Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

QUANDO O PAPA RECORREU, MARIA SS. O ATENDEU EM FÁTIMA

Virgem de Fátima

Quem se dispõe a perscrutar os eventos de Fátima, deve saber que um sinal sobrenatural só pode vir expresso na linguagem das Escrituras e da Tradição, pela qual é o desígnio divino a dirigir os eventos do mundo como a órbita do universo. Nesta linguagem está a chave da autenticidade e da compreensão de todo sinal celeste. Apuremos então a mente na linguagem cristã em que são cifrados tanto os eventos portentosos como os singelos.

Nada é fortuito na História e nada na vida da Igreja escapa à solicitude divina.

Reconheçamos o motivo próximo das aparições de Fátima para entender a manifestação do amor divino, chave de todo saber.

Quando em 1917 os horrores da la Grande Guerra provocavam rios de sangue e de lágrimas sem que se pudesse prever o seu fim, o papa Bento XV invocou com toda a Igreja a intercessão de Maria Santíssima pela paz.

Papa Bento XV, Library of Congress

Eis os termos da carta ao secretário de Estado, cardeal Gasparri, com as disposições para que toda a Igreja invocasse a Rainha da paz nas suas orações mais freqüentes:

“Rainha da Paz… Para tal fim, se eleve a Jesus mais freqüente, humilde e confiante, especialmente no mês dedicado a Seu Santíssimo Coração, a oração da miserável família humana para suplicar-Lhe o fim deste terrível flagelo. Purifique-se cada um com maior freqüência no lavabo da confissão sacramental, e ao amantíssimo Coração de Jesus ofereça com afetuosa insistência as suas súplicas. E uma vez que todas as graças que o Autor de todo o bem se digna conceder aos pobres descendentes de Adão provêm, por amoroso conselho de Sua Divina Providência, pelas mãos da Virgem Santíssima, nós queremos que seja dirigido à Grande Mãe de Deus nessa hora horrível, mais que nunca o vivo e confiante pedido de seus filhos aflitos. Encarregamos portanto a Vós, Sr. Cardeal, de fazer conhecer a todos os bispos do mundo o nosso desejo ardente que se recorra ao Coração de Jesus, Trono de graças, por meio de Maria.

Com esse propósito ordenamos que, desde o dia primeiro do próximo mês de junho, fique inserida na Ladainha de Loreto a invocação Regina pacis, ora pro nobis.

“Eleve-se portanto a Maria, que é Mãe de misericórdia e onipotente pela graça, de cada canto da terra, dos templos majestosos como das pequenas capelas, dos palácios e ricas mansões dos grandes como dos mais pobres casebres onde se aloja uma alma fiel dos campos e mares ensangüentados, a piedosa e devota invocação e leve a Ela o angustioso grito das mães e esposas, o gemido dos meninos inocentes, o suspiro de todos os nobres corações: possa mover a Sua amável e muito benigna solicitude a obter para o mundo desvairado a aspirada paz, e possa lembrar depois aos séculos futuros a eficácia de Sua intercessão e a grandeza do benefício por Ela obtido a Seus filhos.”[3]

A carta é de 5 de maio de 1917. Oito dias depois, 13 de maio, na Cova da Iria em Fátima, Maria Santíssima aparecia, qual arco-íris da paz e da graça, para mostrar aos homens o caminho da verdadeira paz neste mundo e da salvação eterna no outro.

De início este evento extraordinário ficou circunscrito à região, mas com o passar dos dias começou “uma concorrência assombrosa de peregrinos incomparavelmente superior a Lourdes na época das aparições e apesar da dificuldade de acesso” (Novos Documentos de Fátima, Pe. A. M. Martins, Porto, 1984, sigla NDc., p. 95).

A testemunhar e registrar os eventos foi o cônego dr. Manuel Nunes Formigão, laureado em Teologia e Direito Canônico pela Universidade Gregoriana.

Pelos seus apontamentos, dia 13 de julho estiveram na Cova da Iria de4 a5 mil pessoas, em agosto de15 a18 mil, em setembro de25 a30 mil (NDc. p. 362, 366, 374).

