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DO CUSTO ABISMAL DA «CURIOSITY» EM MARTE

Curiosity

Diga-se logo que este feito da tecnologia da «inteligência espacial» é pasmoso.

Comprova, no entanto, outra muito anterior e maior: da criação da inteligência humana.

Ora, quem sabe que o potencial da inteligência humana foi criado, também sabe que o foi por uma razão suprema.

Daí que o maior objetivo desta inteligência é conhecer a sua mesma razão de ser.

Uma vez que o bem é a realização do ser, somente à luz deste motivo, a inteligência de cada um é capaz de guiar nossas vidas para realizá-las, desenvolvendo o seu potencial na direção do alto fim para que fomos criados.
Eis o conhecimento a serviço da inteligência, que visa alcançar a sabedoria.

Se, pelo contrário, a inteligência para o conhecimento do homem for tratada como um fim em si mesmo, percorre o caminho inverso, afastando-se da sua alta razão de ser.
Nesta façanha da “Curiosity” em Marte, está implícito este grave risco? Entende ela descartar a verdade sobre a inteligência criada, porque oposta aos esforços e conquistas do «cientismo»? Pretende chegar com este a uma inteligência auto-evolutiva?

Tal cientismo, de fato, percorreu o seu curso a partir da idéia inicial que a necessidade e o uso determinavam a evolução progressiva de todo organismo.

Mais tarde se acalmaram descobrindo que o desenvolvimento do cérebro humano é independente das necessidades vitais e do uso, jamais atingido por nenhum super sábio.

De fato, não há notícia di ninguém que tenha utilizado o cérebro plenamente; mas nem mesmo a 20% de sua inteira capacidade. Se, como é o caso, o utilizamos só em parte, de onde o resto? De qual evolução pelo uso ou pela necessidade? De ir à Lua?

Mesmo para entender o tal «bóson» do íntimo da matéria que nos circunda e da qual é feito nosso corpo, quanto foi possível usar do cérebro? Não muito, porque ficamos sempre a menos da metade do meio caminho de uma sua secreta equação. Pior; nem se reconhece «Quem» a elaborou com uma inteligência que supera toda nossa imaginação!

No envio da «Curiosity» a Marte, parece que o ser humano está para tocar o ápice da habilidade de descobrir a existência de outras vidas e inteligências no universo.

Uma conquista tecnológica excepcional, mas pendurada numa razão intelectiva vã: que a vida derive da matéria, em particular da água sob condições especiais.

Da «mãe Terra» estariam evoluindo para a deusa água! Predomina a dedução pela qual a inteligência humana seria produto da evolução que «cria» o mais a partir do menos; processo matematicamente impossível, mas iluministicamente ideado e instituído!

Tantos cientistas buscam a verdade sobre o átomo terreno e a vida no espaço, mas esquecidos que o mesmo pensar transcende toda tecnologia e a vida humana; se não vem do Espírito, certamente não deriva de uma capacidade decisória dos homens.

Para que serviria qualquer decisão sem a consciência do «fim» da mesma vida?

A este ponto, até a multibilionária proeza da NASA para apurar se há traços de vida em Marte e daí deduzir o mesmo para o espaço sideral; isto é, do possível elo vida-matéria, nada significa para o destino humano, cuja questão universal é bem mais séria: do que será de nós depois da inevitável extinção da vida animada no corpo material?

Certamente não é esta a lógica para as pesquisas atuais, mas que se reconheça que estas podem também afastar das verdades que contam para os seres humanos: fazê-los crer numa super inteligência incerta que, quanto mais se aplica, menos fornece certezas, enquanto a verdadeira questão, da ordem natural e divina que rege tudo, fica excluída.

Este é o «custo» que se deveria discutir, mais que do custo material e econômico.

Este último, se sabe, é a moeda criada do nada, mas que circula abundante pela terra.

Pois bem, quando nas competições são usados meios exagerados para atingir a meta – a conquista de uma medalha e um pódio – isto é classificado de «dopping». Sem dúvida resultados extraordinários podem assim ser obtidos: são luzes fugazes e artificiais.

Luzes

Será que não se deve atribuir esse falso brilho também a certas «conquistas» espaciais?

Uma coisa é certa: a vida é um dom do Criador. Se toda esta multibilionária empresa visa «descobrir» que pode inventar uma vida originada no caso ou no caos, então é a mesma inteligência dos adeptos do cientismo que opta pela sua orfandade, não de pais inteligentes, mas da mesma lógica para manter ordem e sanidade mental.

Nada de novo! Esta desordem existe e tem governado o mundo em todos os campos.

No campo da ciência onde predomina hoje o «cientismo», despachado como ciência.

Um desgraçado exemplo de «cientismo evolucionista»

“Em 1904, Ota Benga, um pigmeu de vinte e três anos, chefe de família, foi capturado pelo explorador Samuel Verner no Congo belga na África por conta da Feira de Saint Louis. Já escravizado por outra tribo, Benga foi levado para a América por paleontólogos evolucionistas americanos para exibi-lo em um show junto com alguns macacos, como o “elo perdido” (missing link) entre o chimpanzé e o homem.

“O Departamento de Antropologia da Universidade de Saint Louis, em nome de Darwin, o juntou na jaula ao lado de alguns asiáticos e pele-vermelha, para demonstrar que o branco anglo-saxão era o mais nobre produto da escada evolutiva. William Hornaday, diretor do Museu Americano de História Natural em Nova Iorque, em seguida o levou para o Zoológico do Bronx, onde foi mantido em uma gaiola com um gorila e um orangotango. Alguns ministros de culto protestaram, mas em vão. Por desespero um dia Benga preferiu suicidar-se.” Cfr. Giulio Meotti, “O Processo do macaco”, Lindau, p. 39-40. (De Antidoti de Rino Canmilleri)

Homem

Eis ao que leva o delírio do falso cientismo de um «saber» evolucionista!

Contra este se manifestaram com força os Papas católicos, no caso, explicando a certeza da origem única, isto é, monogênica, de espécie humana, contra delírios do «cientismo».

Diga-se, porém, que este è de casa também na nova igreja do Vaticano 2 depois que seus «papas conciliares» externaram uma insana veneração pelos «imensos progressos das ciências», que aplaudiu a partida para novas corridas na direção do ultra terreno; serviram mais à aceleração do delírio, do que a guiar a pesquisa com a justa visão de pasmo deslumbrado diante da Criação divina e da sua Inteligência misericordiosa em relação aos enormes erros e misérias humanas. E grande parte de nosso comportamento arriscado e decadente, como se sabe, deriva justamente de uma curiosidade insana.

Esta pode ter um custo astronômico para a humanidade, freqüentemente abismal para as almas, em especial quando são levadas a crer que o ser humano possa aspirar a tornar-se come deuses! Voltamos sempre à soberba da desgraça original!

Em breve, o pasmoso sucesso da «Curiosity» em Marte pode refletir um progresso tecnológico que mais afasta que aproxima a uma edificação espiritual dos povos. E a razão é simples: a mentalidade que associa a vida à matéria é de marca materialista, está aberta à valorização do que é material e terreno na alienação do que é espiritual e nos transcende. Em suma, encerra aspectos de vasto interesse astral, mas ao mesmo tempo incorre em desequilíbrios diante da realidade com resultados brutalizantes!

Afinal, toda a massa do universo está ordenada a um plano superior no qual a vida é o vértice. Assim, um fio de erva do campo está acima da maior estrela; a massa desta existe para a erva e não o contrário. E o que dizer da vida humana então, senão que toda a vida animada existe para a alma espiritual humana, à imagem e semelhança do Criador de tudo. Não é preciso voar para o espaço sideral para compreendê-lo; podemos descobri-lo mos nossos filhos, no próximo, em nós mesmos com as luxes de Deus.

A tecnologia aliena a esta verdade é só vetor para abortar a realidade. Do mesmo modo que toda a mentalidade e técnica para abortar a vida humana que germina no céu de um seio materno, com isto aborta a mesma civilização da inteira humanidade.

Com toda essa tecnologia submetida a uma mentalidade materialista os homens poderão tomar possesso de toda variedade de pedras lunares e talvez de muitos tesouros secretos de Marte; inutilmente se perdem a visão do supremo bem para as almas.

A alma espiritual da pessoa humana, criada por Deus Uno e Trino nas pessoas divinas é o verdadeiro bem colocado no centro de todo o universo; nele nada a supera.

Infelizmente agora é tarde para lembra-lo a Darwin e ao Alberto Einstein, todavia ainda podemos lembra-lo aos cientistas: não há necessidade de toda essa super complexa operação marciana e sideral para saber algo sobre a dignidade da pessoa humana, já há um século podiam tê-lo perguntado ao Ota Benga. Uma ocasião perdida!

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