Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

CIDADELA DA TRADIÇÃO: ATAQUE E TIRO EQUÍVOCO estratagema do P. Schmidberger e ideário do Júlio Fleichman, com nota sobre a revista Placar


Penitência, penitência, penitência!

 Ataque sorrateiro à imutável Cidadela da Tradição

O Padre Franz Schmidberger, Superior do Distrito Alemão da Neo FSSPX, em entrevista ao sítio Pius.info (18 de setembro de 2012), sobre a possibilidade de imposição de novas sanções canônicas caso a Fraternidade não tenha sua situação canônica regularizada, continua atrás do acordo com o Vaticano conciliar; pior, diz que deste arreglo depende a «coluna dorsal, o ponto de referência, de todos os que apóiam a Tradição da Igreja» (isto é, a entidade que ele pretende controlar).

Eis o que diz, em coerência com sua longa carreira «acordista», que ainda um dia há que ser exposta: “É preciso reconhecer que a Fraternidade não é apenas uma comunidade de 560 ou 570 padres, algumas religiosas e religiosos e até mesmo algumas escolas. Ela tem uma influência difusa e – talvez seja insolente dizer, mas creio que ela é, de certa maneira, a coluna dorsal, o ponto de referência, de todos aqueles que apóiam a Tradição da Igreja. Se esse ponto de referência fosse de alguma maneira desacreditado, significaria uma tremenda desmoralização de todas as forças restauradoras e conservadoras na Igreja. Isso seria uma grande catástrofe, não tanto para a Fraternidade, mas para a Igreja. Eu veria isso como um grande prejuízo.”

 É possível desacreditar a Tradição?

A Tradição da Igreja sendo de origem divina não pode ser desacreditada de maneira alguma; é imutável.

Mas aqui se quer identificá-la abusivamente com a mutável Neo FSSPX.

Então P. Franz pensa que ela pode ser desacreditada pelo Vaticano atual – que pretende «aggiornarla» – ao negar a regularização da «situação canônica dessa ondulante entidade»? Sim, porque como se sabe, ela esistia para defender a imutável Tradição, justamente aquela que o Vaticano 2º e seus promotores querem demolir!

Mgr Lefebvre passou anos explicando que são estes a serem desacreditados ao negarem a Realeza de Jesus Cristo na sociedade humana; Tradição que defendeu e razão porque fundou a Fraternidade.

Nela penetrou o Franz Schmidberger, junto a outro ex sedevacantista, em procura de uma sede.

O Arcebispo foi «excomungado» da Igreja conciliar por causa da razão que defendia: mas preferiu morrer comungando com a Tradição, que excomunga a outra igreja.

Com esta agora quer acordar-se seu ex diretor, para empulhar os resistentes e resilientes da Tradição.

Deste modo é ele, aliás não há novidade nisto, que se faz coluna referencial de todos os que dizem apoiar a Tradição. Em suma, é outro lobo disfarçado de vovozinha da fábula – como o seu amigo Rifan – para melhor abocanhar os que professam a única Fé da Igreja, inconfundível com o aparato ecumenista dos «papas conciliares.

 

Sobre uma página do livro de Júlio Fleichman

Congratulo-me com a Letícia de Paula da agrandeguerra@gmail.com porque, embora geralmente mais concentrada em tudo o que desperta e reforça a piedade católica, soube reconhecer a necessidade e o dever de Caridade cristã de, nestes tempos de ataque à Fé, não temer enfrentar a aspereza das polêmicas em sua defesa. Não sei se já leu nosso arrazoados aqui na Pro Roma Mariana e no Agerecontra.it, justamente sobre a questão que segue, porque a ela temos dado toda atenção.

É verdade que “a exaltação do Estado de Israel e da maneira pela qual fizeram a guerra injusta para voltar ali, vai contra a resposta que São Pio X deu ao sionista Theodor Herzl, sobre não dar-lhes apoio porque isto seria contra a Sentença de Deus como castigo pela dureza de coração dos judeus”…

Neste sentido, para o católico não há que reconhecer esse Estado, onde Jesus é proibido e o Seu Batismo é espezinhado, mas que foi reconhecido e visitado pelos «grandes irmãos menores» da igreja conciliar.

Será que meu falecido amigo Júlio Fleichman (JF), judeu convertido de origem russa, ignorou esta realidade no seu livro, que eu desconhecia, «Itinerário Espiritual da Igreja Católica», Ed. Permanência, 2004 ?

