Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A CRIPTO-HERESIA «CONCLAVISTA» E «SEDEVACANTISTA»

No ideário de D. Lourenço da neo Permanência

O que enquadra melhor a falta de lucidez de muitos escritos tradicionalistas sobre a realidade presente é justamente a confusão no essencial para que a Igreja defenda a Fé diante de qualquer «outra»: a autoridade divinamente constituída: o Pontífice romano.

De fato, a Igreja é a instituição posta no mundo para representar a Autoridade de Deus junto aos homens, dispondo da graça da Infalibilidade se preciso for. E todo esse poder é conferido ao seu chefe supremo em terra, o Papa, que é Vigário de Jesus Cristo.

Tratando-se da obra de continuação, preservação e confirmação da Fé da Igreja, fora da qual não há salvação para as almas nem Ordem cristã no mundo, toda a atenção católica deve aplicar-se a reconhecer a autenticidade dessa autoridade vigária de Jesus Cristo.

É um fato que, desde o início da história humana, há um adversário que tenta anulá-la!

Neste sentido vamos lembrar aqui o ensino apostólico sobre a falsificação dessa mesma identidade divina e apostólica, e isto através do autor valoroso que foi Gustavo Corção, que falou e escreveu nos anos Setenta sobre «duas igrejas»:

“O que me parece difícil é fugir à evidência de um cisma, não do governo da Igreja, mas na sua própria personalidade: o que há no mundo moderno são duas Igrejas com parte da hierarquia comum ou alternante. E mais do que nunca tornou-se importante para todos bem demarcar a Igreja a que pertence” (O Globo, 30/03/1974).

Gustavo Corção

É claro que nenhuma autoridade, nem mesmo da mais alta hierarquia, pode obrigar-nos a abandonar ou a diminuir a nossa fé católica, claramente expressa e professada pelo magistério da Igreja há 19 séculos. O caso é identificar os «apóstolos» com referência à epístola aos Gálatas: “Ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie um evangelho diferente daquele que vos temos anunciado, seja anátema!” (Gl 1, 8).

É um fato que para identificar esse pregador anátema hoje não é mais preciso apurar se nega verdades de fé, mas se muda o sentido do Evangelho, seja alterando verdades ensinadas pelo Magistério apostólico, seja sufocando o essencial com o aleatório.

Jesus avisou desse ataque final com o mega engano dos falsos cristos e falsos profetas.

Escreve Corção: “Nenhuma reforma pode prevalecer sobre a identidade e sobre a continuidade dessa identidade.”

É para combater o mal de tais desvios camuflados e silenciosos que existe a legítima autoridade magisterial, identificável pela continuidade na Doutrina na Igreja Católica.

Daí que o católico precisa identificar toda falsa igreja que se faz passar pela Igreja católica valendo-se de clérigos que seguindo carreiras audazes conseguiram posições de comando, até papal, para engendrar uma igreja alterada no lugar da verdadeira Igreja.

Estamos evidentemente diante de alguma Coisa, ou adulterada, que em vários sinais difere profundamente da Igreja Unam et Sanctam. Não podendo crer que a própria Igreja se alterou e se adulterou, como pretendem os que começam por duvidar de sua perseverante identidade, só nos resta pensar que outra substância está nos meios católicos sem ser católica. E faz questão de se inculcar como católica, pelos sinais exteriores e pelos títulos, não fazendo porém nenhuma questão de ser católica pelas idéias que difunde: “decifra-me ou devoro-te”(O Globo, 21.2.76).

Corção compreendeu que o ataque à Igreja ia além das reformas revolucionárias do Vaticano 2, mirava à demolidora supressão no silêncio da sua identidade “Católica!”

Neste sentido temos a intuição escrita por Jean Madiran (Itinéraires n.º 65, pp. 20-21) e explicada pelo Padre Belmont, sendo traduzida pelo amigo Felipe Coelho:

 “Um teólogo falou da ‘heresia criptogâmica’. Ela consiste notadamente nisto: uma pregação, diz ele em substância, que fosse literalmente exata, mas que não falasse nunca (por exemplo) dos Anjos, nem do Inferno, que omitisse metodicamente as verdades de fé referentes a eles e deixasse o povo cristão na ignorância a seu respeito, seria uma heresia muitíssimo real: uma heresia que, porém, não se manifestaria por nenhuma proposição explícita e condenável, mas somente por uma omissão permanente com conseqüências muito graves”.

