Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O DESGOVERNO BABÉLICO NA VISÃO CATÓLICA DO APOCALIPSE


O «desgoverno» humano é bíblico. Foi revelado e é constante na nossa história.
Procede do abuso da liberdade dada por Deus ao homem para reconhecer a verdade.
É conseqüente ao pecado original, o fato mais provado ao longo a história humana.
A ajuda para a sua solução foi prometida e trazida ao mundo pela Encarnação do Verbo.
Essa intervenção divina fez com que apesar da sua desordem original o homem tivesse princípios e meios para ser guiado no âmbito pessoal e social a e salvar-se, voltando à Ordem divina. Para isto o Verbo nos deixou Sua Lei de amor universal e a Igreja.
Foi o Pastor que guiou e defendeu a sua grei à custa do próprio sacrifício.
Essa verdade é confirmada pela Igreja instituída sobre os Apóstolos para reger Seu Sacrifício perpétuo. E no poder desse mandato apostólico estava o obstáculo à escalada do Anticristo para implantar o seu desgoverno babélico. É o poder divino do Papado.
Tratava-se do Pontificado Católico, último reduto dos princípios e graças oferecidos por Deus para a salvação humana neste e no outro mundo e ao mundo cristão estava confiada a sua defesa. Se, porém, restasse indiferente diante do Pastor abatido – do poder divino removido, seria sinal da apostasia, causa próxima da escalada do Anticristo para implantar o estado terminal de seu desgoverno babélico.
Estava escrito que ocorreria a grande derrocada ignorada pelas multidões, cada vez mais indiferentes aos fatos e verdades da Revelação; é o caso da presente geral apostasia.
Em breve: o mundo sem o verdadeiro Vigário de Deus, que vincula à Sua Lei, teria sua situação agravada pela sua substituição por clérigos abertos ao desgoverno mundial.
E a Igreja ficaria privada de voz e defesas contra esse foco de enganos crescentes.

Hoje, vive-se na atmosfera mental desse indefinido iluminismo relativista, e parece até ridícula a idéia de «desgoverno» mundial de sinal bíblico, envolvendo Roma!
Todavia, é a espantosa realidade que se descortina no plano geopolítico global.
Vamos repetir aqui que há de fato um poder hegemônico mal reconhecido, mas presente no governo do mundo, detendo todo o controle financeiro e daí o político-militar.
Quem pode ver o inteiro cenário dessa situação terminal sem as luzes da Fé católica?

Posto que o bem de um governo universal depende, como cremos, da ordem fundada na Palavra de Jesus Cristo e no Direito natural e divino confirmado pela Sua Igreja, o outro, o poder de desgoverno e desordem, hoje hegemônico, é radicalmente anti-cristão.
E pouco tem de ocasional ou de contingente, pois até transcende o registro histórico.
Deve-se reconhecê-lo como a revolução por antonomásia, que é a rebelião pessoal do homem desenvolvida e organizada ao longo da História na sua sociedade como processo universal e dominante, para engendrar a crise total “principalmente no homem ocidental e cristão, isto é, do europeu e de seus descendentes, o americano e o australiano… afeta também os outros povos, na medida em que a estes se estende e neles criou raiz o mundo ocidental” («Revolução e Contra-Revolução», Plínio Corrêa de Oliveira).
Esta obra de 1959 tem uma descrição clássica da situação revolucionária no mundo, completada após pela que descreve na Igreja: “É penoso dizê-lo. Mas a evidência dos fatos aponta, neste sentido, o Concílio Vaticano II como uma das maiores calamidades, se não a maior, da História da Igreja. A partir dele penetrou na Igreja, em proporções impensáveis, a “fumaça de Satanás”, que se vai dilatando dia a dia mais, com a terrível força de expansão dos gases. Para escândalo de incontáveis almas, o Corpo Místico de Cristo entrou no sinistro processo da como que autodemolição.”
Mas esta obra ignora, porém, o trabalho da Maçonaria, especialmente judaica.

