Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

IGREJA DO VERBO DIVINO X PAGODE DE VERBIAGEM ILUMINISTA

degraus do conhecimento maçonaria

Pode-se ou não classificar de «pagode» o aparato que pretende subsistir como Igreja de Cristo, mas abatendo até a mais elementar ordem do pensamento de sua Filosofia perene?
De fato, esta se ocupa do conhecimento da realidade, sem se perder no que parece, mas encontrando-se no que é. Daí o estudo da Ontologia geral. Mas os conciliares enjeitam a Metafísica e do mesmo modo confundem a realidade com o iluminismo maçônico.
Falamos antes do mundo aparente do «fenômeno» em que caíram os modernos, que se envergonham do «espanto» diante da Criação divina. À esta preferem a admiração pelos humanos mais famosos, por cientistas¸ artistas, grandes criminosos que sejam!
É como se inventa um mundo de ficção para nutrir o sensacionalismo de uma «cultura», aplicada em identificar o fantástico com o real, filmes com a realidade da vida.
É a «involução» do pasmo humano diante da Criação divina do «mundo».
Um mundo humano aos poucos degradado na soberba de ser criador de novas religiões e de seus ricos pagodes… para «ser como Deus»! A tentação em que caiu o homem que é velha como a terra, mas quando é que reapareceu em nome da mesma Igreja católica?
Foi num preciso momento histórico. E aqui não nos cansamos de repetir que foi devido a um atentado para «liquidar» o Papado previsto na terceira parte do Segredo de Fátima; «terceiro castigo», pior que as duas grandes guerras e a revolução comunista na Rússia; causa da inaudita hecatombe papal, fato mais claro em 1960. Pode haver exagero nisto?
Para quem entende que não há maior desgraça que a perda de multidões de almas; que a Igreja e o Papa são o autêntico obstáculo à degradação religiosa, é evidente que tal desgraça concerne a destruição do que defende e guia no bem pensar da verdadeira Fé.
Ora, a degeneração do «pensamento» causado pela escalada do iluminismo conciliar foi neste sentido destrutivo: pretendeu acobertar a infâmia anticristã através de uma espécie de animação das consciências ecumenista conciliar, indo ao extremo de espetáculos no âmbito sagrado, com a repetição de deploráveis shows, como as reuniões de Assis!

Pensamentos infectos e hipócritas na raiz do Vaticano 2
Já estava tudo no discurso de abertura de João 23 em outubro de 1962, cujas frases e só algumas, que se demonstraram de sentido duplo e mal-intencionado, foram sublinhadas:

“A finalidade principal deste Concílio não é, portanto, a discussão de um ou outro tema da doutrina fundamental da Igreja, repetindo e proclamando o ensino dos Padres e dos Teólogos antigos e modernos, que se supõe sempre bem presente e familiar ao nosso espírito. Para isto, não havia necessidade de um Concílio… Mas… o espírito cristão, católico e apostólico do mundo inteiro espera um progresso na penetração doutrinal e na formação das consciências; é necessário que esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e exposta de forma a responder às exigências do nosso tempo. Uma coisa é a substância do «depositum fidei», isto é, as verdades contidas na nossa doutrina, e outra é a formulação com que são enunciadas, conservando-lhes, contudo, o mesmo sentido e o mesmo alcance… Será preciso atribuir muita importância a esta [nova] forma e, se necessário, insistir com paciência, na sua elaboração; e dever-se-á usar a maneira de apresentar as coisas que mais corresponda ao [novo] magistério, cujo caráter é prevalentemente pastoral.
[…] Ao suceder uma época a outra, vemos que as opiniões dos homens se sucedem excluindo-se umas às outras e que muitas vezes os erros se dissipam logo ao nascer, como a névoa ao despontar o sol. A Igreja sempre se opôs a estes erros; muitas vezes até os condenou com a maior severidade. Agora, porém, a esposa de Cristo prefere usar mais o remédio da misericórdia do que o da severidade. Julga satisfazer [contra o juízo anterior?]melhor às necessidades de hoje mostrando a validez da sua doutrina do que renovando condenações [provisórias?]. Não quer dizer que faltem doutrinas enganadoras, opiniões e conceitos perigosos, contra os quais nos devemos premunir e que temos de dissipar; mas estes estão tão evidentemente em contraste com a reta norma da honestidade, e deram já frutos tão perniciosos, que hoje os homens parecem inclinados a condená-los, em particular os costumes que desprezam a Deus e a sua lei, a confiança excessiva nos progressos da técnica e o bem-estar fundado exclusivamente nas comodidades da vida. Eles se vão [auto]convencendo sempre mais de que a dignidade da pessoa humana, o seu aperfeiçoamento [evolutivo]e o esforço que exige é coisa da máxima importância. E o que mais importa, a experiência ensinou-lhes que a violência feita aos outros, o poder das armas e o predomínio político não contribuem em nada para a feliz solução dos graves problemas que os atormentam. 3. Assim sendo, a Igreja Católica, levantando por meio deste Concílio Ecumênico o facho da verdade religiosa, deseja mostrar-se mãe amorosa de todos, benigna, paciente, cheia de misericórdia e bondade também com os filhos dela separados.