É importante notar que já das primeiras aparições sabia-se terem os pastorzinhos recebido um segredo. Isto despertou grande interesse até no prefeito maçom de Vila Nova de Ourém, que no dia 13 de agosto foi a Fátima e levou a menina Lúcia ao pároco P. Ferreira a fim de que lhe revelasse a mensagem celeste. Diante da resistência o prefeito, enganando todos, levou as três crianças a Ourém onde, ameaçando-as de morte, tentou ainda obter sem êxito a confissão do segredo recebido de Nossa Senhora. Como se vê, já no início, interessaram-se mais pela mensagem de Fátima autoridades anti-clericais do que as eclesiásticas. Estas chegaram a ver nesses eventos mais motivo de embaraço do que uma ajuda providencial para a Igreja.

No dia 13 de outubro de 1917, para o qual Nossa Senhora anunciara um grande milagre afim de que todos pudessem crer, havia cerca de 70 mil pessoas a testemunhar o evento.

Este era esperado até na França, segundo carta publicada (NDc. p. 23, 24). Escrevia o P. Ferreira de Lacerda:

“Raro tem sido o jornal português, quer diário, quer semanário, católico, independente ou livre pensador, que não tenha referido aos acontecimentos da Fátima e muito principalmente ao fenômeno solar.” (NDc. p. 65)

Tal notícia dá idéia da dimensão e universalidade do evento apesar dos obstáculos criados pela autoridade civil e do silêncio da autoridade eclesiástica.

Consideremos a propósito duas questões:

1) se para a fé católica é plausível que ao papa atenda uma intervenção sobrenatural;

2) se, neste caso, o evento de Fátima é resposta oportuna para o recurso de Bento XV e o que aconteceu em seguida.

Satisfeitos estes pontos o que esperar se essa hierarquia da Igreja ignorar tal resposta?

Em primeiro lugar é preciso dizer que a Igreja ensina como verdade de fé que a Revelação concluiu-se com a morte do último apóstolo.

Portanto, nenhuma mensagem sobrenatural vem acrescentar algo à Revelação.

A mesma Revelação, porém, é intervenção de Deus na ordem natural pela encarnação da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade; o apogeu da longa série de intervenções sobrenaturais em favor da preparação desse supremo evento.

Depois de Sua Vida, Paixão e Morte, o Verbo de Deus encarnado deixou no mundo a Sua Igreja, sinal visível do Seu poder de Senhor da História.

A Ela e ao seu pastor foram dados poderes de ligar e desligar, além da promessa aos fiéis de que se pedissem ao Pai em nome de Jesus seriam atendidos.

A fé, a esperança e a caridade na Igreja exprimem-se na oração e no Santo Sacrifício, que são pedidos de intervenção divina em qualquer tempo.

A resposta sobrenatural às súplicas da Igreja segue os desígnios de Deus que dirige os eventos, e acima de qualquer entendimento humano envia profetas quando estes se tornam necessários. A razão por que foram enviados serão os próprios fatos que nos revelarão cedo ou tarde.

Em Fátima foi enviada Maria, a mesma Mãe de Deus para transmitir uma mensagem profética. Fato que indica uma profecia para um estado de necessidade extrema.

Tratava-se das duas grandes guerras para a destruição da Cristandade.

O Papa Bento XV recorreu ao Céu para abreviar a Primeira e teve a resposta.

“Se continuarem a ofender a Deus virá outra guerra ainda pior”.

Foi o que aconteceu no tempo de Pio XI e Pio XII.

Irmã Lúcia e a Visão de agosto de 1931

Os «papas de Fátima», de Bento XV a Pio XII, incidiram na falha que consta na comunicação de Jesus à Irmã Lúcia em agosto de 1931:

“Faça saber aos Meus ministros que, como eles seguem o exemplo do rei da França ao retardar a execução de Meu pedido, eles o seguirão na desgraça”? (Documentos de Fátima do P. Joaquim Alonso e «Entre Fátima e a Esfinge», p. 117).

Esta comunicação, que entra misteriosamente pela história adentro, foi referida por uma freira que ignorava e nunca entendeu qual fosse a «desgraça» mencionada.

Há, pois que relacionar aqui estas questões de suma importância, que indicam falhas de ordem ministerial, para entender o grande mistério do Segredo de Fátima.

