Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O NOVO E O ANTIGO POVO DE JESUS ESPERA NO SANTO NOME DE MARIA

 

Ao Santo Nome de Maria, que repetimos tantas vezes no santo Rosário e que podemos sem temor considerar, junto ao de Jesus, o mais pronunciado na Terra, a esse Nome a devoção fiel quis sempre acrescentar outros que competem à santidade e pureza da Mãe de Deus e nossa.

O nome de Maria vem de Senhora Soberana e a Soberania da Santíssima Virgem Maria Lhe é conferida por seu Filho Jesus, Soberano do universo criado pelo Pai.

Eis que pronunciar e repetir o Nome de Maria é professar o seu poder de Mediadora divina, invocando a sua infinitamente doce e inestimável proteção materna.

Poderia não ser desígnio divino que o mundo fiel clame sem cessar pelo Seu triunfo?

Qual senão a conversão de seu povo antigo e novo?

Não será esta conversão geral à Verdade, como cremos necessário, o que falta para dar pleno sentido à história do ser humano?

 

Radiomensagem de Pio XII para a Ação Católica, dia 8 de dezembro de 1953

“Aspiramos entreter-Nos familiarmente convosco, como um pai faz com seus filhos, participando de vossas alegrias, confiando-vos ansiedades e aspirações. E visto que hoje é também a festa da Mãe comum quando se completam cem anos que o Nosso glorioso Predecessor Pio IX, com a força do seu magistério infalível, cravou outra jóia preciosa na Sua coroa, proclamando-a Imaculada, temos diante dos olhos a imagem da Virgem santíssima. Dela falaremos e vos convidaremos a contemplá-La, para que Dela fiquem encantados, para imitá-La e para que se sintam por Ela amparados e protegidos. Nisso nos guiará a sagrada liturgia (Off. in Assumptione B. M. V. passim), que invoca sem cessar: pulchra ut luna, bela como a lua: electa ut sol, fúlgida como o sol; terrível como um exército disposto para a batalha, terribilis ut castrorum acies ordinata.

1º – Antes de tudo, amados filhos e filhas, olhai para Maria, “formosa como a lua, pulchra ut luna. Este é um modo de expressar a Sua beleza sublime. Como deve ser a Virgem! Quantas vezes ficamos impressionados com a beleza de um rosto angélico, com o encanto do sorriso de uma criança, com o fascínio de um olhar puro! Na face da sua Mãe certamente Deus quis recolher todo o esplendor de sua arte divina. O olhar de Maria! o sorriso de Maria! a doçura de Maria! a majestade de Maria, Rainha do céu e da terra! Como brilha a lua no céu escuro, assim a beleza de Maria se destaca de toda outra, que se apaga ao seu lado. Maria é a mais bela de todas as criaturas. Vos sabeis, amados filhos e filhas, como facilmente uma beleza humana, que é como a sombra de uma flor, seduz e exalta um coração gentil: o que, então, não faria diante da beleza de Maria, se pudesse contemplar de frente seu rosto desvelado. Assim Dante viu no Paraíso (Canto 31, v 130-135), no meio de mais de “mil Anjos jubilosos”, “rir uma beleza – que alegria – estava nos olhos de todos os outros santos” : Maria!

Entretanto, naquele rosto não se revela apenas a beleza natural. Na Sua alma Deus derramou a plenitude de sua riqueza com um milagre de sua onipotência, fez passar no olhar de Maria algo de sua dignidade sobre-humana e divina. Um raio da beleza de Deus brilha nos olhos de sua Mãe. Não pensais que o rosto de Jesus, o rosto que os anjos adoram, devesse reproduzir de qualquer forma, os traços do rosto de Maria? Assim, o rosto de cada criança reflete olhos de sua mãe. Pulchra lua. Feliz o homem que pudesse ver-Vos, Mãe do Senhor, deleitar-se diante de Vós; pudéssemos oh Maria, permanecer na vossa casa para servir-Vos sempre!