Na verdade o próprio Madiran incide nela porque não fala da autoridade que falta e devia lembrar tudo o que o Vaticano 2 omitiu: a omissão da doutrina do Cristo Rei, a omissão da doutrina católica do Estado, a omissão parcial ou total da doutrina católica da escola, nem sequer o Papa, que declara: ‘Não se está obrigado e é impossível de recordar a todos e em todas as ocasiões tudo o que já foi dito’. Omissões constantes, prolongadas durante vinte, trinta anos, constituem uma penosíssima e extremamente nociva ‘traição’ da doutrina, para retomar a palavra do Pe. de Soras: uma ‘traição’ no mínimo tão grave, e provavelmente até mesmo mais grave ainda, que as duas traições às quais ele limita o seu esquema.

Onde e quando o Vaticano II falou do Inferno eterno? E Paulo VI? E João Paulo II? E Bento XVI? É um ponto da fé católica ausente faz 50 anos. É um ponto da fé católica do qual o mundo teria a maior necessidade para ser contido no caminho da apostasia, da imoralidade, dos crimes legalizados em que ele desce cada vez mais baixo. É um ponto da fé católica que está entre os mais eficazes para a salvação das almas (e, portanto, para a glória de Deus). O Vaticano II é o triunfo do inferno: faz-se silêncio sobre ele; não mais se desvia dele as almas; recruta-se para ele pelo desvanecimento da fé, pelo ecumenismo que impede as conversões, pela liberdade religiosa, por uma liturgia dessacralizada, pelo vazio sacramental. E tudo isso seria pela ação, pela cumplicidade ou pelo tácito consentimento da verdadeira autoridade santa e infalível da Igreja de Jesus Cristo? Impossível. Mil vezes impossível”. (http://wp.me/pw2MJ-1o8)

Ainda bem que o P. Belmont colocou a questão real da falta da «verdadeira autoridade» na Igreja de Jesus Cristo, com «A heresia criptogâmica» (trad. br. por F. Coelho, S. Paulo, maio 2012, blogue Acies Ordinata, http://wp.me/pw2MJ-1o8). De: “L’hérésie cryptogamique”, blogue Quicumque, doc. B-4, dossiê “Sedevacantismo” (16.7.2011):
http://www.quicumque.com/article-la-foi-est-infrangible-mosaique-autour-du-sedevacantisme-79571175.html

Nós católicos, que queremos restar fiéis ao combate pela Fé da única Igreja apesar de toda marginalização e desprezo, não podemos nunca silenciar o principal, isto é, que a Igreja é a instituição para representar a Autoridade de Deus no mundo e é para isto que o seu chefe em terra, o Papa, Vigário de Jesus Cristo, recebe um poder divino.

Sua missão, e portanto identidade, está na obra de continuar, preservar e confirmar a Fé da Igreja, fora da qual não há salvação para as almas nem Ordem cristã no mundo, razão porque o inimigo, não de carne e sangue… (Ef 6, 12) mas engabelador, quer anulá-la!

Por isto, toda a atenção católica deve aplicar-se a reconhecer a autêntica autoridade vigária, na necessidade vital de submeter-se à hierarquia da Igreja, como a Deus mesmo.

Qual a questão essencial para esse reconhecimento e para o combate pela Fé, senão a autenticidade da autoridade demonstrada na continuidade da fé católica?

Aparentemente todas estas verdades são evidentes para qualquer católico ponderado.

Mas não é assim na prática porque quando o problema do papa autêntico começa a ser colocado, aparece o temor e a angústia diante da possibilidade de se estar fora da Igreja, provocando diferentes formas de encarar a própria crise e um incerto estado de alma se manifesta para sugerir novos eruditos «métodos» de combate disfarçado. Ao ponto que passa a ser necessário achar uma explicação que seja ao mesmo tempo teologicamente verossímil e pacificadora dessas angústias da própria alma, antes que esta se perca nos redemoinhos da Roma modernista que já engoliu multidões. Na agitação dessa hora, mentes que não se sentem privadas, mas munidas de uma superna graça, vão conceber os maiores absurdos e sofismas em relação à autoridade vigária do papa.