Em breve, visto que toda falha tem consequências, uma falha a este nível não podia deixar de indicar uma débâcle do Papado católico, representado na visão da virtual «eliminação» do papa que está na visão do «Terceiro Segredo». Não foi este de fato substituído por um «papado» capaz de mutilar tanto a Fé como Fátima? Não equivalia isto à «decapitação» papal predita por Jesus na comparação com o rei da França?

Foi a cegueira espiritual com que o Vaticano 2 e seus papas contaminaram a terra.

A Parábola dos Cegos

A Divina Providência, tendo instituído a Igreja e o Papa, a quem deu poderes especiais para guiá-la no reconhecimento dos desígnios de Deus, poderia ser por ele ignorada?

Todavia, este foi um fato verificado na História recente contra a Igreja.

A terceira parte do Segredo simbolizava, na hecatombe do Papa com todo o seu séquito católico, conhecido no ano2000, adestruição da mesma Igreja por um tempo.

Pôr em dúvida o senso cristão da História que um grande sinal celeste como o de Fátima só faz confirmar, não pode significar contestação destrutiva da própria Fé?

A linguagem sobrenatural, velada para a visão natural do homem, torna-se indecifrável para a mentalidade racionalista, limitada à ordem natural.

Negando-se a causa divina, presume-se que fatos e fenômenos possam ter por causa um cego, acaso. Como, porém, sinais, milagres e profecias não têm sentido para o acaso e a Igreja instituída e guiada pela Providência Divina confirmou o evento de Fátima, toda visão naturalista sobre esse Evento só mostra cegueira espiritual.

Não podendo negar os fatos objetivos, da crescente ofensa a Deus, se esta cegueira é lamentável para os homens do mundo, quando se manifesta dentro da Igreja e para explicar fatos espirituais, não assume talvez forma de apostasia?

Pois bem, João 23 inaugurou o Vaticano 2 acusando as «profecias de desgraças».

Os fatos cruciais concernentes à visão profética do Segredo de Fátima indicam o delito contra o Papa e da Cristandade, vítimas do complô para demolir a Fé da Igreja e despojá-la de um chefe católico.

De fato, a data de tal atentado referida a eventos históricos ligados ao Papado, seriam “mais claros” em 1960, conforme indicou Maria SS à Vidente Lúcia.

Compete a quem nega a importância desta data explicar a clamorosa coincidência pela qual justamente neste período começou a descristianização do mundo e a apostasia universal. Como escreve um teólogo (Rev. Roma, Bs Aires, n. 88):

“Podemos afirmar sem precisar fornecer provas que a causa da crise da Igreja é o próprio Vaticano II (convocado então). Compete a quem nega ser esta a causa eficiente do desastre eclesial demonstrá-lo. Mas então, para ser credível, deverá revelar qual outro evento nesse período superou as conseqüência das inconcebíveis mutações conciliares.”

Hoje é claro. O evento devastador desse período, que deixou o mundo cristão órfão do Papa católico, foi a eleição do modernista filo-mação João 23, que iniciou a demolição da Igreja com um ato incrível: negou a publicação do Segredo da Mãe celeste para a salvação de muitas almas. Foi o fato que deixou a Cristandade perplexa: fora eleito para a Cátedra de Vigário de Jesus Cristo um «censor» dos «desígnios de Deus!

Todavia, o mundo ainda hoje, ignorando o Terceiro Segredo de Fátima, ignora sua privação da Autoridade divina para limitar seus crescentes desvairos.

Para os católicos atentos, o Segredo da Mãe de Deus é, portanto, ajuda indispensável para reconhecer a causa do estado de profunda crise espiritual que vivemos.

Por isto, os fiéis devem implorar a Nosso Senhor que suscite um Papa de Fé para varrer da Igreja todo esse mal causado pelo Vaticano 2 e os seus promotores.

Só então Roma poderá voltar à Fé católica e por fim cumprir o pedido de consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, para a salvação de muitas almas e um período de paz neste mundo perverso.

Para os maiores males tivemos a maior promessa trazida pela Rainha dos profetas.

Pode a Igreja militante continuar a não ouvi-La? Deus não queira.

 

Imaculado Coração de Maria

Por Fim meu Imaculado Coração Triunfará, o Santo Padre consagrar-me-a a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo um tempo de Paz!

