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O CUSTO ASTRONÔMICO DA IGNORÂNCIA DO BÓSON

Pro Roma Mariana

A pesquisa multibilionária do CERN sobre o famoso «bóson de Higgs» implica a confissão de uma especial ignorância que deve ser superada.

Mais a questão é aprofundada, mais aflora a certeza da ignorância humana sobre a chave de tudo, que é a Inteligência divina da Criação.

A contumácia dessa ignorância indica a certeza da alienação da verdadeira sabedoria.

Porque certeza? Pela simples razão que mesmo no melhor conhecimento deste «bóson», vetor mínimo da mais irredutível e básica estrutura molecular – nomeada graciosamente «partícula de Deus» – a consciência humana devia inteirar-se da própria limitação diante da Ordem que a supera. Mas, ao invés de reconhecê-la ignora a evidente existência de um projeto que precede e permeia a Criação de todos os bósons e galáxias do Universo.

No campo da Física estudou-se a possibilidade da existência de uma partícula, o tal bóson de Higgs, para explicar como, na hipótese do Big Bang, houvesse o meio para acumular a massa de matéria do universo. Um mínimo intermediário para trocas entre massa e energia. O bóson provaria a presença do «grude» criador dessa massa». Sim, mas quem o inventou? Evita-se o principal: que o projeto não operou só um indefinido fato externo, explosão que seja, mas um «modelo» interno presente em toda e qualquer molécula. Esta é a verdadeira questão que anula a veleidade de ficções sobre a «ação do acaso» no indecifrável equilíbrio entre massa e energia; revela a Mente que o «ideou»!

Um «bóson» de «acaso constante» podia requerer esse imenso investimento de recursos financeiros e cerebrais? Se existe um vetor que possibilitou a aquisição de massa para a estrutura ordenada, que vai desde as partículas mínimas à das maiores galáxias, pode não ter Autor? Todavia, a atenção é toda para o invisível vetor. Souberam estar diante da chave do equilíbrio material, mas para quem a detêm só meia palavra jocosa!

Concederam-lhe o nome de “partícula de Deus”, mas não para atestar o poder de Deus, nem deduzir a necessidade de Sua existência! Dizem: só tratamos de ciência física.

Sim, mas vemos como nesta discussão se alude recorrentemente ao nome de Deus.

Einstein

É bom lembrar que o primeiro a propor a teoria do Big Bang foi o jesuíta belga Georges Lemaître (1894-1966). Trata-se de modelo teórico confirmado após nas observações do norte-americano Edwin Hubble (1889-1953) e aprofundado por outros físicos.

Nesse sentido é salutar para a consciência e a mente humana permanecer ancorada ao conhecimento através do senso comum, que tempera as razões de filosofia e ciências.

Na «cosmologia», estudo do «ens mobile» – a matéria, que é sujeita à mutação -, o que mais conta para a inteligência humana está nas razões das coisas, nas relações de causa e efeito entre tudo, desde os mega até os mini bósons das mesmas tantas coisas.

Não tenho autoridade para falar de equações da Física, abandonei os estudos em 1955 nessa Faculdade (R. Maria Antonia e laboratório no Butantã onde havia o «Betraton»), da Universidade de São Paulo, para dar-me à aviação até me aposentar. Mas desde então tenho aplicado aos conhecimentos divulgados neste campo um velho ditado segundo a filosofia singela que Pieter Bruegel o Velho representou no seu quadro «O camponês e o ladrão de ninhos», segundo o pensamento pelo qual, quem rouba o ninho tem o ninho; quem sabe onde o ninho está tem o saber!

Pieter Bruegel o Velho

No início do século passado as revisões radicais nas concepções da mecânica quântica na física – teoria que servia para descrever fenômenos do mini universo molecular e atômico – foram totalmente desconcertantes. A tal ponto que muitos consideraram ser urgente mudar completamente o modo de ver o mundo, seus ninhos e sua ordem!

Pois bem, o ninho parece ser a fórmula do equilíbrio das moléculas; toda molécula e daí uma fórmula para todo o universo. O que vai além de todo conhecimento humano sobre o mecanismo de partículas mínimas e seus bósoms, que passam a servir a um paradoxo.

Esta partícula, que está na raiz mesma da estrutura da matéria, que precede toda ordem universal da matéria existente, poderia não depender de um projeto mega inteligente?

Se o negam, alienam a decifração da mini-ordem mais inteligente que todos os cientistas da terra, a favor de uma idéia caótica; de uma desordem na presença constante do mini bósom que, porém, requer para ser definido fórmulas matemáticas intricadíssimas; seria, contudo um parto do caso! O fato é que a realidade é objetiva, a inteligência humana só pode descobri-la, não pode inventá-la. A discussão do «caso» ocupou mentes célebres. Aqui vamos mencionar o nome e uns dilemas de Alberto Einstein, considerado uma das maiores inteligências do século. Além do seu Postulado sobre o quantum de radiação eletromagnética «fóton»; teoria sobre o que é a luz de 1905, formulou suas teorias sobre a «relatividade». É enorme a documentação que trata das intuições de tal genialidade.

Aqui nos interessa o que toca a Religião porque circula a idéia aleatória que as opiniões sobre toda ciência e mesmo sobre Deus, emitidas por alguém muito inteligente, são boas na medida da sua fama. Einstein seria então o indicado para tratar do bem e do mal!

Vamos ver a parte em que discutiu a mesma ciência, na qual seu deus foi inicialmente Newton. Mas depois, descendo nos abismos dos espaços reservados às visões e teorias corpusculares, acabou na nova «era quântica» contra a sua velha «lei da gravidade».

No salto para o futuro da física que relaciona a matéria com a energia, ficou famoso.

Mas depois disso procurou uma, assim chamada experiência da realidade, dissentindo de outras ousadas interpretações «quânticas». Resistindo a essa teoria pronunciou a famosa afirmação, pela qual “Deus não joga dados”. – Energia transmitida aos saltos? Brincadeira tem hora! Nesse sentido parece ir o trabalho editado em 1935 por Einstein, juntamente com Boris Podolsky (1896-1966) e Nathan Rosen (1909-95), com precisas objeções. Esse trabalho, hoje designado simplesmente EPR, foi respondido então pelo dinamarquês Niels Bohr, Prêmio Nobel de Física (1922), que contestou a sua frase sobre Deus dizendo: “Quem é você Einstein para dizer a Deus o que ele deve fazer?”

Várias experiências foram realizadas até as mais recentes de Alain Aspect, cuja tese foi defendida em Paris, em 1983. Experiências que apontam para a correção das predições da teoria quântica em situações nas quais elas colidem com as predições da estatística resultante da existência de variáveis escondidas e, por isso, vistas como forte indicação experimental de que, não obstante Einstein, «Deus joga dados»!

Este ramo da ciência, atualmente conhecido como mecânica quântica, e esse aspecto da questão continuou a ser desenvolvido apesar da resistência de Einstein no que tange os «fótons» e continuou na experiência de Aspect para apurar dados que fossem o mais possível quantitativamente corretos. Isto foi delineado em 1988 numa conferência no Departamento de Teologia (!) da Universidade de Princeton (Estados Unidos), pelo físico-matemático inglês Edward Nelson. No fundo tudo consistia em identificar estados quânticos que, em certas medidas, levam a resultados estatísticos incompatíveis com toda preparação de tipo não quântico; solução baseada na incompatibilidade de outras! Então valeria a lei das probabilidades! Complicado? Certamente. Mas aqui a coisa nos interessou por causa dessas especulações que envolvem indiretamente a Teologia.

De fato, trata-se de uma maneira de pensar em moldes de equacionar toda a Criação! Com que título? Da inteligência dos cientistas que vão além de todo senso comum.

Diante dela nossa «ciência» recorre sempre a este senso com perguntas essenciais.

Alberto Einstein podia ensinar sobre religião?

Nosso amigo Homero Johas dedicou-se longamente e escreveu para enquadrar Einstein num relativismo religioso. Mas ele nunca se disse mestre em matéria religiosa. Caiu no ardil porque a «mídia» queria ouvir sobre ela o homem «mais inteligente do mundo»; espetáculo quase circense da grande comunicação de massa a que Einstein aderiu.

O problema é que de fato esse cientista, embora reconhecendo uma divindade, acabou por pontificar incoerências. Mas a isto estamos acostumados, até ao ouvir a nova Roma.

Einstein, por exemplo, disse crer num ser de poder superior, mas que não era pessoa.

De certo pensava no Cristianismo, de Deus, Uno e Trino nas Três Pessoas da Santíssima Trindade, contra o qual recebera a sua educação hebraica. E aqui se coloca a pergunta. O que pode o homem conhecer no universo que tenha maior valor que a pessoa.

Já Santo Agostinho seguindo o conceito de Deus como essentia, o que não muda, porque é aquele que é (Ex 3,14) do Antigo Testamento aprofunda a visão da «pessoa».

Santo Tomás, depois, indica o decisivo no tema agostiniano, que é a distinção entre o que concerne Deus em modo absoluto, sem distinguir Pessoas, e o que relativamente as distingue. E o romano Boécio trata da questão da Trindade sob a categoria de relação; visão chave que culmina na questão 28 da Iª da Summa de Santo Tomás, que cita Boécio para tratar do dogma: “A substância mantém a unidade; a relação multiplica a trindade” e recorre a Boécio para repetir que “pessoa” em Deus significa justamente relação; adota a sua definição de pessoa: rationalis naturae individua substantia – substância individual de natureza racional.

Lembrando esses altos pensamentos de nossos grandes, voltamos à pergunta elementar: o que para o nosso Alberto cientista vale mais e pode estar acima da «pessoa» em todo o universo? Será que ele pensava em alguma mega energia ou galáxia super nova? Mas em tal caso essa coisa de poder descomunal tinha também uma «inteligência galáctica»!

A negação da pessoa é negação da Santíssima Trindade, da Encarnação e do Sacrifício de Amor, que salva os homens da morte. Qual amor sem a pessoa? Amor galáctico?

Nisto não cai outro judeu bem mais esclarecido, Rosenstock-Huessy que coloca “toda a história da raça humana sob o simples tema: como o amor se torna mais forte que a morte… assim, a história se torna uma grande canção… rima, ligação, que é a função dos homens na terra. Mas que esta seja a nossa função, apenas o conhecemos desde o nascimento de Cristo” («Segredo de Fátima ou Perfídia em Roma?».

O que a Revelação ensina sobre a criação da matéria?

Eclesiasticus (18, 1-6): “Qui vivit in aeternum creavit omnia simul”“Aquele que vive em eterno criou todas as coisas juntas. Só o Senhor será reconhecido justo, e subsiste rei invencível eternamente. Quem pode contar as Suas obras? Quem pode perscrutar as Suas maravilhas? Quem poderá exprimir o poder da Sua grandeza? Ou quem poderá enumerar as Suas misericórdias? Nada se pode tirar ou acrescentar. Nem é possível penetrar as maravilhas de Deus. Quando o homem julga ter concluído, estará apenas no começo e, quando cessar, então se quedará perplexo.”

(Cuidado com as péssimas traduções bíblicas que invertem a Vulgata)

Esta revelação contradiz ou explica tudo o que a mente humana entende da Criação?

Notem, desde o momento em que passou a existir no tempo o mundo da matéria e da energia, com todos os seus fótons e bósons, tudo isto tinha e tem o mesmo princípio molecular realizado no mesmo instante. Incrível? Quem poderá contar as obras… perscrutar as maravilhas… exprimir o poder da grandeza de Deus?

