Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

JESUS NA CRUZ ABRIU-NOS AO CORAÇÃO MATERNO DE MARIA

Todos os santos se dedicaram à especial devoção de Maria, Mãe de Deus e nossa.

São José Calasanz encontrou o caminho para a sua vocação em 1592: a educação e formação de jovens pobres e abandonados. Em 1621 fundou a Congregação dos Clérigos Pobres Regulares da Mãe de Deus das Pias Escolas, clérigos regulares que têm um quarto voto: o empenho na indispensável formação dos jovens.

Santo Ambrósio (340-397) – Bispo de Milão, já antes do Concílio de Éfeso empregava para a Virgem Maria, em seu livro De Virginitate, (II, 65 in PL 16, 282C), a expressão Mãe de Deus (Mater Dei).

A Virgem Maria e santo Agostinho

Santo Agostinho (354-430), o famoso Bispo de Hipona, escreveu belíssimas páginas sobre Maria, Mãe de Deus. Embora não tenha dedicado uma obra exclusiva a Maria, o tema é recorrente em diversos seus escritos, tornando-o um dos inspiradores da obra de divulgação da devoção à Virgem Maria a partir de meados do século V.

A leitura dos seus escritos é fonte de elevação, devido à sua capacidade de conduzir o leitor pelos meandros de um raciocínio simples, mas de grande poder persuasivo.

Encontramos no livro «Maria Santíssima nel Vangelo», do douto Monsenhor Pier Carlo Landucci, Cônego da Basílica Lateranense (p. 412), a meditação que aqui vamos expor.

No momento da mais lancinante dor, associado ao do mais profundo amor, Maria ouviu as últimas palavras que Jesus lhe dirigiu morrendo imobilizado na cruz. Voltando para Maria os olhos cobertos de lágrimas e sangue (Cf. Jo 19, 26), dos lábios divinos veio o nome que incumbia à Mãe Imaculada: «Mulher». O mesmo pronunciado por Deus no livro da Gênesis, depois revelado na Mulher forte e suas figuras no Antigo Testamento; o mesmo do primeiro milagre de Jesus nas núpcias de Caná, onde iniciou, solicitado por Sua Mãe, a missão pública da recuperação de nossas almas.

Foi o nome que coube à Virgem Maria na hora do supremo Sacrifício para a Sua missão universal de Mediadora na Redenção do gênero humano, quando a viu ao lado de João.

No discípulo amado vislumbrou todos nós, congregados de Sua amantíssima Mãe, cujo olhar de dor infinita afirmava uma ainda mais infinita oferta de amor.

A maternidade dos cristãos lhe custou esse sacrifício de valor inestimável para nós.

Considera Santo Agostinho que para ser acolhido no coração materno de Maria era preciso que sua morte na cruz ensejasse uma espécie de arrebatamento de um lugar no Imaculado Coração, plenamente ocupado por Jesus, para a nossa «substituição» pelo Divino Filho. Essa condição só foi possível na dimensão do amor materno de que é capaz o incomparável amor da Virgem Mãe, que diante de Seu Divino Filho lacerado à morte por causa de nossos pecados, acolher-nos com o mesmo amor infinito do Pai pela sua criatura humana caída no abismo do pecado.

Em verdade, dentre todas as mulheres, Maria é a única a ser ao mesmo tempo Virgem e Mãe, não somente segundo o espírito, mas também pelo corpo. Ela é Mãe conforme o espírito, e não somente de Quem é a nossa Cabeça e Salvador e do qual Maria, como todos nasceram no espírito. Pois todos os que nele crêem – e Ela mais que todos – são, com razão, chamados filhos do Esposo (filii sponsi) (Mt 9,15). Maria é mãe de seus membros, segundo o espírito, pois cooperou com a sua caridade para que nascessem os fiéis na Igreja de Cristo – os membros daquela divina Cabeça – da qual ela mesma é, corporalmente, a mãe. Somente Maria, portanto, é mãe e virgem, no espírito e no corpo. É Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e também Virgem de Cristo.

São pensamentos de Santo Agostinho que diz:

“Vale mais uma lágrima derramada ao meditar a Paixão, do que o jejum a pão e água em cada semana” (Santo Afonso Maria de Ligório – A Prática do Amor a Jesus Cristo).

Há nos livros do Santo textos de extrema beleza sobre a Virgem Maria.

Exultem de gozo os homens! Exultem de alegria as mulheres! Cristo nasceu homem e nasceu de uma mulher. Nele, ambos os sexos são dignificados.

“Que se voltem para o segundo homem todos os que haviam sido condenados com o primeiro (Adão). Uma mulher nos induzira à morte. Outra trouxe-nos a Vida.

“Dela nasceu um filho, semelhante à carne de pecado (Rm 8, 6,). Assim, pois, não culpemos a carne, mas para que viva a natureza, morra a culpa. Pois nasceu sem pecado Aquele em quem devia renascer o que se achava na culpa .

“A verdade nasceu da terra e a Justiça inclinou-se do céu” (Sl LXXXIV,12).
“Cristo nasceu da mulher. A Verdade nasceu da terra. O Filho de Deus procedeu da carne. “O que é a Verdade? – O Filho de Deus! E o que é a terra? – A carne!”

“Busca de onde nasceu Cristo e verás que a Verdade nasceu da terra. Mas a verdade que nasceu da terra existia antes da terra e por ela foram feitos o céu e a terra…
“Mas para que a Justiça olhasse do céu, isto é, para que os homens se justificassem pela graça divina, a Verdade nasceu da Virgem Maria.” (Santo Agostinho, Comentário ao salmo LXXXIV, 13).

“Oh esposa de Cristo, linda entre as mulheres, que sobes imaculada, apoiada ao teu Esposo, para ser iluminada e purificada pela sua luz e ajudada nos momentos de dificuldades! Com merecimento si louva a te no Cântico dos Cânticos: “As tuas delícias estão no amor”. Este amor não permite que a tua alma se perca junto com aquelas dos empios; ele coloca em um alto nível a tua causa, ele é tenaz como a morte e forma as tuas delícias. Que tipo de morte invejável: não penosa, mas deliciosa.

“Celebramos com alegria, oh Maria, o dia em que deu à luz o Salvador, tu esposa do criador dos esponsais, tu virgem oh Rainha das virgens. Com a caridade fervente da tua fé merecestes que em ti florescesse o santo Germe, Ele, o criador que te elegeu para ser a tua criatura, Beata per tê-Lo concebido e ainda mais por tê-Lo aceito com a tua fé.

“Com a fé concebeu o Semeador da Fé. Mereceu dar à luz o Filho do Altíssimo sendo humilíssima. Mãe fiel e santa, tu fizeste a vontade do Pai e por inteiro; feliz, porque ainda antes de dar à luz o Cristo escutou o Mestre, escutou a palavra de Deus e a pôs em prática. Acolheu a Verdade na mente antes que Sua carne no seu seio. Por isso és a Santa; por isso és a Bem-aventurada.

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