Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A TRISTEZA CRESCENTE DOS SAGRADOS CORAÇÕES

Tristeza dos Sagrados Corações

Cada espinho na coroa de Jesus e no Coração de Maria corresponde a um mau pensamento contra a verdade da salvação, pela qual Cristo sofreu o Sacrifício de Amor que funda Sua Igreja.

Por isto nosso testemunho cristão empenha-se tanto nessa devoção como na defesa da Verdade.

Na segunda metade do século XX passou a predominar em toda a terra um novo espírito.

Mais e mais os pastores da Igreja assumiam compromissos com o mundo portador dos “erros que a Rússia estava para espalhar pelo mundo”, como foi advertido na mensagem de Fátima.

Depois desse período não se tratou mais de guerras no Ocidente, que acabaram por favorecer o governo soviético, como aconteceu sob os pontificados de Bento XV e Pio XI.

Até aquela ocasião os princípios católicos não foram tocados, mas na Ostpolitik do Vaticano, ao contrário, o comunismo, continuamente condenado como doutrina satânica, deixou de sê-lo.

Com o possível acordo Montini-Stalin de 1942, que já pelo fato de ser pensado por um clérigo, implicava reconhecimento da legitimidade do governo ateu, antinatural, perseguidor do mundo cristão, fazia prever incríveis desvios clericais. De fato, estes passavam a ser até institucionais a partir do início da onda de compromissos conciliares, politicamente contrários à Fé, que até o tempo de Pio XII ninguém ousaria propor na Igreja. Deles só poderiam advir iniciativas espúrias e perigosas que contaminariam os frutos do apostolado católico. Todavia, almejados por muitos pastores, tornaram-se direito. Era a «liberdade religiosa e ecumenista» varada pelo Vaticano 2.

Este foi inaugurado já condicionado pelo comunismo, o que levava a contornar Fátima e tudo que sua mensagem lembrava. Isto é bom lembrar, começando por reconhecer que as palavras ditas pela Irmã Lúcia ao Padre Fuentes, que muito sofreu por tê-las divulgado, demonstraram-se proféticas. De fato, nos anos que seguiram, cada vez menos se haveria de esperar convocações à oração e penitência por parte das novas cúpulas clericais, sem falar que o aggiornamento acabava também com as condenações e erros para a admoestação de um mundo degenerado.

E isto foi estendido com otimismo às ideologias atéias e aos inimigos de Deus e da Igreja, que, ao invés de serem convertidos, passaram a seduzir multidões até de consagrados, subvertendo a paz que é “tranqüilidade da ordem”. (Santo Agostinho, A Cidade de Deus,XIX)

 Sagrados Corações

A tristeza revelada à Igreja dos padres à beira do abismo

No dia 19 de setembro de 1846, na montanha de La Salette, França, dois pastorzinhos, Melania e Maximino, viram uma linda senhora sentada sobre a pedra onde haviam construído um pequeno “paraíso” de flores. Chorava com a rosto entre as mãos. Era Maria Santíssima.

Foi então que chamou os meninos para transmitir-lhes uma grande mensagem.

Podia esta não ser muito triste se a fazia chorar como a Mãe pelos filhos?

Esta infinita tristeza de Maria será vista e suas lágrimas recolhidas nesta nossa época em tantos lugares do mundo.Já não são uma mensagem de valor inestimável?

A mensagem que segue os Seus milagres pode deixar de ser igualmente triste?

A tristeza de Nossa Senhora é uma mensagem que dispensa palavras. Indica que muitos de seus filhos estão na via da perdição. As palavras podem servir para ajudá-los e guiá-los, mas se não forem ouvidas, se ninguém quiser chamá-los de volta, se na Igreja prevalecer o silêncio e a omissão sobre os perigos iminentes, a tristeza da Santa Mãe deveria bastar para adverti-los.

A tristeza revelada à Igreja dos padres à beira do Vaticano 2

Essa tristeza e esse menosprezo têm sido a constante de nosso tempoe para demonstrá-lo será repetido aqui o caso do padre mexicano Agostinho Fuentes, escolhido como vice-postulante da causa de beatificação dos pastorzinhos Francisco e Jacinta e que para isto interrogou irmã Lúcia no Convento de clausura em Coimbra, onde vive desde que se tornou carmelita descalça.

