Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A DAMA EM AZUL QUE CATEQUIZOU OS ÍNDIOS JAMANOS

Dama de azul

Quando Jesus mandou que os discípulos ensinassem, convertessem e batizassem em todo o mundo, qual poder deu aos Seus para uma missão dessa dimensão mundial?
Ouçamos Jesus ressuscitado que marcou encontro com os Seus num monte de Sua terra.

“Os onze discípulos partiram para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes tinha indicado. Vendo-o O adoraram. Mas alguns duvidavam. Então Jesus aproximou-Se e disse: «Todo o poder Me foi dado no Céu na Terra. Portanto, ide e ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei. Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos».” (Mt 28,16-20)

Este mandato está do mesmo modo narrado no Evangelho de São Marcos:

“Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam a comer. Jesus repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que O tinham visto ressuscitado. Então Jesus disse-lhes: «Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado, será salvo. Quem, porém, não crer, será condenado. Eis os milagres que acompanharão aqueles que crerem: expulsarão demônios em meu Nome, falarão novas línguas; manusearão serpentes e se beberem algum veneno, não lhes fará mal; imporão as mãos sobre os doentes e estes ficarão curados». Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi arrebatado ao céu e está sentado à direita de Deus. Os discípulos então saíram e pregaram por toda a parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a sua pregação com os milagres que a acompanhavam”. (Mc 16, 14-20)

Os poderes dados por Jesus para realizar a Sua Missão em toda a terra e para todos os tempos estão registrados na História. Primeiro, fez com que «o sangue dos mártires», à Sua imagem, «fosse semente dos cristãos, da Igreja», como disse Tertuliano.
Ainda hoje e sempre o sangue de nossos irmãos, morrendo pela fé no meio de torturas é semente do Evangelho, sinal de salvação; poder invencível para a Igreja de Cristo.
Cada alma dos primeiros mártires que partia, reforçava o coro celeste para cantar o triunfo do Salvador.
Seguiu o Império Cristão, que constituiu sob a orientação da Igreja Católica a grande e insuperável Civilização Cristã na Fé expandida pelo mundo, como ordenado. Mas como se viu, desde o início, houve sempre quem no seu íntimo não acreditasse e planejasse mutações na Religião e na Moral. Contra estes se consolidavam as razões da Fé, pois visto que é o reto pensar a reforçar suas defesas, nesta época floresceu a filosofia perene, bem como a arte. O gênio do Cristianismo brilhou na escolástica e nas grandes catedrais.
Passados mil anos de triunfo e expansão, as falhas humanas começaram a pesar pelo número crescente de incrédulos que difundiam suas dúvidas. Surgiram sinais de declino, acendidos pela valorização de dúvidas antigas e novas descobertas.
A ajuda divina diante dos novos perigos não faltou. Suscitou grandes santos e sábios que prepararam a defesa para enfrentar ameaçadoras heresias, devastadores cismas e as infinitas crises modernas, que seguem num crescendo.
Foi então que a Rainha dos Profetas, Apóstolos, Mártires, Confessores e de todos os Santos, começou a manifestar-se na terra. Dessa doce ajuda por demais clemente da Virgem Mãe de Deus e nossa é sempre muito confortante e instrutivo falar.
Aqui vamos lembrar um prodígio ocorrido sob o sinal da grande devoção a Maria.