4 Respostas para “QUANDO O PAPA RECORREU, MARIA SS. O ATENDEU EM FÁTIMA

  1. Roberto F Santana maio 14, 2012 às 11:08 am

    Prezados,
    Tenho algumas dúvidas, que penso, são simples:

    1-Algumas fontes dizem que o ano de 1960, não foi dito por Nossa Senhora, mas foi uma sugestão da Irmã Lúcia.

    2-Pio XII leu ou não leu a interpretação do segredo?

    • Pro Roma Mariana maio 14, 2012 às 1:44 pm

      Emblematicamente se pretendeu desligar a Mensagem de Fátima, não dos conflitos mundiais, pois isto seria historicamente impossível, mas da crise da Fé, idéia ecumenicamente conveniente. Tudo com a ilusão de ocultar uma crise que revela dimensões desoladoras. Para ocultar a causa da crise devem ocultar a data de seu início. Mas toda crise tem uma causa e sem remontar a esta, fica sem solução.
      E a causa é a alienação modernista da autoridade divina da Igreja.
      A publicação da terceira parte do Segredo com a evidente intenção de usá-la para em seguida fechá-la para sempre, mesmo sem conseguir explicá-la, suscitou uma surda perplexidade até da parte de bispos e sacerdotes sobre a interpretação do Vaticano. Se a intenção desta era obter a sua tácita remoção da consciência da Cristandade, com suas contradições a iniciativa só suscitou novas dúvidas que acentuam o pendente desafio que dura há mais de quarenta anos; ao invés de extinguirem essa questão, acenderam-na nas consciências.
      O fato é que a preocupação de associar o Segredo ao atentado contra João Paulo II obrigou o Vaticano a anular a data prevista para desvelar o Segredo, “quando este seria mais claro”, isto é, 1960. Para isto foi enviado a Coimbra um alto prelado que obtivesse da Irmã Lúcia a banalização dessa data. O resultado foi publicado no dia 26.6.2000 pelo Vaticano. Eis a pergunta de D. Bertone e a resposta. “Uma vez que a Irmã Lúcia, antes de entregar ao Bispo de Leiria Fátima de então o envelope selado com a terceira parte do «segredo», tinha escrito no envelope exterior que podia ser aberto somente depois de 1960 pelo Patriarca de Lisboa ou pelo Bispo de Leiria, D. Bertone pergunta-lhe: «Porque o limite de 1960? Foi Nossa Senhora que indicou aquela data?» Resposta da Irmã Lúcia: «Não foi Nossa Senhora; fui eu que meti a data de 1960 porque, segundo intuição minha, antes de 1960 não se perceberia, se compreenderia somente depois. Agora se pode compreender melhor. Eu escrevi o que vi; não compete a mim a interpretação, mas ao Papa.» Na verdade a Irmã Lúcia dizendo que foi ela a colocar a data de 1960 para a abertura do Segredo ao redigi-lo em 1944 o estava interpretan-do, mas a Irmã revelou também que devido à sua hesitação ao escrevê-lo, a Mãe de Deus apareceu em 2 de Janeiro de 1944 para autorizá-la.

