aconteceu assim que o velho Cardeal assinou em lágrimas, contra a própria consciência. Quatro dias após ter cedido nesse dilema atroz, morreu angustiado.
      Assim se foi completando a devastação da Santa Missa. E este resultado é a prova irrefutável do que mirava o decreto conciliar “Sacrosanctum Concilium” com o qual impõe, não a revisão do Rito Romano, que depois de quatro séculos demonstrara seu poder espiritual, mas a sua destruição através de um outro “rito romano”, aberto ao culto do homem. Fora tocado o «Sacrifício perpétuo» sinal do fim profetizado por Daniel e confirmado por Jesus Cristo.

  5. Pro Roma Mariana abril 30, 2012 às 7:19 pm

    A expressão «inimigo pessoal» entre papas católicos não parece própria. Havia, porém, uma clara diferença no modo de enfrentar as grandes questões da Ordem cristã. Bento XV era da parte do influente cardeal Rampolla del Tindaro, Secretário de Estado do Papa Leão XIII e promotor da política de ralliement, nome com o qual é definido o convite feito pelo Vaticano de adesão dos católicos franceses à Terceira República. Tal política, visto que implica uma iniciativa feita em nome da Igreja, acaba por indicar, inevitavelmente, muito mais, isto é uma tendência à conciliação com os poderes modernos por razões diplomáticas. Naqueles anos tal tendência parecia tocar apenas a política civil, mas na verdade era fruto da mentalidade conciliar de marca modernista que se difundia na Igreja. Muitos de seus promotores modernistas operavam na Igreja com tal praxis, segundo a qual a Igreja devia ser mudada desde seu interior, como depois teriam feito, na medida dos cargos que lhe foram confiados. Ora, Bento XV continuou oficialmente a condenar o modernismo, mas sem opor a este as barreiras levantadas por São Pio X, mas ao contrário deixando que seus adeptos fizessem carreira.
    Assim Roncalli, o futuro João XXIII, embora suspeito, continuou a ser secretário do bispo de Bérgamo. Em 1919 teve uma primeira audiência com o papa Bento XV e no ano seguinte foi convidado a presidir um Concílio a fim de reorganizar obras missionárias nas dioceses italianas. Roncalli em Roma (12.2.1921) foi recebido pelo Papa que o nomeia Monsignore. Haveria que indagar se esta promoção romana de um simples professor, suspeito de Modernismo, fosse normal ou resultado da influência do bispo Radini Tedeschi, homem de Rampolla, junto ao papa Della Chiesa (Bento XV). O fato é que durante o Pontificado de Bento XV os eclesiásticos apreciados por São Pio X foram marginalizados enquanto aos outros se abriram as portas vaticanas, como no caso do jovem Giovanni Battista Montini que, em Roma, com Roncalli havia iniciado uma longa amizade desde 1924. Nesse ano depois da morte de Bento XV, no reinado de Achille Ratti, aliás Pio XI, eleito em Fevereiro (1922), foi confirmado como Secretário de Estado o «rampoliano» Gasparri. Pio XI não era certamente modernista, mas foi o papa das concordatas, inimigo de compromissos «pan-cristãos» (Enc. Mortalium animos), foi continuador dos acordos diplomáticos, que procurou até com o regime de Lenin. Nisto podemos aquilatar a diferença de visão entre São Pio X e os sucessores, de Bento XV a Pio XII, tempo em que prosperaram modernistas como Roncalli, ao ponto de ser enviado como núncio em Paris. Lá, seu amigo mais íntimo foi o Barão Yves Marsaudon, neto do monsenhor Le Cam, colaborador de Rampolla, nomeado em 1946 Ministro da Ordem de Malta em Paris, irmão mação desde 1926 da Grande Loja da França, e enfim desde 1932 Mestre Venerável e 33° grau da Loja Republique. Quando, por pertencer a estas sociedades secretas, o que é proibido pela lei da Igreja, ele se aconselhou com Roncalli, foi aconselhado a permanecer sossegado na Maçonaria! Este programa exigia o conceito fraternal da tolerância, mesmo na doutrina: procurar em cada coisa mais o que une, do que aquilo que divide. Portanto, havia que deixar de lado os dogmas católicos, a necessidade de conversão, a autoridade do Vigário de Cristo, enfim, as palavras do próprio Jesus Cristo, que dividem. Eis a diferença fundamental.

    • Pro Roma Mariana abril 30, 2012 às 8:36 pm

      Rodrigo Ruiz:
      Certa feita alguém comentou comigo que Bento XV fora inimigo pessoal de São Pio X. Essa informação procede?

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