Ora, na p. 152 publicada se lê: “… A grande apostasia, como vimos ao longo deste estudo, já ocorreu e o que vemos hoje é o seu máximo desdobramento. O Reinado de Maria, como explicamos, parece-nos ter ocorrido e dura até hoje. Que falta ainda? Falta a conversão dos judeus, milagre que será de tal modo espantoso que, tudo indica, ocorrerá juntamente com o Advento de Cristo na sua segunda vinda.”

Sabemos que hoje falar da necessidade de conversão dos judeus parece anti-semitismo!

JF não só enfrentou essa verdade (como Permanência enfrentou com Gustavo Corção as impertinências judaicas dos Bloch), mas tratou das evangélicas “indicações de uma espécie de preparação para isso… a partir da movimentação de judeus para formarem sua pátria na Palestina, pátria da qual estiveram privados durante dois mil anos”, embora aqui deslize numa conclusão aventada: “sinais de que esse castigo sobre o povo eleito da antiga lei estava para terminar!… como assim? sem a conversão necessária?

Segue compartilhando a desventura desse seu povo, o que é humano, para prosseguir com a justificação: “Mas, como assinalaram vários autores católicos, desde São Paulo, os dons de Nosso Senhor são sem arrependimento, as promessas de volta dos judeus ao redil santo da Igreja teriam que ser cumpridas e o chamado “mistério de Israel” mostrava que, perseguida ou odiada, sem os instrumentos de sobrevivência dos povos comuns, a nação judaica não desapareceria. Quando do restabelecimento do Estado de Israel, esse povo que até então fora desprezível e desprezado, mostrou-se de uma grandeza, de uma enorme capacidade não apenas intelectual, mas também como estadistas, generais de grande capacidade militar, inventores e estrategistas, administradores públicos e diplomatas, de tal sorte que se tornava visível que a mão de Deus que pesara sobre eles se havia abrandado e o grande castigo de dois mil anos parecia ter chegado ao seu fim. Os feitos heróicos e os grandes sucessos militares desse pequeno povo, desde 1948, são de encher os olhos de admiração. Como supor que seja obra de seu braço, apenas, tudo isso? Uma população de judeus que soma, em todo Israel, a metade da população do Rio de Janeiro e além disso espiritualmente dividida em dois blocos, como poderiam fazer face e vencer cem milhões de árabes, super-ricos com os dólares do petróleo e ainda arrostar as iras dos seus próprios aliados… vemos isto com espanto, o que nos leva à convicção de que o braço que os sustenta e fortalece é o de Nosso Senhor.”

Aqui diríamos: Deus permite isto, como permitiu durante séculos a total e obscura penetração desse povo – visceralmente anti-cristão – no âmago da Cristandade.

Este é o macroscópico fator histórico: este povo foi posto como pedra de tropeço, prova vital para as «nações gentis» convertidas a Nosso Senhor Jesus Cristo. Duas «realidades humanas reveladas»: ao advento de uma correspondia o declínio da outra e vice-versa.

Trata-se do grande «mistério histórico» explicado por autores do calibre do P. Julio Meinvielle (El judío en el misterio de la historia – Editorial Cruz y Fierro 1982) e bem ilustrado pelo P. Ceriani, que nesta matéria se demonstrou aclarado.

Nota atualizada sobre a Revista Placar, que é parte do Grupo Abril e publicou uma capa com um jovem jogador crucificado, cujo lado é trespassado como foi o do nosso adorável Redentor. Pode não estar tão vistosa e miserável provocação anti-cristã em linha com as intenções da Editora? Aqui se deve reconhecer o principal: há um centro de pensamento e de poder que continua a planejar a crucifixão e morte de Jesus na alma dos povos. Pode esta surda perseguição religiosa, que dura dois mil anos, ser obra dos Romanos? Só se estes fossem os dominadores da grande comunicação no mundo. Quem pensam enganar ainda?

A esta luz, o nosso Júlio devia ter prosseguido, mas o sangue falou mais forte e ele diz: “Em 1980, o Estado de Israel proclamou Jerusalém sua capital, oficialmente. O inteiro universo urrou de fúria, Estados Unidos, União Soviética, Europa, sem falar, é claro, nos países árabes. Até a pequena Costa Rica, único país que tinha embaixada em Jerusalém, fez as malas e saiu correndo para não dar a impressão que estava reconhecendo indiretamente a situação. Ora, o professor Pacheco Salles nos chamou a atenção para a passagem de Lucas 21, 24 em que Nosso Senhor diz, em texto relativo ao fim do mundo: “… e Jerusalém será calcada pelos Gentios até que se completem os tempos das nações. Ficamos pois sabendo, uma vez que Jerusalém, pela primeira vez desde os tempos de Jesus, ficou livre do pé dos Gentios, que o “tempo das nações” acabou. Que quer dizer isso? Parece que o sonho de certas nações com relação ao seu poderio sobre as demais…”.

Nem por isso, trata-se do sonho desse povo em relação ao domínio sobre todas as nações, como está no Talmud: é sonho de cunho «religioso».

Disso tratamos mais a fundo, junto ao professor Tomás Tello Corraliza, no nosso livro «Segredo de Fátima ou Perfídia em Roma», relevando a razão porque o «sonho» foi bem além do esperado, demonstrando o seu real sentido religioso: atingiu o centro da Cristandade que quiseram desde sempre ocupar e demolir.

Seguiam na perseguição que Jesus, que ignoram, profetizou até o fim do tempo das nações (Lc 21, 24)

Hoje é do Vaticano que procedem as genuflexões e pedidos de desculpa pela secular oposição ao Judaísmo, quase não se tratasse do contrário, isto é do repúdio do Messias prometido a todas as nações, para cujo recebimento esse Povo fora eleito.

Não disponho desse livro do amigo JF e portanto não sei como ele continua nas páginas que seguem às duas publicadas naquele sito, mas o principal ele disse: os judeus devem converter-se para o bem deles e a paz no mundo.

De fato, eles dominam os grandes poderes mundiais no âmbito das nações: o poder da finança e o militar que hoje parece vir dos Estados Unidos da América. Basta ler, por exemplo, o destemido ateu americano Gore Vidal para saber qual poder dirige o teatrinho da nova ordem mundial às custas da América e arredores.

Mas isto não é segredo para ninguém que conhece a política internacional e não seja cego voluntário.

O problema é que tal domínio chega a ser de tal dimensão que, quem arrisca apontá-lo em público, é logo acusado da «infâmia de anti-semitismo»!

É a primeira vez na história humana que o mais poderoso «calca» até os inocentes deslumbrados que reconhecem as evidências de seu magno poder mundial!

Ora, também isto passa a ter um cunho religioso terminal que, tenho a certeza, para o Julio Fleichman que conheci, ainda não tinha sentido. Tanto menos para o seu filho (que conheci e revi no Barroux e depois ordenado em Ecône junto ao monge Dom Tomás).

Todos estamos sob a prova da grande apostasia que lembrou o amigo Júlio; a questão é saber de que parte queremos estar porque tudo se faz mais claro na vigília da grande guerra a ser desencadeada pelos potentes do mundo atual, depois das desastrosas escaramuças já em ato no campo financeiro mundial para «as nações» da gentilidade consumista que abandonou o Cristianismo.

Essa terceira grande guerra, pelo pouco que se sabe, visto que terá conseqüências sem limites, pode acarretar então que parte desse grande povo, agora em Israel, sem nunca ter ignorado a qual dimensão bíblica chegariam como verdadeiros responsáveis pela vinda do Messias de Deus, ponha finalmente as mãos na cabeça para exclamar com terror e louvor: “Bendito O que veio em Nome do Senhor!”

E dizer que este ciclo histórico ocorre, como escreveu o amigo, que conheci devoto de Fátima: no «Reinado de Maria» que,“como explicamos, parece-nos ter ocorrido e dura até hoje. Que falta ainda?

Faltou entender e aplicar a Mensagem da incomparável e doce Mãe de Deus e nossa!

Estamos, porém, sempre em tempo, pelo menos para saber que tudo é permitido para que mais almas se convertam à Fé no Verbo de Deus e se salvem!

Louvado seja o Seu santo Nome!

2 Respostas para “CIDADELA DA TRADIÇÃO: ATAQUE E TIRO EQUÍVOCO estratagema do P. Schmidberger e ideário do Júlio Fleichman, com nota sobre a revista Placar

  1. Henrique Sebastiao setembro 28, 2012 às 12:17 pm

    Blogueiros católicos e povo fiel, por favor divulguem o vídeo do Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz:

    Na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

    Henrique Sebastiao
    Blog Voz da Igreja

    • Pro Roma Mariana setembro 28, 2012 às 1:00 pm

      Atendemos o pedido de publicar este apelo pela matéria escandalosa que trata o porque desde sempre lutamos onde podemos contra a infâmia do aborto voluntário. Há que notar, porém, que não se pode enfrentar eficazmente nenhum mal sem identificar a sua causa. No caso do Lula, PT e delinquentes associados, não se pode esconder que apareceu e cresceu à sombra do card. Evaristo Arns e das «comunidades conciliares», que com o Vaticano 2º alteraram a noção de direito e liberdade ensinadas pela Igreja católica. Enquanto durar o ensino pervertido desta outra igreja de bases invertida, as verdadeiras vozes contra o aborto não são ouvidas, mas hostilizadas, até em nome do «novo catecismo»!

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