O espaço é escasso para descrever tudo, mas se diga que o que mais transpareceu foi o repúdio à nova Missa de Paulo 6. Isto levantava a questão do «papa herege», que foi tratada no livro de Dom Mayer com o Arnaldo Vidigal Xavier da Silveira (ver artigo).

Ora, o que não foi bastante conhecido é que a aberta e torrencial acusação (um livro inteiro) do Padre francês Georges de Nantes, iniciava uma ruptura com o Arcebispo Marcel Lefebvre e com os padres Saenz y Arriaga, Guérard de Lauriers, Noël Barbara, Mouraux, Louis Coache, os Padres mais ativos nessa reação, para se limitar à França.

O Padre de Nantes empenhou-se em especulações teologais para resolver a seu modo o imenso problema do «papa» culpado de evidentes heresias e cisma escandaloso na Fé.

Não fez segredo de sua conclusão pessoal, considerada única possível e daí obrigatória: Paulo 6 era papa e só podia ser julgado por si mesmo! Não adotar tal solução seria, para ele, ser cismático. Descrevemos a acusação pública feita pelo Padre de Nantes ao seu «irmão na fé Paulo 6» e levada a Roma em 1973 para ser entregue em mãos (ver artigo).

O vespeiro teologal estava armado na primeira linha da resistência sacerdotal; com a desculpa da defesa da Fé passaria a ser obrigatório aceitar o «papa herege e cismático»!

A cripto-heresia «conclavista»

Foi descrito o quadro do direito católico transferido para a opinião de uns inteligentes estudiosos de soluções teologais próprias. A santa Igreja devia, de fato e em pleno direito, ficar, não só à mercê dos heresiarcas por eles acusados, e que continuam a se revezarem até hoje na Sé de Pedro, mas desses «opinionistas teologais». Até quando?

Para eles, até que um desses «papas conciliares» decida de julgar a si mesmo para que deixe de querer converter o mundo à sua «fé» modernista, maçônica e ecumenista!

Até lá o «desviado» manteria o direito divino que o «conclave absoluto» lhe outorgou para desviar! Era a heresia do «conclavismo»: uma reunião humana tida por infalível, apesar da possibilidade de erro sobre a fé do eleito (v. Bula Cum ex apostolatus).

Poucos diante do zumbido de tão extraordinário vespeiro herético reagiram.

A matéria é muito grave para se pôr a espernear ou esbravejar, como preferem fazer alguns «sede-plenistas» enfunados nos próprios juízos. Não seria melhor seguir a lei da Igreja, cujas razões respondem às questões capitais até para os tempos mais cruciais?

Vejamos o que ensinam os Papas, começando pela «Mystici Corporis» de Pio XII.

“Não se objete que com o primado de jurisdição instituído na Igreja ficava o Corpo místico com duas cabeças. Porque Pedro, em força do primado, não é senão vigário de Cristo, e por isso a cabeça principal deste corpo é uma só: Cristo; o qual, sem deixar de governar a Igreja misteriosamente por si mesmo, rege-a também de modo visível por meio daquele que faz as suas vezes na terra; e assim a Igreja, depois da gloriosa ascensão de Cristo ao céu não está educada só sobre ele, senão também sobre Pedro, como fundamento visível. Que Cristo e o seu vigário formam uma só cabeça ensinou-o solenemente nosso predecessor de imortal memória Bonifácio VIII, na carta apostólica “Unam Sanctam” e seus sucessores não cessaram nunca de o repetir”.

– Se a submissão ao Vigário de Cristo é condição para pertencer à Igreja e salvar-se, a fé nessa necessidade, e daí na presença do verdadeiro Vigário, também o é. O fiel pode estar enganado quanto ao homem que personifica esse cargo, não quanto à necessidade da fé deste, que não pode ter uma fé outra da que é alvo; fé na sua missão de converter.

Ora, os «papas concilares» professam uma «fé ecumenista» pela qual nas religiões que desconhecem o papa católico há uma salvação que dispensa conversão à Fé do papa, único Vigário de Cristo. Ou não crêem na necessidade dessa Fé, ou dessa sua missão.