O «desgoverno» humano assume sua dimensão bíblica
O «desgoverno» como processo da «Revolução» humana que tem aspecto bíblico, foi pelo que parece predita pelas seguintes palavras de Jesus no Evangelho segundo Lucas (21- 24): “Jerusalém será pisada pelos Gentios até que o tempo das nações (dos Gentios) se completem”. Tudo parece explicar-se em torno da menção de Jerusalém.
Deste sinal não há uma exegese católica definitiva.
Mas ao considerar a Igreja como nova Israel e Roma como a nova Jerusalém, parece que o nome não seria mais aplicável à entidade que combate a Igreja, continuadora da Fé na Revelação divina do Antigo Testamento, anunciante o Novo.
No entanto, Jesus prediz seu retorno no fim do tempo da hegemonia dos povos gentios convertidos à Sua Palavra; que constituem a Cristandade. Parece que entre esses dois poderes contrapostos haja um equilíbrio histórico: quando um cresce o outro se retrai.
E como isto acontece nos nossos tempos, há que ver apuradamente quais são os reais e históricos promotores desse processo, pois o acusado comunismo era por sua vez efeito e não causa do inexorável andamento secular dessa «contraposição bíblica», que pode ser sintetizada em Cristianismo e anti-cristianismo talmúdico. Por isto, trata-se do verdadeiro processo uno, universal e dominante gerador das crises, que na hora presente envolve “principalmente o homem ocidental e cristão”; um processo revolucionário de ordem essencialmente religiosa e anticristão, que atinge seu alvo romano.

Convido, portanto, quem quiser aprofundar a questão em torno ao «sinal» de Lucas 21, 24, a segui-la nos capítulos do livro «Segredo de Fátima ou Perfídia em Roma», para o que deixamos aqui a linha que segue os eventos do governo-desgoverno do mundo.

Como todo processo humano precisa dispor do poder terreno que se anteponha à Nova Jerusalém católica, porque é a esta recuperação territorial que se refere Jesus.
Nesse livro os capítulos do Prof. Tomás Tello Corraliza descrevem como as profecias bíblicas apontam para o que se realizou no nosso tempo, ou seja a recuperação pelos judeus de Jerusalém com a formação do Estado de Israel, que pode ser reconhecido como judaico e anticristão, mesmo se isto não consta explicitamente.

Quanto ao poder no mundo político, econômico, cultural e da grande comunicação deve-se constatar seu efeito pela influência sobre dois centros fundamentais para a vida no mundo: Roma, como centro espiritual cristão e os Estados Unidos da América do Norte, como atual centro da maior potência econômica e militar do Planeta.
No livro o processo de hegemonia política e cultural do novo poder é descrito pelo Engenheiro italiano Alberto Fontan no capítulo sobre o «Plano Seelisberg», com o qual foi proposta a religião noaquita para os «gentios cristianizados», baseada, não mais nos mandamentos divinos dados a Moisés, mas naqueles rudimentares dados a Noé.
Citando trabalhos documentados, apura-se a realidade pouco divulgada, mas muito clara da hegemonia de poder que soube impor-se, seja à Igreja do Vaticano, seja ao governo americano, com os eventos esclarecedores do livro, aqui resumidos e reforçados pela visão dessa realidade atualíssima nas palavras do recém falecido escritor Gore Vidal.
Este, sendo inimigo do Cristianismo, tem carta branca para atacar o Sionismo.
Sobre o que foi imposto à Igreja conciliar do Vaticano 2, pode bastar a «orientação» de seu novo «catecismo» em que a Fé católica foi radicalmente falseada ao declarar que os cristãos devem esperar com os hebreus, de modo análogo, a vinda do Messias (nº 830).

Sobre quem governa a América da religião unificada
«Os assim chamados Sete Mandamentos de Noé, são o “mínimo denominador comum” elaborado para manter (com adequados instrumentos coercitivos) um mínimo suficiente de ordem numa sociedade a um passo de males abissais; conjunto de puras formalidades a respeitar para não ser condenado em tribunal. Privados da graça divina do cristianismo retorna-se assim ao mais reles naturalismo, o terreno preferido pelo anjo decaído, que foi o “número um” das criaturas. Também a Constituição americana que, diversa da ultra maçônica republicana francesa e derivadas, tinha ainda a idéia de submissão a Deus e ao Decálogo cristão, herança dos tempos de Washington e Jefferson, mudou de modo sub-reptício há poucos anos, transformando-a de sentido «noaquita». ( )
«Maurizio Blondet escreve: «Em Março de 1991 o presidente Bush (pai), com as Câmaras reunidas, emanou a “Joint House Resolution 104, Public Law 102-14”, pela qual a data de nascimento do rabino Menachem Schneerson foi declarada «dia da instrução» nos EUA. No preâmbulo da nova lei é dito: “O Congresso reconhece a tradição histórica de valores éticos e de princípios que são a base da nossa sociedade civil sobre as quais a nossa grande nação se funda”. No texto, havia que esperar a evocação da “tradição histórica” e dos “valores éticos” americanos, enunciados por Jefferson, Washington e Payne: liberdade sob Deus, igualdade, democracia, mas, eis o que segue. “Estes princípios e valores éticos foram à base da sociedade desde o alvor da história, quando foram conhecidos como as sete leis noaquitas. O Congresso dos EUA, desde 1991 tem assim por referência e base social, as leis da era diluviana. Na América não vige só a Constituição, mas normas talmúdicas reservadas a nós, goym” ( ).
«Quer dizer que, em nome da democracia, o poder dominante hoje pode rever, não a Constituição, que não é dogma, mas o ‘fundamento de todo progresso moral da humanidade’: o princípio de civilização (ib.). O papel do ex-cristão judaizado como “noaquita” coincide (sem que o saiba) com aquele do adepto mação como foi mostrado ( ). De fato, lemos na segunda edição (Londres 1738) da Constituição de Anderson-Desaguliers: O Mação deve “observar como verdadeiro Noaquita a lei moral” ( ).
Na revista do Grande Oriente d’Italia “Hiram” (Nov. 1992), na recensão do livro “Israele e l’umanità”, se lê a frase do rabino cabalista Benamozegh:
“É certo que a teologia maçônica bem corresponde à da Cabala” ( ).
«Com a apostasia do Cristianismo assim concebida e organizada, o fiel ex-cristão é maçonizado, quase sem saber, por obra da Igreja conciliar, já abertamente noaquita, operação de engano, iniciada por Roncalli, avançada aos poucos por Montini, evidenciada e acelerada por K. Wojtyla ( ) que prossegue hoje sem véus por Ratzinger.
«João Paulo II, em particular, havia até estabelecido em 1994, para os seus cardeais, um memorando secreto em vista do Jubileu de 2000 sobre o Sinai, revelado através da agência ADN-Kronos pelo Cardeal Sílvio Oddi, que tinha compreendido o alcance da operação em curso de realização e adotada em pleno na atmosfera do Vaticano II.
«O memorando previa: 1) um amplo mea culpa da parte da Igreja que devia pedir perdão pelos seus «crimes» como as cruzadas, a inquisição contra os hereges, etc. 2) um martirológio ecumênico no qual aos mártires ortodoxos do bolchevismo devem ser acrescentados vários falsos mártires, do tipo Giordano Bruno, Lutero, etc.
3) O alargamento do ecumenismo, que devia ser a premissa para um eventual concílio ecumênico o mais «largo» possível e possivelmente em Jerusalém ( ).

A Revolução final vem do poder anticristão por antonomásia
Este poder «bíblico» teve a habilidade de conquistar os maiores centros de poder «espiritual» e econômico-militar da Terra, ao ponto de ser capaz de desencadear quando quiser e com o consenso geral do «mundo ocidental» uma guerra que poderá revelar-se atômica e final. Ouçamos o que escreveu Gore Vidal a propósito do modo como foi obtido um indiscriminado e irracional apoio à formação do potente Estado de Israel.
“Infelizmente, este precipitado reconhecimento do Estado de Israel redundou em quarenta e cinco anos de confusão e de massacres além da destruição do que os companheiros da empreitada sionista acreditavam criar um estado pluralista, pátria de muçulmanos, cristãos e hebreus nascidos na Palestina e dos imigrados europeus e americanos… Desgraçadamente não foi assim. Não pretendo resumir de novo as guerras e tensões que tornaram e tornam funestos aquela infeliz região. Bastar-me-á lembrar que aquela apressada invenção do Estado de Israel envenenou a vida política e intelectual dos Estados Unidos, este improvável patrono de Israel. Digo improvável porque na sua história nenhuma outra minoria extorquiu tanto dinheiro aos contribuintes para investir na «própria pátria»… uma minoria de hebreus, que representa menos de dois por cento da população, comprou ou intimou setenta senadores, os dois terços para anular um provável veto presidencial, embora também improvável, e valeu-se do maciço apoio da mídia. De certo modo, até admiro o modo como a lobby hebraica conseguiu que, desde então, bilhões de bilhões de dólares fossem para Israel, «bastião contra o comunismo». Na realidade, a presença da URSS e do comunismo ali foi irrelevante, e o único efeito foi o de atrair a hostilidade do mundo árabe, que antes era amigo…”.
Leiam-se bem estas e outras análises sinceras da situação para reconhecer qual é a real potência que governa a «improvável» super potência, que passa por ser a nação «mais religiosa do mundo» na base do seu larvado Americanismo.
Como se vê, há um obscuro poder revolucionário que está jogando com o futuro do tal «mundo ocidental» que, condicionado por uma grande comunicação ao serviço de poderes a ele alieno, navega aceleradamente para o abismo do desgoverno total.
Que nome pode ter esta entidade de poder político-religioso, que inclui os EUA e o Vaticano, na base de secretos compromissos no Apocalipse, senão o de Babilônia: a entidade anticristã por excelência? Seu terrível castigo suscitará a grande conversão?
Para os “alucinados do Apocalipse” isso parece impossível sem a Parusia milenarista.

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