2 ° – Mas a Igreja não compara Maria só com a lua, ainda usando as Sagradas Escrituras (Cant. 6, 10), passa a uma imagem mais forte e exclama: Sois oh Maria, “Electa ut sol”, como o sol eleita.
A luz do sol tem uma grande diferença com a da lua: é luz que aquece e vivifica. A lua brilha sobre as grandes geleiras do pólo, mas o gelo permanece compacto e infértil, assim como resta a escuridão e perdura o gelo nas noites lunares do inverno. A luz da lua não traz o calor, que traz vida. Fonte de luz, de calor e de vida é o sol. Ora Maria, que tem a beleza da lua, brilha também como o sol e irradia um calor e dá vida. Falando Dela, falando com Ela, não esqueçamo-nos de que é nossa verdadeira Mãe, porque através Dela recebemos a vida divina. Ela nos deu Jesus e com Jesus a própria fonte da graça.
Maria é mediadora e distribuidora de graças.

Electa ut sol. Sob a luz e o calor do sol na terra florescem e dão frutas as plantas, sob a influência da ajuda do sol, que é Maria dão frutos os bons pensamentos nas almas. Talvez, já neste momento estais repletos do encanto que emana da Virgem Imaculada, Mãe da divina graça, Medianeira de graças, porque Rainha do mundo. Oh! tivéssemos a voz de São Bernardo, que nunca se cansou de louvar, cantar, de admirar, de exultar perante o trono da Virgem! Oh! tivéssemos a língua dos anjos para poder exprimir a beleza, a grandeza de sua Rainha!
Amados filhos e filhas, revejam a história de vossa vida: não vedes um tecido de graças divinas? Podeis pensar: nessas graças entrou Maria; nasceram flores, amadureceram frutos na minha vida, graças ao calor desta Mulher eleita como o sol.

Você orou hoje de manhã? A graça que o convidou para um ato de devoção primoroso foi, talvez, uma graça especial de Maria, veio através de Maria.
Você agora está ouvindo esta Nossa Mensagem em honra da Virgem Maria: alguma palavra nela vos toca talvez mais profundamente o coração, despertando sentimentos bons e anseios de fervor? É uma graça que desce em vossas almas através da intercessão de Maria, com a luz daquele sol no céu que é Maria.
Esperais chegar um dia ao Paraíso pela graça da perseverança até o último momento da vida? Você confia morrer na graça de Deus? Mesmo esta graça virá a você devoto de Maria através de um Seu sorriso, com um raio desse sol.

3° – A Igreja toma da Santa Escritura ainda outra imagem para aplicar à Virgem Maria, bela em Si mesma como a lua, resplendente em torno a Si como o sol; mas contra o «inimigo» é forte e terrível, como um exército disposto para batalha: « Acies ordinata ».

Neste dia de alegria e exultação, Deus sabe como nós gostaríamos de poder esquecer a dureza dos tempos que estamos atravessando! “Mas os perigos, o que pesam sobre o gênero humano, são de tal ordem que não devemos cessar nunca – pode-se dizer – de lançar o nosso grito de alerta. Está presente o “inimigo”, que pressiona às portas da Igreja e ameaça as almas. E aqui está outro aspecto – o mais presente – de Maria: a sua força em combate.
Sim, após o caso infeliz de Adão, o primeiro anúncio sobre Maria, de acordo com a interpretação de muitos santos Padres e Doutores, fala da inimizade entre Ela e a serpente inimiga de Deus e do homem. Como é essencial para Ela ser fiel a Deus, também é ser a vencedora do demônio. Maria, sem qualquer mancha pisou na cabeça da serpente tentadora e corruptora. Ao se aproximar Maria, o demônio foge; assim como a escuridão desaparece quando o sol nasce.
Onde está Maria, não está Satanás, onde está o sol, e não está o poder das trevas.

[…] Desta luta já está selado o resultado final, garantido pela infalível palavra de Deus. Virá o dia do triunfo do bem sobre o mal, porque virá o dia em que – dizemos isto com imensa tristeza – irão “malditos para o fogo eterno” (Mt 25, 41) os que quiseram viver sem Deus e permaneceram obstinado até o final da impenitência. Mas há batalhas, cujo resultado não é certo, porque confiado também à boa vontade dos homens. Em algumas áreas, o “inimigo” tem prevalecido: precisamos recuperar o terreno perdido – isto é as almas transviadas – a fim de que Jesus reine de novo nos corações e no mundo.”

 

A ajuda de Maria SS. à Igreja não faltou. À súplica de Bento XV respondeu aparecendo em Fátima, com uma Mensagem para a paz. À objeção de que não seria acreditada foi feita pela vidente Lúcia, pedindo um milagre de Nossa Senhora para que todos cressem. Este foi anunciado por Maria SS. em julho, agosto e setembro (DOC. 339, 343, 345, 349).

Neste mês de setembro lembramos também a Aparição de Fátima do dia 13, data fulcral para a vida da Igreja, mas que não parece ter sido ainda reconhecida. Foi quando Maria avisou os pastorinhos: “Em outubro farei o milagre para que todos acreditem”.

O dia e a hora marcada era conhecido no mundo e pela multidão de pelo menos 70 mil pessoas, entre as quais também jornalistas agnósticos e descrentes, que acorreram ao local da Cova da Iria.

Foi o extraordinário e decisivo “milagre do sol” do dia 13 de outubro de 1917.

Se o fato “incrível”’ se tornou patente para tantos que o viram, por que a mensagem dessa mesma aparição, reconhecida pela Igreja como autêntica, e tão crível que quase tudo que anunciou já faz parte da história contemporânea, deveria ser suspeitada?

Isto é dito com a intenção de pôr em evidência a lição evangélica de que a conversão é necessária a todos e sempre, não só para quem vive longe da religião ou fora da Igreja. Antes, pelas razões vistas, ninguém mais que os pontífices e guias religiosos precisam preocupar-se com a própria conversão. A responsabilidade, a par das dificuldades, o impõe. Basta pensar que as autoridades não só não são guiadas como os subalternos, mas freqüentemente são desviadas, pela adulação ou reverência destes, a considerar que tudo o que julgam ou decidem é sábio, senão inspirado. Não poucos são os chefes que, do alto da própria posição, esquecem a finalidade desta e o dever da perene vigilância.

A Pedro Jesus disse: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou com instância para vos joeirar como trigo; mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não falte; e tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos.” (Lc, 22, 31-32)

É o grande amor e temor de ofender a Deus que mantêm os chefes à testa, na senda da verdade. Assim, deveriam acolher com reverência e gratidão um aviso celeste que vem ajudá-los com a promessa: “Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz”; “Se atenderem aos Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não… espalhará seus erros pelo mundo…”

Isto ocorreu; o ateísmo espalhou-se no mundo e na Igreja. Não é preciso acreditar na mensagem de Fátima para verificar essa terrível realidade. Ignorar a ajuda de Deus através do Milagre que Maria SS. anunciou para o dia e a hora marcada significou ignorar o grave dever de acolher a ajuda para uma hora extrema na defesa da Fé.

A situação herdada por Pio XII, consagrado bispo no dia 13 de maio, da Aparição de Nossa Senhora em Fátima, foi calamitosa; após a sua morte em 1958, fatal. O papado foi subvertido pela ocupação de clérigos abertos ao «direito à liberdade», não só dos erros da Rússia, mas do vilipêndio da Igreja do Santo Sacrifício.

Todavia sabemos que é desígnio do Sagrado Coração de Jesus converter nações e pessoas de boa vontade, sejam judeus ou muçulmanos, seja a Rússia ou a mesma Roma, por esse meio indicado na Aparição de Fátima.

Cremos, portanto firmemente que, assim como tanta miséria perdura no desprezo pelo sinal da ajuda divina através do Coração Imaculado de Maria, será no recurso incessante ao Seu Nome que a Igreja triunfará.

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