O encontro foi em 16 de dezembro de 1957 e dado a conhecer ao Bispo de Leiria-Fátima.

O Padre voltando ao México, fez uma conferência em 22 de maio de 1958, onde relatou a entrevista com a vidente de Fátima que foi publicada. Nela o sacerdote relata que a Irmã Lúcia recebeu-o cheia de tristeza, magra e aflita, comunicando-lhe suas meditadas preocupações:

“Padre, a Santíssima Virgem está muito triste porque não se deu atenção à sua mensagem de 1917. Nem os bons nem os maus tomaram conhecimento. Os bons seguem o seu caminho sem preocupar-se com atender às indicações celestes; os maus, marcham na estrada larga da perdição sem tomar nenhum conhecimento das ameaças de castigo. “Creia, padre, o Senhor Deus muito em breve castigará o mundo. O castigo é iminente e o padre pode imaginar quantas almas cairão no inferno se não se rezar e fizer penitência. Esta é a causa da tristeza de Nossa Senhora.Senhor Padre, o que falta para 1960? E o que sucederá então? Será algo muito triste para todos, nada leve se, antes, o mundo não fizer oração e penitência. Não posso detalhar mais, uma vez que é ainda um segredo que, por vontade da Santíssima Virgem, só pode ser conhecido pelo Santo Padre e pelo Senhor Bispo de Fátima – mas nem um nem outro o quiseram ler, para não se deixarem influenciar. É a terceira parte da Mensagem de Nossa Senhora, que ainda permanece em segredo até essa data de 1960. Padre, diga a todos o que a Senhora tantas vezes me disse que muitas nações desaparecerão da face da Terra, que aRússia seria o flagelo escolhido por Deus para castigar a humanidade se antes, por meio da oração e dos santos Sacramentos, não obtiverdes a graça da conversão dessa pobre Nação”.

“A Irmã Lúcia ainda me disse:“Senhor Padre, o demônio está operando a batalha decisiva contra a Virgem Maria, e o que mais aflige o Coração Imaculado de Maria e de Jesus é a queda das almas religiosas e sacerdotais. O demônio sabe que sacerdotes e religiosas, descuidando de sua excelsa vocação, arrastam muitas almas para o inferno. Estamos ainda em tempo de evitar o castigo do Céu. Temos à nossa disposição meios muito eficazes: a oração e o sacrifício. Mas o demônio faz de tudo para distrair-nos e tirar-nos o gosto pela oração. Ou nos salvaremos ou então nos danaremos juntos. Porém, padre, é preciso dizer às pessoas que não devem permanecer à espera de uma convocação à oração e à penitência, nem de parte do papa, nem dos bispos, nem dos párocos, nem dos superiores gerais. Chegou o tempo de cada um, por sua própria iniciativa, realizar santas obras e reformar a sua vida segundo a convocação da Santíssima Mãe. O demônio quer apoderar-se das almas consagradas, tenta corrompê-las para levar à impenitência final, usa todas as astúcias para introduzir o Mundo na vida religiosa; daí a esterilidade da vida interior, a frieza dos seculares em relação à renúncia aos prazeres e à total entrega a Deus. Lembro, padre, que foram dois fatos que concorreram para santificar Jacinta e Francisco: a grande tristeza da Senhora, e a visão do inferno. Porque víamos a Santíssima Virgem sempre muito triste em todas as Suas aparições. Nunca sorriu para nós; e essa tristeza e essa angústia que notávamos na Santíssima Virgem, por causa das ofensas a Deus e dos castigos que ameaçavam os pecadores, sentíamo-las até à alma. E nem sabíamos o que mais inventar para encontrarmos, na nossa imaginação infantil, meios de fazer oração e sacrifícios (…).

A Senhora encontra-se como que entre duas espadas: de um lado vê a humanidade obstinada e indiferente às ameaças de castigos; de outro, vê a profanação dos santos Sacramentos e o desprezo dos avisos de castigos que se aproximam, permanecendo incrédulos, sensuais, materialistas. Por isso, Senhor Padre, minha missão não é indicar ao mundo os castigos materiais que decerto virão sobre a terra se, antes, o mundo não fizer oração e penitência. A minha missão é indicar a todos o perigo iminente em que estamos de perder para sempre a nossa alma, se persistirmos em continuar no pecado.