O fato é que isto obedece ao mesmo «raciocínio inevitável» que tudo apareceu junto e de repente. Por isto os cientistas chegaram à idéia de um «Big Bang». Atualmente parece que os cientistas concordam que o tempo da realização deste é impossível de medir tão reduzido foi. Isto é, foi «instantâneo»; toda a matéria que «mede infinitos tais milhares de milhões de anos luz, expandiu-se de repente e SIMULtaneamente! Depois dele, nada há de novo no cosmo que não derive só de transformações do «ens mobile»!

Se já existiam as radiações cósmicas e tudo no espaço, já existia a matéria da Terra.

Não consta que nenhum cientista negue a realidade das transformações materiais.

Antoine de Lavoisier (1743-1794) foi quem elaborou a química moderna com a lei da conservação da massa nas reações químicas, a partir da parte do oxigênio na combustão: Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Portanto, não há quem possa criar algo do nada nem transformar algo em nada. Logo, tudo passou a existir… Ilustre membro da comissão que estabeleceu o sistema métrico, Lavoisier foi no regime régio o responsável pelas entradas dos impostos, razão porque este cientista, que poderia ser titular da fama de Einstein de seu tempo, foi guilhotinado pala revolução do terror!

A lei da brutalidade e estupidez do homem marcado pela Queda original não falha!

Ora, a lei da Química não é alheia à lei da Física, como esta da Matemática e da Lógica.

O universo obedece à Lei de sua criação inicial que foi uma desde o primeiro dia e nos «dias» seguintes definida. Depois Deus «só» criou e cria as almas espirituais dos seres humanos. O resto está aí, tudo junto, astronômicas ou micrométricas que sejam suas dimensões. De novo, só há a ignorância humana sobre o que conta de fato para a vida.

O bósom é só um iota da Palavra criadora do mundo material. Se o homem a colhesse, como rapinou da árvore da ciência do bem e do mal, nem assim rapinaria a arvore que é ciência sobre a origem da vida na terra.

Nesse sentido talvez venha tênue luz sobre as pungentes palavras do Gênesis (3, 21-23): “Depois o Senhor Deus disse: «O homem tornou-se como um de Nós, conhecedor do bem e do mal. Que ele, agora, não estenda a mão e colha também da árvore da vida, e coma, e viva para sempre»”.

O homem chegou à ciência sobre a energia atômica e seu uso no bem e no mal?

Vá lá que seja! Mas ciência sobre o cerne do inteiro cosmo material? Jamais! Todavia, hoje esta meta parece encantar um mundo científico que já pode destruir com a bomba H milhões de vidas, almejando saber criar clones de vida eterna, como se fosse Deus.

Conclusão: o maior saldo do custo astronômico da ignorância do bóson acaba por ser pago, não por centros científicos, nem por governos, mas pela multidão de almas.

Isto acontece pela «ignorância erudita» do essencial para a consciência humana, ou seja, do Credo em Deus Pai todo poderoso Criador do Céu e da Terra.

Por causa dessa «ignorância» voltamos sempre ao engano original, como se não tivéssemos recebido a graça da Redenção no Sangue e no Amor de Jesus Salvador.

É o custo fatal de ignorar que só a Verdade do Verbo encarnado salva, também dos miasmas da ignorância eterna.

2 Respostas para “O CUSTO ASTRONÔMICO DA IGNORÂNCIA DO BÓSON

  1. Raquel julho 25, 2012 às 8:46 pm

    A meu ver, o bóson de Higgs não passa de uma tentativa desvairada de cientistas gnósticos e panteístas que perderam a fé na ainda mais desvairada teoria da evolução das espécies (que continua sendo uma teoria não comprovada e cada vez mais rechaçada pela Biologia Molecular) em tentar “comprovar cientificamente” o conceito de divindade gnóstico-panteísta, a saber, que a matéria é divina ou que ela aprisiona uma partícula divina.

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