Basta ler este discurso inaugural de João 23 à luz do que se seguiu na Igreja conciliar para encontrar ali toda a infecção mental e moral que era injetada na Igreja do Verbo divino – da Palavra de Deus – encoberta pela mais maliciosa verbiagem modernista.
Como se sabe através das figuras de linguagem é possível fazer passar o aparente pelo real; a falsidade pela realidade; a linguagem pelo conceito que exprime!

Sabemos que São Pio X não ignorou as reais intenções modernistas. A comprová-lo temos o testemunho insuspeito do famoso filósofo Benedito Croce, o qual, respondendo no «Il Giornale d’Italia» (15. X. 1907) ao futuro padre apóstata, Minocchi, escreveu:

“O Modernismo pretende distinguir o conteúdo real do Dogma de suas expressões metafísicas que considera como coisa inteiramente acidental, do mesmo modo que são acidentais as várias expressões de linguagem, nas quais pode traduzir-se um mesmo pensamento. Nesta comparação reside o primeiro e máximo sofisma dos Modernistas. De fato, é bem verdade que um mesmo conceito pode ser traduzido nas mais diversas formas de linguagem, mas o pensamento metafísico não é linguagem, não é forma de expressão: é LÓGICA e é CONCEITO. Daí que um dogma traduzido em outra forma metafísica, não é mais o mesmo dogma, assim como um conceito transformado em outro conceito não é mais o mesmo. Livres os Modernistas de mudar os dogmas segundo suas idéias. Eu mesmo uso desta liberdade… Só que eu o faço consciente de estar fora da Igreja, aliás, fora de toda religião; ao invés os Modernistas obstinam-se a declarar-se não só religiosos, mas católicos. Que depois, para salvar-se da inevitável consequência do princípio abraçado, os Modernistas, simpatizando com positivistas, com pragmáticos e com empiristas de toda espécie, aduzirem que não crêem no valor do pensamento e da lógica, aí cairão necessariamente no agnosticismo e no cepticismo. São doutrinas afins a um vago sentimentalismo religioso, mas repugnam completamente a toda religião positiva”. Croce concluía: “Não será fácil voltar a ter a sorte de concordar com o Papa” (Sì sì no no, 31.3.1983).
São Pio X condenou o modernismo e portanto todos os modernistas que continuaram a professar essa heresia apesar de advertidos. Mas Roncalli (futuro João 23) não arriscou, como hoje o escreve abertamente seu amigo o senador Giulio Andreotti («Segredo de Fátima ou Perfídia em Roma?, p. 36).

A mais sorrateira mistificação e alienação da Fé. O «adn» (dna) da idéia modernista abrange a «liberdade de consciência», boa para que alguns a alterem (própria e alheia) com «outros genes» iluministas! É a pérfida «eugenética» modernista conciliar que vai de João 23 ao atual Bento 16! O que é portanto a Igreja [para os modernistas]?
“Um parto da consciência coletiva, ou seja, da coletividade de consciências individuais; as quais, em virtude da permanência vital, dependem todas de um primeiro crente, isto é para os católicos, de Cristo… são teorias hoje passadas de moda. Como a Igreja emanou da coletividade das consciências, assim a autoridade emanaria vitalmente da própria Igreja”… desta e não do Verbo divino que a estabeleceu!
Para os modernistas, “empenhados em encontrar modos para conciliar a autoridade da Igreja com a liberdade dos crentes”, era preciso chegar a uma nova autoridade, mais pastoral que dogmática: é a manobra do Vaticano 2, «dispensando» o Espírito Santo! “Portanto a autoridade, assim como a Igreja, nasce da consciência religiosa e a esta mesma está sujeita;…Nos tempos atuais, o sentimento de liberdade chegou ao seu desenvolvimento pleno. No estado civil a consciência pública quis um regime popular. Mas a consciência no homem, como a vida, é uma só. Portanto se a autoridade da Igreja não quiser suscitar e manter uma guerra intestina nas consciências humanas é mister que ela também se adapte a essa forma democrática; tanto mais porque, se não o fizer, a dissolução estaria iminente: juraram os modernistas desde Blondel.
“A sociedade religiosa não pode realmente ser una sem unidade de consciência dos seus membros e sem unidade de fórmula. Mas esta dupla unidade requer, por assim dizer, uma mente comum, à qual compete encontrar e determinar a fórmula que responda melhor à consciência comum…”
Eis resumido por São Pio X o «plano da nova consciência» da Igreja conciliar-ecumenista de que foi portador Ângelo Roncalli, que se tornou João 23 para implantar a idéia herdada e ampliada pelos sucessores até hoje. Tal «evolução» da «consciência coletiva» no caso das revoluções modernas, das quais o Vaticano 2 era a versão religiosa encomendada a um clérigo de «simplicidade genial», como o definiu Jean Guitton, pelos centros de pensamento da evolução iluminista. É o curso do «vírus» modernista para a mutação da espiritualidade humana! A Justiça e a paz poderiam ser emancipadas da verdade cristã! O iluminismo pretendia anunciar «valores» que o Cristianismo, fixado em rígidos «princípios», teria ignorado! Por exemplo, o direito à liberdade, como é insinuado por Bento XVI. Este, na revolução do Vaticano 2, exalta a «herança» de Roncalli; a «tolerância» do «bom» João 23 lançada na sua Pacem in terris, que, sendo a referência da declaração sobre a liberdade religiosa do Vaticano II, Dignitatis humanae (Dh), contem claramente a frase chave da mutação conciliar sobre os conceitos de dignidade humana e liberdade religiosa.
Essa doutrina reformadora dos princípios católicos da falsa Reforma foi a parteira da mais alienante revolução européia e mundial, que no fim do século XVII culminou no surto de idéias que passaram a guiar a grande Revolução de 1789.
Hoje isto foi além, pois ocupou o Vaticano para a mais sorrateira e devastadora revolução semântica: que alterando o valor das palavras, altera os conceitos, a lógica e os mesmos dogmas. De fato a linguagem é um modo de representação.
Na Religião, transmite com palavras humanas a Palavra revelada de Deus. Seus termos e figuras são para representar a realidade e não o contrário. Ao pretender substituí-la com figuras de linguagem desvela sua obra subversiva. Eis a parte perigosa das palavras no grande engano da presente nova Liturgia. O mesmo se diga nas outras matérias envolventes o pensamento humano.
Por exemplo, quando se lê a Escritura, traduzida como querem, interpretada como preferem, mas identificada com a Palavra de Deus! E o mesmo para a Igreja… a esposa de Cristo prefere usar mais o remédio da misericórdia do que o da severidade. Julga satisfazer [contra o juízo anterior?] melhor às necessidades de hoje mostrando a validez da sua doutrina do que renovando condenações [provisórias?].
As «figuras de linguagem», para o estilo da expressão, são as estratégias que o escritor aplica ao texto para obter o efeito para transmitir ao leitor a idéia de seu conteúdo. Podem relacionar-se a aspectos semânticos ou sintáticos das palavras usadas.
Devem, porém, submeter-se ao sentido já explicado pelo Magistério, que também já condenou severamente o sentido contrário. A correção do erro é obra de misericórdia.
A omissão desta e não seu cumprimento é razão para desculpas. Mas como Vaticano 2 isto foi invertido, assim como o sentido das expressões tradicionais foi manipulado com figuras de uma linguagem que emprega termos antigos para obter outro sentido.
A Metonímia ou Transnominação é a figura de linguagem que consiste no emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles através da palavra. É como identificar o «ser» em tudo, de uma pedra ao Ser divino, sem limitar isso ao simples uso da expressão verbal, de sentido apenas analógico.
Assim se banalizam termos como Pai, Filho, Igreja, Sacrifício, Fé, Esperança, Caridade, Pecado, Dívida, Salvação e tudo o mais numa linguagem indefinida que serve para toda crença e superstição. E isto se estende ao viver social: se toma a palavra pela coisa, o efeito pela causa, a figura de metonímia pela realidade aludida. E na Religião divina a realidade é a palavra do Verbo divino, que a palavra humana mal consegue balbuciar.
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele” (João 1:1-3). Verbo ou «Logos» se refere ao pensamento anterior, original, que dá expressão externa às palavras e outras formas de comunicação religiosa. No princípio Deus tinha o “Logos”. Este se manifestou ao ser humano na Palavra centrada em Cristo.
Tudo isto é usado nas Escrituras porque a linguagem humana é figurativa da realidade a transmitir do que se depreende da Palavra de Deus. Esta é a Realidade, o Logos, o Verbo, noção conhecida desde sempre pelos pensadores religiosos ou filósofos.
Mas o homem dá tal importância ao próprio pensamento e palavra, que produziu todo tipo de heresia. Tal é o nominalismo, doutrina que não admite a existência do universal na Palavra nem no mundo das coisas, nem no pensamento. Surgiu já no século XI na sua forma mais radical, atribuindo a universalidade aos mesmos nomes, daí o termo. Assim surgiu a heresia do triteísmo, condenada em 1092, pelo qual a «Trindade» divina era só um nome. O problema para os nominalistas era reduzir toda semelhança a termos da linguagem. Assim Deus e pedra são igualmente termos antes de ser algo a entender.
Dentre os principais nominalistas de semelhança estão David Hume e Ludwig Wittgenstein, este com a proposta de ver predicados comuns numa “semelhança de família”.
Isto é citado aqui porque parece aplicar-se em cheio à operação ecumenista conciliar que assemelha as «grandes religiões do mundo». Afinal não são todas elas «religiões»?
Ao invés de definir a Religião única do Verbo divino, professam a verbiagem iluminista que põe dicionários e enciclopédias modernas como origem do mesmo pensar e saber!

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