      Em 1967, 50° das aparições de Fátima e ainda no clima de desilusão pelo silêncio que envolveu o segredo, esse não foi esquecido apesar do vento do espírito conciliar, o prefeito da Sagrada Congrega-ção para a Doutrina da Fé, Cardeal Ottaviani, forneceu estas noticias: “O segredo não devia ser aberto antes de 1960. No mês de Maio de 1955 perguntei a Lúcia a razão dessa data e ela me respondeu: porque então será mais claro. Isto me fez pensar que aquela mensagem era de tom profético, visto que, como se lê nas Sagradas Escrituras, é próprio das profecias que haja um véu de mistério.” (Conferência na Pontifícia Academia Mariana, dia 11.2.67).
      Esse evento eminente indica que nada do que diz respeito ao Segredo, da sua redacção ao ano de sua abertura, foi deixado ao caso. A questão requer, portanto dos fiéis, um exame e uma meditação aprofundados.
      Ora, como a visão do Segredo é simbólica, isto é, se refere a um evento virtual, ela é dirigida às consciências, e representando a eliminação da suprema autoridade da Igreja, que representa a Lei de Deus, a visão concerne sem dúvida à hora da luta extrema que envolve no mundo esta autoridade diante das consciências; em especial católicas. Seria possível ocultar a causa de tal crise? Note-se que, assim como é hoje evidente que sua origem remonta à eleição de João XXIII e ao seu Vaticano II, assim também se sabe que esta corresponde ao arqui-vamento do Terceiro Segredo, cuja visão mostra a cidade arruinada e a hecatombe do papa junto à lista completa de testemunhas católicas. Porque havia que ocultar esse drama simbólico de nossos tempos? Só se fosse para evitar que a visão do Segredo, da virtual eliminação do sumo guardião da Fé imutável, o papa com o seu séquito fiel, viesse a suscitar a conexão desse abatimento com a decorrente abertura das portas da Igreja à sua radical mutação após a morte de Pio XII. Há conexão de causa e efeito entre a visão do Segredo e os fatos que ocorreram na Igreja? Entre as manipulações de suas verdades vitais para o bem dos fiéis e a intenção de ocultar as crises no seu interior?
      Isto se foi aclarando desde 1960, quando o Segredo podia ser aberto.
      Vejamos a sequência dos mistérios em volta do Segredo, conscientes que “… Nada há oculto que não se venha a descobrir…”. Para ter a confirmação de que 1960 era o ano indicado à irmã Lúcia para tornar conhecida a terceira parte do Segredo, pode-se recorrer aos testemunhos diretos de pessoas reputadas, como os cónegos Barthas e Galambra e os cardeais Ottaviani e Cerejeira. De facto, este, no dia 7 de Setembro, 1946, no encerramento do Congresso Mariano no Brasil, declarou que a terceira parte do segredo, ainda não revelada, foi escri-ta e colocada num envelope selado, que será aberto em 1960. Além disso Dom João Pereira Venâncio, sucessor de Dom José na Diocese de Leiria, chegou a propor a todos os bispos do mundo um dia de ora-ção e penitência na data de 13 de Outubro de 1960, para que todos pudessem ouvir e honrar a Mensagem da Mãe de Deus. Nos seus colóquios com a Irmã Lúcia, nos dias 17-18 de Outubro de 1946 (publicados em 1952), o Cônego Barthas perguntou-lhe quando a terceira parte do Segredo seria revelada. A resposta sem hesitação, confirmada também pela anuência do Bispo de Leiria, foi: Em 1960. Con-tinua o Padre. “E quando eu levei a minha ousadia ao ponto de perguntar porque devíamos esperar até então, recebi a mesma resposta da Irmã e do Bispo: Porque a Santíssima Virgem assim o quer”. O fato deste desígnio ter sido ignorado em 1960 pode bem significar que os autores dessa censura tivessem parte no mistério policial da hecatombe papal, quando o Papado tradicional foi substituído pelo aparato modernista conciliar.

  2. Roberto F Santana maio 14, 2012 às 2:29 pm

    Ok.
    Sobre o “bispo vestido de branco”, foi dito isto porque a Irmã não conseguiu identificar aquele que parecia ser um papa? Digo, não conseguiu ver o rosto daquele, porque afinal não disse simplesmente um papa?
    Não seria possível ser mesmo um bispo, antes do CVII, bispos usavam batinas brancas dependendo de suas regiões, seria possível ser um bispo além Adriático, de algum país da Cortina de Ferro como, Bulgária ou Ucrânia (URSS) ou mesmo China?
    Penso que talvez, Pio XII, sabendo da real interpretação do segredo e de que sua Igreja seria em breve pulverizada, teria, num movimento espetacular de seu reinado, enviado para o oriente um mandato extraordinário de jurisdição e validade para a continuidade da Apostolicidade da Igreja.

    • Rogério Alexandre maio 15, 2012 às 6:12 pm

      Sobre Pio XII trata o artigo que recém publicaremos (entre hoje e amanhã) e sobre a critica do Sr. Daniele aos “papas de Fátima”, já se reclamou, mas a entrevista do Padre Fuentes e a visão de Agosto de 31 parecem confirmar a insatisfação por parte de Jesus quanto aos Seus ministros diante dos apelos de Sua Santa Mãe. Parece-me impossível negar que a falha em atender aos Pedidos (ajudas) da Santíssima Virgem Medianeira de todas as graças, não esteja essencialmente associada à visão profética da «eliminação» do Papa Católico.

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