Um missionário designado para a catequização dos índios Jamanos, no primeiro contato com essa tribo, constatou que já haviam sido catequizados e entendiam o espanhol. Interrogando o chefe da tribo, ouviu então uma história extraordinária: Uma bela dama vestida de azul vinha de tanto em tanto para trazer esses conhecimentos religiosos, sem demonstrar nenhuma dificuldade com a língua local.
Voltando à Europa, o Padre levou a questão, pela importância que revestia, ao mesmo Papa e depois ao Rei, para saber quem havia sido designado àquelas paragens antes dele. Mas a resposta foi a mesma: Ninguém antes fora para lá enviado.
Grande mistério! Quem teria sido essa misteriosa mulher vestida de azul?
O Padre sabia que as freiras dos conventos das Clarissas usavam hábitos azuis. Associou, pois, a elas esta possibilidade. Foi assim que, quando voltou para junto dos Jamanos, levou uma imagem pintada de uma freira Clarissa e mostrou-a aos índios para ver se reconheciam nela a «Dama em azul». Eles logo reconheceram o vestido, mas não a mulher. O vestido era o mesmo, mas a bela senhora da pintura era outra.
De fato, a dama em azul que os visitara era muito jovem e ainda mais bela.
O Padre retornou mais tarde à Espanha determinado a resolver o mistério.
Como poderiam os índios ser visitados por uma freira Clarissa se estas eram freiras de clausura a partir do dia da confirmação de seus votos, que vão até a morte? Tais freiras nunca deixam seus conventos, nem mesmo viajando em missões catequizadoras.
A perseverante investigação do Padre na Espanha o levou por fim a visitar a Irmã Maria de Jesus em Agreda. Aí o aguardava a grande surpresa. A devota Freira, que descrevera num escrito a sua visão da Vida de Maria Virgem, a «Cidade de Deus»*, modestamente reconheceu ter convertido índios norte-americanos – sem sair de seu convento.
A freira então com 29 anos de idade; relatou ter visitado os índios “não com seu corpo material, mas espiritualmente, por desígnio divino.”
Eis então o que acontecera: a Irmã Maria de Jesus, que caía regularmente em transe místico, depois lembrava-se, como num sonho, que fora levada para um lugar selvagem a ela completamente estranho, onde havia ensinado o Evangelho de Jesus. Como prova da sua alegação, ela foi capaz de fornecer descrições detalhadas dos índios Jamanos, desde o aspecto até das roupas e costumes, dos quais ela nada poderia ter sabido através de verificação anterior, uma vez que tais notícias só haviam sido relatadas em tempos posteriores pelos missionários europeus.
E a língua nativa? Como poderia ela tê-la articulado para ensinar o Evangelho, desconhecendo-a? “Simplesmente falei com eles; Deus fez com que nos entendêssemos”, foi a sua resposta surpreendente, mas que os fatos confirmavam.
*A “Mística Cidade de Deus” é a edificante obra clássica do séc. XVII escrita pela freira Maria de Agreda, na qual narra sua visão da Vida de MARIA SANTÍSSIMA.

Maria de Agreda, e sua visão da Vida de MARIA SANTÍSSIMA.

Lady in Blue, história da Senhora em Azul é um livro que foi publicado em Inglês.
Tem forma de um romance policial baseado em fatos históricos, um “thriller” em ambiente eclesiástico inspirado por este enigma intrigante para os normais registros históricos: a misteriosa dama que “magicamente” apareceu aos nativos americanos no início do século 17. Seu autor é Javier Serra, que esteve em Agreda e relata ter passado mais de sete anos pesquisando para escrever esta obra.

“Sete anos em que vivi muitas coincidências incríveis, que me levaram a descobertas que eu não confundo na obra de ficção. Tudo começou quando os primeiros conquistadores espanhóis chegaram ao que é hoje o sudoeste dos Estados Unidos e ai souberam das estranhas aparições de uma senhora vestida de azul. No início, pensaram que era a Virgem de Guadalupe, mas a verdade foi mais surpreendente. Na moderna Europa e América, o meu romance começa com este antigo mistério espanhol que despertou o interesse de um jornalista, espião aposentado do Departamento de Defesa dos EUA e de alguns sacerdotes”.

No meio tempo, um dos sacerdotes morre de repente e o manuscrito raro contendo os segredos da Freira é roubado e começa uma corrida contra o tempo; a ciência de um lado, e a fé do outro; torna-se imperativo que o documento perdido seja recuperado, antes que caia nas mãos erradas…
Diz o autor que «Lady in Blue» poderia ser o sinal de uma nova era, política e histórica; enigma que continua a pesar sobre o Vaticano e o Departamento de Defesa dos EUA, envolvidos em pesquisar o segredo da Dama em Azul, capaz de estar em dois lugares ao mesmo tempo; questão que agora parece emergir, mais uma vez, das brumas do tempo.

Ora, tudo o que pode ser estranho para o mundo e mesmo para o Vaticano atual, isto é êxtases, visões, levitações, bilocações de santos, e corpos que permanecem incorruptos, como o de Maria de Agreda, neste Mosteiro, fazem parte do poder de Deus concedido a seres humanos escolhidos que testemunharam a Verdade de Seu mandato de salvação.
Quanto à bilocação, já está na Bíblia a favor de Profetas da Verdade encarnada.