Senhor Padre – reiterou-me a Irmã Lúcia –, não esperemos que venha de Roma para todo o mundo um chamamento à penitência, da parte do Santo Padre; nem esperemos que tal apelo venha da parte dos Senhores Bispos para cada Diocese; nem ainda, das Congregações Religiosas. Não. Nosso Senhor usou já muitos destes meios e ninguém fez caso deles.

“Nossa Senhora me disse claramente que se aproximam os últimos tempos. Disse-o por três vezes; na primeira, que o demônio está para iniciar a luta decisiva, isto é, final, da qual sairemos vitoriosos ou vencidos: ou estamos com Deus, ou com o demônio; não há meio termo. “Na segunda, me repetiu que os últimos remédios dados ao mundo são o Santo Rosário e a devoção ao Imaculado Coração de Maria. E últimos significa que não há outros meios. “Na terceira vez, disse-me que esgotados os outros recursos desprezados pelos homens, oferece-nos a última âncora de salvação, que é a Santíssima Virgem em pessoa, com seus numerosos sinais, suas lágrimas, as mensagens de videntes espalhadas no mundo. Isto porque – sempre – nos planos da Divina Providência, quando Deus vai castigar o mundo, esgota primeiro todos os outros meios; depois, ao ver que o mundo não fez caso de nenhum deles, só então (como diríamos no nosso modo imperfeito de falar) é que Sua Mãe Santíssima nos apresenta, envolto num certo temor, o último meio de salvação. Mas se desprezarmos e repelirmos este último meio, já não obteremos o perdão do Céu, porque cometemos o pecado que no Evangelho se chama ‘pecado contra o Espírito Santo’ e que consiste em repelir conscientemente, com todo conhecimento e vontade, a salvação que nos é entregue em mãos; e também porque Nosso Senhor é muito bom Filho, e não permite que desprezemos Sua Mãe Santíssima. “Padre, é urgente que tomemos consciência da terrível realidade. Não se quer encher as almas de medo, mas é uma convocação urgente à realidade, porque desde que a Virgem Santíssima deu grande eficácia ao Santo Rosário, não há problema material ou espiritual, nacional ou internacional, que não possa ser resolvido por ele e pelos nossos sacrifícios. Recitá-lo com amor e devoção consola o Imaculado Coração e enxuga tantas lágrimas de Maria Santíssima. Nessa devoção ao Imaculado Coração de Maria encontraremos o seguro caminho para o Céu, aproximando-nos ao Trono da clemência, do perdão e da serenidade; salvar-nos-emos e obteremos a salvação de muitas almas.

Essa mensagem foi publicada e difundida pelo mundo em versões inglesa e espanhola, com todas as garantias de autenticidade e com a aprovação do bispo de Leiria, Dom Venâncio.

Parece, porém, que foi distorcida criando alarme sobre eventos que aconteceriam em 1960.

Foi a desculpa para o bispado de Coimbra intervir com uma comunicação oficial que condenava a “campanha de profecias que chegam a provocar uma tempestade de ridículo”, acrescentando uma declaração de irmã Lúcia que declarava ignorar castigos falsamente atribuídos a ela.

Referia-se à entrevista de padre Fuentes, mas, como muito bem nota o padre Alonso, que é o maior relator dos fatos de Fátima, no seu livro Segredo de Fátima, fatos e lenda: “o que padre Fuentes diz no texto original de sua conferência no México corresponde, sem dúvida, à essência do que ele ouviu durante suas visitas à irmã Lúcia, pois embora no relatório os trechos estejam misturados com adornos oratórios e outros recursos literários, eles não dizem nada que a vidente já não tenha dito em seus numerosos escritos publicados. Talvez o defeito foi ter classificado de mensagem ao mundo o que ouviu.”

A tristeza é dos Sagrados Corações pela decadência geral

Devemos acrescentar ser verdade que há distorções e abusos sobre muitas mensagens proféticas, isso ocorre até mesmo com a Bíblia, mas não justifica que seja preterida a distinção entre o falso e o genuíno, condenando tudo como fez o bispado de Coimbra. O que nos refere padre Fuentes é sem dúvida valioso e fiel. Além disso, como se viu, não há fantasias sobre as formas de castigos e cataclismas, como devem ter descrito à irmã Lúcia e obedece às ordens superiores.