Ora, os documentos do Vaticano 2 representam a série completa de auto-renúncias à fé da Igreja única da Tradição. Bastaria a Dignitatis humanae sobre a liberdade religiosa diante de Deus para demonstrar essa «renúncia tácita» enquadrada pela Lei canônica. Mas também os outros convergem na execrável renúncia anti-católica ecumenista.

A cripto-heresia «sedevacantista»

Há uma explicação histórica para enquadrar o caso da igreja duplicada, formulada por Gustavo Corção. Lembrava que no séc. XIV, no cisma do Ocidente, os católicos se encontraram diante do fato de uma única Igreja com mais papas, sem saber qual o verdadeiro. Hoje, ao contrário, estamos diante de um só «papa», mas que governa mais igrejas: a verdadeira Igreja Católica e Outra

“minha sofrida e firme convicção, tantas vezes sustentada aqui, ali e acolá é que existe, entre a Religião Católica professada em todo o mundo católico até poucos anos atrás e a religião ostensivamente  apresentada como “nova”, “progressista”, “evoluída”, uma diferença de espécie ou diferença por alteridade. São portanto duas as Igrejas atualmente governadas e servidas pela mesma hierarquia: a Igreja Católica de sempre, e a Outra.” (O Globo, 29/12/1977)

Ora, quem diz que “Paulo VI nada mais fez do que acelerar o trem do modernismo, se não gerou a Outra, é responsável por tê-la levado à maturidade… na tentativa de demolição da verdadeira Igreja católica pelo câncer espiritual que a agarrou pela garganta, a sufoca e crucifica-a”, descreve não só: “a Outra que procura destruir a Igreja, o que difere muito de uma auto-demolição”, mas o “pregador anátema” (Gl)*.

Lobo em pele de cordeiro

Se este foi eleito para ocupar o lugar na Sé de Pedro, que existe para a confirmação do Evangelho de Cristo, a sua presença ali indica a vacância do Vigário de Jesus Cristo.

A não ser que se queira, Deus não o permita, que Ele mesmo tenha outorgado a autoridade divina a quem promove a existência real da Outra enganando em Seu nome.

Aqui não há que falar de mistério, mas do que é real sede-vacantismo, raciocinando a possibilidade de haver um papa para duas igrejas, algo inexistente em alguma ordem, lógica ou teológica. Só podia ser matéria de livros de ficção histórica.

Todavia hoje faz parte da mentalidade de um mundo tradicionalista que pretende assim defender a Igreja, aderindo ao “pregador anátema”, ou acusando-o em suas capelas, mas sempre aceitando-o como enviado por Deus, pois seria artigo obrigatório de Fé!

Note-se o nível mental: não seria a presença da Outra que destrói a verdadeira Igreja o imenso problema, mas o fato que católicos que têm por doutrina honrar a Igreja e ao seu Papa que representam a Autoridade de Deus no mundo e não poderiam ensinar nada que fosse contra a Fé e a Moral, como a dita «pestilência sede-vacantista».

Para estes, em boa ou má fé, a vacância de um Papa católico que defenda a Fé da Igreja, fato por eles descrito com detalhes, é razão para acusar a «pestilência sede-vacantista», doutrina que significaria que as portas do inferno teriam prevalecido sobre a Igreja.

Eis a ereção da nova doutrina anti-sede-vacantista, melhor dita «vespeiro teologal» pois pontifica os seguintes pontos «doutrinais»: – o «papa» pode ser herege e ministrar sua «fé» e culto herético, mesmo com um concílio de valor universal; pode-se e até se deve contestar papas que ensinam sistematicamente a própria doutrina contra a Fé e a Moral; – a certeza para que se receba essa «autoridade divina» deriva do voto cardinalício em um «conclave canônico», indiscutível e daí de valor absoluto, infalível!

É a «nova doutrina» anti-católica que, favorecendo a permanência de um “pregador anátema” na Sé de Pedro, aceita a vacância nesta de um defensor da Fé.

Eis a ereção de uma real «pestilência sede-vacantista», que tem a agravante de atacar, não só os grandes princípios do reto pensar segundo «identidade e não contradição», mas quem defende a verdadeira doutrina católica codificada pela Igreja sobre o Papa.

Para saber se isto implica cripto-heresia «conclavista» e «sedevacantista» para a própria alma, que cada um invoque a graça do Sagrado Coração de Jesus para o discernimento espiritual que deve nos preservar de desonrar a Igreja ofendendo a Deus.

* Falei com Gustavo Corção pela última vez em 1978, quando lhe levei na casa de Laranjeiras um livro que me encomendara em Roma. Falou-me do papa que não era católico, visão aliás bastante repetida pelo amigo Julio Fleichman. Basta lembrar isto, e o que se passou na Igreja depois de sua morte, para saber que não honra a sua memória dizer que ele aceitaria esses outros «papas não católicos». Talvez eu deveria ter falado mais disso no artigo que escrevi em sua memória (Um conservador ardente, Permanência, nn. 136-137, 1980).

4 Respostas para “A CRIPTO-HERESIA «CONCLAVISTA» E «SEDEVACANTISTA»

  1. Leonardo maio 26, 2012 às 11:13 pm

    Realmente, substituíram tudo e trataram de fechar o esquema oficialmente e ainda vêm dizer que em tudo deve ser vista ou interpretada a continuação. Basta ver a delegação por documentos ao “sentir dos leigos” ou dos “teólogos”. Ou ainda acerca da “inculturação” no “catolicismo” e não do “catolicismo”. Em documentos assinados pelos mesmos que agora cobram a “continuidade”. Verdadeiramente é tratar-nos como insanos ou cegos! Uns dizem que os comunistas vaticinavam: “se der certo na Igreja, dará certo em todo lugar e com toda gente”! Por mais ateu que seja o mundo, espiritual e moralmente, parece refletir a situação da Igreja oficial: vejo o mesmo jogo de cena nas democra$$ias ocidentais com sua publicidade. E o povo aceita as tarjas escuras e laterais na visão do horizonte, embora as notícias e as vivências não sejam equivalentes. O artigo acima e os fatos me dizem que tudo indica que o “impedimento” (2 Tes 2) está muito perto de cair. O Sr., ao que me consta, já teria dito que crê que o “impedimento” já caiu e que seria o papado mais a fé. Mas, pelo Apocalipse e por Santo Tomás em comentário a “2 Tes 2”, como “Deus tolera o pecado enquanto está oculto” e considerando que o mesmo pecado vem sendo cada vez mais desmascarado e que caído o “impedimento” vem o castigo, acredito eu que o impedimento só cairá para imediatamente ser punida tanto a hierarquia apóstata como a multidão que se fez de cega (3º Segredo), assim como se deu por relação com o julgamento e a condenação do Senhor imediatamente após o beijo traidor de Judas, quando o próprio, seu pecado e nada mais esteve oculto.

    • Pro Roma Mariana maio 27, 2012 às 11:47 am

      A operação ecumenista conciliar tratou de consumar a substituição da Igreja católica pela «outra», não com uma revolução explícita, mas semântica; dizendo que tudo deve ser visto na continuação interpretada pela «autoridade oficial», isto é, os teólogos eleitos para «inculturar a «outra» da nova consciência de «catolicismo conciliar». Ora, se podem fazê-lo, como tem acontecido desde há mais de meio século, significa que o «impedimento», o «kathécon» para impedir a substituição da justiça na ordem natural e divina da Epístola de São Paulo, já foi removido com a «operação do engano»… “operationem erroris ut credant mendacio” (II Ts 2, 10). Desta tratou este escrito, tendo presente a visão do «Terceiro Segredo de Fátima», no qual a «liquidação do papa com seu séquito católico é representado simbolicamente. Quanto ao tempo e ao modo, é a realidade histórica a descrevê-lo: o conclave que elegeu Roncalli aprontou o «novo cenáculo» do Vaticano 2, que passa por «nova Pentecostes». Se “o pecado vem sendo cada vez mais desmascarado” é porque já ocorreu e o mesmo se diga para a queda do “impedimento” espiritual. Só falta o castigo material, para que até a multidão veja o que tem sido ocultado devido à cegueira de um clero mais ocupado com um «conclavismo» e um «sedevacantismo» – que inventaram para emaranhar outros – mas nos quais estão fundamente embrenhados. Que Deus suscite padres conscientes da situação da Igreja!

  2. Pingback: A ALIENANTE «TESE CASSICIACUM» CONTRA TODA LEI « Pro Roma Mariana

  3. regranulat novembro 24, 2012 às 1:01 pm

    Very interesting details you have noted, appreciate it for posting.

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