“Eles lançaram Daniel na cova dos leões, onde ficou seis dias. Nessa cova havia sete leões e, todos os dias, davam-lhes dois condenados e duas ovelhas. Nessa ocasião, não lhes deram nada, para que devorassem Daniel. Na Judéia vivia o profeta Habacuc. Ele preparou uma sopa, migou pão numa gamela e ia para o campo levá-la aos ceifeiros. O anjo do Senhor disse a Habacuc: «Esse almoço leva-o a Daniel, que está na Babilônia, na cova dos leões». Habacuc disse: «Meu senhor, eu nunca vi Babilônia, nem conheço essa cova!» O anjo do Senhor agarrou-o pelo alto da cabeça, levou-o pelos cabelos e, com a rapidez do vento, colocou-o à beira da cova. Habacuc gritou: «Daniel, Daniel! Toma o almoço que Deus te mandou». Daniel disse: «Tu lembraste-Te de mim, ó Deus, e nunca abandonas aqueles que Te amam». Então Daniel pegou o almoço e comeu. Imediatamente o anjo do Senhor levou Habacuc de volta para o lugar onde estiver antes. No sétimo dia, o rei foi chorar a morte de Daniel. Chegou junto da cova e lá estava Daniel sentado tranquilamente. Então o rei exclamou em alta voz: «Tu és grande, ó Senhor, Deus de Daniel! Além de Ti não existe outro Deus». (Dn 14, 31-41)

Daniel na cova dos Leões

Tudo faz crer que os homens são cada vez mais duros de coração; que não haja milagre na era de salvação, iniciada com a encarnação do Filho de Deus que não seja contestado.
Hoje, os segredos do passado ou do presente interessam mais quando se tornam assunto policial. Mas mesmo assim, o «Terceiro Segredo de Fátima», que trata do espantoso delito simbólico do massacre do Papa com todo o seu séquito católico, que envolve toda a nossa geração, não parece interessar! Chegou a este ponto o desinteresse pela Religião?
É claro que desde o momento em que se estabeleceu a indiferença clerical diante da visão da Mãe celeste que chora pela perdição dos filhos; que esta tristeza passou a ser apenas mais uma aborrecível «profecia de desgraças», o que mais pode sacudir as consciências diante do amor de Deus esquecido? Quando nem o Imaculado Coração de Maria for ouvido sobre o quanto ofende o Salvador o desprezo do Seu Sacrifício, então a vida espiritual neste mundo deve ter chegado mesmo à sua fase terminal.
O maior milagre de Jesus parece ser hoje a conversão de uma geração que apostatou na indiferença; que não é nem frio nem quente, diante dos fascinantes milagres divinos.

“Quem dera que fosses frio ou quente! Porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te da minha boca… Eu, aos que amo, repreendo e castigo. Portanto, sê fervoroso e faz penitência. Estou à porta e bato. Quem ouvir a minha voz e abrir a porta, entro e ceio com ele, e ele comigo. Ao vencedor, darei um prêmio: vai sentar-se comigo no meu trono, assim como Eu venci e estou sentado com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas». (Ap 3, 15; 19-22)

Uma resposta para “A DAMA EM AZUL QUE CATEQUIZOU OS ÍNDIOS JAMANOS

  1. Panama setembro 10, 2012 às 7:53 pm

    La libertà è un concetto e un fenomeno molto vasto che è difficile definire – ha esordito Ricca – per cui qualsiasi definizione è inferiore a ciò che si vorrebbe dire, perché esseri liberi non è solo essere autonomo, pensare con la propria testa, disporre di se stessi, la libertà ha la sua parte di mistero. Tuttavia si può costruire tutto un elenco di libertà, di pensiero, di parola, di stampa, di associazione, di professione, di scelta affettiva, di religione, per rendersi conto di quanto in fondo nella nostra società siamo liberi. Una libertà che è il frutto della cultura occidentale e delle sue radici ebraico-cristiane, la conseguenza e conquista di una lunga storia che la nostra cultura, più di ogni altra, ha saputo percorrere e scrivere per capire, amare, vivere la libertà, anche se con molte contraddizioni e con grande fatica. Perché è molto difficile essere liberi e realizzare concretamente la libertà, superando le paure dei rischi e delle responsabilità. La libertà è difficile da conquistare, difficile da mantenere, e facile da perdere, non può essere garantita per sempre. Tuttavia la libertà è indispensabile, è una aspirazione insopprimibile, una esigenza che prima o poi deborda dall’intimo delle coscienze per iscriversi nella realtà delle comunità, delle chiese, dei gruppi. Non si può vivere senza libertà, come non si può vivere pienamente senza verità e amore. La libertà nel cristianesimo è una vocazione: come sottolinea S. Paolo, siamo chiamati alla libertà. La libertà diventa allora una prospettiva, un obiettivo, prendendo coscienza delle molte realtà che ci tengono prigionieri, quelle che la Bibbia chiama idoli, l’ idolo del possesso, che diventa un essere posseduto, l’idolo della violenza, dell’ignoranza, del pregiudizio, del conformismo. Perché non basta esseri liberi politicamente, per esserlo anche culturalmente, moralmente e spiritualmente. La libertà esteriore non si traduce automaticamente in una libertà interiore.

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