É preciso lembrar, ainda, que há um segundo relatório em que o padre mexicano fala dos sofrimentos de Pio XII, que nos últimos meses de sua vida via uma situação preocupante no mundo e na Igreja. Mas irmã Lúcia tivera a visão do que ocorreria a partir daquele pontificado.

De fato, o quadro religioso descrito nesse relato de 1957 em pouco tempo demonstrou ser apenas um esboço. Os católicos que testemunharam as transformações da Igreja depois de Pio XII viram a vida eclesial degenerar sinistramente. Abandonou-se a oração e a penitência como desprezou-se a doutrina e a virtude, e, embora os perigos do mundo aumentassem em turbilhão e invadissem até a Igreja, ninguém mais convocava à defesa da Fé. Se antes não se ouvira Fátima, depois tentou-se deturpá-la e ocultá-la. A tristeza de Maria Santíssima ficou esquecida.

E aconteceu que, enquanto crescia a indiferença para com os sinais do Céu, aumentava a invocação de obediência e respeito para com os projetos e transformações efetuados na Terra.

Dentro da Igreja, nunca se falou tanto de amor e compreensão para com os erros de toda ordem. Só a fé deixava de ser lembrada e defendida.

Quantas vezes reis e papas precisaram de ajuda celeste para superar suas crises de fé e cumprir o próprio dever! Mas os males eram superáveis na medida em que era acolhida a ajuda enviada.

Certamente nos últimos 300 anos de História não faltaram as ajudas divinas; faltou, sim, a fé para acolhê-las. O rei da França não acolheu o pedido do Sagrado Coração e a revolução cresceu na França até varrer sua dinastia e infestar o mundo. No século passado não se deu atenção a Nossa Senhora, que apareceu chorando na montanha de La Salette, e a maçonaria com o liberalismo solaparam as defesas da Igreja e da sociedade cristã. Em nosso tempo soluções humanas foram antepostas ao caminho indicado por Deus em Fátima e o mundo jaz degradado pelos erros religiosos, pelas ofensas morais e pelo terror comunista.

Hoje, os compromissos espúrios são feitos em nome da mesma Igreja e pelos próprios padres, porque no Vaticano o verdadeiro Culto foi suspenso: «como o Rei da França», não se atendeu ao pedido de consagração dos Sagrados Corações, e o Papado o seguiu na desgraça de ser «decapitado» (cf. palavras de Nosso Senhor). A tristeza do Seu Divino Coração, junto ao Imaculado Coração de Maria, cresce porque não se ouvem os apelos para a salvação das almas.

Reconheçamos ao menos o silêncio divino diante de nossa decadência, irreparável sem a graça, e multipliquemos nossas orações impetrantes e nossas penitências reparadoras.

Este é o testemunho indispensável que cada um pode dar seguindo as devoções de Fátima a fim de que a mensagem de Maria Santíssima seja conhecida por inteiro e assim divulgada, honrada, cumprida e amada. Nisto está a vontade de Deus, que quer ver reconhecido o triunfo do Imaculado coração de Maria.

Para reforçar este testemunho indispensável nos foi dado o testamento de Fátima, que já em 1917 selava numa mensagem a descrição do estado lamentável a que chegaria a Cristandade, a «cidade meia em ruínas» pela oposição, indiferença e morte de tantas almas consagradas.

Merecemos hoje as palavras de Jesus aos fariseus que lhe pediam um sinal: “Esta geração perversa e adúltera será condenada pelos ninivitas no dia do juízo, porque eles se arrependeram com a pregação do profeta Jonas, e aqui está quem é mais que Jonas.”

Tudo foi profetizado para o triunfo final da Fé. Quando a Igreja testemunhar isto, revelando e acolhendo integralmente o inestimável testemunho de Fátima, poderemos merecer a atuação de Deus, que, por fim, suscitará o Papa católico, que fará a consagração pedida para enviar-nos então a Estrela da manhã, a Luz nas trevas que cobrem a verdade pela impiedade e injustiça que invadiram a Igreja para constituir uma «outra», conciliar e «mais universal»!.

Neste testemunho fiel do Signum magnun de Fátima estaremos participando do triunfo da Mãe que tudo restaurará no amor e na paz consoladora de Cristo Rei.

2 Respostas para “A TRISTEZA CRESCENTE DOS SAGRADOS CORAÇÕES

  1. José carlos julho 12, 2012 às 2:15 pm

    …só pode ser conhecido pelo Santo Padre e pelo Senhor Bispo de Fátima – mas nem um nem outro o quiseram ler, para não se deixarem influenciar.

    Viva Cristo Rei!Salve Maria Puríssima!

    Prezado Sr.Araí,esta parte acima me chamou muito a atenção! A entrevista foi realizada em 1957,portanto no pontificado de PioXII,ou seja,ele também “tem culpa no cartório”…

    • Pro Roma Mariana julho 12, 2012 às 8:23 pm

      A Igreja vive a «crise horrorosa» profetizada por Nossa Senhora em La Salette.
      Quem tem culpa A culpa geral é dos pecados de Seus filhos em todos esses tempos.
      A culpa especial é dos consagrados que podem refreá-los, mas só fizeram aumentá-los.
      Quanto à crise da Igreja na sociedade humana, quem deve enfrentá-la é o Papa. Tem poder para isto e se a crise é extrema tem a ajuda da Providência com seus sinais.
      Ali está o paralelo cronológico entre o evento profético de Fátima e os Pontificados de seu tempo, isto é, de 1917 até 1958, com a morte do “Papa de Fátima”, Pio XII.
      Dois tempos interessam a quem vê em Fátima a profecia trazida pela Mãe de Deus para ajudar seus filhos a superar males espantosos dessa época; marcam a sua história:
      1º – do não acolhimento de tal ajuda no tempo de Bento XV, Pio XI e Pio XII;
      2º – da sua consequência desastrosa que foi o advento dos «papas conciliares».
      Este o resultado da falha dos Papas, o advento destes anticristos. não culpados como papas, que não são, mas pela Fé que deturparam e além disso tentaram abolir Fátima com a censura de João 23, manipulações sucessivas e a sua adaptação final ao culto da personalidade de João Paulo 2. Enfim, a manipulação de um desígnio divino.
      Por tudo isto se conclui que entre os dois tempos se coloca a visão do Segredo, isto é do evento assinalado como um castigo mais devastador para a Fé da Igreja que as duas guerras mundiais e a revolução comunista. Castigo dessa dimensão só pode ser a hecatombe do Catolicismo e do Papa, que começou a tornar-se clara em 1960.
      Visto que o primeiro tempo se concluiu com a morte do Papa Pacelli em 1958, o último dos três papas que não acolheram devidamente a ajuda divina da profecia de Fátima, a ele seguiu a demolição espiritual do mundo católico entregue aos mações e modernistas. Foi a hecatombe prevista na visão da terceira parte do Segredo «se não fizerem…»
      Em outras palavras, visto que toda falha tem consequências, podia uma falha a este nível papal não ter por efeito o eclipse do Papado católico, representado na visão da virtual «eliminação» do papa? Não foi este substituído pelo «papado» capaz de mutilar tanto a Fé como Fátima? Não equivalia isto à «decapitação» papal predita por Jesus à Irmã Lúcia na comunicação de Agosto de 1931: “Faça saber aos Meus ministros que, como eles seguem o exemplo do rei da França ao retardar a execução de Meu pedido, eles o seguirão na desgraça”? (Documentos de Fátima do P. Joaquim Alonso e «Entre Fátima e a Esfinge», p. 117). Esta comparação serve para que os Católicos meditem sobre o necessário testemunho da presente acefalia da Igreja, mas sem excluir as culpas devidas às falhas e pecados pessoais… que «tanto ofendem os Sagrados Corações».

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

AMOR DE LA VERDAD

que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Radio Spada

Radio Spada - Tagliente ma puntuale

Catholic Pictures

Handmaid of Hallowedground

Hallowedground

Traditional Catholic Visualism

Acies Ordinata

"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"

RADIO CRISTIANDAD

La Voz de la Tradición Católica

%d blogueiros gostam disto: